Fornecedores criam organização para distribuir materiais de impressão têxtil para as Américas

Por Luiz Ricardo Emanuelli em 17/07/2016
Grupo DTX planeja fornecer suprimentos e equipamentos de estamparia digital têxtil para os países da América Latina, como Brasil e Argentina

Grupo DTX planeja fornecer suprimentos e equipamentos de estamparia digital têxtil para os países da América Latina, como Brasil e Argentina

No dia 1º de julho de 2016, em Denver, nos EUA, foi oficialmente anunciado o novo Digital Textile Group (Grupo DTX), composto por diversos fornecedores de materiais para impressão digital direta em tecidos. A organização foi criada com o objetivo de distribuir e dar apoio a clientes tanto da América Latina como da América do Norte.

O primeiro fabricante a trabalhar com o Grupo DTX será a Impression Technology, da Austrália, cuja linha GoTx Digital Textile passará a ser distribuída nas Américas por meio da organização.

Steve Richardson, diretor da Impression Technology, declarou: “Incentivamos a criação desse grupo para melhorar a oferta de nossa linha de produtos com parceiros locais inicialmente cobrindo apenas o mercado norte-americano. No entanto, nossos parceiros na América Latina também queriam participar, de modo que os encorajamos a fazer parte do grupo. Parece que os demais fornecedores da área operam a partir de um único local, e nosso objetivo é proporcionar melhor e maior cobertura ao utilizar vários locais”.

Dan Barefoot, presidente da Graphics One, falou sobre o Grupo DTX: “Contamos com vários parceiros, como a Advanced Print & Finishing Technologies, Digital 2 You, Digitally Driven, Digital Print Solutions, Graphics One, JVH Technical, Lee’s Screen Process Supply Inc. e vários outros fornecedores dos EUA e Canadá. Na América Latina, temos acordos com a MTM Soluciones (do México) e a Sign Supply (da Colômbia) e brevemente vamos anunciar novos parceiros na Argentina, Brasil, América Central, Equador e Peru. Esse será um canal muito forte de distribuição de produtos para impressão direta, e estamos realmente animados sobre as oportunidades que se abrirão aos clientes das Américas”.

O site do grupo, www.digitaltextilegroup.com, será lançado em breve.

Fonte: MyPrintResource



Aplicação de vinil adesivo: quando usar primer ou vedador de bordas – Parte 1

Por Eduardo Yamashita em 01/11/2016
Primer atua como elemento de adesão entre a superfície e o vinil adesivo aplicado

Primer atua como elemento de adesão entre a superfície e o vinil adesivo aplicado

Muitos profissionais de comunicação visual têm dúvidas sobre o correto uso de primer e vedadores de bordas nos trabalhos de aplicação de vinil adesivo. Para ajudá-los a fazer a melhor escolha, este artigo técnico, dividido em duas partes, apresentará conceitos, aplicações e cuidados.

Primer

Líquido composto com resinas (acrílica ou vinílica) dissolvidas em solventes hidrocarbonetos aromáticos, como o acetato de butila. Trata-se de uma tinta de alta aderência, também conhecida como promotor de aderência. O principal objetivo do primer é aumentar a aderência à superfície. É na camada do primer que o vinil adesivo será aplicado.

Há um primer específico para cada tipo de material (plásticos, madeira, entre outros). No entanto, algumas superfícies plásticas não apresentam as condições ideais para a adesivação de vinis adesivos. Isso ocorre por não serem porosas, quimicamente inertes e/ou com baixa energia superficial. A adesão de adesivos sobre filmes plásticos depende dos seguintes fatores:

Tensão superficial

Está relacionada à força coesiva, que é responsável pela união das moléculas de um líquido. Na superfície, essa força tende a ser maior, pois as moléculas não estão ligadas umas às outras por todos os lados. Isso provoca a formação de um filme invisível na superfície do líquido, que faz com que seja mais difícil movimentar um objeto sobre essa superfície do que se ele estivesse completamente submerso. A força necessária para romper um filme de 1cm de comprimento é chamada de tensão superficial, sendo expressa em dinas por centímetro.

Sem a devida adesão, o vinil adesivo depois de aplicado pode começar a descolar, como apontado nessa imagem

Molhabilidade

As forças entre moléculas diferentes são chamadas de forças adesivas. Para que um líquido forme uma película uniforme sobre um sólido (em vez de formar gotículas), é necessário que sua tensão superficial seja inferior às forças adesivas entre o líquido e o sólido. Quando isso ocorre, o líquido tem uma excelente molhabilidade sobre o sólido, ou seja, ele se espalha sobre o sólido. A molhabilidade pode ser medida pelo ângulo de contato entre o líquido e a superfície, o qual permite quantificar a afinidade entre o líquido e o sólido. O ângulo nulo indica ótima afinidade e, portanto, máxima molhabilidade.

