Roq apresenta novo dispositivo para impressão direta em tecidos

Por Luiz Ricardo Emanuelli em 03/05/2017
Roq Hybrid complementa impressoras serigráficas

Roq Hybrid complementa impressoras serigráficas

A Roq, fabricante portuguesa de equipamentos para serigrafia e comunicação visual, entrou para o mercado de impressão direct-to-garment ao lançar a Roq Hybrid, que será apresentada pela primeira vez ao público na Fespa 2017, feira que ocorre entre os dias 8 e 12 de maio, na Alemanha.

O Roq Hybrid é um dispositivo de impressão digital direta em tecidos desenvolvido para trabalhar em conjunto com máquinas serigráficas automáticas. Trata-se de uma solução para empresas interessadas em combinar a produtividade da serigrafia com as vantagens oferecidas pela tecnologia digital.

Capaz de estampar 450 peças por hora, a máquina emprega 8 (para CMYK) ou 12 (CMYK e duas cores especiais) cabeças da Fujifilm Dimatix, que, segundo a empresa, contam com tecnologia de reparos de nozzles, o que aumenta a vida útil das peças.

Com formato máximo de impressão de 500mm × 700mm (ou 750mm × 900mm), a máquina conta com ajuste do eixo Z de até 20mm, para acomodar diferentes alturas de peças de vestuário e substratos têxteis.

Além da Hybrid, a Roq lançará uma linha de tintas digitais e o Roq Studio, software RIP da Neostampa.

Fonte: Fespa



Cobertura Serigrafia Sign 2013 – Parte 3: Mídias, tintas e softwares

Por Luiz Ricardo Emanuelli em 22/07/2013

A exemplo das impressoras digitais, as mídias — assim como as tintas e os softwares — apareceram em abundância na feira Serigrafia Sign 2013. A despeito da fartura, o evento não foi rico em novidades, que apareceram em alguns poucos estandes. Porém, os visitantes puderam presenciar uma grande oferta de produtos aperfeiçoados, de melhor desempenho na produção. Acompanhe a seguir um panorama das soluções de substratos, tintas e softwares que fabricantes e fornecedores expuseram na 23ª edição da maior feira latino-americana de sign e comunicação visual.

Leia também as demais partes dessa cobertura:
1ª: Impressoras digitais
2ª: Corte, gravação e acabamento
4ª: Números, eventos e parcerias
5ª: Acessórios para comunicação visual
6ª: Sublimação, transfer e fotoproduto
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Mídias

Para a feira, a Imprimax levou a linha Gold Tuning, para envelopamento de carro, composta por películas de texturas e acabamentos diversos, como camaleão, fosco, opaco e perolizado. Também mostrou vinis coloridos, refletivos e brancos da linha RevestWall, para impressão digital, vendidos em oito texturas em alto e baixo relevo, indicados para decoração e design de interiores. A Imprimax ainda levou mais algumas novidades, como o vinil 3D (para aplicações de comunicação visual) e o envelopamento líquido cromo.

Envelopamento cromo: novidade lançada na Serigrafia Sign 2013

Envelopamento cromo: novidade lançada na Serigrafia Sign 2013

Fabricante nacional, a Alko marcou presença na feira, não apenas como organizadora do Cambea, mas também com estande próprio, onde promoveu sessões de aplicação de envelopamento automotivo e também expôs seus vinis adesivos. Entre eles, filmes monoméricos e poliméricos e uma vasta linha de películas para tunning, com texturas e acabamentos como fibra de carbono, fosco, titanium, jateado, perolizado, entre outros. A empresa foi a vencedora da categoria "Substratos Flexíveis" do Prêmio Silk & Sign.

Já a Day Brasil foi a vencedora na categoria "Substratos Rígidos" da mesma premiação. Para a feira, além de impressoras digitais e máquinas de corte e gravação, a empresa exibiu mídias como lonas, vinis (das marcas Tecgraph e MacTac) e chapas rígidas de ACM, Lexan, policarbonato, PETG, acrílico, entre outras.

Outra fabricante nacional que compareceu ao evento foi a Aplike, que apresentou mostruários de suas películas, com detalhes sobre aplicações, tonalidades, texturas e acabamentos. As informações foram divididas em categorias de produtos e organizadas por cor.

