Tecidos usados na impressão por sublimação

Por João Leodonio em 03/04/2018
Conheça os materiais têxteis que podem ser estampados com processo sublimático

Conheça os materiais têxteis que podem ser estampados com processo sublimático

As facilidades de importação e as ofertas da indústria brasileira têxtil impulsionam, atualmente, o mercado de tecidos sintéticos. São materiais que podem receber estampas sublimadas e, embora, haja grande disponibilidade deles, nem todos são recomendados para a impressão por sublimação. Portanto, este artigo ajuda você a reconhecer os principais produtos e classificá-los de acordo com suas composições e aplicações.

Tecidos PP (100% poliéster e diversas gramaturas)

Conheça os materiais têxtil totalmente compostos por poliéster:

- Flamê: malha mais leve que aparenta ter certa transparência. Bastante utilizada para camisetas.

- Devorê: malha mais leve que, devido ao processo de desgaste que sofre em sua produção, tem algumas partes mais fechadas e outras mais abertas, o que confere efeito diferenciado quando sublimada. Muito utilizada para camisetas.

- Crepe: trata-se de um tecido mais nobre e que confere acabamento superior. É muito utilizado para roupas femininas com toque diferenciado. Há variações de Crepe, porém uma característica marcante em todos elas é o alto grau de encolhimento.

- Oxford: mais barato, serve para a confecção de painéis de aniversário e comunicação visual em geral, pois é bem resistente e aceita muito bem a sublimação.

- Tactel: muito utilizado para bermudas e almofadas. Tem um toque menos nobre e apresenta encolhimento quando sublimado.

Mais leve, flamê é bastante utilizada em camisetas

Poliéster com Elastano

Trata-se de uma composição muito utilizada para a composição de peças de vestuário que precisam de um caimento mais colado ao corpo ou para exposição ao calor com menor grau de aquecimento. Conheça os tipos:

- Suéde, Neoprene e Suplex: muito utilizados para calças legging e bodys, pois não apresentam transparência e dão muita mobilidade às peças de vestuário.

- Dry Fit: classificado como malha fria, pois não esquenta muito. É bastante utilizado em materiais esportivos, como camisas de futebol e roupas para academia e pesca. Existem variações de qualidade e gramatura, como o Tecno Dry. Outros tipos são: Helanca, Helanca Light, Helanquinha e Cacharrel, que apresentam características próximas ao Dry fit.

- Chiffon: caracteriza-se por conferir transferência às peças de vestuário, além de ser muito utilizado em painéis de aniversário e comunicação visual.

- Cetim: muito utilizado em peças que precisam de um toque de ceda. Também é utilizado em forros de vestidos e ternos.

Há variações de Dry Fit que também podem ser estampadas com sublimação

PA (Poliéster com Algodão)

Há várias composições, como 50% P/50% A e 70% P/30% A. A principal característica do PA depois de sublimado é não ter 100% de nitidez, pois apenas os fios de poliéster serão estampados. Isso altera a característica de toque, tornando-o mais “pesado”.

PV (Poli Viscose ou Poliéster com Viscose)

Existem alguns percentuais diferentes para cada tipo de fio. Para esses casos, recomenda-se ter muito cuidado e realizar testes antes de sublimar toda aa produção, pois a viscose pode apresentar manchas ao lavar.

Tecidos sublimados também podem ser usados para compor quadros e peças de comunicação visual

Recomendações gerais

Quanto ao processo, recomenda-se testar sempre os tipos diferentes de tecidos antes de efetuar o corte. É necessário analisar a estrutura dos tecidos quanto ao grau de encolhimento. Por exemplo, a sublimação no crepe deve ser aplicada com tempo e temperatura inferiores aos utilizados em outros tecidos.

Ao estampar PA e PV, recomenda-se, após o teste de sublimação, submeter o tecido a uma lavagem para verificar o resultado de cor e manchas.

