Como aplicar vinis adesivos em pisos

Por Eduardo Yamashita em 01/09/2015
Confira dicas para aplicar vinis adesivos em pisos

Confira dicas para aplicar vinis adesivos em pisos

A decoração de pisos é uma atividade em potencial para qualquer birô ou gráfica digital. Então por que não começar a oferecer esse tipo de serviço? A experiência em instalação de vinis e envelopamento de veículos certamente ajudará na execução de trabalho em pisos, que, no entanto, reserva algumas particularidades.

Por exemplo, se as bordas da película começam a levantar antes do término da vida útil do produto (que não é superior a seis meses), o trabalho deverá ser refeito. E por que as bordas levantam? Porque o piso não foi devidamente preparado antes da aplicação do vinil adesivo.

Assim, é melhor gastar alguns minutos para preparar a superfície do que ter de refazer o trabalho. Portanto, é importante saber como posicionar a imagem, como preparar a superfície e como instalar a imagem.

Onde posicionar a imagem

Antes da instalação, é preciso ter certeza de que o vinil vai aderir ao revestimento do piso, que pode ter superfície encerada, de concreto selado, mármore, azulejos de cerâmica ou madeira selada. Mas essa não é a única condição. A superfície do piso deve estar presa e em boas condições. Não adesive sobre peças soltas e irregulares. Além disso, a superfície deve estar protegida, sem reboco (rejunte) solto e livre de rachaduras e lascas. Também deve estar isenta de silicone, pois ele inibe a adesão do adesivo.

Certifique-se de que o piso está bem fixado. Isso porque revestimentos de assoalho colados irregularmente podem se soltar, o que resulta no levantamento prematuro da imagem. Além disso, o revestimento do assoalho pode sair com o vinil durante a retirada do material.

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Por razões de segurança e para manter a integridade da imagem, é importante colocá-la numa área de trânsito moderado, longe das portas principais

É importante também ressaltar que a imagem fica escorregadia quando molhada. Portanto, é melhor escolher um local onde não chova.

Ao instalar a imagem em um armazém, as empilhadeiras e os motores de reboque podem comprometer a integridade da imagem por derramar óleo e sujeira de rastreamento sobre a película adesivada.

Antes da instalação, pergunte-se: Qual é o volume de tráfego de pés e quanto tempo a imagem deve durar? Imagens em piso de um estádio durarão e permanecerão vibrantes e sem levantar as bordas?

Isso depende de quantas pessoas caminharão sobre a imagem. Esse é o lado negativo. O lado positivo é que há muitos pisos e superfícies para adesivar com anúncios.

Preparação da superfície

Depois de determinar o local apropriado para a imagem, é necessário preparar a superfície para a aplicação do vinil autoadesivo. Caso contrário, a durabilidade da imagem poderá ser comprometida. Em suma, a superfície de aplicação deve estar limpa, lisa e seca.

Limpeza do piso

Em primeiro lugar, pulverize a área onde a imagem será aplicada. Use uma solução com 20 gotas de detergente por litro de água. Não use sabonetes ou detergentes enzimáticos. Limpe a área e, em seguida, limpe uma área 20cm maior do que a imagem total.

Depois, limpe novamente. Com o chão limpo, seque-o com um papel toalha que não solte fiapos. Certifique-se de remover toda a poeira sem deixar sujeira em seu rastro.

Para obter o resultado desejado, é imprescindível limpar corretamente o piso antes da adesivação

Remoção de óleo e graxa

É preciso enfatizar: é necessário limpar o chão com uma toalha de papel sem fiapos umedecida e álcool que não contenha loções ou aromas. O álcool isopropílico é o melhor - não utilize álcool em gel.

Para evitar deixar resíduos, limpe a superfície completamente seca com uma toalha de papel sem fiapos antes de evaporar o álcool.

A superfície brilhante é melhor, mas nem sempre será possível trabalhar com esse tipo de superfície.

Antes de trabalhar com pisos pintados, realize um teste para ter certeza de que a tinta do chão não será removida caso o vinil seja reposicionado ou retirado. Considere o seguinte: a maioria das imagens de piso tem adesivo permanente, que é extremamente agressivo.

Armado com essas informações, você muito provavelmente obterá uma instalação bem-sucedida. Uma dica final: sempre preste muita atenção às orientações específicas dos fabricantes dos vinis. Alguns requisitos adicionais podem fazer grande diferença na aplicação final.

Sobre o autor: Eduardo Yamashita é consultor técnico especializado em vinis adesivos, envelopamento de carro e comunicação visual
Sobre o autor: Eduardo Yamashita é consultor técnico especializado em vinis adesivos, envelopamento de carro e comunicação visual

 



Criata adquire a primeira Durst Kappa 180 do Brasil

Por Luiz Ricardo Emanuelli em 19/04/2013

Dust Kappa 180: para estamparia digital e muita produtividade

Dust Kappa 180: para estamparia digital e muita produtividade

A Criata, sediada em Belo Horizonte, é a primeira empresa no Brasil a investir numa Durst Kappa 180, impressora para estamparia digital.

Evando Abreu, diretor da Criata, esclareceu um dos motivos que impulsionaram o investimento: "Nossos equipamentos antigos produzem na velocidade média de 40m2/h. Os equipamentos da nova geração produzem em torno de 100m2/h. No caso da Kappa 180, essa produtividade está estimada em cerca de 600m2/h".

