Influência da temperatura na instalação de vinis adesivos

Por Eduardo Yamashita em 28/07/2015
Artigo técnico aborda a influência da temperatura na aplicação de vinis adesivos

Artigo técnico aborda a influência da temperatura na aplicação de vinis adesivos

Todo vinil adesivo sofre influência de temperatura. O frio extremo pode afetar o desempenho do filme de PVC e dificultar a instalação. Por outro lado, o calor extremo pode tornar o adesivo muito agressivo. Portanto, ao instalar imagens de vinil no Pará ou Rio Grande do Sul, em janeiro ou junho, é preciso enfrentar alguns desafios ambientais. Quais são os riscos? E como saber quando está muito frio para a instalação planejada?

Em ambientes muito frios

A baixa temperatura do ambiente ou da superfície reduz a plasticidade do filme de PVC, o que pode roubar sua capacidade de se conformar a uma superfície curva ou ligeiramente texturizada. No entanto, não haverá problema se a superfície de aplicação for lisa e plana. Em outras palavras, a elongação do filme de PVC diminui, deixando-o mais quebradiço.

Mas conformação é apenas parte do problema. O vinil mais conformável do mundo só vai ficar parado (adesivado) se o adesivo trabalhar. Em temperaturas abaixo da mínima, o adesivo torna-se tão frágil que não se molda à superfície. Se estiver perto da temperatura mínima da superfície, o filme pode aderir, mas não vai se relacionar bem o suficiente para tornar-se permanente. Isso poderia causar falha adesiva após a entrega ao cliente.

Qual a temperatura ideal para evitar o fracasso das aplicações? Depende. Cada vinil é diferente, mas em geral a temperatura mínima varia entre 4ºC e 7ºC para vinis cast e entre 8ºC e 10ºC para calandrados. Para ter certeza dos valores ideais, consulte sempre os dados publicados pelos fabricantes.

Falhas de aplicação podem acontecer caso não seja levada em consideração a temperatura como fator de influência durante a instalação de vinis adesivos
Falhas de aplicação podem acontecer caso não seja levada em consideração a temperatura como fator de influência durante a instalação de vinis adesivos

Intemperismo e armazenamento

Ao armazenar vinis em local separado do espaço de trabalho, é preciso adaptá-los à temperatura do ambiente antes da aplicação. Se estiver 22ºC em sua mesa e 3ºC na área de armazenamento, o vinil pode não estar pronto para o trabalho. Logo, será necessário aquecer a mídia para que fique entre 20ºC e 25ºC. Esse procedimento também é válido para fitas adesivas, filmes de laminação e outros materiais autoadesivos.

Entretanto, se o seu vinil está quente e será instalado em um veículo em uma garagem com a temperatura mais baixa, será necessário aquecer a superfície antes da instalação. A temperatura da superfície é tão importante quanto a do próprio vinil.

Lembre-se que, geralmente, leva alguns dias para o adesivo curar na superfície. Então, se você tem de instalar vinis em clima frio, faça-o em local climatizado. Além disso, tente organizar o ambiente para manter a superfície recém-decorada ou o veículo por alguns dias (mínimo de dois dias) descansando antes de liberá-lo para o cliente.

Agora você sabe que “depende” é a resposta para a questão “é quente o suficiente para instalar o vinil?”.

Este artigo técnico foi patrocinado pela Imprimax, fabricante de vinis adesivos
Este artigo técnico foi patrocinado pela Imprimax, fabricante de vinis adesivos



3M lança lona backlight com largura de 5m

Por Luiz Ricardo Emanuelli em 21/06/2018
Envision FS-1 é recomendada para aplicações com iluminação LED

Envision FS-1 é recomendada para aplicações com iluminação LED

A desenvolvedora 3M anunciou no mercado internacional uma versão extralarga (de 5m) da Envision FS-1, lona backlight de vinil pigmentado branco para aplicações de sinalização retroiluminadas por LED. A nova opção reduz a necessidade de emendas e permite a criação de peças de comunicação visual mais brilhantes.

Com durabilidade de até 9 anos, a mídia pode ser recortada com plotters ou impressa diretamente por equipamentos UV, látex e solvente. O lona, que pode vir com acabamento acetinado ou fosco, também é vendida nas seguintes larguras: 2m, 2,5m, 2,59m e 3,2m

A Envision FS-1 foi projetada para poupar gasto de energia das fontes de retroiluminação. De acordo com a empresa, a mídia requer uma quantidade menor de LEDs para que a luminosidade correta seja alcançada.

Para fontes de luz fluorescente, a 3M recomenda a lona Panagraphics III, que também está disponível em rolos de 1,5m a 5m.

Fonte: 3M e SGIA



Aplicação de vinil adesivo: quando usar primer ou vedador de bordas – Parte 1

Por Eduardo Yamashita em 01/11/2016
Primer atua como elemento de adesão entre a superfície e o vinil adesivo aplicado

Primer atua como elemento de adesão entre a superfície e o vinil adesivo aplicado

Muitos profissionais de comunicação visual têm dúvidas sobre o correto uso de primer e vedadores de bordas nos trabalhos de aplicação de vinil adesivo. Para ajudá-los a fazer a melhor escolha, este artigo técnico, dividido em duas partes, apresentará conceitos, aplicações e cuidados.

