Artigo: Como o uso eficiência do tempo afeta a produtividade

Por Luiz Ricardo Emanuelli em 03/09/2019
A chave do sucesso é gerir o tempo adequadamente

A chave do sucesso é gerir o tempo adequadamente

À medida que fazemos a transição para a segunda metade de 2019, percebo-me valorizando o tempo como um bem precioso. Em termos de negócios, na minha opinião, a chave do sucesso não é “gastar” tempo, mas “investir” nele.

Se você administra uma empresa de impressão de grande formato e sinalização, está ciente dos inúmeros processos que consomem muito tempo. A elaboração do design é um deles. Você já calculou as horas necessárias para criar apenas um trabalho? Em caso positivo, você provavelmente já explorou maneiras de reduzir isso. Afinal, tempo é dinheiro.

A boa notícia é que há soluções de software para aliviar isso e otimizar o fluxo de trabalho. Os principais fornecedores continuam a apresentar produtos ricos em recursos que atendem necessidades de ponta a ponta. Alguns até oferecem um poderoso RIP de 64 bits, de alta velocidade. Essa potência e uma série de recursos que economizam tempo garantem uma funcionalidade sem precedentes, especialmente na fase de criação e design. Do ponto de vista comercial, isso significa que você pode exceder as expectativas do cliente em relação às rotinas de trabalho e maximizar o rendimento e aumentar os resultados.

As soluções que economizam de tempo não param por aí. Os fornecedores vanguardistas continuam a olhar para o futuro e oferecem soluções de valor agregado que poupam tempo no fluxo de trabalho, como bancos de dados com um extenso catálogo de modelos de peças de sinalização e comunicação visual. Com eles, você pode localizar e baixar rapidamente logos, fontes ou projetos de envelopamento de veículos. Os trabalhos são executados com mais rapidez, e você fica apto a começar outros trabalhos.

Talvez você já esteja sorrindo por ter economizado tempo com essas ferramentas. Isso é ótimo, embora o tempo - ou a falta dele - seja um problema sempre presente, eu encorajo você a ficar atento às tecnologias inovadoras que podem ajudar a aliviar esse problema.

Estamos vendo as tecnologias de realidade aumentada (RA) e inteligência artificial (IA) entrarem no mercado de sinalização e formato grande. Embora seja improvável num futuro imediato, a IA tem o potencial de revolucionar a forma de produzir comunicação visual. Ela poderá ajudar os designers de sinalização ao sugerir fontes, imagens e layouts, o que, por sua vez, pode automatizar os processos e aumentar a produtividade para empresas de grandes formatos.

Então, se você acha que um tempo desnecessário está sendo gasto na criação e pré-impressão, talvez seja hora de mudar. Pense: no fim do dia, você não pode compensar o tempo perdido, só pode tentar fazer melhor no dia seguinte.

Este artigo foi escrito por Marcelo Chagas, gerente de vendas da SAi para a América Latina

 



Entrevista: os campeões do Decor Wrapping 2019

Por Luiz Ricardo Emanuelli em 17/07/2019
Bismarkis e André: planejar com antecedência foi o trunfo da dupla vencedora do Decor Wrap 2019

Bismarkis e André: planejar com antecedência foi o trunfo da dupla vencedora do Decor Wrap 2019

Um é do litoral paulista. O outro trabalha e mora em Botucatu, interior de São Paulo. Mesmo separados por centenas de quilômetros, Bismarkis Santos (da Magnata Comunicação Visual) e André William Alves Evangelista (da André Adesivos Carwrap) uniram habilidades, conhecimentos e muita estratégia para ter um desempenho excelente na edição 2019 do Decor Wrapping, campeonato de adesivação decorativa promovido pela Imprimax. A dupla foi a vencedora da competição, realizada entre os dias 10 e 13 de julho, no estande da marca, na feira FuturePrint (sucessora da Serigrafia Sign).

Quis o destino que a dupla se conhecesse em 2017 durante um curso de envelopamento promovido pela LuukFilm, na cidade de São Paulo. A empatia instantânea fez com que André e Bismarkis ficassem amigos e mantivessem contato contínuo, mesmo distantes. Os dois passaram a frequentar juntos as feiras do setor e viram no Decor Wrapping uma ótima oportunidade para mostrar todo o potencial de suas técnicas de adesivação. Então, inscreveram-se na 1ª edição da competição, em 2018, e conseguiram ficar em 3º lugar. Um pouco frustrados por não terem vencido o campeonato, os adesivadores determinaram que em 2019 voltariam para triunfar. Treinaram, observaram e, sobretudo, criaram estratégias exclusivas de instalação. Resultado? Sangraram-se campeões, com louvor, na 2ª edição da disputa.

