Novos displays digitais impulsionam cidade inteligente

Por Luiz Ricardo Emanuelli em 22/08/2019
Smart Street Digital Info Hubs foram instalados em Londres

Smart Street Digital Info Hubs foram instalados em Londres

A capital inglesa ganhou recentemente uma série de quiosques inteligentes de sinalização digital que ajudam a melhorar a segurança e a eficiência de grandes áreas de pedestres, como shopping centers e estações de transporte público.

Instalados pela empresa Trueform, os dispositivos (monitores digitais) rodam dados da Internet das Coisas e veiculam informações que ajudam a melhorar a segurança e a eficiência de grandes áreas.

Cada quiosque é equipado com uma tela touchscreen HD que veicula publicidade, orientações gerais e informações sobre transporte público. O dispositivo também oferece Wi-Fi gratuito, pontos de carregamento USB e acesso instantâneo a serviços de emergência.

Jonathan Morley, CEO do Trueform, explica: “Cidades inteligentes visam conectar o mundo de maneira inovadora. Estamos transformando paisagens urbanas em uma rede dinâmica, digital e hiperconectada. Em cidades inteligentes, as redes de sensores permitem a comunicação entre os bairros e o gerenciamento de resíduos e transporte. Todos podem ser monitorados por meio de uma série de sensores inteligentes para ajudar a reduzir emissões e desperdícios. A ideia não é criar um ambiente controlado, mas um ambiente onde os cidadãos se tornem mais conscientes de seus arredores. As vantagens de nossos quiosques inteligentes foram comprovadas em shopping centers e centros de transporte em todo o mundo”.

Os sensores são capazes de detectar qualidade do ar, tráfego, clima, tráfego de pedestres e até poluição sonora e luminosa.

Fonte: Trueform



Tendências da impressão digital têxtil

Por Luiz Ricardo Emanuelli em 11/03/2019
Estudos internacionais apontam expansão do segmento

Estudos internacionais apontam expansão do segmento

A estamparia digital têxtil está em voga. Hoje, a maioria dos grandes fabricantes de impressoras de grande formato oferece um equipamento com o fim de estampar tecidos. Algumas marcas desenvolveram suas próprias tecnologias. Outras, absorveram empresas de soluções têxteis.

Um estudo de 2018 da Fespa, federação internacional voltada para o mercado de impressão, revelou alguns dados sobre o segmento de estamparia têxtil digital:

- 56% das empresas de impressão em tecido investiram em tecnologia digital de grande formato. Outros 19% planejam fazê-lo nos próximos dois anos;

- Mais de 80% das impressoras têxteis estampam em roupas esportivas e tecidos para vestuário;

- Velocidades de produção mais rápidas impulsionam o investimento das empresas de impressão têxtil;

- 9% dos produtores gráficos procuram impressão têxtil na hora de investir em novas tecnologias.

Atualmente, o mercado têxtil tem sido impulsionado pela personalização e pela demanda por produções rápidas. Para tanto, a digital está se tornando uma boa opção tecnológica, sobretudo para a produção de pequenos lotes e amostras.

No mercado internacional, até 2017, as impressoras de 3,2m eram as maiores no segmento. Porém, a partir de 2018, os equipamentos com 5m passaram a ser tendência, e muitas empresas começaram a fabricar máquinas com essa dimensão, principalmente porque está mais fácil encontrar tecidos, papéis transfer e matérias com 5m de largura.

De acordo com a WTiN (World Textile Information Network), a taxa de crescimento anual composta (CAGR) dessa indústria global está projetada para ser de 20% durante o período entre 2017 e 2021. Portanto, podemos dizer com segurança que a impressão digital têxtil está se consolidando e continuará a crescer nos próximos anos.

Fonte: Flaar Reports



Estamparias digitais podem ser fundamentais na retomada econômica do setor têxtil

Por Luiz Ricardo Emanuelli em 30/04/2020
Produção ágil, pontual e diversificada são características das estamparias digitais

Produção ágil, pontual e diversificada são características das estamparias digitais

Os efeitos nocivos da pandemia de covid-19 já causam prejuízos na indústria têxtil. Segundo a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), as vendas de 38% das empresas do setor caíram 10% em março de 2020, na comparação com o mesmo período de 2019.

Neste contexto, em que redução de custos, estratégia assertiva e produção eficiente são imprescindíveis, a estamparia digital ganha destaque.

Os executivos da Global Química & Moda (GQM) acredita que o uso da técnica deve se fortalecer no Brasil, principalmente pela agilidade e redução de custos com estoque. “Ela permite produzir sob demanda e de forma rápida. Assim, a empresa não precisa ter estoque parado, nem custo sem previsão de venda”, comenta Felipe Sanchez, CEO da empresa.

A GQM acredita que a digitalização deve se fortalecer não só pelo custo-benefício, mas também porque produz novos formatos de consumo. “Já havia uma tendência muito forte na busca pela personalização e baixos volumes. A impressão digital possibilidade da produção exclusiva, o que é impossível na técnica tradicional de estamparia”, destaca Sanchez.

O executivo lembra que o enfrentamento da crise exige mudanças de comportamento e apostas em linhas de produção mais assertivas. “O objetivo é produzir mais com menos. A impressão digital necessita de menos recursos naturais para estampar e oferece melhor qualidade. Além disso, por permitir produção sob demanda, diminui as sobras. No fim, o investimento nessa tecnologia pode ser crucial no reposicionamento de mercado, quando a situação toda se normalizar”, aponta.

Fonte: GQM