Quando se aplica um adesivo sobre uma superfície de polietileno sem tratamento, ele não entrará em contato totalmente com a superfície, formando áreas sem contato, porque a tensão superficial do adesivo é superior às forças adesivas entre o adesivo e o plástico.

Tensão superficial e molhabilidade são duas características a serem observadas no momento da aplicação do primer

As poliolefinas (polímeros compostos por carbono e hidrogênio, como polietileno e polipropileno) apresentam as maiores dificuldades de adesão, porque, além de possuírem baixa molhabilidade, são apolares, ou seja, incompatíveis com adesivos, que são polares. Por isso, os plásticos, antes de passarem pelo processo de adesivação, devem ser submetidos a um tratamento superficial, com o objetivo de modificar suas superfícies e melhorar suas características de adesão. Os tipos de tratamento superficiais mais comuns para plásticos são:

- Tratamento químico

Consiste na aplicação de um verniz na superfície de materiais (folhas de alumínio, papéis e plásticos), de modo a criar condições para a ancoragem de tintas, adesivos e outros revestimentos. Ele é o mais utilizado na aplicação de vinis adesivos em plásticos. Em substratos porosos, como madeira e gesso, o verniz também sela a superfície, de modo a evitar a posterior libertação de ar contido nos poros, que ocasionará bolhas no revestimento final.

- Corona

Consiste na aplicação de descargas eletrostáticas sobre a superfície do substrato, de modo a aumentar sua energia superficial e melhorar a ancoragem do adesivo. Ele é aplicado ao plástico por meio de um equipamento composto por fonte de alta frequência, transformador de alta voltagem e estação de tratamento. Essa última consiste em um par de eletrodos: um deles tem alto potencial, o outro é composto por um cilindro de metal aterrado e revestido por um material isolante que suporta o substrato. O efeito é obtido pela ionização do oxigênio presente entre os eletrodos, que polariza a superfície do filme e aumenta sua energia superficial. Esse é o principal tratamento aplicado nos filmes de polietileno e polipropileno, podendo ser utilizado também em outros materiais, como PET e BOPP.

- Tratamento a chama

É realizado pela combustão de um gás (metano, propano ou butano). A chama atua sobre a superfície do filme, que é resfriado imediatamente ao passar por um cilindro com água gelada. O tratamento a chama permite efeitos mais intensos, não atinge o lado oposto do material, não provoca microfuros e apresenta baixo decaimento do nível de tratamento com o tempo. Entretanto, ainda não é possível sua aplicação em filmes de PE e PP, devido às baixas velocidades das máquinas extrusoras, sendo mais aplicado em filmes de BOPP.

Sobre o autor: Eduardo Yamashita é consultor técnico especializado em vinis adesivos, envelopamento de carro e comunicação visual

 



Kornit lança dois equipamentos para estamparia têxtil digital

Por Luiz Ricardo Emanuelli em 22/03/2016
Storm 1000 e Storm Hexa são os novos equipamentos vendidos pela Kornit

Storm 1000 e Storm Hexa são os novos equipamentos vendidos pela Kornit

A Kornit, fabricante de equipamentos para estamparia têxtil digital, apresentou mais dois modelos da linha Storm, o Hexa e o 1000, ambos equipados com tecnologia inkjet para impressão direta em tecidos.

Indicadas para empresas de médio porte, as impressoras incluem sistema de recirculação de tinta e possuem um número maior de nozzles, que aumentam a produtividade em até 40% em relação a impressoras predecessoras da linha Storm.

A Storm 1000 vem com 12 cabeças e emprega tintas CMYK e branca. Imprime mais de 170 peças por hora em modo de alta produtividade. A máquina cobre uma área de impressão de 50cm x 70cm.

A Storm Hexa emprega 16 cabeças e tintas verde e vermelha, além da branca e do conjunto CMYK. É indicada também para produções de tiragens promocionais e imagens com cores especiais. A máquina pode imprimir 170 peças por hora.

Ambas as impressoras empregam tintas originais NeoPigment e incorporam sistema de pré-tratamento, mecanismo de reposição, sistema bulk ink de 4 litros, sistema integrado de umidade e sistema de backup de energia.

Indicadas para aplicações industriais em massa, todas as impressoras Kornit são compatíveis com vários tipos de tecidos, como algodão, poliéster, misturas, seda, entre outros.

Guy Zimmerman, vice-presidente da Kornit, declarou: “O lançamento dessa nova geração de impressoras é um marco para nós, além de ser uma grande oportunidade para melhorar a eficiência e o desempenho de nossos sistemas industriais. As novas configurações dos equipamentos melhoram a produtividade e diminuem o consumo de tinta. Essas impressoras são ferramentas de produção perfeitas para uma ampla gama de aplicações”.

Fonte: Kornit