Impressoras ecossolventes da Mutoh passam a rodar com novo RIP VerteLith

Por Luiz Ricardo Emanuelli em 10/01/2022
RIP oferece duas funções aprimoradas de visualização

RIP oferece duas funções aprimoradas de visualização

A linha de impressoras ecossolventes da Mutoh passaram a incluir, como padrão, o software RIP VerteLith. Otimizado para os equipamentos da marca, o aplicativo possibilita a criação de perfis de cor e oferece ferramentas avançadas como a “Clear Tone”, tecnologia de meio-tom que proporciona qualidade de imagem com gradações mais suaves.

Fornecido com o software FlexiDESIGNER Mutoh Edition 21, o VerteLith oferece duas funções de visualização aprimoradas: a de prova digital simula a cor de saída na tela, já a ferramenta “RIP” exibe os pontos de impressão reais, na tela, antes da saída.

Essas novas funções permitem que os usuários desfrutem de um ambiente “o que você vê é o que você obtém”. Além disso, o VerteLith inclui a biblioteca de cores exatas Pantone, para possibilitar mapeamentos precisos.

A série de impressoras ecossolvente da Mutoh produz imagens para envelopamentos, sinalizações internas e externas, displays de PDV, embalagens, gráficos de janela e uma variedade de outras aplicações.

Fonte: Mutoh

Tags: VerteLith, Mutoh,


Fujifilm passa a vender mais três mídias para inkjet

Por Luiz Ricardo Emanuelli em 08/01/2013

A Fujifilm da América do Norte anunciou o lançamento de substratos para impressão fotográfica com equipamento a jato de tinta (grande formato). Segundo a empresa, as novas opções ampliam as oportunidades de negócios para birôs que trabalham com reproduções e displays para o varejo e fine arts.

Compatível com as impressoras Epson/Fujifilm Stylus Pro, os substratos são:

  • Photo Paper Pearl 260 (papel fotográfico): tem alto brilho e revestimento (resina). Confere uma aparência "metálica" às imagens reproduzidas. Esse papel está disponível em rolos de 60cm ou 112cm de largura, e seca instantaneamente ao toque;
  • Vivid Canvas Board (canvas): ideal para impressão fine art. É o mesmo canvas já vendido pela Fujifilm, porém vem acompanhado de uma moldura. A mídia confere um resultado semi-brilhante e está disponível em folhas de 45x55cm. A caixa contém 20 folhas;
  • JetFlex Display Film (filme de poliéster): película branca com um ultra brilho, para aplicações comerciais e resultado semelhante ao fine art. Possui camada não porosa que seca ao toque instantaneamente, permitindo o manuseio do material logo após a impressão. Disponível em rolos de 60cm ou 112cm de largura.

Os três substratos já estão sendo vendidos no mercado internacional.

Canvas, poliéster e papel da Fujifilm

Canvas, poliéster e papel: três novas mídias da Fujifilm para reprodução fotográfica

Fonte: Fujifilm. Texto: InfoSign



Transfer digital: vantagens, dificuldades e processos

Por Jimmy Lamb em 14/09/2013

O transfer surgiu como alternativa barata à serigrafia, mas infelizmente o resultado que ele conferia ficava bem abaixo do esperado. Além de reproduzir imagens sofríveis, o transfer tinha a tendência de rachar e descascar depois de duas ou três lavagens. Com isso, ele criou uma má reputação. Mas os transfers digitais de hoje são bem diferentes, pois contam com tintas especiais, e não adesivos.

A primeira etapa do processo de criação de um transfer digital é a reprodução das imagens, realizada com uma impressora inkjet (usando o tipo certo de tinta) sobre um papel especial. Em seguida, o papel é colocado com a face para baixo sobre o produto (camiseta) e a prensa térmica aplica a tinta, por meio de calor.

      Saiba mais sobre sublimação:

A combinação de calor e pressão faz com que a tinta seja transferida do papel para o substrato. O papel transfer é então removido e descartado, deixando uma impressão na peça (no caso da sublimação, a imagem é realmente incorporada à superfície). Dependendo do equipamento, leva-se menos de dois minutos para imprimir e prensar.

Vantagens do transfer digital

O transfer digital realmente percorreu um longo caminho, especialmente em relação à  capacidade e ao custo. Hoje, ele tem retorno de investimento rápido, com custos iniciais razoáveis, que variam de 500 a 2.100 dólares (valores válidos para o mercado dos EUA), sem incluir a prensa térmica. Mas um dos aspectos mais atraentes do transfer digital é a capacidade de fazer trabalhos sob demanda.

Com a impressão digital, não é preciso se preocupar com separações de cores, criação de matrizes, setups etc. Se você tiver uma imagem de qualidade (com 350dpi), será possível começar a imprimir transfers em poucos minutos.

