Vinil adesivo: conheça as superfícies onde ele pode ser aplicado

Por Eduardo Yamashita em 28/03/2014

Na comunicação visual, há muitos projetos confeccionados com vinis adesivos, que podem ser processados por meio de recorte eletrônico ou impressão (digital, serigrafia e flexografia). As imagens obtidas com essas mídias precisam ser aplicadas (instaladas) numa determinada superfície (ou substrato). Em relação a isso, a pergunta mais importante a fazer é: A imagem ficará adesivada na superfície?

Para isso, precisamos entender o conceito técnico e as características das superfícies. Com essas informações, é possível responder à pergunta sem errar. A classificação das superfícies pode estar relacionada ao tipo, à curvatura e ao acabamento.

Conheças as principais características das superfícies onde o vinil adesivo pode ser aplicado

Conheças as principais características das superfícies onde o vinil adesivo pode ser aplicado

Tipo de superfície

Nada mais é que o material de que é composta a superfície, como:

  • metal: ferro, aço e alumínio;
  • plástico: vinil (PVC), poliéster, polipropileno, polietileno e acrílico;
  • madeira: compensada, aglomerada, laminada e maciça;
  • alvenaria: concreto, argamassa e gesso.

Há também superfícies com revestimentos, uma vez que elas terão contato direto com o adesivo da película:

  • papel;
  • PVC/vinil;
  • pintura;
  • verniz;
  • melamínico.
Antes de realizar a aplicação, considere sempre o material de que é composta a superfície

Antes de realizar a aplicação, considere sempre o material de que é composta a superfície

Curvatura da superfície

São as "deformações" que a superfície apresenta:

  • plana: sem curva (não confundir com o termo "lisa"). Exemplo: uma parede "reta";
  • curva: pode ser dividida em:
  1. simples: curva com um único sentido. Exemplo: um tubo cilíndrico;
  2. composta: curva em dois ou mais sentidos. Exemplo: uma bola;
  • combinada: possui a conjugação das superfícies citadas anteriormente, e pode ser:
  1. corrugada: composição de superfícies planas. Exemplo: um caminhão baú corrugado;
  2. baixo-relevo: composição de superfícies planas, pode ter curvas simples (exemplo: canaleta de van) e/ou curvas compostas (exemplo: quina da canaleta de van, maçanetas e frisos de veículos).
Exemplo de superfície corrugada

Exemplo de superfície corrugada

Acabamento da superfície

Outro aspecto que o aplicador deve conhecer para fazer a instalação correta do vinil é o tipo de acabamento da superfície, que pode ser:

  • liso: sem irregularidade, totalmente regular, como se fosse polida;
  • poroso: apresenta uma desigualdade, é assimétrica, com "lacunas".
Exemplo de superfície porosa

Exemplo de superfície porosa

Classificação

É importante ressaltar que as classificações (tipo, curvatura e acabamento) são intercambiáveis, ou seja, há diversos tipos de superfícies combinadas. A figura abaixo ajuda a compreender melhor o conceito.

Classificação das superfícies

Classificação das superfícies

Após esse entendimento é possível julgar se a superfície responderá à expectativa de resultado em relação à imagem aplicada. Pode-se também definir quais são os tratamentos que as superfícies específicas devem receber, para atender aos requisitos de durabilidade do projeto. E importante: jamais esqueça as técnicas de aplicação para cada tipo de superfície.

Gostou do artigo? Você também vai se interessar pelas matérias abaixo:

Sobre o autor: Eduardo Yamashita é consultor técnico especializado em vinis adesivos, envelopamento de carro e comunicação visual

Sobre o autor: Eduardo Yamashita é consultor técnico especializado em vinis adesivos, envelopamento de carro e comunicação visual



Prism Inks anuncia nova tinta sublimática com corante autodispersante

Por Luiz Ricardo Emanuelli em 18/02/2021
Nova tecnologia aumenta vida útil e a consistência das cores

Nova tecnologia aumenta vida útil e a consistência das cores

A fabricante Prism Inks anunciou no mercado internacional uma nova tinta sublimática que emprega corantes autodispersantes. A novidade faz parte da linha de produtos SubliMate Dye Sub Ink, indicada para as séries DX e TFP de cabeças de impressão.

De acordo com a fabricante, a tinta “autodispersante” é composta por subpartículas de corante que se repelem e, como resultado, aumentam a confiabilidade do jato, a qualidade da imagem e a consistência da cor. As tintas convencionais apresentam partículas que, com o passar do tempo, começam a se combinar e, portanto, podem causar entupimentos das cabeças de impressão.

Amir Ajanee, CEO da Prism Inks, declarou: “Nossa filosofia é melhorar continuamente nossos produtos, especialmente nossa tinta de sublimação. Essa tecnologia de autodispersão é uma conquista significativa da equipe de P&D da Prism Inks, que fica na Califórnia. Estamos entusiasmados para oferecê-la ao mercado de sublimação, pois sabemos que os usuários ficarão satisfeitos com o desempenho de impressão superior que ela oferece”

A tinta está disponível por meio do canal de distribuição Graphics One e por distribuidores associados.

Fonte: Prism Inks

 



Case: Instalação artística em novo mercado holandês de alimentos

Por Luiz Ricardo Emanuelli em 01/07/2014

Mercado foi apelidado de Capela Sistina de Rotterdam

Mercado foi apelidado de Capela Sistina de Roterdã

A cidade de Roterdã, na Holanda, ganhará em outubro de 2014 um novo mercado conceito especializado em produtos alimentícios. Contando com uma arquitetura peculiar, o estabelecimento, apelidado de "Capela Sistina de Roterdã", será decorado com mais de 11 mil metros quadrados de comunicação visual.

A arte que serviu de base para a instalação foi desenvolvida pelo birô TS Visuals em conjunto com o  artista Arno Coenen. Chamado de "Cornucópia", o grafismo cria a ilusão de que o observador está olhando, através da parede, para flores e alimentos que estão caindo do céu para a terra.

Estabelecimento tem onze mil metros quadrados de comunicação visual

Estabelecimento tem 11 mil metros quadrados de comunicação visual

As paredes e o teto do mercado foram cobertos por mais de quatro mil painéis de metal, que receberam impressão sublimática e revestimento brilhante, antigrafite e resistente a riscos. Muitos painéis foram dobrados para serem acomodados ao teto em forma de arco, conferindo um efeito 3D à arte.

Um dos maiores desafios do projeto foi manter o padrão de cores das imagens reproduzidas. Para tanto, o birô usou ferramentas como a Color Atlas Generator e a Spot Color Replacement do software Wasatch SoftRIP. Com o mesmo programa, a empresa realizou panelizações e nesting e adicionou marcas de corte e anotações nas imagens, para evitar confusão na hora de instalar as peças.

Fonte: My Print Resource