Transfer digital: vantagens, dificuldades e processos
Por Jimmy Lamb em 14/09/2013
O transfer surgiu como alternativa barata à serigrafia, mas infelizmente o resultado que ele conferia ficava bem abaixo do esperado. Além de reproduzir imagens sofríveis, o transfer tinha a tendência de rachar e descascar depois de duas ou três lavagens. Com isso, ele criou uma má reputação. Mas os transfers digitais de hoje são bem diferentes, pois contam com tintas especiais, e não adesivos.
A primeira etapa do processo de criação de um transfer digital é a reprodução das imagens, realizada com uma impressora inkjet (usando o tipo certo de tinta) sobre um papel especial. Em seguida, o papel é colocado com a face para baixo sobre o produto (camiseta) e a prensa térmica aplica a tinta, por meio de calor.
Saiba mais sobre sublimação:
- Como escolher o papel transfer
- Transfer digital: vantagens, dificuldades e processos
- Fotoprodutos e brindes com impressão por sublimação
- Dicas para escolher a sua impressora para sublimação
- Problemas e soluções na impressão por sublimação
- Prensa térmica e calandra para sublimação
A combinação de calor e pressão faz com que a tinta seja transferida do papel para o substrato. O papel transfer é então removido e descartado, deixando uma impressão na peça (no caso da sublimação, a imagem é realmente incorporada à superfície). Dependendo do equipamento, leva-se menos de dois minutos para imprimir e prensar.
Vantagens do transfer digital
O transfer digital realmente percorreu um longo caminho, especialmente em relação à capacidade e ao custo. Hoje, ele tem retorno de investimento rápido, com custos iniciais razoáveis, que variam de 500 a 2.100 dólares (valores válidos para o mercado dos EUA), sem incluir a prensa térmica. Mas um dos aspectos mais atraentes do transfer digital é a capacidade de fazer trabalhos sob demanda.
Com a impressão digital, não é preciso se preocupar com separações de cores, criação de matrizes, setups etc. Se você tiver uma imagem de qualidade (com 350dpi), será possível começar a imprimir transfers em poucos minutos.
Há impressoras a jato de tinta que podem dar saída a imagens coloridas com 20 x 25cm em menos de 40 segundos; o processo de impressão é muito rápido. E, em seguida, a prensagem leva mais um ou dois minutos.

Prensa térmica é equipamento que aplica calor e pressão, para transferir a imagem do papel para a camiseta
O processo que vai da arte ao produto é acabado em questão de minutos. Do ponto de vista de vendas, você poderia passar uma manhã criando amostras para potenciais clientes e, na parte da tarde, sair batendo na porta deles.
A impressão digital também é ideal para pequenas produções, o que é um bom complemento para quem já trabalha com serigrafia. Assim, é possível lidar com pequenas ordens de serviço usando transfers digitais de baixo custo, enquanto seus outros equipamentos ficam ocupados com tiragens maiores.
É importante utilizar a tinta adequada para a superfície a ser impressa. É uma questão de química. A escolha incorreta trará resultados inferiores. Com o uso da tinta digital errada, a qualidade e a longevidade da imagem irão declinar. Por exemplo, com camisas de algodão, é preciso usar uma tinta que se ligue às fibras de algodão. Mas quando se trata de fibras de poliéster, será preciso um tipo diferente de processo: a sublimação.
Transfer sublimático
A sublimação utiliza o mesmo processo de produção de qualquer outro transfer digital, mas o processo químico é muito diferente. A tinta sublimática usa corante, e é formulada para fibras sintéticas. Durante a prensagem, a sublimação da tinta se transforma em gás, e as fibras de polímero abrem-se para receber esse gás. A tinta, em seguida, penetra nas fibras.
Quando o calor é retirado, as fibras fecham-se e retêm permanentemente a tinta. Com peças de vestuário, o resultado final desse processo é uma imagem que não desaparece nem descasca durante as lavagens. No caso de materiais rígidos, a superfície não lasca ou descasca.

Com o transfer, é possível estampar uma série de objetos e materiais, desde que eles estejam devidamente preparados para receber a tinta
A impressão tradicional aplica a tinta sobre a superfície. A aplicação de calor transfere a tinta e ativa determinados agentes (aglutinantes) para ligar a tinta à superfície. Por sua vez, a sublimação é um processo que não emprega aglutinantes.
A chave para a sublimação é a fibra de polímero. Com a crescente popularidade das peças de vestuário à base de polímeros, é importante que você concentre-se em usar a tinta certa para elas.
Mas a sublimação não se limita a vestuário. Placas, prêmios, painéis de fotos, produtos promocionais, sinalização, bandeiras, decoração e joias são alguns produtos que podem ser sublimados. A única exigência é que eles tenham uma superfície de polímero ou que tenham revestimento.