Há impressoras a jato de tinta que podem dar saída a imagens coloridas com 20 x 25cm em menos de 40 segundos; o processo de impressão é muito rápido. E, em seguida, a prensagem leva mais um ou dois minutos.

Prensa térmica é equipamento que aplica calor e pressão, para transferir a imagem do papel para a camiseta

Prensa térmica é equipamento que aplica calor e pressão, para transferir a imagem do papel para a camiseta

O processo que vai da arte ao produto é acabado em questão de minutos. Do ponto de vista de vendas, você poderia passar uma manhã criando amostras para potenciais clientes e, na parte da tarde, sair batendo na porta deles.

A impressão digital também é ideal para pequenas produções, o que é um bom complemento para quem já trabalha com serigrafia. Assim, é possível lidar com pequenas ordens de serviço usando transfers digitais de baixo custo, enquanto seus outros equipamentos ficam ocupados com tiragens maiores.

É importante utilizar a tinta adequada para a superfície a ser impressa. É uma questão de química. A escolha incorreta trará resultados inferiores. Com o uso da tinta digital errada, a qualidade e a longevidade da imagem irão declinar. Por exemplo, com camisas de algodão, é preciso usar uma tinta que se ligue às fibras de algodão. Mas quando se trata de fibras de poliéster, será preciso um tipo diferente de processo: a sublimação.

Transfer sublimático

A sublimação utiliza o mesmo processo de produção de qualquer outro transfer digital, mas o processo químico é muito diferente. A tinta sublimática usa corante, e é formulada para fibras sintéticas. Durante a prensagem, a sublimação da tinta se transforma em gás, e as fibras de polímero abrem-se para receber esse gás. A tinta, em seguida, penetra nas fibras.

Quando o calor é retirado, as fibras fecham-se e retêm permanentemente a tinta. Com peças de vestuário, o resultado final desse processo é uma imagem que não desaparece nem descasca durante as lavagens. No caso de materiais rígidos, a superfície não lasca ou descasca.

Com o transfer, é possível estampar uma série de objetos e materiais, desde que eles estejam devidamente preparados para receber a tinta

Com o transfer, é possível estampar uma série de objetos e materiais, desde que eles estejam devidamente preparados para receber a tinta

A impressão tradicional aplica a tinta sobre a superfície. A aplicação de calor transfere a tinta e ativa determinados agentes (aglutinantes) para ligar a tinta à superfície. Por sua vez, a sublimação é um processo que não emprega aglutinantes.

A chave para a sublimação é a fibra de polímero. Com a crescente popularidade das peças de vestuário à base de polímeros, é importante que você concentre-se em usar a tinta certa para elas.

Mas a sublimação não se limita a vestuário. Placas, prêmios, painéis de fotos, produtos promocionais, sinalização, bandeiras, decoração e joias são alguns produtos que podem ser sublimados. A única exigência é que eles tenham uma superfície de polímero ou que tenham revestimento.

Dificuldades

Independentemente do conjunto de tintas escolhido, um dos desafios da impressão digital é o gerenciamento de cores. Isso porque você cria as cores por meio de softwares. Em seguida, a impressora faz a reprodução delas.

O primeiro problema é que o que sai da impressora nem sempre corresponde ao que está na tela do computador. Há duas razões para isso: gama de cores e conversão de cores.

Nem tudo o que você vê no monitor vai ser reproduzido pela sua impressora

Nem tudo o que você vê no monitor vai ser reproduzido pela sua impressora

A gama de cores refere-se ao espectro tonal que um dispositivo pode reproduzir. No caso de um monitor, ela é geralmente maior do que a de uma impressora a jato de tinta. Assim, é possível haver cores na tela que não serão reproduzidas pela impressora.

A segunda razão é que os monitores costumam usar um processo aditivo (RGB), enquanto uma impressora digital utiliza um processo subtrativo (CMY). Assim, acontece um problema de "tradução" entre as cores do monitor e da impressora (saiba mais sobre gerenciamento de cores para impressoras a jato de tinta).

Conclusão

Então, se você está procurando um sistema de baixo custo, considere a impressão e o transfer digital. Certamente existem limitações nesses processos, como a necessidade de usar diferentes tintas para diferentes superfícies. Mas os transfers digitais são versáteis e rentáveis.

Sobre o autor: Jimmy Lamb escreve e palestra sobre sublimação e impressão em tecidos mundo afora. Tem mais de 20 anos de experiência no negócio de vestuário e decoração. Atualmente, é o gerente de comunicação na Sawgrass Technologies.

Esse artigo técnico foi cedido, com exclusividade, pela Sawgrass ao portal InfoSign, que traduziu e adaptou o texto.