Sid Signs apresenta nova luva para aplicadores de vinis adesivos

Por Luiz Ricardo Emanuelli em 17/12/2019
Wrapglove Ghost é item de proteção para profissionais do segmento

Wrapglove Ghost é item de proteção para profissionais do segmento

A Sid Signs, fornecedora nacional de equipamentos e materiais para comunicação visual, passou a vender a nova Wrapglove Ghost, luva específica para instaladores profissionais de vinis adesivos.

Segundo a empresa, a Wrapglove Ghost foi desenvolvida especialmente para aplicação de PPF, mas também é indicada wrapping e window film.

Fabricada nos Estados Unidos, a luva não solta fiapos e não cria estática durante o uso, além de ser lavável e vir em tamanho único (serve do M ao GG).

Fonte: Sid Signs



Cobertura Fespa Brasil 2017 – Parte 1: Impressoras digitais

Por Luiz Ricardo Emanuelli em 18/03/2017
Confira as soluções de impressão digital têxtil, UV, látex e solvente apresentadas pelos expositores na Fespa Brasil 2017

Confira as soluções de impressão digital têxtil, UV, látex e solvente apresentadas pelos expositores na Fespa Brasil 2017

Estamparia digital têxtil em alta. Solvente e UV estáveis. Látex consolidada. O panorama das tecnologias inkjet apresentadas na Fespa Brasil 2017, que ocorreu entre os dias 15 e 18 de março, repetiu a toada de 2016. Sem grandes novidades, o evento replicou as tendências da edição anterior e foi um reflexo do ano passado.

Por ser realizada no primeiro trimestre, é inevitável que a feira apresente o resultado das tecnologias lançadas no semestre anterior. E talvez esteja aí o motivo de tal estagnação tecnológica: o pífio ano de 2016 e suas já enfadonhas crises política e financeira, cujos efeitos funestos até agora não foram dimensionados, mas de fato sentidos – e sofridos. Além da retração das atividades econômicas, a alta das taxas de juros e o encolhimento do crédito bancário para financiamento de equipamentos estão entre os fatores que levaram o empresariado do setor a represar investimentos e estagnar.

A boa notícia é que o sentimento geral da feira era de leve otimismo. Intuindo que talvez o pior já tenha passado e vislumbrando um futuro próximo mais auspicioso, o público da Fespa Brasil compareceu ao evento menos desconfiado e mais aberto a investir e retomar negócios. Esse movimento vem puxado por notícias um pouco mais salutares sobre a economia do país, além das perspectivas de baixo de juros e retomada das atividades produtivas.

Nesse contexto, é importante ressaltar os esforços vindos de fabricantes e fornecedores de tecnologia. Sem esmorecer, estas empresas continuaram a fomentar o mercado e alimentá-lo, dentro das limitações da crise, de tecnologias e soluções – apresentadas na Fespa Brasil.

Para você que visitou a feira ou para quem não conseguiu prestigiar o evento, o InfoSign, veículo parceiro do evento, preparou uma cobertura completa, dividida em três partes, a começar por esta, que trata de impressoras de grande formato.

Em alta, tecnologia de estamparia têxtil digital marcou a Fespa Brasil 2017

Impressão têxtil (direta e sublimática)

Embora a sublimação esteja em alta, as soluções de impressão digital direta em tecidos começam a ganhar mais espaço. Isso porque esta tecnologia é capaz de trabalhar com os inúmeros tipos de materiais, para atender não só as demandas de sinalização, mas de decoração, moda e tantos outros segmentos da indústria têxtil. Para atender esse mercado, a Mimaki levou para a Fespa Brasil 2017 a Tx300P-1800, impressora com 1,9m que pode empregar tinta sublimática, dispersa, pigmentada, reativa ou ácida (cada uma sendo específica para uma determinada linha de tecido). A máquina pode vir com configuração de 4 ou 6 cores e pode produzir na velocidade de até 66m2/h (com tinta Sb420). Além de estande próprio, a Mimaki foi representada em estande de distribuidores como a TS2.

Epson, embora não tenha participado com estande próprio, foi representada por expositores parceiros como a T&C, a Alphaprint e a Global Química & Moda. Um dos destaques da fabricante para o mercado têxtil continua sendo a sublimática SureColor F9200, com largura de 1,6m e duas cabeças de impressão, para trabalhar na velocidade de até 97m2/h. A já conceituada SureColor F2000 também esteve presente em alguns estandes. A máquina imprime diretamente em uma camiseta branca em 27 segundos.

