Epson entra no mercado de sublimação com duas novas impressoras

Por Luiz Ricardo Emanuelli em 25/11/2012

impressora Epson para sublimação

Nova SureColor SC-F7000: aposta da Epson para o mercado de impressão sublimática

SureColor SC-F: esse é o nome da nova linha de impressoras que marcam a entrada da Epson na sublimação. Dois modelos fazem parte dessa família: o SureColor SC-F60 e o SureColor SC-F70. O primeiro tem 44 polegadas (1,1m) de largura de impressão. Já o segundo, um pouco maior, vem com 64 polegadas (equivalente a 1,6m).

As novidades, que trabalham com a paleta básica de cores CMYK e resolução de 720 x 1440dpi, têm um grande diferencial: todos os seus componentes (tintas, cabeças, chassis e acessórios) são projetados e fabricados pela mesma empresa, a Epson — um feito inédito no mercado de impressoras sublimáticas. "A impressão digital têxtil ainda é pequena, mas está crescendo rapidamente. Nossa estratégia é aumentar esse percentual, fornecendo soluções confiáveis e de baixo custo, totalmente projetadas por nós", declarou recentemente Guy Martin, gerente de produto da Epson Europa.

Até então, vários outros modelos de impressoras da fabricante eram adaptadas para receber tintas sublimáticas compatíveis. Algo que a empresa tentará coibir com as suas novas apostas para o mercado.

Características técnicas das impressoras Epson para sublimação

As impressoras SureColor SC-F possuem sistema rolo a rolo de alimentação de substrato (papéis para sublimação), cuja estrutura exige pouco trabalho de um único operador. As máquinas também contam com tensionamento automático de mídia. Além disso, o cilindro de recolhimento de material impresso — padrão na SC-F70, mas opcional na SC-F60 — permite produções ininterruptas. E para quem faz uso de bobinas mais pesadas, pode-se adquirir um sistema opcional de mídias que suporta bobinas de 80Kg.

Epson SureColor SC-F6000: impressora sublimática de 1,1m

Segundo a fabricante, as impressoras vêm equipadas com cabeças Epson MicroPiezo TFP, já consolidadas no segmento de sublimação. Trata-se de uma tecnologia que casa bem com as tintas Epson UltraChrome DSink, outra novidade da empresa, vendida em cartuchos de 1,5 litro.

Ambos os modelos foram desenvolvidos para a produção de brindes, soft signage, moda esporte, vestuário, acessórios, artigos personalizados, entre outras aplicações feitas com sublimação. De acordo com a empresa, as máquinas geram impressos com resitência à luz, lavagem, abrasão e transpiração.

Quanto aos modos de operação, os equipamentos oferecem: Draft (velocidade de 57m2/h), Produção (28m2/h) e Qualidade (16m2/h).

Fonte: Epson UK. Texto: InfoSign



Adesivação: o que acontece quando o clima está muito frio ou quente

Por Luiz Ricardo Emanuelli em 11/12/2012

Quando o tempo esfria, os envelopadores devem tomar alguns cuidados para que a adesivação saia como esperado. É sempre muito importante que o veículo esteja limpo. Antes de chegar ao local de adesivação, ele deve ser lavado (apenas com detergente) e desengraxado. Depois, recomenda-se esperar para que o carro seque e esquente. Além disso, procure fazer a instalação em locais fechados onde as temperaturas são mais elevadas.

Veja o que pode acontecer se o vinil for aplicado em locais com temperatura (muito) baixa:

  • A película pode não alongar, já que, logo após aquecê-la, ela vai esfriar;
  • O tack inicial do adesivo pode ser insuficiente para garantir a adesão da película;
  • A umidade pode condensar-se na superfície do veículo, complicando a adesivação;
  • A película pode ficar dura e frágil, e não vai aderir. Se isso acontecer, o adesivador vai, naturalmente, forçar a espátula, para promover a adesão do filme, e isso pode causar danos ao vinil;
  • Em condições muito úmidas, pode ser difícil manter o substrato seco.

Promover um pós-aquecimento também é fundamental para reduzir a tensão do vinil, manter a sua memória e mantê-lo no lugar correto.

ferramenta para adesivação

Para moldar a película, use ferramentas

Dicas para a adesivação em climas quentes

Atente-se quando o clima esquentar demais. Com o calor, o vinil fica mais maleável, o que dificulta o seu reposicionamento. Além disso, ele tende a distorcer e criar rugas.

