Durst Brasil anuncia impressora Kappa 180, para estamparia digital

Por Luiz Ricardo Emanuelli em 08/01/2013

impressora para estamparia digital

Kappa 180: impressora Durst para estamparia digital

Além de apresentar expansão no mercado nacional de impressoras UV, a Durst Brasil anuncia mais um lançamento para 2013: a Kappa 180, equipamento para estamparia digital.

Segundo Flávio Hirata, CEO da fornecedora, o equipamento chegará no primeiro bimestre de 2013. O executivo comemora: "Com a Kappa 180, nosso portifólio ficará mais completo. Vamos oferecer aos clientes a mesma qualidade de impressão, mas, desta vez, para produção em tecidos".

Características da nova impressora para estamparia digital

A velocidade máxima estimada da Kappa 180 é de 600m2/h. A máquina trabalha com resolução máxima de 1.056 x 600dpi. E o volume das gotas disparadas pode variar: de 7 a 21 picolitros.

A impressora emprega o sistema QuadroZ, de cabeças de impressão, adaptado para disparar as tintas Kappa Inks, desenvolvidas especialmente para estamparia digital.

O conjunto de cores também é diferenciado. Além da paleta CMYK, a Kappa 180 usa tintas especiais: azul, vermelho, laranja e cinza – o que permite a reprodução de uma gama bem grande de tonalidades.

Segundo a Durst, a Kappa 180 tem rápido acerto. Isso porque o equipamento possui sistema de entrada de mídia automatizado (que pode trabalhar com substratos de até 195cm de largura). Além disso, a blanqueta de impressão está integrada ao sistema de limpeza, o que aumenta a produtividade e encurta o tempo de ajuste entre as trocas de trabalho.

Fonte: Durst Brasil. Edição: InfoSign



Tecidos usados na impressão por sublimação

Por João Leodonio em 03/04/2018
Conheça os materiais têxteis que podem ser estampados com processo sublimático

Conheça os materiais têxteis que podem ser estampados com processo sublimático

As facilidades de importação e as ofertas da indústria brasileira têxtil impulsionam, atualmente, o mercado de tecidos sintéticos. São materiais que podem receber estampas sublimadas e, embora, haja grande disponibilidade deles, nem todos são recomendados para a impressão por sublimação. Portanto, este artigo ajuda você a reconhecer os principais produtos e classificá-los de acordo com suas composições e aplicações.

Tecidos PP (100% poliéster e diversas gramaturas)

Conheça os materiais têxtil totalmente compostos por poliéster:

- Flamê: malha mais leve que aparenta ter certa transparência. Bastante utilizada para camisetas.

- Devorê: malha mais leve que, devido ao processo de desgaste que sofre em sua produção, tem algumas partes mais fechadas e outras mais abertas, o que confere efeito diferenciado quando sublimada. Muito utilizada para camisetas.

- Crepe: trata-se de um tecido mais nobre e que confere acabamento superior. É muito utilizado para roupas femininas com toque diferenciado. Há variações de Crepe, porém uma característica marcante em todos elas é o alto grau de encolhimento.

- Oxford: mais barato, serve para a confecção de painéis de aniversário e comunicação visual em geral, pois é bem resistente e aceita muito bem a sublimação.

- Tactel: muito utilizado para bermudas e almofadas. Tem um toque menos nobre e apresenta encolhimento quando sublimado.

Mais leve, flamê é bastante utilizada em camisetas

Poliéster com Elastano

Trata-se de uma composição muito utilizada para a composição de peças de vestuário que precisam de um caimento mais colado ao corpo ou para exposição ao calor com menor grau de aquecimento. Conheça os tipos:

- Suéde, Neoprene e Suplex: muito utilizados para calças legging e bodys, pois não apresentam transparência e dão muita mobilidade às peças de vestuário.

- Dry Fit: classificado como malha fria, pois não esquenta muito. É bastante utilizado em materiais esportivos, como camisas de futebol e roupas para academia e pesca. Existem variações de qualidade e gramatura, como o Tecno Dry. Outros tipos são: Helanca, Helanca Light, Helanquinha e Cacharrel, que apresentam características próximas ao Dry fit.

- Chiffon: caracteriza-se por conferir transferência às peças de vestuário, além de ser muito utilizado em painéis de aniversário e comunicação visual.

- Cetim: muito utilizado em peças que precisam de um toque de ceda. Também é utilizado em forros de vestidos e ternos.

Há variações de Dry Fit que também podem ser estampadas com sublimação

PA (Poliéster com Algodão)

Há várias composições, como 50% P/50% A e 70% P/30% A. A principal característica do PA depois de sublimado é não ter 100% de nitidez, pois apenas os fios de poliéster serão estampados. Isso altera a característica de toque, tornando-o mais “pesado”.

PV (Poli Viscose ou Poliéster com Viscose)

Existem alguns percentuais diferentes para cada tipo de fio. Para esses casos, recomenda-se ter muito cuidado e realizar testes antes de sublimar toda aa produção, pois a viscose pode apresentar manchas ao lavar.

Tecidos sublimados também podem ser usados para compor quadros e peças de comunicação visual

Recomendações gerais

Quanto ao processo, recomenda-se testar sempre os tipos diferentes de tecidos antes de efetuar o corte. É necessário analisar a estrutura dos tecidos quanto ao grau de encolhimento. Por exemplo, a sublimação no crepe deve ser aplicada com tempo e temperatura inferiores aos utilizados em outros tecidos.

Ao estampar PA e PV, recomenda-se, após o teste de sublimação, submeter o tecido a uma lavagem para verificar o resultado de cor e manchas.

