Dicas para escolher a sua impressora para sublimação

Por Luiz Ricardo Emanuelli em 27/04/2015

Siga as dicas abaixo para adquirir a sua impressora para sublimação e oferecer diversos produtos aos seus clientes

Siga as dicas abaixo para adquirir a sua impressora para sublimação e oferecer diversos produtos aos seus clientes

Há uma enorme variedade de impressoras a jato de tinta (inkjet) para sublimação atualmente no mercado. Essa é, ao mesmo tempo, a boa e a má notícia sobre o assunto. Ou seja, você que pretende adquirir um equipamento sublimático, vai ter de comparar muitos modelos para encontrar o mais interessante para o que você precisa. Para acertar nessa decisão, você tem de saber quais as características mais importantes em termos de eficiência, versatilidade e qualidade.

      Saiba mais sobre sublimação:

Para simplificar, faça uma lista dos pontos básicos e, em seguida, compare as diferentes plataformas. Assim você terá condições de estudar como eles se encaixam em suas necessidades. Os principais são:

1. Tamanho da impressão;
2. Número de cores de tinta;
3. Durabilidade;
4. Velocidade de impressão;
5. Preço.
 

Observe como o preço fica em último lugar. Apesar de todo mundo querer ter o máximo desempenho pelo menor preço, essa não é uma expectativa realista. Não faça do preço a questão mais importante, porque você pode acabar adquirindo uma impressora que não faz o trabalho que você precisa. Assim, você vai ter desperdiçado dinheiro.

1. Tamanho da impressão

Se você pretende produzir imagens grandes, então pense em máquinas de grande formato. Saiba também que você pode usar essas impressoras para produzir peças pequenas.

A análise do tamanho vai determinar se você precisa de um equipamento de mesa ou um de grande formato

A análise do tamanho vai determinar se você precisa de um equipamento de mesa ou um de grande formato

Quando se trata de maximizar a produtividade, o negócio é ter a maior quantidade possível de imagens em uma mesma folha de papel transfer. Por exemplo, se você tem duas imagens no formato de 20 x 25cm: dependendo do tamanho da impressora, você tem de fazer duas impressões, uma para cada imagem. Mas se você tem um equipamento maior (que pode imprimir folhas de 33 x 48cm, por exemplo), você poderá imprimir as duas imagens ao mesmo tempo. Pense em capas para iPhone: o equipamento menor pode imprimir seis imagens por folha, enquanto que o maior pode reproduzir 12 imagens por vez.

E se o formato de 33 x 48cm de papel não é suficiente para você, então considere adquirir impressoras de grande formato do tipo rolo a rolo, que empregam bobinas.

No entanto, não esqueça de usar uma prensa térmica que tenha o formato correspondente ao da sua impressora. Na sublimação, a prensa é um componente essencial, pois a tinta sublimática exige temperatura e pressão específicos, a fim de criar imagens vívidas e que não desbotem, desprendam ou fiquem prejudicadas quando lavadas.

Você vai encontrar uma grande variedade de prensas, com formatos e tamanhos diferentes. E a máquina certa é aquela que tem largura suficiente para dar conta das folhas impressas. Assim, a recomendação é que você compre a prensa depois de ter adquirido a impressora.

Compre a sua prensa térmica depois de ter adquirido a impressora

Compre a sua prensa térmica depois de ter adquirido a impressora

2. Número de cores de tintas

Impressoras inkjet podem ter vários cartuchos de tinta, geralmente em quatro, seis ou oito cores. A paleta padrão é o CMYK (C = ciano, M = Magenta, Y = Amarelo, K = Preto). As impressoras com seis e oito cores possuem cartuchos adicionais como o light cyan, o light magenta e o vermelho.

Para a maioria das aplicações, uma impressora de quatro cores (CMYK) já é suficiente. No entanto, se você pretende fazer trabalhos fotográficos e de arte, nos quais a reprodução de tons sutis faz toda diferença, então considere uma impressora de seis ou oito cores.