F2000: equipamento de impressão direta de camisetas da Epson

Já a Roland apresentou a linha sublimática Texart, composta pelos modelos RT-640 e XT-640. O primeiro foi desenvolvido exclusivamente para aplicações em tecidos e pode trabalhar na velocidade de 48m²/h, em 4 cores. O segundo é indicado para alta produtividade e pode trabalhar na velocidade de até 102m²/h, em 4 cores. Além de estande próprio, a Roland foi representada por distribuidores como a Nova Dampex.

Quem também apostou em sublimação foi a Brasil Tech, que destacou a linha Otex e os modelos X2 (com largura de 1,9m e cabeças DX5) e X4 (com largura de 1,9m e cabeças Gen5).

EFI levou modelo de impressora têxtil Reggiani

Sign Supply levou para a feira os equipamentos da linha Digitex, composta por equipamentos de estamparia têxtil digital. DGI e Mutoh estão entre as marcas representadas pela empresa. Um dos destaques da DGI é o modelo sublimático HS-FT, com cabeças Kyocera e capacidade de trabalhar na velocidade máxima de 180m2/h. A empresa também distribui tintas sublimáticas das linhas HD One, Hi-Pro e K-One, da Kiian, fabricante italiana de insumos inkjet.

EFI, dona da marca Reggiani, fabricante de equipamentos para estamparia têxtil, apresentou a ReNOIR Next, impressora de entrada que pode ser alimentada por papel ou tecidos. Com o modelo de 3,4m de largura, é possível trabalhar na velocidade de até 500m²/h, em resolução de 150 × 600dpi.

A fabricante italiana MS Printing esteve novamente na Fespa Brasil e destacou a MS JP7, impressora com sistema rolo a rolo e largura de 1,8m. O equipamento pode trabalhar na velocidade máxima de 335 metros lineares por hora e resolução de 600dpi.

Modelo mais recente de impressora sublimática da Roland

Impressão UV

Em função de sua versatilidade, a tecnologia UV tem sido agregada a diversos tipos de equipamentos e aplicações, que vão da personalização de capas de celulares a impressão em massa de etiquetas. Essa variação tecnológica pôde ser vista na Fespa Brasil 2017. A Durst, por exemplo, levou a Tau 330E. Indicada para produção industrial de rótulos, a máquina conta com tecnologia de tinta pigmentada e pode trabalhar com até 5 cores (CMYK e branco), em velocidade de até 48 metros lineares por minuto e resolução de até 1.260 × 720dpi.

A Ampla, fabricante nacional, esteve na feira para apresentar a Elite RR, impressora LED UV com 3,2m de largura e quatro cabeças industriais de 7 picolitros. O equipamento imprime com resolução de até 1.200dpi e trabalha na velocidade de até 40m²/h. A empresa também lançou o Consórcio Nacional Ampla, uma alternativa de crédito para fomentar os negócios de aquisição de maquinário.

Ampla apresentou impressora UV com 3,2m de largura

A Mimaki se destacou na seara das impressoras de mesa (desktop). Além de apresentar a UVJ-7151, com de 710mm × 510mm e tinta flexível, a fabricante japonesa exibiu a série UJF-MKII, composta pelos modelos 3042 e 6042, nos formatos A3 e A2, respectivamente. As máquinas são indicadas para aplicações diversas, como capas de celular, rótulos personalizados, troféus, brindes, crachás, entre outras mídias.

A Roland também apresentou sua impressora UV de mesa, a VersaUV LEF-20. Com CMYK, branco e verniz, a máquina estampa substratos com largura de 538mm, comprimento de 360mm e 100mm de altura.

Já a ITL UV Integration esteve na feira para apresentar dispositivos de impressão UV LED de alta potência e refrigeração a água. Para serem integradas a equipamentos de impressão, as peças da linha Solidcure 2 são escalonáveis e se adaptam a diversos tipos de aplicações.

Impressora de mesa da Mimaki, para produção de brindes e materiais personalizados

Impressão látex

A impressão látex foi representada pela HP. No estande da fabricante, o visitante pôde conferir as linhas HP Latex 300, 500 e 1500. Entre os modelos que compõem a série estão o Latex 560 e 570, ambos com 1,6m de largura, ajuste de inclinação automático, manuseio de rolos de até 55kg e sinalizador luminoso de status, para monitorar a produção em tempo real a distância.

Mais tímida foi a presença da Ricoh Pro L4160, impressora látex com 1,6m de largura e seis cores (CMYK, laranja e verde). Indicada para estampar substratos mais sensíveis, a máquina trabalha com uma tinta que requer cura a frio a 60ºC.