Evento foi palco de muitas opções de películas para envelopamento automotivo

Evento foi palco de muitas opções de películas para envelopamento automotivo

Dona de uma fábrica de filmes, a paranaense Colacril também esteve na feira. A empresa possui três certificações (FSC, ISO 9001:2008 e ISO 140001:2004), que atestam a qualidade na produção de suas mídias, expostas no evento.

A Plavitec também esbaldou os interessados em vinis adesivos, apresentando diversas soluções como a PlaviBlachout (vinil branco fosco com verso preto), PlaviDigital (removível, para impressão digital), PlaviEletrostático (fixa-se por estática) e o PlaviAutomotive (fibra de carbono, para envelopamento de carro). Além disso, a fabricante expôs películas para laminação, serigrafia e recorte eletrônico

Já a Serilon levou uma série de mídias e novidades para a feira, como o New Wall, painel de parede pronto para aplicação, vendido em mais de 30 texturas, como tijolo, pedra e bambu, disponíveis em diferentes cores. Também mostrou o Falconboard (chapa de papel reciclável), o Tyvek (de polietileno), o Concrete Sign (para aplicar em pisos), o Magic Glue (mídia eletrostática), a linha de vinis para envelopamento de carros (películas cast, calandrada e laminação), entre outros substratos.

A Arlon também esteve presente com os seus tradicionais vinis promocionais (das linhas DPF 4000 e DPF 500), calandrados (DPF 4500), premium (DPF 8000 e 4600) e cast (DPF 6000). A empresa também vende lonas e filmes para laminação.

Ainda na seara dos vinis, a Triângulo Screen apresentou, além de vários acessórios para comunicação visual, as películas da Adesivos Paulista, composto por um portfólio de películas holográficas, fibra de carbono, fotoluminescentes, para comunicação visual, decoração e envelopamento automotivo.

Expositores levaram muitos substratos para diversas aplicações de comunicação visual

Expositores levaram muitos substratos para diversas aplicações de comunicação visual

A Fênix Suprimentos e a Big Suprimentos apresentaram substratos flexíveis, como lonas, vinis, tecidos e papéis, para impressão látex, UV e solvente.

A Alphaprint, além de impressoras digitais, também levou substratos flexíveis e rígidos de várias marcas como Isoforma, Oracal, Sihl, Ultraflex e tintas da Triangle.

Outra empresa a ter um estande na feira foi a American Sticker, que apresentou substratos vinílicos como lonas frontlits e backlits e diversos vinis adesivos, para impressão digital e envelopamento de carro, com acabamentos como fibra de carbono, refletivo, holográfico, jateado, entre outros.

A SP Media aproveitou a ocasião para reiterar lançamentos como tecidos de 2,5m e 3,2m de largura e tecidos perolizados, além de materiais como o vinil blockout fosco e backlit UV. A fornecedora também conta com diversas mídias para impressão digital com tinta à base de solvente, como lonas, tecidos, filmes, papéis e vinis.

A Endutex levou frontlits e backlits, além da linha de materiais Terratex, composta por substratos como canvas e polymesh que podem ser reciclados. Também exibiu a linha E-decorin, para decoração e aplicações indoor como sofá, mesa, parede, piso e teto.

A Visual Print apresentou canvas fabricadas pela norte-americana Fredix, para aplicações de fine art, giclée e reproduções artísticas e fotográficas de alta definição, compatíveis com para impressão à base d’água, solvente e UV.

Feira também foi uma boa pedida para quem procurava por substratos rígidos

Feira também foi uma boa pedida para quem procurava por substratos rígidos

Mantas magnéticas, para sinalização e aplicações publicitárias, foram apresentadas pela Flexmag. As mídias são fornecidas sem cobertura, com vinil ou adesivadas; em espessuras de 0,3; 0,4 ou 0,8mm e na largura de 62cm.

Entre as películas da Flex Polímeros, estavam filmes decorativos (que podem receber impressão), nos padrões transparente, prateado, dourado e branco, com 0,10mm de espessura e adesivo acrílico.

A distribuidora Neototal também esteve presente na feira, expondo substratos, como acrílico, ACM, PVC e vinis, de marcas como Imprimax, Scapa e Portalplast.

Na seara dos substratos rígidos, a Bold Chapas levou mídias como acrílico, policarbonato, PETG, além de colas acrílicas. Já a Alucoil exibiu chapas de alumínio e chapas compostas de dois ou mais materiais.

A distribuidora Actos compareceu à feira e apresentou mídias rígidas (como chapas de PS, PETG, PVC e acrílico) e substratos flexíveis (como vinis, lonas e mantas magnéticas).