André começou bem cedo, aos 12 anos, ajudando na empresa do pai, a HB Arte Visual, de Botucatu. Na época, também criava desenhos e adesivos no CorelDraw. Atualmente, trabalha com aplicação de insufilm em arquiteturas e de vinis automotivos e decorativos.

Bismarkis, apelidado de “Homem-Aranha” por fazer adesivagem em altura, começou a envelopar carros em 2011, quando trabalhava em uma siderúrgica. Aprendeu a técnica sozinho e, ao adesivar na rua o seu próprio carro, uma pessoa se interessou pelo serviço e pediu um orçamento. Foi um sinal. Bismarkis, então, deixou o trabalho na fábrica e passou a se dedicar ao envelopamento. Atualmente, além de personalizar carros, ele trabalha com adesivação decorativa e arquitetônica (onde se “pendura” para colar películas em fachadas de prédios).

Exultante pela conquista de 2019, a dupla conversou com o InfoSign:

Vocês ficaram em 3º lugar em 2018. Como foi a participação de vocês em 2019?

André: Este ano a competição foi mais elaborada, com um espaço mais amplo e dificuldades maiores na hora do envelopamento, além dos competidores serem feras na espátula.

Bismarkis: Procuramos corrigir nossos erros do ano passado. Dividimos nossas funções no jogo, que estava mais difícil. Isso é ótimo, porque vai para final quem realmente sabe jogar. Além disso, algumas regras mudaram. Em 2018, era mata-mata. Esse ano, contava a soma da pontuação. Fomos para final, e o segundo lugar já estava garantido. Mas brigamos pelo primeiro. Nos deram três horas para concluir o cenário que simulava uma cozinha. Tivemos que escolher as cores que iríamos usar em cada móvel. Alguns obstáculos nos fizeram perder tempo. Começamos pelas partes mais difíceis, mas recuperamos na última hora. Concluímos antes do tempo e aproveitamos a sobra para revisar todos os itens.

Antes de começar as disputas, vocês criaram uma estratégia para de otimização de trabalho?

Bismarkis: Sim, montamos uma espécie de diagrama, que foi a chave do jogo. Cada um sabia o que faria. Estávamos bem confiantes, fomos uns dos últimos a competir e isso nos ajudou a ter tempo para estudar o jogo dos demais participantes,

André: Conversamos bastante sobre as cores dos vinis que utilizamos, para um não atrapalhar o outro, além de manter sempre o ambiente de trabalho organizado.

Na primeira etapa, o trabalho da dupla foi terminado antes do tempo estipulado

A competição teve duas etapas. Como foi a etapa inicial?

Bismarkis: Na primeira fase, quem concluísse antes ganhava 500 pontos. Concluímos antes. Nossa técnica de adesivação do vinil “tijolinho” foi fundamental. Não vi ninguém fazer igual. No caso, você corta a primeira peça já na medida. Sem cortar a segunda peça, você procura a posição correta. Para que meus adversários não vissem a minha técnica, usei o próprio adesivo de tijolinho para marcar, cortamos na medida aproximada, instalamos a primeira peça, e a segunda já estava marcada na posição da primeira.

André: Com o tempo que sobrou, fomos corrigindo imperfeições para melhorar a qualidade do trabalho.

Em quanto tempo vocês adesivaram essa primeira etapa?

Bismarkis: Em 1h45. Na verdade, acabamos antes. Porém revisamos tudo. Nossa pontuação ficou bem à frente de todos. A pontuação máxima era 5.000 pontos, e fizemos 4.980 pontos.

E como foi a etapa final?

Bismarkis: Tínhamos que montar o projeto, e a arquiteta avaliava, e não sabíamos se o nosso projeto seria aceito por ela. Tivemos que usar a criatividade, e acredito que fizemos uma boa combinação. Isso pesou na pontuação total. Estávamos confiantes, mesmo sabendo que nosso adversário era um bom profissional. Observamos os trabalhos que tinham maior chance de ir para a final e observamos seus pontos fracos.

André: Utilizei a prateleira como base para o alinhamento das pastilhas, que deveriam ser coladas na parede. Assim, colei com mais facilidade.

Na segunda etapa, o planejamento do projeto de adesivação foi um diferencial 

Vocês já fizeram algum trabalho juntos além do campeonato?