No caso dos tecidos que sofrem encolhimento ao serem expostos à temperatura (principalmente os materiais com elastano), após definido o percentual de encolhimento nos testes, recomenda-se executar o pré-encolhimento por até oito segundo e com a temperatura do serviço. Depois de encolhido, realize a transferência sublimática.

Alguns tecidos podem ter elastano (ou não). Para ter a certeza da composição, recomenda-se pedir para ver a etiqueta do fabricante no ato da compra dos materiais.

Sobre o autor: João Leodonio atua no segmento gráfico há 10 anos, como gerente de produção e consultor. Tecnólogo em produção gráfica, atuou como palestrante pela Imprensa Oficial, de Angola, e como consultor de processos produtivos. É proprietário da Pari Transfer Sublimático 

 



Nova linha de vinis adesivos com brilho extremo da Imprimax

Por Luiz Ricardo Emanuelli em 12/09/2018
Gold Protect Gloss é composta por 14 versões de vinis adesivos

Gold Protect Gloss é composta por 14 versões de vinis adesivos

A Imprimax, fabricante brasileira de películas autoadesivas, lançou a Gold Protect Gloss, linha com 14 opções de vinis coloridos com brilho extremo.

Indicadas para decoração, envelopamento, comunicação visual e recorte eletrônico, as mídias são compostas por frontal de PVC polimérico calandrado de 160 micra, cola acrílica aquosa reposicionável e liner de papel couché de 120g/m². Além disso, contam com dupla laminação, que não afeta a moldabilidade e aumenta proteção dos materiais contra intempéries.

Com durabilidade de até sete anos em aplicações externas (com exceção das opções ouro e prata, que duram dois anos), os vinis aceitam impressão digital (ecossolvente, solvente, UV e látex), impressão serigráfica (UV e convencional), impressão flexográfica UV e impressão offset UV.

Vendidas em bobinas de 1,40m x 25m, as películas podem ser recortadas por plotters com faca de 60° e pressão devidamente ajustada.

A Imprimax ressalta que a linha Gold Protect Gloss é a única série de vinis nacionais com cores metálicas e alta durabilidade.

Fonte: Imprimax



EFI tem receita recorde no segundo trimestre de 2018

Por Luiz Ricardo Emanuelli em 09/08/2018
Área de impressoras inkjet industriais cresceu 10%

Área de impressoras inkjet industriais cresceu 10%

A EFI, fabricante de impressoras digitais, anunciou seus resultados financeiros do segundo trimestre de 2018 (encerrado no dia 30 de junho). A empresa registrou receita recorde de 261,1 milhões de dólares, um aumento de 6% em relação à receita do segundo trimestre de 2017, que foi de 247 milhões de dólares. O lucro líquido GAAP foi de 3,8 milhões de dólares, em comparação com o lucro líquido GAAP do mesmo período de 2017. O fluxo de caixa das atividades operacionais foi de 30,9 milhões de dólares –  durante o mesmo período de 2017 foram 24,1 milhões de dólares. No primeiro semestre de 2018, a empresa registrou receita de 500,9 milhões de dólares, um aumento de 5% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Guy Gecht, CEO da EFI, declarou: “O ano de 2018 continua indo bem para a empresa, com a equipe apresentando receitas recorde no segundo trimestre e uma sólida geração de caixa, apesar do impacto considerável da volatilidade da moeda durante o trimestre. Estou especialmente satisfeito com o progresso contínuo e o aumento do fluxo de vendas da nossa plataforma Nozomi, validando o papel de liderança da EFI na transformação digital de setores como embalagens e moda, onde imagens coloridas realmente fazem a diferença”.

Em comunicado à imprensa, a EFI anunciou que Gecht, CEO de longa data da empresa, informou ao conselho que pretende deixar o cargo quando seu sucessor for nomeado. A Spencer Stuart, consultoria de busca de executivos, foi contratada para fazer a seleção, que inclui candidatos internos e externos. Depois de deixar a função, Gecht permanecerá como membro do conselho de diretores da EFI.

Fonte: EFI Brasil