A Belmetal também esteve no evento, com seu amplo portfólio de mídias rígidas, como ACM, Policarbonato e PVC expandido, usados em aplicações de construção civil ou comunicação visual.

Tintas digitais

Além das tintas originais (vendidas pelos fabricantes das impressoras digitia), havia muitas soluções compatíveis na feira Serigrafia Sign 2013.

A Nova Silk, por exemplo, destacou tintas ecossolvente, dispersas e UV da Jetbest, que podem ser empregadas em diversas impressoras que usam cabeças Epson, Konica, Xaar, Spectra e Ricoh.

A Gênesis, além dos tradicionais insumos para serigrafia, levou a linha de tintas para sublimação Subliplus. De fabricação própria, a novidade é compatível com impressoras que empregam cabeças Epson DX4 e DX5. A empresa também expôs a Subligen, série de tintas sublimáticas mais concentradas.

Bulk inks e tintas compatíveis foram apresentados na feira

Bulk inks e tintas compatíveis foram apresentados na feira

Já a Nutec, representada no Brasil pela Digi+, mostrou a linha TopazT21x3, composta por tintas às base de solvente, disponíveis em garrafas de 1 litro e compatíveis com alguns modelos de cabeças Spectra, Xaar, Konica Minolta e Seiko.

A Sign Supply, além de impressoras digitais e vinis adesivos, apresentou insumos das marcas Sign Plus, Prisma Ink e Manoukian. A empresa foi a campeã na categoria "Tintas para Impressoras Digitais" do Prêmio Silk & Sign.

No estande da Marabu, o visitante pôde encontrar tintas à base de solvente compatíveis com impressoras HP (DesignJet), Mimaki (JV33 e JV3), Mutoh (ValueJet), Seiko (ColorPainter) e Roland.

Já a Fremplast apresentou tintas digitais da linha Cromajet, para impressoras sublimáticas e que usam soluções à base de solvente.

Tintas UV, látex, solvente e sublimáticas estavam disponíveis aos visitantes da feira

Tintas UV, látex, solvente e sublimáticas estavam disponíveis aos visitantes da feira

Os visitantes também puderam ver no estande da Bordeaux tintas digitais à base de solvente e UV, além de insumos sublimáticos e látex da linha Eden. A marca vende tintas para impressoras Roland, Mimaki, Mutoh, Epson, HP, EFI e Agfa.

A Mizink expôs tintas e soluções compatíveis com impressoras que empregam cabeças Epson, como os insumos sublimáticos das cores CMYK, light cyan, light magenta e light black. A empresa também vende sistemas bulk ink.

A Win Brasil expôs tintas compatíveis da AIJ para impressoras HP Designjet, que usam cabeças de impressão térmicas. Também levou tintas para equipamentos Canon imagePROGRAF.

Softwares

A Caldera levou softwares específicos para birôs e gráficas digitais, como a nova versão 9.10 do RIP Caldera, além de programas como o CopyRIP , VisualRIP, GrandRIP, GrandTex e o Flow+, desenvolvido para dirigir e organizar uma empresa de comunicação visual.

Outra empresa tradicional no segmento, a SA International (SAi) esteve na feira, com um estande que apresentava as principais funções do PhotoPrint, RIP com ferramentas de design criadas especialmente para birôs e compatível com muitos modelos de impressoras digitais de grande formato.

Na seara dos programas para gestão empresarial, a Rofran apresentou software de finanças e administração comercial e industrial.

Softwares RIP e de gestão estiveram presentes na feira Serigrafia Sign 2013

Softwares RIP e de gestão estiveram presentes na feira Serigrafia Sign 2013

Já a Origem levou o Easy Sign, de gestão empresarial para comunicação visual, que possibilita o controle dos processos produtivos, além de criar ordens de serviço que permitem importar orçamentos e arquivos de imagens dos clientes.

A KSC levou o ERP GF, software com opções de cadastramento de produtos, serviços e matérias-primas, controle de ordens de serviços e trabalhos, gestão de estoque, compras, custos diretos e indiretos.

Outra empresa com estande na feira foi a WR2, que expôs o OfficeImpresso, aplicativo para controle de produção (PCP), lançamentos de ordens de serviço, gestão financeira, relatórios de processos, entre outras funcionalidades.

A Vivasys também compareceu ao evento e apresentou seu software de gestão, que permite controle de tarefas, frota e financeiro, entre outras funções.