Bismarkis: Nunca trabalhamos juntos, só no campeonato. Sempre conversamos por telefone quando temos dúvidas, mandamos vídeos um para o outro.

O que motivou vocês a participar do campeonato?

André: Participei do Decor Wrapping para mostrar o conhecimento e as técnicas que aprendemos no dia a dia.

Bismarkis: O que me motiva é estar entre os melhores. A premiação também é um grande motivador. Com os prêmios que ganhamos, dá para fazer um bom dinheiro. Tudo isso nos ajuda a crescer cada vez mais. A confiança aumenta. É muito gratificante chegar na sua cidade e receber parabéns das pessoas que conhecem seu trabalho. Chegar na revenda e ser bem visto e indicado. Hoje mesmo recebi três indicações de uma revenda.

Qual a importância do campeonato para o mercado?

Bismarkis: É muito importante que os fabricantes realizem eventos desse tipo. Eles ajudam a desenvolver o mercado. Mais clientes passam a acreditar que a adesivação é uma forma de renovar a decoração de suas casas. Muitos ainda não sabem disso, acham que é "contact" ou acham que o vinil danifica as superfícies. E é muito bom para nosso mercado quando o fabricante investe em publicidade.

A adesivação decorativa tem crescido. O que falta para ela se desenvolver mais?

Bismarkis: Precisa olhar os adesivadores com outros olhos. Somos nós que movimentamos o mercado, nós que vendemos.

André: Ter mais profissionais capacitamos para fazer um bom trabalho de qualidade e sempre inovar nas tendências de cores e texturas.

Ganhar esse título ajuda vocês de que maneira?

Bismarkis: A conquista desse título nos faz ter a certeza que estamos no caminho certo. Estamos muito felizes. A premiação nos nossos negócios. Novas portas serão abertas. Dá mais confiança para os nossos clientes. Saber que estou entre os melhores adesivadores do país é um grande retorno, me deixa feliz por saber que estou no caminho certo. E muito gratificante ver centenas de pessoas curtindo o seu trabalho, reconhecendo nosso esforço.

Vocês vão participar de novo na próxima edição?

Bismarkis: Certamente! Se formos selecionados, iremos participar novamente. Gostaríamos de agradecer os apoiadores Exfak e Roland e agradecer a Imprimax, por realizar esse belo evento, que ajuda o nosso mercado a crescer.

André: Também gostaria de agradecer à organização da Imprimax e aos patrocinadores do Decor Wrapping, pela oportunidade de participar e ganhar esse título tão cobiçado pelos adesivadores brasileiros.    



Prensa térmica e calandra para sublimação

Por Zuzana Cloete em 05/09/2014

A sublimação provou que é a alternativa para a decoração, substituindo os métodos tradicionais de impressão

A sublimação provou que é a alternativa para a decoração, substituindo os métodos tradicionais de impressão

A impressão digital sublimática tem se popularizado. Os custos de tintas e impressoras estão caindo. O mercado está mais maduro e a tecnologia, mais disponível. Atualmente, a sublimação reproduz imagens com nitidez, durabilidade, tons mais vivos, maior gama de cores, além de permitir personalização, retorno de investimento e produções de pequenas tiragens.

O crescimento do mercado sublimático pode ser atribuído ao aumento de empresas de impressão digital e à capacidade da tecnologia de imprimir em uma variedade de produtos. Além disso, a sublimação provou ser a alternativa para a decoração, substituindo os métodos tradicionais de estamparia.

      Saiba mais sobre sublimação:

A aplicação da sublimação na mídia pode ser feita com processo de uma ou duas etapas – e a prensa térmica é necessária em ambos os casos.

O processo de duas etapas emprega um método mais tradicional, no qual um papel especial transfere a tinta para um substrato de poliéster, revestido de poliéster ou uma mistura de poliéster. Quando o papel impresso entra em contato como substrato na prensa térmica, o calor e a pressão (e o tempo) sublimam a tinta.

No processo alternativo, o papel transfer não faz parte da equação, o que permite que as tintas dispersem diretamente. Porém, nesse caso, uma prensa térmica também é imprescindível para fixar a tinta no substrato.

Como há muitos fabricantes de prensas térmicas no mercado, isso pode causar um pouco de confusão na cabeça de quem está interessado em adquirir a tecnologia. Nessa hora, algumas perguntas fundamentais deverão ser respondidas:

  • Usarei diariamente esse equipamento?
  • O que pretendo transferir por meio dessa máquina?
  • O que acontece se a prensa quebrar?
  • Onde posso comprar peças e contratar serviços de manutenção?

