Seis tendências para o mercado global de impressão de grande formato

Por Luiz Ricardo Emanuelli em 21/05/2015

Censo da Fespa consultou mais de 1.200 empresas de várias regiões do globo

Censo da Fespa consultou mais de 1.200 empresas de várias regiões do globo

A Fespa, federação internacional de indústrias de impressão digital e comunicação visual, publicou recentemente o resultado de uma pesquisa sobre o mercado global no qual atua. Trata-se do Censo Fespa, que revelou seis tendências e consultou mais de 1.200 empresas entre maio de 2014 e abril de 2015.

Metade das empresas que responderam a pesquisa era do continente americano, 42% dos participantes eram da Europa e 8%, da região asiática do Pacífico.

Segundo a Fespa, as empresas consultadas representam todo o espectro dos negócios do mercado, pois incluem birôs de impressão digital e serigrafia (34%), gráficas comerciais (15%), signmakers (13%), designers (7%), agências de publicidade (5%) e outros. Como novidade, a pesquisa incluiu fabricantes industriais, que representaram 8% dos consultados e desempenham atualmente papel considerável na comunidade de usuários de impressão digital.

Como resultado, a pesquisa obteve seis tendências para o mercado internacional, que são:

Otimismo

Dos consultados, 80% estão otimistas com seus próprios negócios. Isso excede o otimismo geral em relação ao setor (14%). Esse otimismo individual fundamenta-se no sucesso comercial. Nos mercados desenvolvidos, as receitas médias mais do que dobraram, passando de 3 milhões de euros em 2007 para mais de 6,25 milhões de euros em 2015.

Demandas dos clientes – a impressão como indústria de serviço

A demanda dos clientes é a razão para que as empresas de impressão façam esforços contínuos para entregar trabalhos mais rápidos, just-in-time, dentro de prazos estabelecidos e com possibilidade de personalização. Pelo menos 70% dos entrevistados esperam que essas quatro tendências cresçam, o que reforça a ideia de que as empresas de impressão atualmente são dirigidas para entregar serviços. A adoção de processos digitais (sistemas de produção, fluxo de trabalho, automação e web-to-print) é motivada por essas expectativas.

Mudança no portfólio de produtos – da produção de massa para customização em massa

Os principais materiais produzidos pelas empresas que responderam a pesquisa são banner (49%), poster (40%), sinalização (38%) e outdoor (37%).

Um crescimento expressivo foi sentido na produção de tecidos impressos para os mercados de moda e decoração, com mais de 80% dos entrevistados relatando uma expansão na demanda por essas aplicações.

A mudança no mix de aplicações também foi refletida pelo crescimento dos substratos rígidos, que representam 25% da saída das empresas consultadas.

Tecnologia digital possibilita mudanças

Quase metade dos entrevistados para o Censo Fespa indicaram intenções em comprar equipamentos de impressão de grande formato, com um plano de investimento na faixa de 100 mil euros.

Os planos de compras são dominados pelas impressoras UV (27%), têxteis (21%), solvente (17%), ecossolvente (16%) e látex (14%). Já para acabamento, as cortadoras e laminadoras são as máquinas preferidas.

A maior parte desses investimentos (45%) é motivada pela abertura de novos mercados e aplicações. Mas outras questões, como melhoria da qualidade de impressão, aumento da capacidade e velocidade e redução de custos, também entram nos planos de investimento.

Crescimento da impressão têxtil nos segmentos gráfico, industrial e de moda e decoração

Segundo o Censo Fespa, 27% do consultados estão envolvidos com impressão de vestuário e 81% enxergam as perspectivas de crescimento desse segmento. A tecnologia digital é um elemento chave e mais da metade dos entrevistados espera que a estamparia digital têxtil torne-se uma alternativa importante para a impressão serigráfica nos próximos dois anos. As impressoras têxteis têm lugar de destaque nos planos de investimento, com 21% dos entrevistados planejando investir nessa tecnologia. Os substratos têxteis continuam a crescer no segmento de sinalização, com 67% dos entrevistados apontando crescimento do soft signage.