A temperatura da superfície jamais deve exceder os 40ºC. Verifique as informações sobre temperaturas mínima e máxima dadas nos manuais dos produtos (se o veículo de cor escura estiver submetido a um calor de 32ºC, então a sua superfície pode estar acima dos 70ºC — tome cuidado).

Se a aplicação tiver de ser feita em ambiente externo, tente começar o trabalho o mais cedo possível. Faça o que puder para não deixar o carro sob o sol.

Em um clima quente e úmido, ocorre a condensação pela manhã. A aplicação nessa condição também deve ser evitada.

Artigo técnico originalmente publicado pela 3M dos EUA. Tradução e adaptação: InfoSign



Cast e calandrado: métodos de fabricação do frontal (vinil adesivo)

Por Luiz Ricardo Emanuelli em 14/01/2013

O frontal (película de PVC do vinil adesivo) é composto basicamente pelos seguintes elementos:

  • Plastificante: torna o filme flexível;
  • Pigmento: dá cor ao filme;
  • Aditivos: conferem propriedades específicas;
  • PVC: polímero de policloreto de vinila.

Além das matérias-primas, o processo de fabricação (cast ou calandrado) influencia na qualidade do vinil adesivo.

Cast (fundição)

Produz filmes de excelência, alta performance, durabilidade e flexibilidade. No processo de fabricação cast, as matérias-primas são adicionadas em ordem determinada, dentro de um recipiente. Além da sequência, elas devem ser misturadas numa velocidade controlada, em períodos demarcados, para formar uma mistura consistente. Essa mistura (líquida), conhecida como organosol, é "derramada" numa base, chamada de carregador, geralmente feito de papel.

Depois, submete-se a mistura a estufas, cuja função é evaporar os solventes da solução. Em seguida, forma-se um filme sólido (de espessura de 2 mil-milésimos de polegada), que é enrolado em bobinas, para receber o revestimento adesivo subsequente.

É o carregador que determina a textura do filme. Como o vinil é colocado nele em um estado "relaxado", o filme acaba por oferecer grande estabilidade dimensional (baixo encolhimento).

Esse processo também permite obter películas muito finas, devido ao controlador (nivelador) de espessura. Uma característica que ajuda na conformação do produto.

Processo de fabricação cast (vinil adesivo)

Esquema da fabricação do filme cast

Calandrado

Na fabricação do calandrado, são utilizados os seguintes dispositivos em sequência:

  • Mixers (misturadores): faz a mistura (chamada de dry blend) dos componentes (pó ou líquido) que formam o laminado. As matérias-primas variam de acordo com o resultado que se deseja obter. Mas, basicamente, os elementos empregados são: PVC, plastificante, estabilizante térmico, pigmentos e aditivos.
  • Banbury (misturador que usa pressão e calor): dentro dele ocorre a gelificação. Em outras palavras: a mistura passa para o estado gelatinoso. Esse processo aplica altas temperatura e tensão. Ao fim dele, a massa fica mais uniforme, para a homogeneização do produto final.
  • Strainer (filtro/dispensador): sistema de filtragem que retém impurezas e contaminações da mistura.
  • Calandra: dispositivo composto por diversos cilindros por entre os quais passa a mistura. Nessa etapa são definidas as características do laminado, como espessura, propriedades mecânica e efeitos (brilhante, fosco ou fibra de carbono). Esses acabamentos e texturas são obtidos por meio da variação de temperatura e cisalhamento, ou por cilindros especiais (como fibra de carbono). No próprio conjunto de cilindros, ocorre também o resfriamento.
  • Embobinamento: depois de resfriado e em condições ideais, o material segue para essa etapa final, que dispõe o produto em rolos. Em seguida, eles vão para o armazenamento, em locais abertos, isentos de poeira e contaminantes. É nesse formato (bobinas) que o laminado de PVC é comercializado para os fabricantes do vinil adesivo.
 
Esquema: fabricação do calandrado (vinil adesivo0

Sequência de calandras que fazem parte do processo calandrado

Fonte: Tekra. Artigo redigido por InfoSign e publicado originalmente no dia 14 de janeiro de 2013.