Zünd cria dispositivo para aumentar produtividade de mesas de corte

Por Luiz Ricardo Emanuelli em 06/03/2018
Over Cutter Camera OCC captura marcas de registro simultaneamente

Over Cutter Camera OCC captura marcas de registro simultaneamente

A Zünd, fabricante suíça, anunciou o Over Cutter Camera OCC, sistema de captura simultânea de marcas de registro que pode ser adicionado a mesas de corte da linha Zünd G3.

Com o objetivo de aumentar a produtividade no acabamento de peças impressas, o sistema OCC emprega uma câmera e é operado pelo software Zünd Cut Center ZCC, que compensa as possíveis distorções nas imagens e realiza o acabamento dos impressos.

Segundo a empresa, a Over Cutter Camera OCC é uma inovação para a substituir a abordagem tradicional de captura de marcas de registro. Além disso, dispensa a intervenção manual dos operadores.

Fonte: Zünd



Epson lança impressoras da série SureColor T

Por Luiz Ricardo Emanuelli em 31/01/2015

Modelos da linha SureColor Série T são indicados para impressão mapas, plantas, entre outros desenhos técnicos

Modelos da linha SureColor Série T são indicados para impressão mapas, plantas, entre outros desenhos técnicos

A Epson, desenvolvedora de tecnologias digitais, incrementou a linha SureColor Série T, composta atualmente pelos modelos T3270, T5270 e T7270, com larguras de impressão de 24, 36 e 44 polegadas, respectivamente.

As máquinas são indicadas para pequenos e médios negócios que reproduzem plantas de CAD-CAM, croquis de arquitetura, desenhos mecânicos e hidráulicos, entre outros impressos de alta precisão e qualidade fotográfica.

Além disso, os equipamentos SureColor Série-T imprimem uma página A1 em 25 segundos (no modo rascunho) e podem trabalhar com resolução de 2880 x 1440dpi.

As máquinas empregam cabeças Precision Core, processamento de imagens Epson Realoid e tinta pigmentada Epson UltraChrome XD.

Produzidas por robôs em um processo de fabricação único, as impressoras são robustas e dispensam trocas constantes de peças, sobretudo cabeças de impressão, o que reduz custos de manutenção.

O interessado pode também adquirir o scanner opcional (vendido separadamente), para digitalização de imagens com resolução de até 600ppp e velocidade de até 15,2cm por segundo, em cores de 24 bits.

Fonte: Epson



Dicas para produção de sublimação por calandra

Por João Leodonio em 04/03/2018
Calandra pode aumentar a produtividade, desde que bem utilizada

Calandra pode aumentar a produtividade, desde que bem utilizada

A sublimação por calandra é o processo de transferência de imagens realizada por equipamentos cilíndricos que produzem de forma ininterrupta. Pode ser direta ou realizada por meio de rolos de papel impresso.

Há duas formas de estampagem na sublimação por calandra: imagem localizada ou imagem corrida cobrindo toda a área do papel (posterior do tecido). Nos dois casos, pode-se utilizar o rolo de tecido ou o tecido já cortado.

A sublimação por calandra é uma excelente opção para quem quer sublimar tecidos em rolos e estampas corridas exclusivas, pois trata-se de um processo que oferece velocidade de produção rápida. É também uma boa opção para estampas localizadas e com o corte já feito. Antes de adquirir uma calandra, recomenda-se analisar a relação custo x benefício e compará-la com o processo folha a folha de prensa plana.

Cuidado: papéis e tecidos já cortados podem enrugar durante o processamento na calandra

Limites de largura

As larguras são estipuladas de acordo com o tecido e a estampa (dimensionada com a produção). As mais comuns são 1,20m; 1,50m; 1,60m e 1,80m, mas há exceções.

Tipo de tecido

Quanto à composição do tecido, o ideal é 100% poliéster ou composto com outro tipo de fio com alta quantidade de poliéster. O tecido tubolar não pode ser utilizado em função de seu tipo de fabricação.

Problemas

Papéis ou tecidos já cortados podem enrugar no processo e causar problemas de estrias. Eles também podem sair do lugar, e a estampa será transferida erroneamente. Portanto, é prudente evitar passar na calandra papel e tecido já cortados.

Quando se utiliza rolo de tecido e papel impresso, um dos problemas mais comuns é a falta de tensão por igual nos lados da calandra. Neste caso, a habilidade do operador faz toda a diferença. Além do acerto inicial, é preciso atentar-se durante todo o processo, para evitar que não aconteçam falhas na sublimação.

Quando o serviço colocado em máquina não está no rolo ou as imagens estão para fora do tecido (sangria), a manta de apoio da calandra pode manchar. O ideal é passar, entre o tecido e a manta, um papel kraft de 100g/m2, para ele absorver o excesso de tinta e proteger a manta.

Regule corretamente as varáives do processo, para evitar falhas e retrabalhos

Temperatura e velocidade

São as variáveis que limitam o processo e o tipo de tecido utilizado. Para sublimar alguns tipos de tecido, é preciso mudar as regulagens de temperatura e velocidade porque elas podem alterar a estrutura do fio.

Com a necessidade de maior produtividade, algumas empresas aumentam a velocidade da passada. Porém, se ela for superior ao mínimo para um serviço de qualidade, poderá acontecer falhas causadas pela pouca transferência e pouca exposição, como manchas mais claras. O ideal de velocidade é de 1 a 3 m/min.

Quanto à temperatura, a média é de 200ºC. O ideal é variar entre 195ºC e 220ºC. O recomendado é ajustar essa variável de acordo com o tipo de tecido, pois há materiais que não suportam temperaturas muito altas. Porém, deve-se observar a qualidade do serviço em temperaturas mais baixas.

Sobre o autor: João Leodonio atua no segmento gráfico há 10 anos, como gerente de produção e consultor. Tecnólogo em produção gráfica, atuou como palestrante pela Imprensa Oficial, de Angola, e como consultor de processos produtivos. É proprietário da Pari Transfer Sublimático