AEG entra para o mercado de grandes formatos com impressora Voyager Pro

Por Luiz Ricardo Emanuelli em 13/05/2014

Voyager Pro estreou na feira Sign & Digital 2014, realizada no Reino Unido

Voyager Pro estreou na feira Sign & Digital 2014, realizada no Reino Unido

A AEG, fornecedora alemã de tecnologia, lançou no mercado europeu a Voyager Pro, impressora UV de grande formato que emprega tinta metálica.

Com sistema de alimentação híbrido de substratos, o equipamento é indicado para birôs de sinalização e gráficas que elaboram protótipos e impressos com cores especiais.

Segundo a empresa, a paleta CMYK pode ser aumentada com a adição de tintas light cyan e light magenta, além de opcionais como branco e metálico. A fabricante frisa que também é possível integrar cores como laranja, verde, violeta e vermelho.

Disponível em duas larguras de impressão (2m e 3,2m), a impressora trabalha com mídias rígidas de até 5cm de espessura, na velocidade máxima de 70m2/h. Além disso, o equipamento emprega cabeças Xaar 1002, que disparam gotas com volumes variáveis (de até 18 picolitros).

Keith Pratt, diretor da Atlantic Tech Services, revendedora da AEG, declarou: "A impressora UV da AEG oferece muita versatilidade em função das opções de tinta. É uma máquina interessante tanto para quem está começando no mercado quanto para quem quer aumentar seu parque gráfico com uma impressora que emprega cores especiais".

Fonte: Large Format Review



Como resolver problemas na sublimação – Parte 1: Pré-impressão

Por João Leodonio em 08/11/2017
Saiba o que fazer para evitar e corrigir falhas na pré-impressão sublimática

Saiba o que fazer para evitar e corrigir falhas na pré-impressão sublimática

Às vezes, eles parecem insolúveis e onerosos. Porém, quando analisados friamente, podem ser solucionados com simples correções de processo. Estamos nos referindo aos problemas mais recorrentes na sublimação (sobretudo, na de pequenos formatos). Divido em três partes (pré-impressão, impressão e prensagem), este artigo lista as falhas mais recorrentes na produção de materiais estampados com a tecnologia sublimática. Mais importante: mostramos o que fazer para resolver e evitar tais problemas.Confira:

Problema: falhas encontradas na recepção de arquivos (baixa resolução, sem fonte, desenvolvido em Word ou craquelado)

Arquivos abertos ou em baixa resolução podem gerar problemas, como falta de definição, craquelado (ao ampliar) e perda de fontes ou imagens no fechamento.

Recomendação: recepcionar apenas arquivos em alta resolução. A sugestão é que as imagens estejam em arquivos fechados com, no mínimo, 300dpi. Assim, evita-se que, durante o fechamento no RIP, as imagens sejam alteradas ou perdidas.

Observe a diferença de qualidade entre os arquivos: na foto, um está com 70dpi (em baixa) e outro está com 300dpi (em alta)

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Problema: dificuldade em obter o resultado de cor esperado (perfil de cor)

É comum utilizar um único perfil para todos os serviços. Também é recorrente a falta de conhecimento na aplicação dos perfis. Ambos os casos geram inúmeros problemas na reprodução de cores, o que causa perda de tempo, materiais e dinheiro.

Recomendação: cada tipo de arquivo (reticulado, chapado) deve ter um perfil de cor, para garantir estabilidade, repetibilidade e economia no consumo de tinta, papel e tempo, sem comprometer a qualidade dos impressos.

É recorrente o problema de diferença entre as cores da prova e da impressão sublimática. Veja como evitar essa falha

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Problema: prova de cor (impressão digital) não bate com a reprodução final

Há provas feitas em dispositivos e tecidos diferentes da impressora e da mídia da produção. Também existem provas produzidas sem respeitar padrões de tempo e temperatura na prensagem.

Recomendação: a prova de cor deve ser impressa diretamente da máquina que imprimirá o serviço. Além disso, deve ser prensada no tecido e nas condições de tempo e temperatura que o cliente utilizará. Assim, evita-se a diferença de cor entre prova e produção. Recomenda-se não realizar alterações na arte depois dela ter sido aprovada. Se isso ocorrer, é necessário providenciar uma nova aprovação.