A integração entre mídias digitais e impressão de displays e sinalização

Mais de três quartos dos consultados esperam que a sinalização digital cause impactos nos negócios de grande formato num futuro próximo, com 36% dos entrevistados afirmando que essas tecnologias já fazem parte do negócio. E 31% dos participantes planejam oferecer soluções de sinalização digital nos próximos 12 meses.

Fonte: Fespa



Mimaki Brasil lança impressora UV e mesa de corte

Por Luiz Ricardo Emanuelli em 04/08/2015
Na feira Serigrafia Sign 2015, a Mimaki lançou a impressora SIJ-320UV e a plotter de recorte CFL-605RT

Na feira Serigrafia Sign 2015, a Mimaki lançou a impressora SIJ-320UV e a plotter de recorte CFL-605RT

A filial brasileira da Mimaki, fabricante de equipamentos digitais, aproveitou a edição 2015 da feira Serigrafia Sign para lançar no país a SIJ-320 UV, impressora UV capaz de reproduzir imagens de alta qualidade em aplicações como banners promocionais, adesivos, vinis para envelopamento, backdrops, placas de sinalização, entre outros substratos.

Outro equipamento apresentado pela primeira vez no Brasil foi a CFL-605 RT, plotter compacta de mesa, indicada para corte e vinco, para confecção de protótipos de embalagens, mock-ups e baixas produções.

A Mimaki também participou da conferência Digital Textile Conference, que ocorreu dentro da Serigrafia Sign 2015. O responsável pelo mercado têxtil da empresa, Marcelo Ribeiro Godinho, ministrou a palestra "Algodão versus Poliéster: Qual o caminho do mercado nacional?", com o objetivo de esclarecer aos profissionais do setor quais são os comparativos, os processos de estamparia, as vantagens, desvantagens e aplicações.

Além disso, a quinta edição do Cambea, campeonato de envelopamento de carros, que também ocorreu dentro da feira, foi patrocinada pela Mimaki. O campeão foi premiado com uma CG-60SR III, plotter de recorte que trabalha na velocidade máxima de 70cm/seg.

A impressora oficial do Cambea foi a CJV150-160, usada para imprimir os adesivos aplicados durante a competição. Com novo design, a linha CJV150 imprime com alta qualidade e baixo custo operacional, em velocidade de até 56,2m²/h.

Fonte: Mimaki Brasil



Roland DG anuncia ter vendido 420 mil plotters de recorte no mundo

Por Luiz Ricardo Emanuelli em 15/01/2015

Fabricante japonesa começou a produzir equipamentos de recorte em 1988

Fabricante japonesa começou a produzir equipamentos de recorte em 1988

A Roland DG, fabricante japonesa de equipamentos para comunicação visual, recentemente anunciou ter vendido 420 mil unidades de suas plotters de recorte. A empresa produz e comercializa esse tipo de equipamento desde 1988, quando lançou a linha CAMM-1.

Segundo a fabricante, a introdução das plotters de recorte no mercado internacional foi um divisor de águas para diversos setores, sobretudo para aqueles que produzem etiquetas, decalques, sinalização, pisos e decoração. Antes da chegada dos equipamentos, esses trabalhos eram feitos à mão, sendo mais demorados e dispendiosos.

Outro ponto significativo na história da empresa foi o lançamento da linha STIKA, em 1990. Desenvolvidas para consumidores e escritórios, as plotters da série produziam materiais para decoração de automóveis e lojas de varejo, além de sinalização de escritório e ponto de venda (PDV).

Yuko Maeda, gerente geral da Roland DG para produtos de sinalização, declarou: "Acreditamos que a necessidade do uso das plotters ainda é grande. Portanto, continuamos empenhados em superar as expectativas dos clientes ao produzir tecnologia líder de mercado. A venda de 420 mil equipamentos é prova do nosso sucesso".

Fonte: Large Format Review