Vários modelos da série HP Latex estiveram em exposição no evento

Impressão solvente

Entre os expositores que destacaram a impressão digital solvente estava a BannerJet. No estande da empresa, o visitante pôde conhecer a Nina, com área de impressão 1,6m e duas cabeças de impressão DX12. A máquina trabalha na velocidade máxima de 25m2/h e resolução máxima de 1.440dpi.

A Glitter Internacional apresentou a Glitter Pro, com largura de 2m. A máquina pode incluir uma ou duas cabeças DX7, conforme necessidade e investimento do cliente. O equipamento inclui sistema de secagem com cooler e aquecedores em três fases.

Outros fabricantes tradicionais, como Roland, Mimaki e Epson, também apresentaram soluções de impressão solvente e ecossolvente.

Impressora em exibição no estande da BannerJet

Tintas digitais

Em número expressivo, as fabricantes e distribuidoras de tintas inkjet expuseram séries de materiais compatíveis e originais, como foi o caso da SPGPrints, que além de linhas de impressoras digitais vende no país a linha Nebula, composta por tintas sublimáticas, dispersas, ácidas e reativas – todas indicadas para estamparia têxtil.

Outra fabricante especializada em tintas digitais têxteis é a Fremplast, que apresentou na Fespa Brasil 2017 insumos Cromajet, para impressão inkjet DTG, solvente e sublimática.

Já a Triangle exibiu seu amplo portfólio de tintas compatíveis, como a EDX (ecossolvente), a HD2 (solvente médio), a FUS (UV) e a DHP (sublimática). A fabricante de insumos expôs em parceria com a BR Group, fornecedora de impressoras de grande formato cujo destaque no evento foi a linha de equipamentos FireJet, com tecnologias UV e solvente.

Fespa Brasil 2017 contou com vários fornecedores de tintas digitais originais e compatíveis

Como lançamento, a DuPont apresentou em seu estande a Artistri Xite S1500, tinta sublimática indicada para estampar tecidos de poliéster usados em vestuário, sinalização e comunicação visual comercial.

Além de um portfólio tradicional para serigrafia e tampografia, a Marabu produz e comercializa tintas digitais UV, solvente e sublimáticas, que foram expostas durante a Fespa Brasil 2017.

Exibidas também no evento foram os materiais da Trendvision, fabricante chinesa de tintas compatíveis para impressão UV, solvente e têxtil (pigmentada, reativa, ácida e sublimática).

A distribuidora nacional Waystore também marcou presença na feira e mostrou suas linhas de insumos digitais para impressoras de grandes formatos.



Por que instalações com vinis adesivos falham? (parte 2)

Por Eduardo Yamashita em 05/09/2014

Estude bem as variáveis do projeto de instalação para escolher o vinil adesivo adequado a ela

Estude bem as variáveis do projeto de instalação para escolher o vinil adesivo adequado ao trabalho

Na primeira parte deste artigo técnico foram abordados problemas de instalação de vinis causados por falta de capacitação ou de adesão, alongamento excessivo e pós-aquecimento inadequado. A seguir, conheça mais algumas falhas e aprenda a evitá-las e solucioná-las.

Filmes e superfícies com problemas

É necessário se assegurar de que em cada trabalho sejam usados os vinis adesivos adequados. Evite pensar "o vinil da marca X é ruim" ou "o vinil da marca Y é o melhor". O material X pode ser melhor para uma finalidade, ao passo que Y terá melhor desempenho em outro uso.

Cada fabricante de vinil possui um portfólio com muitas opções. Por que eles oferecem tal variedade? A razão é que não há um vinil que funciona para todas as situações. Portanto, mantenha a mente aberta e atualize-se sobre os produtos. Tente extrair o máximo de informação de representantes de vendas, distribuidores, em treinamentos, ou ainda por meio de recursos on-line, linhas de ajuda e guias de seleção de produto. Dominar tais informações faz com que você aproveite melhor os recursos disponíveis, e isso vai ajudá-lo a escolher o filme correto para cada trabalho.

Analise o exemplo: um signmaker foi contratado por uma grande empresa para realizar um projeto com vinis impressos. As imagens deveriam ser aplicadas no teto de um ambiente com tráfego intenso. Para tanto, o signmaker comprou uma grande quantidade de vinis da marca X. Em seguida, imprimiu e instalou a mídia, mas não demorou para que os vinis descolassem. O signmaker não havia contatado o fornecedor das películas a fim de perguntar sobre o produto mais adequado para a aplicação.