Para tirar a dúvida sobre qual escolher, na hora de comprá-la, peça para que o fornecedor reproduza a mesma imagem em diferentes equipamentos, para que você possa comparar os resultados.

3. Durabilidade

Impressoras não são construídas para durar para sempre, especialmente quando usadas com muita frequência. Uma impressora inkjet para escritório foi projetada para ser usada por apenas alguns minutos diariamente. Assim, quando você adapta esse tipo de equipamento para a sublimação digital, você está aumentando exponencialmente o uso dele. Não se surpreenda no caso de uma impressora bem rodada durar cerca de dois anos.

As impressoras de escritório não foram projetadas para ter uma vida útil muito longa

As impressoras de escritório não foram projetadas para ter uma vida útil muito longa

Não importa o quão consistente é o sistema, se ele for utilizado durante um longo período, as cabeças acabam entupindo. Esta é uma realidade da química, e não um defeito da tinta ou da impressora.

Uma dica importante é seguir as instruções de manutenção tanto dos fornecedores de tinta quanto dos fabricantes de impressoras, como fazer o flushing quando a máquina não for utilizada por um determinado período.

Algumas impressoras possuem funções de limpeza automática, de forma que você só precisa deixá-las ligadas. Para equipamentos sem funções de limpeza automática, os operadores devem limpar as cabeças pelo menos uma vez por semana. Esse procedimento gasta tinta, mas é uma alternativa melhor do que uma cabeça entupida.

4. Velocidade de impressão

Todo mundo quer ter uma impressora rápida. Afinal, quanto mais peças produzidas, mais lucro. Mas tome cuidado para não sacrificar a qualidade em função da velocidade – a menos que a sua preocupação seja apenas com a produtividade. Quanto ao assunto, também é interessante notar que a tecnologia tem evoluído muito. Atualmente, mesmo as impressoras mais lentas são muito mais rápidas do que os equipamentos lançados alguns anos atrás.

5. Preço

Sem dúvida, o preço é sempre um fator elementar. Porém, como dito anteriormente, ele não deve ser o mais importante.

Preço é uma preocupação de curto prazo, e o desempenho é uma consideração de longo prazo – e pensar apenas a curto prazo, normalmente, é um obstáculo para o crescimento do negócio.

A boa notícia é que mesmo uma impressora (de escritório) top de linha, para impressão por sublimação, tem um preço razoável, especialmente quando comparado com equipamentos de bordado, serigrafia ou garment printing.

 

Publicado com exclusividade pelo Portal InfoSign, responsável pela tradução e adaptação do artigo, originalmente veiculado no blog How To Sublimate, mantido pela Sawgrass.



Contex apresenta dois novos scanners

Por Luiz Ricardo Emanuelli em 11/03/2019
Dispositivos fazem parte da série HD Ultra X

Dispositivos fazem parte da série HD Ultra X

A Contex, fornecedora de soluções de digitalização de grandes formatos, apresentou no mercado internacional dois novos scanners da linha HD Ultra X.

Introduzida em 2018, a série inclui dispositivos de 36, 42 ou 60 polegadas, com tecnologia CCD e recursos exclusivos, como detecção de tamanho real e ativação instantânea.

Com tecnologias de transferência de dados GB Ethernet xDTR2.5 e USB 3.0 SuperSpeed xDTR3, os scanners Contex HD Ultra X oferecem alto índice de renderização de cor. Além disso, são equipados com o Contex Perfect Light, que usa tecnologia LED e filtros de difusão especialmente desenvolvidos.

Cada modelo da série HD Ultra X é equipado com ICC X-Rite e lentes Fujifilm, que oferecem maior profundidade de foco e óptica CCD de até 1200dpi. A profundidade de foco permite aos usuários capturar documentos de todos os tipos, inclusive espessos, delicados e com irregularidades.

