Esko lança ferramenta para corte em papelão ondulado

Por Luiz Ricardo Emanuelli em 02/11/2016
CorruSpeed melhora a qualidade do corte e a velocidade do acabamento

CorruSpeed melhora a qualidade do corte e a velocidade do acabamento

A Esko, fabricante de equipamentos para acabamento digital, lançou a CorruSpeed, ferramenta para mesas de corte Kongsberg das séries C, X, XP e XE. Segundo a empresa, com o novo dispositivo é possível obter cortes mais limpos e precisos em papelão ondulado.

A CorruSpeed possui uma base flutuante com pressão ajustável que permite cortar uma grande variedade de tipos de papelões ondulados com até 7mm de espessura. A ferramenta também permite produzir trabalhos podem em alta velocidade, o que melhora a produtividade do acabamento. Outro diferencial é um indicador lateral ou superior, que aponta claramente o nível de pressão aplicada.

Ainda de acordo com a fabricante, empresas dos segmentos de embalagens e sinalização têm dificuldade em produzir cortes digitais de papelão ondulado, pois geralmente eles deixam rebarbas nas mídias, o que prejudica a qualidade do produto final. No entanto, com a CorruSpeed, esse problema pode ser eliminado, pois ela produz cortes suaves, com linhas que impedem a degradação do liner.

Knut Johansen, gerente de produto da Esko, declarou: “A experiência com essa nova ferramenta de corte demonstrou tanto melhor na qualidade de corte quanto aumento de economia de tempo, mesmo com papelões ondulados com alto nível de conteúdo reciclado”.

Fonte: Esko



Impressão inkjet de pontos variáveis: vantagens, desafios e desvantagens

Por Luiz Ricardo Emanuelli em 30/06/2014

Atualmente, muitas impressoras digitais empregam tecnologia de pontos variáveis (greyscale). O que isso significa? Quais são as vantagens e desvantagens dela?

As primeiras impressoras inkjet usavam cabeças de impressão binárias, que produziam pontos de tamanhos fixos. Pequenos pontos produzem boa definição de imagem, alta resolução e são bons para textos. Pontos grandes podem cobrir áreas maiores e são bons para cobrir grandes áreas chapadas.

Mas estamos vendo um aumento no uso de cabeças de pontos variáveis, que podem produzir diferentes tamanhos de pontos.

Na tecnologia greyscale, a cabeça de impressão consegue formar pontos de tamanhos variáveis

Na tecnologia greyscale, a cabeça de impressão consegue formar pontos de tamanhos variáveis

Há diferentes abordagens. Algumas cabeças disparam volumes variados de tinta para produzir pontos variados, ao passo que outras cabeças ejetam a mesma quantidade de tinta, mas variam a frequência com a qual a tinta é disparada.

Todos os fornecedores concordam que o problema que mais afeta a qualidade de impressão é a precisão na colocação dos pontos no substrato, algo que fica mais complexo quando várias gotas pousam num mesmo local.

Há vários desafios, incluindo a movimentação do sistema de impressão, que cria turbulência e pode desconfigurar o correto disparo da gota. É melhor quando a cabeça está mais próxima da mídia, porque isso reduz a distância de voo (entre a cabeça e o substrato), mas aumenta o perigo de a mídia golpear a cabeça, o que causa problemas técnicos na peça.

A tecnologia binária compõe pontos de tamanho único (fixo)

A tecnologia binária compõe pontos de tamanho único (fixo)

Além disso, o substrato pode não estar perfeitamente plano, especialmente se for flexível, dificultando o processo de impressão. Por esse motivo, os fornecedores de impressoras planas (flatbed) fazem um grande esforço para manter o nivelamento da mesa.

Abordagens práticas

A Océ, que hoje faz parte da Canon, tem usado cabeças Toshiba Tec com tecnologia de pontos variáveis nas impressoras Arizona. Fred Robinson, gerente de projetos das máquinas Océ Arizona, explica: "Fizemos um estudo que levou dois anos. Nele enfatizamos a qualidade e a confiabilidade da tecnologia de impressão. Baseados nesses fatores, decidimos usar os sistema de múltiplas gotas. Na época, fomos um dos primeiros a empregar essa tecnologia no mercado. E achamos que ela ainda é a melhor".

As impressoras Arizona produzem sete diferentes volumes de gotas, de 6 a 42 picolitros. Para ter uma ideia, 6 picolitros equivalem a um terço do tamanho do cabelo humano. Gotas menores são ejetadas e combinam-se no ar (durante o voo) para formar gotas maiores e, consequentemente, pontos maiores.

Kevin MacArthur, engenheiro de sistemas da  Canon Océ, completa: "O ponto menor permite obter a nitidez que precisamos. Isso permite a obtenção de imagens com detalhes nítidos e áreas com cores suaves. Os outros tamanhos de gota preenchem outros espaços maiores".