A empresa então comprou um lote de filmes de um distribuidor local. Por causa da insatisfação do cliente, o signmaker entrou em contato com o fornecedor X e descobriu que usou o vinil errado. Ao final, a marca X foi forçada a ajudar o signmaker a fazer as escolhas corretas, com o objetivo de proteger sua própria imagem.

Para não ter problemas de instalação de vinis, confira as dicas deste artigo técnico

Para não ter problemas de instalação de vinis, confira as dicas deste artigo técnico

Embora fundamentais, o vinil adequado e um instalador qualificado não garantem o sucesso do trabalho. A composição, as condições e a preparação do substrato são variáveis que influenciam a instalação de vinis.

Outro exemplo: o signmaker deveria instalar imagens ao ar livre em um shopping center. O trabalho parecia simples: instalar vinis em grandes murais de uma parede de madeira com pintura semibrilhante, áspera e texturizada. A fita utilizada para o posicionamento da imagem não aderiu à superfície, inviabilizando o trabalho. O problema poderia ser a irregularidade da superfície áspera ou os ingredientes antigrafite da pintura, ou ambos. Portanto, é fundamental conhecer as condições ambientais antes da instalação, a fim de evitar imprevistos, problemas e falhas.

Lições aprendidas

Exemplos como os apresentados acima acontecem diariamente. Para evitá-los, contate o fabricante do vinil e pergunte-lhe sobre o trabalho e a superfície com os quais você não está familiarizado. Conheça as recomendações. Geralmente, os fornecedores têm a solução ou podem sugerir um produto menos arriscado.

Problemas com o solvente da tinta

Muitas imagens são impressas com tinta à base de solvente. A retenção do solvente no vinil e no adesivo é uma causa recorrente de problemas.

Solventes agem como veículo da tinta para a superfície dos vinis. No contato com a mídia, os solventes amolecem a película e podem migrar para o adesivo. Para que isso não ocorra, o solvente deve ser totalmente evaporado depois de impresso.

A maior parte (de 80% a 90%) da tinta é composta por solvente. Na impressão, há um número mínimo de quatro cores (CMKY) para reproduzir as imagens. Portanto, o processo emprega muito solvente, que deve ser evaporado para que a tinta seja curada. A cura incompleta retém solvente tanto no vinil quanto no adesivo.

Cura

Tinta completamente curada não causa problemas ao vinil. Além da qualidade da tinta, o tempo e os dispositivos de secagem da impressora têm influência direta no processo de cura.

Caso haja dificuldade nesse processo, é possível lançar mão de uma técnica caseira: coloque um ventilador janela (ou similar) em pequenos blocos no chão soprando para cima. Use um engradado (ou objeto plano com buracos que permitam a passagem de ar) para segurar o rolo de vinil impresso e evitar que ele fique apoiado no chão. Ligue o ventilador. Posicione o rolo na vertical de modo que o vento circule entre as voltas da imagem enroladas com espaços entre elas.

Certifique-se de que o ar flui através das lacunas. Assim, as partículas de solvente migrarão a partir da concentração mais elevada (no vinil e adesivo) para o ar de concentração inferior, nas aberturas entre as voltas da imagem. O ventilador deve manter o ar no espaço em concentração constante. O tempo estimado para curar as imagens vai 12 a 24 horas.

Cure devidamente a tinta, para eveitar que o solvente do insumo não agrida o adesivo do vinil, o que provoca falhas na instalação

Cure devidamente a tinta, para evitar que o solvente do insumo não agrida o adesivo do vinil, o que provoca falhas na instalação

Armazenamento e transporte

Os vinis impressos devem ser enrolados com o lado da imagem para fora. Inclua informações das imagens, como dimensões, layouts e dados sobre o projeto. Para evitar danos, envolva as imagens em pacotes plásticos. Elas devem ter as bordas brancas refiladas (em uma mesa e com estiletes próprios – não faça isso em um estacionamento de cascalho ou em uma garagem com piso sujo).

Esse artigo técnico foi patrocinado pela Imprimax, fabricante de vinis adesivos

Este artigo técnico foi patrocinado pela Imprimax, fabricante de vinis adesivos

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Sobre o autor: Eduardo Yamashita é consultor técnico especializado em vinis adesivos, envelopamento de carro e comunicação visual

Sobre o autor: Eduardo Yamashita é consultor técnico especializado em vinis adesivos, envelopamento de carro e comunicação visual