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Gerenciamento de cores para impressoras de grande formato

Por Ronaldo Rufino em 26/03/2013

Reproduza as cores certas ao utilizar o sistema de gerenciamento de cores (com perfis ICC). A seguir, explicamos como fazer isso, algo que vai diminuir seus custos (de tempo e material) sem comprometer a qualidade das cores impressas.

Reproduza as cores certas ao utilizar o sistema de gerenciamento de cores (com perfis ICC). A seguir, explicamos como fazer isso, algo que vai diminuir seus custos (de tempo e material) sem comprometer a qualidade das cores impressas.

Diariamente, profissionais da nossa área descrevem suas dificuldades por não tornar suas impressoras capazes de reproduzir o que se enxerga no monitor. Acredito que muitos leitores já passaram por essa situação.

A compreensão das cores parece ser algo muito simples. Contudo, as câmeras, impressoras digitais e monitores parecem ter uma dificuldade enorme em compreendê-las! Tais situações podem ser decorrentes da falta de controle no processo. E para que possamos tê-lo, é preciso compreender alguns conceitos, como esses que estão explanados nos tópicos a seguir:

O que é um sistema de gerenciamento de cores?

O gerenciamento de cores pode ser descrito como uma ciência baseada na percepção humana — com a qual é possível manter a aparência das cores, independente do dispositivo utilizado para reproduzi-las. Cada dispositivo reproduz cores de maneira diferente. Na ilustração abaixo, veja o quão perceptível são estas diferenças, causando um grande descontentamento com o resultado final.

Compare a diferença entre as cores de uma mesma imagem. A primeira imagem representa a nossa maneira de enxergar. As demais mostram como as cores são reproduzidas em diferentes dispositivos: câmera, monitor e impressora

Compare as cores de uma mesma imagem. A primeira representação (da esquerda para direita) mostra a nossa maneira de enxergar. As demais, apresentam as cores como são reproduzidas em diferentes dispositivos: câmera, monitor e impressora

O fato é que o olho humano é capaz de enxergar uma variação enorme de cores, as quais os dispositivos não são capazes de reproduzir. Por exemplo: a câmera digital pode registrar uma faixa de cores maior do que a impressora pode reproduzir. É como se os dispositivos estivessem tentando se comunicar, porém cada um com a sua própria língua e sem um mecanismo de tradução entre eles.

Portanto, precisamos de um sistema que respeite os limites de cor de cada dispositivo, preservando a aparência dos arquivos e, principalmente, suas características colorimétricas (tom, luminosidade e saturação).

Um sistema de gerenciamento de cor é composto por um conjunto de ferramentas, cuja principal finalidade é aplicar o mecanismo tradutor, estabelecendo a correspondência de cor entre a imagem original e o resultado final. Mas se uma cor não puder ser reproduzida no monitor ou na impressora, o gerenciamento das cores não poderá obtê-la. Porém, ele será capaz de proporcionar previsibilidade, permitindo que todos os dispositivos se comuniquem através de uma única linguagem, sem gastar horas com tentativas frustradas e desperdícios de material.

O gerenciamento de cores deve uniformizar a reprodução de cores, nos diferentes dispositivos

O gerenciamento de cores deve uniformizar a reprodução de cores, nos diferentes dispositivos

Por que o gerenciamento de cores é importante?

Nenhum processo de produção deveria ser empírico. Normas e regras são necessárias, e devem ser seguidas dentro de uma rotina de trabalho. Essa sistemática evita erros, como ajustes indevidos de cor no tratamento de imagem e impressões com diferentes tonalidades. Portanto, o maior benefício trazido pelo gerenciamento de cor é a previsibilidade de resultados.

Faça o teste: crie um arquivo com o mesmo espaço de cor (RGB), no Photoshop. Pinte a cor do fundo com os seguintes valores: R = 155, G = 50 e B = 150. Pegue um dos arquivos e abra-o em outro monitor. Se a cor estiver diferente, um dos monitores (ou ambos) podem estar descalibrados. Como nas imagens abaixo:

fig_3a

fig_3b

Você já deve ter observado, em uma loja de eletrônicos, alguns televisores com diferentes tamanhos e modelos, agrupados como um grande mosaico e sintonizados na mesma programação. Porém, você percebeu que nenhum deles exibe as cores da mesma maneira.