Océ Arizona emprega tecnologia de pontos variáveis

Océ Arizona emprega tecnologia de pontos variáveis

A HP desenvolveu o sistema HDR (High Dynamic Range) para ser usado nas impressoras Scitex FB 10000. As cabeças HDR300 disparam gotas fixas de 15 picolitros e podem criar múltiplos volumes de gotas ejetando rapidamente várias gotas sucessivamente. As gotas se mesclam durante o voo para formar uma única gota maior.

Assim, a impressora da HP pode criar gotas com volumes de tinta de 15, 30 e 45 picolitros. Cada uma das cabeças HDR300 tem 192 nozzles, com 150 nozzles por polegada. A cabeça usa 12ml de tinta por minuto e pode disparar 24 mil gotas por segundo.

HP Scitex FB 10000 é outro exemplo de impressora que usa a tecnologia greyscale

HP Scitex FB 10000 é outro exemplo de impressora que usa a tecnologia greyscale

A Durst desenvolveu a Variodrop. Trata-se de uma solução multipulso que combina duas voltagens de pulso, sendo que o segundo aumenta o tamanho da gota na hora que se desprende da placa do nozzle, para que caia como uma única gota sobre o substrato. Assim, a impressora Durst Rho P10 produz gotas de 10 picolitros, mas com o multipulso, ela pode aumentar a gota para 15 picolitros.

Conclusão

A impressão de pontos variáveis tem inúmeras vantagens. Ela mistura pontos grandes e pequenos e torna mais fácil a reprodução de gradientes e mudanças de tons. Também pode reduzir o consumo de tinta, porque alguns pontos são bem pequenos e porque ela dispensa o uso de cores adicionais.

Mas a complexidade de combinar várias gotas para formular um único ponto pode diminuir a velocidade da impressora e demandar cabeças de impressão mais caras. Alguns fornecedores acreditam que gotas de tamanho fixo (de 10 a 14 picolitros) são suficientes, e que podem entregar uma boa resolução, desde que sejam dadas múltiplas passadas.

Por ora, em função do equilíbrio entre custo e desempenho, as máquinas menores tem empregado a tecnologia de pontos variáveis para obter maior qualidade de imagem, ao passo que as impressoras maiores, no geral, trabalham com mais velocidade e tecnologia de pontos fixos. E temos visto que novas cabeças com tecnologia de pontos variáveis, como a Epson Precision Core, que são mais robustas.

É também importante notar que fabricantes estão adotando a tecnologia de única passada em impressoras de documentação e rótulos.

Fonte: Fespa



Digi Print inaugura showroom em São Paulo

Por Luiz Ricardo Emanuelli em 13/03/2014

Espaço é dedicado a clientes que trabalham no mercado de impressão em tecidos

Espaço é dedicado a clientes que trabalham no mercado de impressão em tecidos

A Digi Print, revenda de produtos da Roland DG, inaugurou no dia 11 de março de 2014 um showroom localizado na cidade de São Paulo (R. Newton Prado, 346 – Bom Retiro). O espaço, que já está liberado para visitas, é dedicado a clientes da Roland que buscam soluções tecnológicas voltadas ao mercado de impressão em tecidos.

Entre os equipamentos em exibição no local, estão a XF-640S (impressora que trabalha com velocidade máxima acima dos 100m²/h), a BN-20 (impressora de mesa com recorte) e a GX-24 (plotter de recorte). Os clientes podem ver essas máquinas em funcionamento, bem como testá-las.

Além de equipamentos, o espaço possui um mostruário de produtos impressos com sublimação digital. O ambiente também sediará eventos e cursos sobre máquinas, softwares e técnicas sublimáticas.

Masahiro Tomioka, presidente da Roland DG Corporation, comentou: "O showroom ficou ótimo: espaços bem aproveitados, decoração atraente, boas ideias no mostruário e excelente localização".

Já Marcos Pinhata, diretor comercial da Digi Print, enfatizou: "Estamos de portas abertas. Nossa equipe está qualificada e pronta para trocar conhecimentos e agregar aos nossos clientes".

Executivos prestigiaram a inauguração (da esquerda para direita): Anderson Clayton (diretor de marketing da Roland DG Brasil), Marcos Pinhata (diretor comercial da Digi Print), Frederico Coppo (diretor financeiro da Digi Print), Masahiro Tomioka (presidente da Roland DG Corporation), Celso Bento (presidente da Roland DG Brasil) e Mika Satouchi (gerente de desenvolvimento da Roland DG Japão)

Executivos prestigiaram a inauguração (da esquerda para direita): Anderson Clayton (diretor de marketing da Roland DG Brasil), Marcos Pinhata (diretor comercial da Digi Print), Frederico Coppo (diretor financeiro da Digi Print), Masahiro Tomioka (presidente da Roland DG Corporation), Celso Bento (presidente da Roland DG Brasil) e Mika Satouchi (gerente de desenvolvimento da Roland DG Japão)

Fonte: Digiprint