Os dispositivos apresentam um controle para que os usuários ajustem o scanner à espessura dos documentos a serem digitalizados. Um modo especial também protege originais delicados e documentos extrafinos.

Os operadores podem escolher entre o carregamento (central e lateral) ou a guia de papel ajustável para documentos menores. E o sistema de vidro e a mesa de alimentação antiestática de aço diminuem o atrito e reduzem os custos de manutenção.

Fonte: Contex



Em quais superfícies é possível aplicar vinil adesivo?

Por Eduardo Yamashita em 07/03/2015

Torne-se um especialista: saiba quais são as superfícies mais indicadas para a aplicação de vinis adesivos

Torne-se um especialista: saiba quais são as superfícies mais indicadas para a aplicação de vinis adesivos

Os serviços envolvendo aplicação de vinis adesivos podem ser muito rentáveis, desde que sejam corretamente executados. Trata-se de um negócio em expansão. Há cada vez mais clientes apreciando o valor de exibir imagens impressionantes de seus produtos em diversas superfícies, de vitrines a automóveis.

Há algumas superfícies que os profissionais de vinil devem evitar. A tentação de renda extra oriunda de projetos com substratos sujos, não lisos ou porosos pode gerar perda de tempo e de dinheiro. Portanto, é fundamental saber quais superfícies são inadequadas para a aplicação de vinil.

Há algumas que nunca devemos aplicar, como cimento e tijolos, pois são muito porosos e ásperos para conferir adesão. O couro tende a absorver o adesivo profundamente, sem deixar nada na superfície para fixar a película. Deve-se ficar longe também de tintas oxidadas e desbotadas e de pinturas descascadas, porque elas não promovem uma boa fixação.

Evite aplicar películas sobre materiais como tijolos

Evite aplicar películas sobre materiais como tijolos

Superfícies indicadas para a aplicação do vinil

O vidro é bastante amigável ao vinil, mas bolhas entre a película e a superfície podem surgir devido à liberação de gases ou por causa da vaporização de um sólido ou líquido. A desgaseificação pode ocorrer em vidros, alguns plásticos e tintas insuficientemente secas (curadas), resultando em falhas no adesivo das películas aplicadas.

Banners e toldos também são bons candidatos para aplicação de vinil. Metais e fibra de vidro são substratos adequados, desde que sejam pintados com tintas à base de esmalte brilhante.

Os vidros têm propriedades que facilitam a instalação de vinis

Os vidros têm propriedades que facilitam a instalação de vinis

Vinil em plásticos

Alguns plásticos são amigáveis, mas outros podem gerar muitos problemas, pois há muitas chances de acontecer desgaseificação. A recomendação é conhecer a composição química do plástico.

Os policarbonatos contêm água suficiente para produzir bolhas no filme e são frequentemente utilizados para caixas de equipamentos, componentes automotivos exteriores, equipamentos de iluminação exterior e janelas de veículos não automotivos.

O polimetilmetacrilato (PMMA) é um plástico transparente normalmente usado como substituto para o "vidro inquebrável". A maioria dos adesivos padrão adere facilmente a esse substrato. Porém, na aplicação, podem surgir bolhas, sobretudo no método de instalação a seco. Os plásticos são substratos adequados para aplicação úmida.

Há vários tipos de plásticos, e cada um interage diferentemente com o vinil adesivo

Há vários tipos de plásticos, e cada um interage diferentemente com o vinil adesivo

O polietileno (PET) é o plástico mais popular do mundo. Sacolas de supermercado, garrafas de refrigerante e algumas lonas são compostas por esse material. Mas a aplicação de vinis sobre esse tipo de plástico requer adesivos especiais, temperaturas elevadas e um método de aplicação a seco para assegurar uma ligação sólida.

O poliestireno (PS) é um plástico duro. Isopor e envoltórios de computador são compostos por esse material. Trata-se de um substrato complicado, porque ele pode alterar as propriedades adesivas do vinil, o que resulta em retração do filme na superfície.

