Akad lança impressora sublimática Novajet DX1080

Por Luiz Ricardo Emanuelli em 11/04/2017
Novajet DX1080 é modelo de entrada

Novajet DX1080 é modelo de entrada

A Akad, fornecedora nacional de equipamentos para sinalização, anunciou o lançamento da Novajet DX1080, impressora para sublimação indicada para estampar moda praia, roupas esportivas, cordões corporativos, abadás, entre outras peças de tecidos com no mínimo 50% de poliéster. Há também possibilidade de empregar outros substratos com pré-tratamento (revestidos com resina), como plásticos, madeiras, vidros, objetos de decoração e etiquetas.

Com largura de 1,50m e duas cabeças Micropiezo DX, o equipamento vem com sistema de alimentação rolo a rolo, rebobinador de mídia (take-up) e sistema automático de limpeza das cabeças.

A máquina possui diversos modos de impressão, para ajustar a qualidade e velocidade de produção de acordo com o trabalho em diversos tipos de materiais.

A impressora sublimática imprime no papel transfer, que vai junto com o tecido para uma prensa ou calandra, onde ocorre aquecido, transferência e fixação da tinta no tecido (ou outro substrato tratado).

Fonte: Akad



Impressão inkjet de pontos variáveis: vantagens, desafios e desvantagens

Por Luiz Ricardo Emanuelli em 30/06/2014

Atualmente, muitas impressoras digitais empregam tecnologia de pontos variáveis (greyscale). O que isso significa? Quais são as vantagens e desvantagens dela?

As primeiras impressoras inkjet usavam cabeças de impressão binárias, que produziam pontos de tamanhos fixos. Pequenos pontos produzem boa definição de imagem, alta resolução e são bons para textos. Pontos grandes podem cobrir áreas maiores e são bons para cobrir grandes áreas chapadas.

Mas estamos vendo um aumento no uso de cabeças de pontos variáveis, que podem produzir diferentes tamanhos de pontos.

Na tecnologia greyscale, a cabeça de impressão consegue formar pontos de tamanhos variáveis

Na tecnologia greyscale, a cabeça de impressão consegue formar pontos de tamanhos variáveis

Há diferentes abordagens. Algumas cabeças disparam volumes variados de tinta para produzir pontos variados, ao passo que outras cabeças ejetam a mesma quantidade de tinta, mas variam a frequência com a qual a tinta é disparada.

Todos os fornecedores concordam que o problema que mais afeta a qualidade de impressão é a precisão na colocação dos pontos no substrato, algo que fica mais complexo quando várias gotas pousam num mesmo local.

Há vários desafios, incluindo a movimentação do sistema de impressão, que cria turbulência e pode desconfigurar o correto disparo da gota. É melhor quando a cabeça está mais próxima da mídia, porque isso reduz a distância de voo (entre a cabeça e o substrato), mas aumenta o perigo de a mídia golpear a cabeça, o que causa problemas técnicos na peça.

A tecnologia binária compõe pontos de tamanho único (fixo)

A tecnologia binária compõe pontos de tamanho único (fixo)

Além disso, o substrato pode não estar perfeitamente plano, especialmente se for flexível, dificultando o processo de impressão. Por esse motivo, os fornecedores de impressoras planas (flatbed) fazem um grande esforço para manter o nivelamento da mesa.

Abordagens práticas

A Océ, que hoje faz parte da Canon, tem usado cabeças Toshiba Tec com tecnologia de pontos variáveis nas impressoras Arizona. Fred Robinson, gerente de projetos das máquinas Océ Arizona, explica: "Fizemos um estudo que levou dois anos. Nele enfatizamos a qualidade e a confiabilidade da tecnologia de impressão. Baseados nesses fatores, decidimos usar os sistema de múltiplas gotas. Na época, fomos um dos primeiros a empregar essa tecnologia no mercado. E achamos que ela ainda é a melhor".

As impressoras Arizona produzem sete diferentes volumes de gotas, de 6 a 42 picolitros. Para ter uma ideia, 6 picolitros equivalem a um terço do tamanho do cabelo humano. Gotas menores são ejetadas e combinam-se no ar (durante o voo) para formar gotas maiores e, consequentemente, pontos maiores.