Primer

Líquido composto com resinas (acrílica ou vinílica) dissolvidas em solventes hidrocarbonetos aromáticos, como o acetato de butila. Trata-se de uma tinta de alta aderência, também conhecida como promotor de aderência. O principal objetivo do primer é aumentar a aderência à superfície. É na camada do primer que o vinil adesivo será aplicado.

Há um primer específico para cada tipo de material (plásticos, madeira, entre outros). No entanto, algumas superfícies plásticas não apresentam as condições ideais para a adesivação de vinis adesivos. Isso ocorre por não serem porosas, quimicamente inertes e/ou com baixa energia superficial. A adesão de adesivos sobre filmes plásticos depende dos seguintes fatores:

Tensão superficial

Está relacionada à força coesiva, que é responsável pela união das moléculas de um líquido. Na superfície, essa força tende a ser maior, pois as moléculas não estão ligadas umas às outras por todos os lados. Isso provoca a formação de um filme invisível na superfície do líquido, que faz com que seja mais difícil movimentar um objeto sobre essa superfície do que se ele estivesse completamente submerso. A força necessária para romper um filme de 1cm de comprimento é chamada de tensão superficial, sendo expressa em dinas por centímetro.

Sem a devida adesão, o vinil adesivo depois de aplicado pode começar a descolar, como apontado nessa imagem

Molhabilidade

As forças entre moléculas diferentes são chamadas de forças adesivas. Para que um líquido forme uma película uniforme sobre um sólido (em vez de formar gotículas), é necessário que sua tensão superficial seja inferior às forças adesivas entre o líquido e o sólido. Quando isso ocorre, o líquido tem uma excelente molhabilidade sobre o sólido, ou seja, ele se espalha sobre o sólido. A molhabilidade pode ser medida pelo ângulo de contato entre o líquido e a superfície, o qual permite quantificar a afinidade entre o líquido e o sólido. O ângulo nulo indica ótima afinidade e, portanto, máxima molhabilidade.

Quando se aplica um adesivo sobre uma superfície de polietileno sem tratamento, ele não entrará em contato totalmente com a superfície, formando áreas sem contato, porque a tensão superficial do adesivo é superior às forças adesivas entre o adesivo e o plástico.

Tensão superficial e molhabilidade são duas características a serem observadas no momento da aplicação do primer

As poliolefinas (polímeros compostos por carbono e hidrogênio, como polietileno e polipropileno) apresentam as maiores dificuldades de adesão, porque, além de possuírem baixa molhabilidade, são apolares, ou seja, incompatíveis com adesivos, que são polares. Por isso, os plásticos, antes de passarem pelo processo de adesivação, devem ser submetidos a um tratamento superficial, com o objetivo de modificar suas superfícies e melhorar suas características de adesão. Os tipos de tratamento superficiais mais comuns para plásticos são:

- Tratamento químico

Consiste na aplicação de um verniz na superfície de materiais (folhas de alumínio, papéis e plásticos), de modo a criar condições para a ancoragem de tintas, adesivos e outros revestimentos. Ele é o mais utilizado na aplicação de vinis adesivos em plásticos. Em substratos porosos, como madeira e gesso, o verniz também sela a superfície, de modo a evitar a posterior libertação de ar contido nos poros, que ocasionará bolhas no revestimento final.

- Corona

Consiste na aplicação de descargas eletrostáticas sobre a superfície do substrato, de modo a aumentar sua energia superficial e melhorar a ancoragem do adesivo. Ele é aplicado ao plástico por meio de um equipamento composto por fonte de alta frequência, transformador de alta voltagem e estação de tratamento. Essa última consiste em um par de eletrodos: um deles tem alto potencial, o outro é composto por um cilindro de metal aterrado e revestido por um material isolante que suporta o substrato. O efeito é obtido pela ionização do oxigênio presente entre os eletrodos, que polariza a superfície do filme e aumenta sua energia superficial. Esse é o principal tratamento aplicado nos filmes de polietileno e polipropileno, podendo ser utilizado também em outros materiais, como PET e BOPP.

- Tratamento a chama

É realizado pela combustão de um gás (metano, propano ou butano). A chama atua sobre a superfície do filme, que é resfriado imediatamente ao passar por um cilindro com água gelada. O tratamento a chama permite efeitos mais intensos, não atinge o lado oposto do material, não provoca microfuros e apresenta baixo decaimento do nível de tratamento com o tempo. Entretanto, ainda não é possível sua aplicação em filmes de PE e PP, devido às baixas velocidades das máquinas extrusoras, sendo mais aplicado em filmes de BOPP.

Sobre o autor: Eduardo Yamashita é consultor técnico especializado em vinis adesivos, envelopamento de carro e comunicação visual