Mimaki lança no Brasil a impressora JV100-160

Por Luiz Ricardo Emanuelli em 28/07/2021
Impressora ecossolvente tem largura de 1,6m

Impressora ecossolvente tem largura de 1,6m

A filial brasileira da fabricante Mimaki passou a vender a JV100-160, impressora ecossolvente equipada com o novo DAS (Dot Adjustment System), sistema que ajusta o posicionamento de ponto e executa a compensação automática de alimentação de mídia, para garantir alinhamentos precisos.

Indicada para birôs que buscam gastar menos e operar em alta qualidade de impressão, a JV100-160 utiliza tinta de secagem rápida que reduz a granulação e proporciona detalhes finos. O insumo também oferece resistência a arranhões e durabilidade externa.

As principais tecnologias exclusivas da Mimaki, como NCU (Nozzle Check Unit), a NRS (Nozzle Recovery System) e a MAPS4 (Mimaki Advanced Pass System4), são recursos integrados à impressora, que roda com o novo RIP RasterLink7, desenvolvido pela Global Graphics. Com este engine, o tempo de rasterização pode ser reduzido em até 25%. A impressão de dados variáveis e as configurações favoritas foram adicionadas ao RIP.

Fonte: Mimaki



Ricoh adquire AnaJet

Por Luiz Ricardo Emanuelli em 11/01/2016
Equipamentos de impressão direta em camisetas da Anajet passarão a ser fabricados sob a marca da Ricoh

Equipamentos de impressão direta em camisetas da Anajet passarão a ser fabricados sob a marca da Ricoh

A Ricoh, indústria japonesa de eletrônicos, anunciou a compra da AnaJet, fabricante norte-americana de impressoras DTG (direct-to-garment).

Segundo a Ricoh, a aquisição faz parte de sua estratégia para reforçar negócios no mercado de tecnologia inkjet, além de oferecer a seus clientes novas soluções e ideias. A AnaJet se tornará uma subsidiária da Ricoh Printing Systems America Inc.

Fundada em 2006, a AnaJet foi uma das primeiras empresas do mundo a produzir impressoras DTG em massa. Hoje, está entre as principais fornecedoras do segmento. A maioria dos produtos disponíveis atualmente pela AnaJet empregam cabeças de impressão inkjet fabricadas pela Ricoh.

Até então, a Ricoh tem dado ênfase à fabricação de impressoras a jato de tinta para escritórios e similares. Ao adicionar o portfólio da AnaJet, a empresa japonesa ampliará sua atuação no segmento inkjet industrial.

Junichi Matsuno, gerente geral da divisão inkjet da Ricoh, declarou: “Nossos clientes poderão se beneficiar de uma equipe de apoio maior, além de ter acesso a um portfólio de soluções para ajudá-los a crescer. A AnaJet já possui uma reputação comprovada como líder no segmento de impressão DTG e, como tal, é uma grande adição ao amplo portfólio da Ricoh”.

A AnaJet continuará a operar pela mesma equipe e sob o mesmo nome. Atualmente, a empresa emprega mais de 50 profissionais e possui sede em Costa Mesa, na Califórnia, EUA.

Fonte: Ricoh



Tornando-se mais sustentável - Parte 1

Por Eduardo Yamashita em 22/01/2017
Uso do vinil adesivo precisa ser discutido

Uso do vinil adesivo precisa ser discutido

Atualmente, as empresas de comunicação visual têm buscado usar soluções mais sustentáveis (“verdes”), isto é, ambientalmente amigáveis e corretas. Um dos principais materiais dessa indústria é o vinil autoadesivo, usado em abundância em aplicações de sinalização, decoração, envelopamento e adesivações diversas. Portanto, em meio a discussões sobre práticas “verdes”, é inevitável discutir as implicações e impactos dos vinis no meio ambiente. Ele é sustentável? Pode ser reciclado? Quais são suas limitações? Neste artigo, buscamos apresentar informações para responder a essas perguntas e eliminar mal-entendidos sobre essas mídias.

O PVC é “verde”?

O policloreto de vinil (o PVC) pode ser considerado um problema em termos sustentáveis? Aplicado ao mercado de comunicação visual, sinalização e envelopamento, ele talvez seja.

O PVC tornou-se o material de básico para filmes gráficos por poder ser fabricado em qualquer cor, além de ser durável e proporcionar elasticidade para aplicações em diversos tipos de superfícies.

No entanto, a produção de filmes de PVC usa ftalatos, que não o tornam necessariamente um material ecológico, principalmente porque ele não vai se decompor nos aterros e não há como reciclar o filme após seu uso. No entanto, atualmente há filmes de envelopamento sem PVC disponíveis no mercado.

Quando se trata de produtos autoadesivos, é importante lembrar que todos eles têm adesivo. Portanto, não importa quão ambientalmente amigável é o filme, o adesivo também deve ser levado em consideração. Atualmente, não há nenhum processo mecânico para separar o adesivo do filme, o que dificulta a reciclagem ou a degradar do material num aterro.

Fabricantes de mídias já estão investindo na produção de películas autoadesivas sem PVC

Busca por alternativas

Por que deveríamos começar a empregar materiais alternativos? A principal razão, em função de uma consciência ambiental maior atual, devemos procurar maneiras de reduzir nossa pegada. Há outra razão muito relevante: os clientes que pedem por soluções mais verdes. Para atendê-los, é necessário armar-se de informação sobre materiais alternativos.

De fato, nos últimos anos as empresas nacionais de varejo e as lojas de “grandes caixas” procuram cada vez mais produtos sustentáveis, e a tendência é que nos próximos anos essa demanda se expanda a empresas regionais e varejistas locais.

A demanda

O que impulsiona os clientes que demandam produtos sustentáveis são os mandatos regulatórios criados em anos recentes, como as normas de fabricação de produtos para crianças (sobretudo, brinquedos infantis). Para esse público, a indústria de sinalização fornece imagens para decoração ambiental, tanto comercial (em lojas e hospitais, por exemplo) quanto doméstica (quartos e cômodos). Obviamente, não se trata de brinquedos, porém os varejistas envolvidos na comercialização de produtos infantis passaram a questionar todos os fornecedores, para garantir que nenhum componente prejudicial seja empregado em itens vendidos para o mercado infantil.

Normas de fabricação de produtos infantis podem ajudar na regulamentação de práticas mais sustentáveis na indústria de comunicação visual

Outra legislação é conhecida como REACH (Regulamento, Avaliação, Autorização e Restrição de Produtos Químicos). Embora tenha sido desenvolvida na Europa, ela pode ser aplicada no Brasil, sobretudo por empresas que importam e exportam para o mercado europeu. Esse regulamento mostra como reduzir o uso de químicos nocivos ( cádmio, cromatos e chumbo) na fabricação de produtos de consumo.

O regulamento afeta fornecedores de clientes multinacionais que exigem compatibilidade em diferentes países. Para padronizar a qualidade dos materiais comprados, os clientes pedem que sejam seguidas as normas de fabricação REACH.

Em função da regulação ambiental atual, alguns fabricantes de filmes autoadesivos estão se alinhando aos novos padrões de emissão de gases de efeito estufa, que surgiram da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas realizada em Paris em 2015. Os efeitos desse acordo histórico sobre nosso setor se desenvolverão nos próximos anos.

Sobre o autor: Eduardo Yamashita é consultor técnico especializado em vinis adesivos, envelopamento de carro e comunicação visual