Kevin MacArthur, engenheiro de sistemas da  Canon Océ, completa: "O ponto menor permite obter a nitidez que precisamos. Isso permite a obtenção de imagens com detalhes nítidos e áreas com cores suaves. Os outros tamanhos de gota preenchem outros espaços maiores".

Océ Arizona emprega tecnologia de pontos variáveis

Océ Arizona emprega tecnologia de pontos variáveis

A HP desenvolveu o sistema HDR (High Dynamic Range) para ser usado nas impressoras Scitex FB 10000. As cabeças HDR300 disparam gotas fixas de 15 picolitros e podem criar múltiplos volumes de gotas ejetando rapidamente várias gotas sucessivamente. As gotas se mesclam durante o voo para formar uma única gota maior.

Assim, a impressora da HP pode criar gotas com volumes de tinta de 15, 30 e 45 picolitros. Cada uma das cabeças HDR300 tem 192 nozzles, com 150 nozzles por polegada. A cabeça usa 12ml de tinta por minuto e pode disparar 24 mil gotas por segundo.

HP Scitex FB 10000 é outro exemplo de impressora que usa a tecnologia greyscale

HP Scitex FB 10000 é outro exemplo de impressora que usa a tecnologia greyscale

A Durst desenvolveu a Variodrop. Trata-se de uma solução multipulso que combina duas voltagens de pulso, sendo que o segundo aumenta o tamanho da gota na hora que se desprende da placa do nozzle, para que caia como uma única gota sobre o substrato. Assim, a impressora Durst Rho P10 produz gotas de 10 picolitros, mas com o multipulso, ela pode aumentar a gota para 15 picolitros.

Conclusão

A impressão de pontos variáveis tem inúmeras vantagens. Ela mistura pontos grandes e pequenos e torna mais fácil a reprodução de gradientes e mudanças de tons. Também pode reduzir o consumo de tinta, porque alguns pontos são bem pequenos e porque ela dispensa o uso de cores adicionais.

Mas a complexidade de combinar várias gotas para formular um único ponto pode diminuir a velocidade da impressora e demandar cabeças de impressão mais caras. Alguns fornecedores acreditam que gotas de tamanho fixo (de 10 a 14 picolitros) são suficientes, e que podem entregar uma boa resolução, desde que sejam dadas múltiplas passadas.

Por ora, em função do equilíbrio entre custo e desempenho, as máquinas menores tem empregado a tecnologia de pontos variáveis para obter maior qualidade de imagem, ao passo que as impressoras maiores, no geral, trabalham com mais velocidade e tecnologia de pontos fixos. E temos visto que novas cabeças com tecnologia de pontos variáveis, como a Epson Precision Core, que são mais robustas.

É também importante notar que fabricantes estão adotando a tecnologia de única passada em impressoras de documentação e rótulos.

Fonte: Fespa



Global Química confirma presença na Fespa Brasil 2015

Por Luiz Ricardo Emanuelli em 31/01/2015

Epson SureColor F2000 imprime diretamente em camisetas

Epson SureColor F2000 imprime diretamente em camisetas

O interessado em estamparia têxtil encontrará inúmeros fornecedores de tecnologias para o segmento na Fespa Brasil 2015, feira que ocorre de 18 a 21 de março, no Expo Center Norte, São Paulo.

Entre os expositores dedicados à impressão em tecidos está a Global Química & Moda, que atua há quatro décadas no mercado. Durante a feira, a empresa promete exibir, entre outras novidades, as tintas inkjet da Xennia.

Felipe Sanchez, diretor de novos negócios, declarou: "Buscamos uma parceria sólida para entrarmos no segmento de impressão direta em tecidos com corantes reativos e ácidos, e encontramos a Xennia, que fabrica produtos de incomparável qualidade".

Na Fespa Brasil 2015, a Global Química & Moda também exibirá equipamentos da Epson para estamparia têxtil. O destaque será a SureColor F2000, que imprime diretamente em camisetas. A máquina estampa uma peça em 27 segundos. Segundo a empresa, a F2000 consome pouca tinta e é uma boa opção para quem está iniciando um negócio.

Outro produto que será exibido pela Global Química & Moda é o Foil Italiano. Desenvolvido para a indústria têxtil, o material apresenta altos índices de solidez, fácil desmoldagem e brilho duradouro.

Fonte: Fespa Brasil