O policloreto de vinila (PVC) tem adesão amigável, talvez um pouco demais. Porém, pode encolher com facilidade.

Vinil em madeira

É possível aplicar vinil em madeira se ela tiver sido pintada com tinta de alta qualidade do tipo esmalte brilhante que promove adesão. A falta de pintura confere baixa de adesão ou adesão de curto prazo.

Saiba como aplicar corretamente o vinil adesivo sobre superfícies de madeira

Saiba como aplicar corretamente o vinil adesivo sobre superfícies de madeira

Vinil em borracha

No envelopamento de carros, a maioria dos instaladores não aplica vinil em para-choques de borracha ou de plástico. A borracha é uma superfície de energia muito baixa, que dificulta a adesão a longo prazo. No entanto, algumas tintas podem tornar a aplicação em para-choques possível.

Superfícies envernizadas

É importante compreender a compatibilidade entre o adesivo e a laca (verniz). Para tanto, entre em contato com o fabricante do verniz para checar se ela não atacará o adesivo, o que resulta num desplacamento do verniz à superfície.

Películas refletivas em substratos de aço inoxidável

As películas refletivas sobre o aço inoxidável exibem gradualmente manchas (sem brilho) no filme. O fenômeno que causa manchas na película refletiva pode ser explicado pela interação entre a camada metalizada da película refletiva com o substrato de aço inoxidável. As diferenças intrínsecas entre os dois metais, especificamente na propriedade denominada eletronegatividade, cria uma célula de corrosão galvânica. A diferença de eletronegatividade entre ambos os metais cria uma diferença de tensão (ou potencial), que é a força motriz para que uma corrente elétrica flua entre eles. Como resultado desta reação, a metalização na película refletiva oxida e degrada com o tempo.

Conheça as restrições para as instalações de vinis em aço inoxidável

Conheça as restrições para as instalações de vinis em aço inoxidável

Vinil em superfícies pintadas com látex

Tintas látex contêm surfactantes (substâncias químicas estabilizantes) que se transferem para a superfície, causando insuficiência adesiva. Tintas látex contêm ainda plastificantes que podem migrar para os adesivos, o que também causa falhas.

Outras superfícies pintadas

Há muitas variedades de pintura. Assim como do plástico, é importante compreender as propriedades da tinta. A maioria dos trabalhos de pintura de fábrica nos veículos é ideal para aplicação de vinil, de acordo com a orientação do fabricante do filme.

A tinta deve secar durante três semanas antes da aplicação do vinil. Independentemente do tipo de tinta, a superfície deve estar limpa e todo o resíduo dos agentes de limpeza deve ser removido.

Conclusão

As superfícies listadas acima estão entre as mais comuns. Caso você depare com algum substrato não mencionado, não entre em pânico. Basta conhecer verdades básicas sobre vinil adesivo. Não tenha receio de entrar em contato com o fabricante dos materiais envolvidos nas instalações.

Como regra geral, nunca adesive vinis em superfícies ásperas, manchadas, porosas e sujas. Sempre aplique em substratos lisos e limpos, para que haja adesão a longo prazo. Recomenda-se realizar testes antes das aplicações. Basta usar um pequeno pedaço de vinil em um lugar discreto da superfície, antes de iniciar o trabalho. Seus clientes e suas contas bancárias agradecerão por isso.

Esse artigo técnico foi patrocinado pela Imprimax, fabricante de vinis adesivos

Este artigo técnico foi patrocinado pela Imprimax, fabricante de vinis adesivos

 

Sobre o autor: Eduardo Yamashita é consultor técnico especializado em vinis adesivos, envelopamento de carro e comunicação visual

Sobre o autor: Eduardo Yamashita é consultor técnico especializado em vinis adesivos, envelopamento de carro e comunicação visual