Envelopamento de carro: dicas para uma aplicação profissional

Por Eduardo Yamashita em 28/11/2015

É fato: o grande público está apaixonado pelo envelopamento de carros. Personalizar, proteger e diferenciar o próprio veículo, para deixá-lo com aparência fosca, brilhante, supercolorida ou mutante: a febre veio mesmo para ficar. E, além disso, não podemos esquecer a adesivação de veículos corporativos, que sempre foi um belo filão do mercado de comunicação visual — e também está em franca expansão.

Envelopamento de carro: adesivação de retrovisor (passo a passo)
Envelopamento de carro: adesivação de porta (passo a passo)
 

A evidência e o crescimento fazem com que mais profissionais entrem e passem a competir no segmento, o qual podemos dividir em três núcleos de empresas:

- Fornecedoras de materiais: fabricantes e distribuidores de vinis e películas adesivas e acessórios para a aplicação, como sopradores térmicos e espátulas;

- Adesivadoras: empresas ou profissionais que fazem a instalação das películas sobre a superfície dos veículos;

- Clientes: consumidores e empresas que solicitam e compram o envelopamento de carro.

Se você faz parte de algum desses grupos, confira as dicas abaixo. Elas tratam tanto da escolha quanto da aplicação correta no envelopamento de carro.

Saiba quando escolher entre o vinil cast e o calandrado

Tipo de vinil

Para saber de antemão qual será o comportamento da película adesiva (vinil) na superfície a ser adesivada, você tem que conhecer as seguintes variáveis:

Filme de PVC:

- Calandrado (mais espesso): use em superfícies planas e curvas simples;

- Cast (mais fino): use em todos os tipos de superfícies (planas, curvas simples, compostas, baixos relevos).

Adesivo:

- Sensível à pressão (adere muito fácil à superfície): use para superfícies planas e curvas simples. Recomendado o método de aplicação úmida;

- Ativado por pressão (a adesão inicial é menor): use para todas as superfícies. Método recomendado: aplicação a seco.

Tipo de imagem

Há uma série de películas coloridas (com ou sem textura) disponíveis no mercado. Também existem as películas brancas sobre as quais pode-se imprimir imagens por meio de impressoras digitais. Nesse caso, atente-se ao solvente da tinta: ele deve estar totalmente seco (evaporado). Saiba também que ele pode agredir o filme de PVC e, em alguns casos, o adesivo.

Tipo de superfície

O envelopamento de carro contempla superfícies bem irregulares e curvas complexas (que exigem habilidade do adesivador). E antes de aplicar a película, não deixe de checar a ancoragem (adesão) da pintura (verniz e tinta) em toda a extensão da lataria. Se ela não estiver adequada, nem pense em começar a aplicação. No caso de metais sem pintura, verifique se não há oxidação, que também atrapalha o envelopamento.

Envelopar carro exige habilidade do adesivador: ele encontrará muitas superfícies complexas

Limpeza da superfície

Para a adesão adequada da película, a superfície deve estar limpa, ou seja, isenta de elementos que diminuam a ancoragem do adesivo. Veja exemplos de contaminantes: graxa, gordura, óleo, silicone, poeira, fiapos de pano, entre outros. Para a limpeza, use:

- Água e detergente neutro: remove poeira e fiapos;

- Solventes: retira graxa, gordura, silicone, óleo, piche. Exemplos: álcool comercial (para plásticos, em geral), álcool isopropílico (para vidros) e desengraxante comercial (para superfícies pintadas e metais);

- Removedores de adesivos: remove colas deixadas por outras películas autoadesivas.

Dica importante: tente começar a aplicação logo em seguida da limpeza. Não espere. Nesse meio tempo, a superfície pode ser novamente contaminada por sujeira.

