Digicor apresenta a nova impressora Taimes T8

Por Luiz Ricardo Emanuelli em 29/11/2012

digicor vende taimes t8

Novidade da Digicor, Taimes T8 é impressora solvente com cabeças Konica

Fornecedora de equipamentos para comunicação visual, a Digicor lança a impressora digital Taimes T8. Segundo a empresa, o equipamento consegue atingir velocidade máxima de 240m2/h e resolução máxima de 1440dpi. Além de usar tinta à base de solvente, a máquina emprega oito cabeças Konica 1024 – capazes de disparar gotas de 14 pl (picolitros).

Sem chip, a Taimes T8 conta com reservatórios de cinco litros por cor de tinta, além de trabalhar com um sistema duplo de secagem e rebobinador automático. A fim de evitar a utilização de cabos flat, a impressora vem com cabos de fibra ótica, que asseguram uma vida útil mais longa ao equipamento.

Em 2012, a Digicor adquiriu 10% da Taimes, fábrica chinesa sediada em Guangzhou. A sociedade objetiva criar máquinas especialmente voltadas às necessidades do mercado brasileiro, que — segundo a fornecedora — será palco de mais dois lançamentos da marca: a Taimes Light (1.8m de largura de impressão) e a Taimes T6 Ultra (3,2m).

Fonte: Digicor. Texto: InfoSign



Cientista europeu cria processo para recuperar cabeças de impressão

Por Luiz Ricardo Emanuelli em 16/01/2013

Um cientista europeu afirma ter descoberto um novo processo de recuperação para cabeças de impressão entupidas. Com a novidade, as peças que seriam descartadas, ganhariam uma nova chance.

"É certo que nós, na Europa, criamos o primeiro processo deste tipo. Desenvolvi um químico capaz de remover a tinta de forma a não causar degradações nas cabeças de impressão", revelou Phil Keenan, atual diretor da Camscience, e com passagens em empresas como a HP e a Xennia.

Com sua tecnologia atualmente utilizada por empresas como HP, Ricoh e outras que usam cabeças para disparo de tinta UV, Keenan pretende expandir os negócios, atingindo outras marcas como Mimaki e Roland. Segundo o cientista, a novidade é capaz de restaurar as peças a fim de fazê-las trabalharem como novas, evitando que sejam enviadas para aterros.

Keenan disse ao site britânico SignLink como funciona o químico: "Ele provoca uma separação entre a tinta UV curada e as superfícies da cabeça de impressão. Usando solventes leves e surfactantes, o químico quebra a tinta em partículas tão finas que são facilmente removidas", explicou.

É esperar para ver se o produto chega ao Brasil e, principalmente, se cumpre com o esperado.

reaproveitar cabeça de impressão

O cientista Phil Keenan afirma ter desenvolvido químico que reaproveita cabeças de impressão já gastas

Fonte: SignLink. Texto: InfoSign



A impressão digital em tecidos como ferramenta para reduzir impactos ambientais

Por Luiz Ricardo Emanuelli em 23/07/2016
Além das qualidades técnicas e produtivas, a impressão digital têxtil pode ser uma grande ferramenta de sustentabilidade

Além das qualidades técnicas e produtivas, a impressão digital têxtil pode ser uma grande ferramenta de sustentabilidade

Os argumentos para a adoção de tecnologias de impressão digital têxtil são os mesmos usados em outros segmentos: possibilidade de estampar peças sob medida e em curto prazo, personalização e produção sob demanda. Além disso, a impressão digital reduz desperdícios e aumenta o controle sobre custos por minimizar o inventário. Mas há um benefício que parece superar todos os outros: a sustentabilidade.

Depois da agricultura, a produção têxtil é a maior poluidora de água do mundo, por causa sobretudo dos processos de tingimento. O Banco Mundial estima que o setor de tecidos é responsável por mais de 20% da poluição da água industrial. Para se ter uma ideia, de acordo com o governo britânico, a indústria têxtil do Reino Unido produz anualmente 3,1 milhões de toneladas de CO2, 2 milhões de toneladas de resíduos e 70 milhões de toneladas de água.

Fica pior. O tratamento, o tingimento e a lavagem dos tecidos também causam impactos no ar e no solo. Mais de 2 mil produtos químicos, como benzidina, toluidina, amoníaco, cloro e metais pesados são utilizados em vários agentes antiespumantes, corantes, detergentes e branqueadores.

A produção têxtil lida com dezenas de químicos tóxicos, como formaldeído, cloro, chumbo e mercúrio, que são despejados em cursos de água. Nitrogênio e óxidos de enxofre são emitidos de caldeiras, e apesar de os refugos têxteis poderem ser reciclados, grande parte deles acaba sendo direcionada a aterros.

Tecnologias que atenuam os impactos negativos na produção têxtil devem ser bem-vindas, sobretudo por grandes marcas que buscam melhorar seu desempenho socioambiental. A impressão digital é essa tecnologia. Ela é ainda pouco explorada no mercado têxtil. No entanto, está ganhando terreno, sobretudo entre empresas que precisam reduzir estoques e resíduos. Tecnologias como a Kornit Vulcan empregam um processo livre de água e trabalham com fibras naturais, sintéticas e mistas.

A impressão digital está avançando e tornando mais fácil adicionar determinadas características aos tecidos. Além disso, há revestimentos que podem conferir propriedades isolantes ao tecido ao bloquear a radiação infravermelha.

Tecidos podem receber revestimentos que amaciam e repelem insetos, fungos e micróbios, ou para torná-los retardante ao fogo e proteger o usuário de radiação UV. Os tecidos podem ser tratados para repelir sujeira e água ou para serem condutivos ou receber impressão com material fotovoltaico.

Levar essas informações aos grandes players da indústria têxtil deve ser o objetivo de todos os fabricantes de impressão digital têxtil. Devemos aprender com as experiências no setor comercial, o qual levou anos para reconhecer a impressão digital como um concorrente tecnológico válido.

O conhecimento sobre os benefícios da impressão digital nos setores de moda e tecidos ainda é pequeno, e isso tem de mudar.

 

Esse artigo foi escrito por Laurel Brunner e publicado no site da Fespa em 18 de julho de 2016. O Portal InfoSign foi responsável por traduzir e adaptar o texto.