O custo da prensa é uma questão importante e a regra de ouro é comprar a melhor máquina de um fabricante confiável. O perigo de comprar um equipamento mais barato é que ele pode não durar muito, e isso vai exigir reinvestimento em outra máquina. Portanto, procure prensas com garantia.

Mais uma recomendação: entre em contato com outras empresas que trabalham na área. Tente absorver suas experiências e informações. Depois, conte com um fornecedor que dê assistência técnica e comercial.

Prensas planas

A prensa plana emprega duas chapas (pranchas) para a termotransferência. Uma delas é fixa e dá suporte ao substrato. A outra é móvel: vai ao encontro da chapa fixa para prensar o papel transfer contra a mídia (uma camiseta, por exemplo). A dimensão das chapas varia de acordo com o tamanho dos substratos que serão sublimados.

As prensas planas servem para tecidos e materiais planos mais pesados e duros, como plástico, madeira e alumínio. Algumas aplicações incluem: personalização de camisetas e vestuário, peças cortadas, mouse pads, bandeiras, banners, tapetes, meias, entre outras.

As máquinas planas possuem aquecedor no topo. Por isso, o operador insere em primeiro lugar o substrato e depois o papel transfer impresso. Outra possibilidade é ter aquecedores tanto no topo quanto na parte de baixo, o que permite o duplo aquecimento. As prensas planas podem ser divididas em:

Prensa plana com abertura lateral (swing away)

Apresenta um aquecedor (superior) que oscila para longe da base (inferior) a fim de permitir que tanto o carregamento quanto o descarregamento das mídias sejam realizados longe da área de calor. Para a sublimação, basta posicionar a chapa superior no local original, em paralelo à chapa inferior. Esse tipo de máquina também permite a prensagem de substratos mais grossos.

Exemplo de prensa plana com abertura lateral (swing away)

Exemplo de prensa plana com abertura lateral (swing away)

Prensa plana com boca de jacaré (clam shell)

A parte superior da máquina tem abertura de até 90º, para expor a chapa inferior, sobre a qual são inseridos o papel transfer e a mídia. Quando a prensa é acionada, a placa superior desce, indo de encontro à inferior. A facilidade de operação faz com que esse tipo de equipamento seja a opção mais acessível e popular no mercado.

Exemplo de prensa plana com boca de jacaré (clam shell)

Exemplo de prensa plana com boca de jacaré (clam shell)

Prensa plana de gaveta (drawer)

A grande vantagem dessa prensa é que ela permite o carregamento e o descarregamento da mídia longe da fonte de calor. No sistema de gaveta, enquanto uma base realiza a termotransferência, a outra afasta-se do aquecimento, para que a mídia seja inserida ou retirada. Essa prensa é indicada para alta produção e é mais barata que a prensa industrial.

Exemplo de prensa plana de gaveta (drawer)

Exemplo de prensa plana de gaveta (drawer)

Prensa plana industrial (com três chapas)

Desenvolvida para alta produção, essa prensa apresenta três chapas. Geralmente, essa máquina tem uma chapa superior e duas inferiores. Enquanto uma delas está no ciclo da transferência, o operador pode ajustar a outra chapa para o próximo trabalho. Ao término do ciclo, a chapa superior levanta e corre em direção à outra placa inferior, começando novo ciclo. A máquina suporta o trabalho em alta pressão (de até 100 toneladas). As prensas planas industriais são indicadas para fábricas de bandeiras e de pisos de borracha.

Exemplo de prensa plana industrial (com três chapas)

Exemplo de prensa plana industrial (com três chapas)

Pressão da prensa térmica plana

É importante considerar a escolha entre equipamento com pressão manual ou automática (pneumática). Em máquinas de pressão manual, a fixação é realizada por alavanca. Ela pode ser cansativa para o operador, principalmente em produções abundantes e rápidas.

A pressão automática utiliza ar comprimido produzido por cilindro ou bolsa de ar, que controla e aplica pressão uniformemente. O cilindro deve proporcionar força suficiente para que a tinta sublime e fique impregnada em todas as fibras do tecido ou para que a tinta seja transferida por completo nos substratos mais duros. Máquinas com pressão automática cansam menos o operador.

Temperatura da prensa térmica plana

O aquecimento é outro ponto importante para ter em mente (provavelmente o mais importante). As máquinas precisam ter consistência. Caso contrário, o calor não será uniforme por toda a área sublimada, o que afeta o resultado das cores impressas. As prensas planas maiores precisam ter, pelo menos, duas zonas de aquecimento. Apenas uma não é capaz de manter a temperatura adequada.