O executivo também comentou sobre a qualidade da impressora digital: "Quando falamos de tecidos como o algodão, é muito difícil produzir imagens com grande destaque visual e riqueza de cores. Na Kappa 180, é possível atingir esse padrão".

Fonte: Durst Brasil



Razões para o crescimento da impressão de cura por radiação UV

Por Luiz Ricardo Emanuelli em 06/02/2018
Saiba por que a tecnologia de cura por radiação não para de crescer

Saiba por que a tecnologia de cura por radiação não para de crescer

A Smithers Pira, consultoria internacional de inteligência de mercado, publicou recentemente o estudo "The Future of Radiation Curing Print Markets to 2022", que identificou os principais desenvolvimentos tecnológicos que impulsionam a expansão da impressão de cura por radiação.

De acordo com o documento, em 2017 foram produzidas aproximadamente 1,38 trilhão de impressões A4 (um valor de 63,4 bilhões de dólares) com tintas e vernizes de cura por radiação (UV e feixe de elétrons) - um mercado que está crescendo em torno de 2 a 3% ao ano.

Os usuários estão adotando a secagem instantânea para melhorar a eficiência produtiva e explorar as novas propriedades das tintas e revestimentos. A cura por radiação não só economiza tempo em função da secagem instantânea, mas também permite aumentar a eficiência do processo como um todo.

Enquanto os volumes de impressão em gráficos estão caindo 3% ao ano (entre 2012 e 2022), os segmentos de impressão de cura por radiação estão em expansão. O volume de cura por radiação aumentará 25% em volume e 33,6% em termos de valor durante este período. Leia sobre alguns dos principais apontamentos técnicos levantados pelo estudo:

Cura UV LED

A cura UV LED emprega diodos emissores de luz que emitem uma banda estreita de UV e fornece um pico de energia ultravioleta. Ela oferece uma saída com ampla distribuição em todo o espectro eletromagnético, inclusive luz visível e radiações infravermelhas.

A cura LED gasta menos energia do que os sistemas UV de lâmpada de mercúrio de baixa energia (tópico a seguir), além de desligar instantaneamente, o que reduz o tempo de inatividade necessário para que as lâmpadas atinjam plena eficiência. Também economizam energia por curar instantaneamente a tinta impressa. A desvantagem desta tecnologia é a disponibilidade limitada de tintas adequadas e o alto custo atualmente associado a elas. No entanto, a gama de tecnologias UV LED comercialmente disponíveis está crescendo.

As empresas que usam impressoras UV LED relatam um consumo de energia até 70% menor do que os sistemas UV convencionais. Outro benefício da UV LED é o brilho da cor em função do maior teor de pigmento nas tintas.

A UV LED está crescendo para além de aplicações de nicho. Atualmente, está sendo empregada também em segmentos de maior volume.

Cura UV de baixa energia

Os métodos de cura UV estão mudando. A maior parte da secagem ultravioleta em 2017 ainda foi realizada por meio de lâmpadas de vapor de mercúrio feitas de quartzo, que gastam tempo para aquecer e oferecem potenciais riscos à saúde dos operadores e ao meio ambiente.

Já a tecnologia de cura de baixa energia não tem as mesmas limitações. Trata-se de um sistema que emprega muito menos energia do que as lâmpadas tradicionais de vapor de mercúrio e emprega lâmpadas que não emitem os comprimentos de onda UV mais curtos que geram ozônio (o que obviamente elimina a necessidade de extração de ozônio). Além disso, elas produzem menos calor residual, portanto, exigem menos refrigeração, o que reduz ainda mais o consumo de energia. É uma tecnologia que atualmente ganha espaço na Europa e América do Norte. A cura de baixa energia tem sido instalada em impressoras que empregam duas lâmpadas.

Cura por feixe de elétrons

Esta tecnologia emprega um feixe de elétrons de alta potência para desencadear a reação de polimerização de radicais livres. Uma cortina de elétrons acelerados é emitida em direção à tinta depositada na superfície do substrato. A energia é absorvida pela película impressa e o processo de cura ocorre.

O benefício desta tecnologia é a penetração de elétrons no corpo do filme de tinta, em vez de apenas em sua superfície.

Há desenvolvimentos para ampliar o uso desta tecnologia, sobretudo em impressoras flexográficas e de rotogravura. A proporção dos dispositivos que usam feixe de elétrons na cura permanece baixa, apenas 5% em 2017, e a maioria na América do Norte.

Tintas e revestimento de baixa migração

Como a cura por radiação é amplamente utilizada em embalagens para alimentos, tabaco e produtos farmacêuticos, é importante que nenhum componente dela migre da impressão para o produto, o que pode causar efeitos organolépticos. Isto é particularmente importante na embalagem de tabaco, que é higroscópico.

Odor e mancha são problemas potenciais para as empresas que impressão de embalagens. Os fabricantes estão formulando tintas de baixa migração com componentes selecionados, o que garante que a migração do filme de tinta impresso fique dentro dos limites aceitos de migração.

Tintas híbridas

Vários fabricantes de tinta estão explorando novas formulações, para ampliar a gama de aplicações UV e tintas de cura por feixe de elétrons e melhorar desempenho dos insumos no processo de impressão.

Uma vantagem significativa das tintas híbridas é que elas não são classificadas como materiais perigosos. Isso significa que os fabricantes não precisam aplicar um rótulo de químico perigoso na embalagem e, portanto, podem ser transportar as tintas de modo mais barato, ao passo que a tinta UV pode receber a classificação de perigosa e não pode ser transportada em um recipiente com mais de 25 litros.

Fonte: Fespa