No caso dos tecidos que sofrem encolhimento ao serem expostos à temperatura (principalmente os materiais com elastano), após definido o percentual de encolhimento nos testes, recomenda-se executar o pré-encolhimento por até oito segundo e com a temperatura do serviço. Depois de encolhido, realize a transferência sublimática.

Alguns tecidos podem ter elastano (ou não). Para ter a certeza da composição, recomenda-se pedir para ver a etiqueta do fabricante no ato da compra dos materiais.

Sobre o autor: João Leodonio atua no segmento gráfico há 10 anos, como gerente de produção e consultor. Tecnólogo em produção gráfica, atuou como palestrante pela Imprensa Oficial, de Angola, e como consultor de processos produtivos. É proprietário da Pari Transfer Sublimático 

 



Aplicação de vinil adesivo: como limpar superfícies contaminadas

Por Eduardo Yamashita em 04/05/2015

Óleo, gordura e graxa: contaminantes que devem ser eliminados da superfície que receberá o vinil adesivo

Óleo, gordura e graxa: contaminantes que devem ser eliminados da superfície que receberá o vinil adesivo

A limpeza da superfície é fundamental para garantir a qualidade de qualquer aplicação de vinil adesivo. Neste artigo, saiba reconhecer os contaminantes e como eliminá-los da maneira correta, para realizar uma aplicação profissional.

Os contaminantes são definidos como substâncias insolúveis (que não se misturam) em água, de origem vegetal ou animal e constituídas de triglicerídeos, que são formados da condensação entre glicerol e ácidos graxos. Os contaminantes mais comuns são o óleo e a gordura. A diferença entre eles é o estado físico (sólido ou líquido) em que se encontram quando submetidos a temperaturas abaixo de 20ºC. Nessa condição, quando o estado da substância é sólido, ela é então classificada como gordura.

Outro contaminante comum é a graxa, nome genérico e popular dado a lubrificantes pastosos compostos (semiplásticos ou de alta viscosidade) de misturas de óleos lubrificantes minerais (de diversas viscosidades) e aditivos.

Há ainda a contaminação por suor, o qual contém água, gorduras, ácidos e sais. O toque da mão na superfície a ser adesivada produz contaminações que causam baixa aderência da película autoadesiva. Por isso, o manuseio das superfícies deve ser feito com luvas.

Várias superfícies metálicas podem ficar cobertas por camadas de óleo, gordura ou graxa, o que dificulta a aderência do vinil autoadesivo nas superfícies. A maneira eficiente de removê-los é com o uso de solventes (desengraxantes).

Para uma aplicação profissional, limpe adequadamente a superfície que será adesivada

Para uma aplicação profissional, limpe adequadamente a superfície que será adesivada

Desengraxantes ou desengordurantes são substâncias usadas para a remoção de gorduras (óleos e ceras). Esses compostos químicos e formulações são essenciais para muitos processos industriais, como prelúdio ao acabamento de superfície ou a componentes de proteção e revestimento, nos processos genericamente chamados de desengraxe.

Existem vários desengraxantes comerciais para limpar superfícies contaminadas, mas eles contêm químicos (à base de nafta, xilol, toluol ou heptana) que podem ser perigosos se inalados, pois são hidrocarbonetos derivados de petróleo.

Desengraxantes são produtos usados para a limpeza de superfícies

Desengraxantes são produtos usados para a limpeza de superfícies

Recomendações de uso

Para tornar os serviços mais profissionais, é importante dar atenção às recomendações básicas de todos os produtos petroquímicos. Veja abaixo alguns itens:

- Prevenção: uso e/ou manuseio inadequado pode ser perigoso à saúde e provocar incêndio e explosão. Não utilize o produto antes de tomar as medidas necessárias para evitar danos e ferimentos.

- Armazenagem: acondicione o produto em ambientes abrigados, com boa ventilação e temperatura máxima de 40°C.

- Inflamabilidade: mantenha o produto inflamável longe de chamas e faíscas e evite fumar perto do local da utilização.

- Inalação: evite respirar os vapores, mantendo boa ventilação durante a aplicação e a secagem.

- Manuseio: evite contato do produto com pele e olhos, utilizando luvas, óculos, protetores, máscaras, cremes protetores etc. Não coma ou beba perto do local da aplicação. Mantenha o produto longe do contato de crianças e animais.

Siga as recomendações de uso descritas nos produtos de limpeza e não negligencie os equipamentos de proteção

Siga as recomendações de uso descritas nos produtos de limpeza e não negligencie os equipamentos de proteção

Acidentes

- Contato com a pele: lave com água abundante e promova a limpeza com sabão neutro.

- Contato com a roupa: retire as roupas atingidas e lave-as.

- Respingos nos olhos: lave-os imediatamente com água limpa corrente (por no mínimo 10 minutos) e procure atendimento médico imediato.

- Vazamentos: isole a área e não fume. No caso de o derramamento ser grande e em área confinada, utilize proteção respiratória. Evite inalar os vapores. Estanque e contenha o derramamento com areia, pó de serra ou terra. Em seguida, transfira o líquido e o sólido de contenção para embalagens separadas, a fim de proceder o descarte.

- Incêndio: proteja os recipientes não avariados com jato d’água sob forma de neblina. Apague o fogo com extintores de CO2, espuma ou pó químico.

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Esse artigo técnico foi patrocinado pela Imprimax, fabricante de vinis adesivos

Este artigo técnico foi patrocinado pela Imprimax, fabricante de vinis adesivos

Sobre o autor: Eduardo Yamashita é consultor técnico especializado em vinis adesivos, envelopamento de carro e comunicação visual

Sobre o autor: Eduardo Yamashita é consultor técnico especializado em vinis adesivos, envelopamento de carro e comunicação visual