Em razão disso, os televisores (monitores e impressoras também) não descrevem como uma cor se parece. Eles apenas interpretam-na. Chamamos estes dispositivos (RGB e CMYK) de dependentes, cuja interpretação de cor sempre será diferente de um dispositivo para outro.

Como o gerenciamento de cores funciona?

Com o crescimento do número de dispositivos, descobriu-se que nem mesmo impressoras e monitores da mesma marca, ano de fabricação ou modelo têm as mesmas características de reprodução de cor.

Para tentar sanar essa diferença e criar uma linguagem comum a todos os dispositivos, em 1993, o International Color Consortium (ICC), formado por um grupo de empresas líderes no desenvolvimento de sistemas para imagem digital, desenvolveu uma linguagem padrão para que os computadores pudessem compreender e traduzir as cores entre diferentes dispositivos. Essa linguagem é o gerenciamento de cores. Dentro dela, os diferentes "dicionários" são os perfis ICC.

Os perfis de cor são arquivos gerados por softwares e hardwares específicos, que descrevem os valores colorimétricos (tom, luminosidade e saturação) de um dispositivo RGB e CMYK, dentro de um espaço de cor CIELab.

CIELab é o mais amplo espaço de cor especificado, em 1976, pela Comissão Internacional de Iluminantes (CIE, Commission Internationale de l’éclairage).

O CIELab possui coordenadas numéricas que descrevem as cores por meio de três eixos:

  • L (Luminosidade): que vai de 0 a 100, mostrando a variação de cores mais claras e mais escuras;
  • a: representa a variação de cores do vermelho ao verde, bem como sua variação, que é de +128 a -128;
  • b: representa a variação do amarelo ao azul, cuja variação vai de +128 a -128.

Seu objetivo é servir como referência de cor independente do dispositivo, descrevendo todas as cores visíveis (que o olho humano é capaz de enxergar).

Representação gráfica do espaço de cores Lab

Representação gráfica do espaço de cores Lab

O perfil ICC é um dos elementos chave em um fluxo de trabalho digital. Mas não podemos achar que ele é a solução para todos os problemas, ainda mais sem considerar as variáveis de produção. Portanto, o controle de processo deve estar cada dia mais aprimorado a fim de garantir o perfeito funcionamento do gerenciamento de cores.

Para dar mais clareza ao assunto: quando criamos um novo arquivo (RGB, CMYK) através do Photoshop, é preciso designar, a este documento, um espaço de cor (ICC). Ou seja, a estrutura de dados de cor deste perfil é desenvolvida para ser interpretada por um software tradutor (CMM, Color Matching Module), que já vem na estrutura do software para tratamento de imagem. Por sua vez, ele transmite as informações recebidas para um espaço de cor independente (Lab), para trabalhar os valores em dois sentidos: o do dispositivo para o Lab e vice-versa.

Por exemplo: ICCs de monitores convertem valores de RGB para Lab e vice-versa. Enquanto que os de uma impressora inkjet convertem de CMYK para Lab e vice-versa. O valor RGB entra pelo ICC do monitor e é convertido para Lab. Esse mesmo padrão será utilizado com o ICC da impressora inkjet para transformar Lab em CMYK.

Ficou assustado? Lembre-se que isso já acontece no seu fluxo de trabalho. Para ajudá-lo a compreender a mecânica do sistema, observe a ilustração:

Observe o fluxo entre os dispositivos

Observe o fluxo entre os dispositivos

O que é necessário para utilizar um sistema de gerenciamento de cores?

Saber que o gerenciamento de cor está incorporado na maioria dos sistemas de processamento de imagem digital.

A forma mais eficaz de ter sucesso com o gerenciamento de cores é investir em conhecimento e tecnologia. São necessárias ferramentas como espectrofotômetro (instrumento de medição responsável pela leitura das amostras) e software de gerenciamento de cores (para interpretá-las).

No próximo artigo, falaremos sobre a utilização destas ferramentas para criação de perfis de cor.

Espectrofotômetro: fundamental para o gerenciamento de cores

Espectrofotômetro: fundamental para o gerenciamento de cores

 

Sobre o autor: Ronaldo Rufino (ronaldo@coralis.com.br) é formado em Artes Plásticas. Começou sua trajetória há 16 anos como fotógrafo. Até 2007, atuou como especialista digital pela divisão de fotografia Profissional da Kodak Brasileira, nas áreas de software, impressão e captura digital. Atualmente, faz parte da Equipe Coralis® (www.coralis.com.br) como consultor técnico para gerenciamento de cores em imagem digital.