Antes da aplicação, é fundamental limpar a superfície do veículo

 

Aplicação da película

Em superfícies complexas (como as encontradas no envelopamento de carros), a aplicação deve ser a seco. No método úmido, vestígios de água permanecerão entre o adesivo e a superfície — o que formará bolhas. Nessa hora, o uso de ferramentas adequadas ajuda muito na instalação:

- Fita crepe: para posicionar a imagem. Dispositivos com imãs também podem ser usados nesta etapa;

- Espátula: para aplicação do vinil. Muitas vezes, é necessária uma proteção na espátula para não riscar a imagem;

- Estilete e lâmina: para refilar a imagem. O corte da lâmina deve estar afiado, para evitar riscos na superfície do veículo;

- Furador de bolhas: para remover as bolhas deixadas na aplicação. O estilete não é a ferramenta adequada nessa operação. Deve-se usar agulhas, porque elas perfuram o vinil, e não causam cortes;

- Soprador térmico: para “moldar” o vinil adesivo nas curvas complexas.

Para uma aplicação profissional, use instrumentos, como o furador de bolhas, na hora da instalação

Checklist

Para cada envelopamento de carro, antes e depois da aplicação, recomenda-se fazer um checklist. Ele registra as evidências de cada trabalho, para futuros problemas ou para o fornecimento de uma garantia ao cliente. Esse documento deve conter todas as condições iniciais do veículo, bem como os materiais utilizados — e até fotos do trabalho finalizado.

Texto originalmente publicado com exclusividade no InfoSign, no dia 28 de novembro de 2012.

Sobre o autor: Eduardo Yamashita é consultor técnico especializado em vinis, envelopamentos de carro e comunicação visual.



J-Teck3 apresentará novas tintas têxteis na Fespa 2015

Por Luiz Ricardo Emanuelli em 04/05/2015

J-Lux é tinta desenvolvida para tecidos de poliéster

J-Lux é tinta desenvolvida para tecidos de poliéster

A J-Teck3, fabricante de materiais para impressão digital, promete apresentar novidades na Fespa 2015, feira que ocorre entre os dias 18 e 22 de maio, na Alemanha. Entre os lançamentos da empresa estará a J-Lux, tinta à base d’água para tecidos de poliéster e substratos para moda e decoração, para aplicações em produtos como roupas esportivas, bandeiras e materiais que exigem alta resistência à luz, extremo brilho e definição de imagem.

Segundo a empresa, o nome "Lux" é um tributo ao Ano Internacional da Luz, que será celebrado durante o ano de 2015, e casa perfeitamente com as principais características técnicas da tinta que será lançada.

A J-Lux estará disponível nas cores CMYK e será fabricada em duas versões: J-Lux para J-Next Subly (indicada para cabeças Epson DX5, DX6 e DX7) e J-Lux para J-Cube KF (para cabeças Kyocera).

Fonte: Fespa



IIJ apresenta impressora industrial de papéis de parede

Por Luiz Ricardo Emanuelli em 17/01/2017
Equipamento é capaz de imprimir papéis de parede em linha e alta velocidade

Equipamento é capaz de imprimir papéis de parede em linha e alta velocidade

A fabricante Industrial Inkjet (IIJ) apresentou um modelo demonstrativo de impressora digital industrial que estampa papéis de parede em velocidade linear de 70m/min.

Nos últimos 18 meses, a IIJ, que teve a ajuda da Konica Minolta, trabalhou em uma solução que pode compete em custo e produtividade com os métodos convencionais de impressão.

Segundo a empresa, a impressão inkjet de papel de parede tinta é bastante comum, mas as velocidades hoje são muito baixas e a tecnologia é restrita a aplicações especiais de curto prazo. A impressora apresentada pretende mudar esse paradigma.

John Corrall, diretor da IIJ, declarou: “A impressão de papel de parede está prestes a ver uma mudança massiva para a tecnologia digital, graças às melhorias dos sistemas inkjet. O desempenho, o custo da tinta, a largura e a velocidade de impressão estão num patamar mais elevado. Quando começamos, a principal dificuldade foi desenvolver uma tinta que atendesse aos requisitos da indústria de papel de parede. A tinta tem de trabalhar em uma ampla gama de mídias e cumprir os padrões de qualidade. Levamos 18 meses para desenvolver um insumo que desse conta desses requisitos”.

Assista ao vídeo promocional da impressora:

Fonte: Industrial Inkjet (IIJ)