Dificuldades
Independentemente do conjunto de tintas escolhido, um dos desafios da impressão digital é o gerenciamento de cores. Isso porque você cria as cores por meio de softwares. Em seguida, a impressora faz a reprodução delas.
O primeiro problema é que o que sai da impressora nem sempre corresponde ao que está na tela do computador. Há duas razões para isso: gama de cores e conversão de cores.
A gama de cores refere-se ao espectro tonal que um dispositivo pode reproduzir. No caso de um monitor, ela é geralmente maior do que a de uma impressora a jato de tinta. Assim, é possível haver cores na tela que não serão reproduzidas pela impressora.
A segunda razão é que os monitores costumam usar um processo aditivo (RGB), enquanto uma impressora digital utiliza um processo subtrativo (CMY). Assim, acontece um problema de "tradução" entre as cores do monitor e da impressora (saiba mais sobre gerenciamento de cores para impressoras a jato de tinta).
Conclusão
Então, se você está procurando um sistema de baixo custo, considere a impressão e o transfer digital. Certamente existem limitações nesses processos, como a necessidade de usar diferentes tintas para diferentes superfícies. Mas os transfers digitais são versáteis e rentáveis.
Sobre o autor: Jimmy Lamb escreve e palestra sobre sublimação e impressão em tecidos mundo afora. Tem mais de 20 anos de experiência no negócio de vestuário e decoração. Atualmente, é o gerente de comunicação na Sawgrass Technologies.
Esse artigo técnico foi cedido, com exclusividade, pela Sawgrass ao portal InfoSign, que traduziu e adaptou o texto.
LG apresenta 25 telas LED direct-view
Por Luiz Ricardo Emanuelli em 03/03/2021
A filial norte-americana da LG lançou 25 telas de LED pré-configuradas para aplicações em ambientes externos e internos. Disponíveis nos formatos 16:9 e 32:9, os modelos vêm com peças de reposição, módulos e controlador 4K LG DVLED.
Os displays estão disponíveis nos seguintes tamanhos e resoluções:
- 2K Full HD (de 81 a 217 polegadas);
- Dual 2K Ultra Stretch (de 147 a 393 polegadas);
- 4K Ultra HD (de 163 a 325 polegadas);
- Dual 4K Ultra Stretch (de 294 a 598 polegadas);
- 8K Ultra HD (de 325 polegadas);
- Outdoor 16:9 (de 230 a 578 polegadas, acima de 5.000 nits);
- Scoreboards (de 230 a 445 polegadas, de 1.000 a 5.000 nits).
O controlador 4K vem com sistema quad-core, media player integrado, 3,6GB de armazenamento e codificador AV-over-IP.
Os displays vêm com garantia LG ExtendedCare de cinco anos.
Fonte: LG USA
Xaar lança cabeça de impressão Xaar 1002 GS40
Por Luiz Ricardo Emanuelli em 16/02/2016
Cabeça de impressão pode ser empregada na criação de efeitos exclusivos em substratos aplicados em diversos mercados
A fabricante Xaar anunciou o lançamento da Xaar 1002 GS40, cabeça de impressão inkjet desenvolvida especialmente para aplicações com tintas e vernizes de cura UV. Segundo a empresa, o dispositivo, que já foi testado por empresas de impressão em cerâmica, possibilita a criação de efeitos com textura em rótulos, embalagens, peças gráficas e laminados de madeira.
Com a capacidade de disparar gostas com volumes entre 40 e 160 picolitros, a Xaar 1002 GS40 é indicada principalmente para a impressão de vernizes UV em grandes tiragens e altas velocidades de produção. A cabeça também pode ser usada para reproduzir grandes áreas brancas opacas (com tamanhos de pontos maiores) ou finos detalhes (com gotas menores).
De acordo com a empresa, a Xaar 1002 GS40 pode ser utilizada em conjunto com a Xaar 1002 GS6 para a criação de fundos brancos sólidos, algo recorrente entre as empresas de impressão de rótulos e embalagens. A cabeça também pode ser empregada na impressão de camadas espessas e táteis de verniz especial e efeitos texturizados que melhoram o aspecto visual de laminados de madeira fabricados pela indústria da decoração.
Além de incorporar a TF Technology, a Xaar 1002 GS40 possui uma arquitetura que permite à cabeça ter um desempenho produtivo com diversos tipos de tintas e viscosidades e em variadas temperaturas ambientais, característica essencial para quem imprime insumos de alta viscosidade e muito pigmentados, como vernizes e tintas brancas opacas.
Fonte: Xaar
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