Use um perfil de cor para cada tipo de imagem, para evitar problemas na reprodução das imagens

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Problema: prova de cor (impressão offset) não bate com a reprodução final

A prova produzida na plotter da pré-impressão não bate com a cor impressa em offset. A empresa não faz calibração das impressoras (offset e digital). A falta de calibração gera atrasos e perdas de tinta e papel.

Recomendação: a prova de cor deve ser impressa em plotter com o perfil de cor equalizado com a impressora offset. Trata-se de um serviço feito por profissionais especializados, que utilizam um test form (ferramenta para verificação das condições da impressora) na impressora offset. Com o resultado obtido, é gerado um perfil de cores para a plotter. É possível, também, prensar no mesmo tecido da produção. Isso é chamado de “aprovação em máquina”, na qual o cliente aprova as folhas da impressão offset prensados no tecido usado na produção. Porém, esse processo é pouco empregado, devido ao alto custo de hora/máquina e chapas.

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Problema: arte aprovada por celular ou computador não calibrado (e ela não bate com a produção)

Fazer aprovação via fotos de celular ou imagem enviadas por qualquer meio eletrônico é um dos procedimentos que mais geram problemas de diferença de cores. As configurações das telas de celular e computador variam muito. Portanto, o que se vê na tela de quem envia é diferente do que se vê na tela de quem está recebendo. Pior: ao rodar o serviço, surge um terceiro resultado.

Recomendação: aprovação no tecido que será utilizado na produção. Também há a possibilidade de fazer a aprovação digital via imagem. Porém, os terminais da aprovação e de conferência na produção deverão estar devidamente calibrados.

 

Sobre o autor: João Leodonio atua no segmento gráfico há 10 anos, como gerente de produção e consultor. Tecnólogo em produção gráfica, atuou como palestrante pela Imprensa Oficial, de Angola, e como consultor de processos produtivos. É proprietário da Pari Transfer Sublimático

 



Como criar rótulos personalizados de cervejas artesanais

Por Luiz Ricardo Emanuelli em 31/01/2017
Saiba, passo a passo, como personalizar rótulos de cervejas artesanais

Saiba, passo a passo, como personalizar rótulos de cervejas artesanais

A impressão digital oferece vantagens como a produção de pequenas tiragens de material personalizado - um recurso que pode ser empregado criativamente em diversos ramos e negócios. Empresas dos setores de eventos e bebidas, por exemplo, têm se beneficiado desta ferramenta para gerar lucro e agregar valor a seus serviços, como distribuição de vinhos especiais e cervejas artesanais, que demandam rótulos únicos e sazonais.

Se você pretende executar trabalhos como estes, o passo a passo a seguir, realizado pela equipe da Mimaki Brasil, mostra como personalizar rótulos aplicados em cervejas artesanais. Para tanto, foram utilizados uma impressora de grande formato UV LED SIJ-320UV, um rolo de BOPP (que pode ser branco ou transparente), uma plotter de recorte CG-130SRIII e uma garrafa de vidro. Com os equipamentos acima, é possível realizar a impressão de 1.872 rótulos por hora (na resolução 600 x 600dpi, 8P) e o recorte de 2.448 rótulos por hora, no formato de 8cm x 8,5cm. Acompanhe:

Em um software de design (como o Illustrator), crie a arte conforme o molde do produto final. Insira a marca de corte e de registro
Insira o arquivo no software RIP da Mimaki, o RasterLink6
Clique em “Qualidade” para configurar a resolução e insira o número de passadas. Recomenda-se empregar resolução de 600 x 600dpi, 8P e modo 4 cores
Selecione “Ripar e Imprimir” e inicie a impressão
Imprima o arquivo
Abra novamente o arquivo no software gráfico, desabilite a marca de registro e a camada impressa e clique na ferramenta do Fine Cut
No Fine Cut, clique em “Register Mark” e, em seguida, no “Detect Mark”
Insira o material na plotter de recorte, verifique a leitura da marca de registro e recorte os rótulos
Destaque o rótulo
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