Exemplo de tecido com rugas: resultado de problemas relacionados ao processos de sublimação realizado com prensas térmicas

Exemplo de tecido com rugas: resultado de problemas relacionados ao processos de sublimação realizado com prensas térmicas

Calandra (prensa rotativa)

A calandra pode ser empregada para sublimação ou para fixar e curar tecidos pré-impressos. É indicada para aplicações rolo a rolo e para termotransferência de peças cortadas em larguras que variam de 25 a 560 centímetros. Com a máquina, é possível estampar banners, bandeiras, toalhas de mesa, sinalização, exposições, roupas esportivas, mouse pads, fitas e muito mais.

Ao instalar uma mesa opcional, o operador da calandra pode utilizá-la em três configurações:

  • Rolo a rolo;
  • Rolo de papel impresso e peças de substrato;
  • Papel em peça e substrato em peça.

Em resumo, o tecido pode ser cortado antes ou depois de ter sido transferido.

É comum realizar o corte após a transferência, empregando máquinas cortadoras com reconhecimento óptico de contornos das peças sublimadas.

As calandras precisam ter uma área de transferência maior que a largura da mídia a ser impressa. Portanto, a largura da calandra que você vai comprar tem de ser maior que a largura da impressora que você usa. Atente-se a esse detalhe.

Calandra que possibilita a sublimação de mídias cortadas

Calandra que possibilita a sublimação de mídias cortadas

Outro fator importante é a velocidade. Calandras têm diferentes tamanhos de cilindros de aquecimento. Quanto maior o diâmetro do cilindro, mais rápida será a máquina. Um cilindro de 12 polegadas de diâmetro pode transferir 3,9 pés por minuto, com 35 segundos de permanência. Essa velocidade pode dar conta do trabalho de três impressoras.

Geralmente, a calandra é equipada com cilindros para desenrolar e rebobinar os materiais. O cilindro que desenrola o tecido conta com dispositivos que previnem o movimento lateral. Um dispositivo de controle de tensão pode ser rodado para aumentar o nível de tensão, quando necessário.

Temperatura da calandra

Nas calandras, o sistema de aquecimento pode ser de ar aquecido (radiante) ou óleo quente. Há vantagens e desvantagens nos dois casos. Os sistemas com óleo são um pouco mais caros, mas são mais consistentes. O sistema de tambor fechado de óleo é mais denso do que o ar que circula nas máquinas radiantes. Por isso, é mais resistente às mudanças de temperatura e de flutuação. O óleo mantém a homogeneidade da temperatura em todo o tambor, além de oferecer um sistema de controle de temperatura mais eficiente, com uma única zona de calor, ao passo que outros sistemas de aquecimento empregam diversas zonas de calor. No entanto, as calandras com aquecimento a ar aquecem e esfriam mais rapidamente em comparação aos equipamentos com sistema a óleo.

Exemplo de calandra para sublimação

Exemplo de calandra para sublimação

A curva de aprendizado para operar uma calandra é baixa. É questão de controlar três variáveis​​: calor, pressão e tempo. Cada fabricante de tinta sublimática indica os tempos adequados. Com base neles, pode-se regular a temperatura tomando também o substrato como referência.

Outras variáveis na sublimação da calandra

Há mais variáveis no processo de sublimação com calandra, como umidade do tecido e do papel transfer e temperatura e encolhimento do tecido, que pode provocar rugas e efeito fantasma.

Outra consideração é o carregamento de mídia e de papel transfer. Os materiais desenrolados na máquina precisam estar em rolos retos. Papel e mídia devem estar devidamente esticados a fim de evitar rugas e manter a tensão durante a produção.

Cada tipo de tecido e papel requer determinada tensão, dependendo da qualidade e da umidade deles. Papéis e fitas especiais poderão ser utilizados na inserção do papel transfer.

Se todas as variáveis apresentadas estiverem controladas, a sublimação ocorre com sucesso.

Sobre a autora: Zuzana Cloete (zuzanap@practix-usa.net) faz parte da equipe comercial da Practix Mfg, fabricante de prensas térmicas e máquinas para sublimação e laminação

Sobre a autora: Zuzana Cloete (zuzanap@practix-usa.net) faz parte da equipe comercial da Practix Mfg, fabricante de prensas térmicas e máquinas para sublimação e laminação

Este artigo foi publicado inicialmente no SGIA Journal e reproduzido pelo InfoSign com a permissão da SGIA (this article first appeared in the SGIA Journal and is reprinted with permissions from the SGIA)