Prensa térmica e calandra para sublimação

Por Zuzana Cloete em 05/09/2014

A sublimação provou que é a alternativa para a decoração, substituindo os métodos tradicionais de impressão

A sublimação provou que é a alternativa para a decoração, substituindo os métodos tradicionais de impressão

A impressão digital sublimática tem se popularizado. Os custos de tintas e impressoras estão caindo. O mercado está mais maduro e a tecnologia, mais disponível. Atualmente, a sublimação reproduz imagens com nitidez, durabilidade, tons mais vivos, maior gama de cores, além de permitir personalização, retorno de investimento e produções de pequenas tiragens.

O crescimento do mercado sublimático pode ser atribuído ao aumento de empresas de impressão digital e à capacidade da tecnologia de imprimir em uma variedade de produtos. Além disso, a sublimação provou ser a alternativa para a decoração, substituindo os métodos tradicionais de estamparia.

      Saiba mais sobre sublimação:

A aplicação da sublimação na mídia pode ser feita com processo de uma ou duas etapas – e a prensa térmica é necessária em ambos os casos.

O processo de duas etapas emprega um método mais tradicional, no qual um papel especial transfere a tinta para um substrato de poliéster, revestido de poliéster ou uma mistura de poliéster. Quando o papel impresso entra em contato como substrato na prensa térmica, o calor e a pressão (e o tempo) sublimam a tinta.

No processo alternativo, o papel transfer não faz parte da equação, o que permite que as tintas dispersem diretamente. Porém, nesse caso, uma prensa térmica também é imprescindível para fixar a tinta no substrato.

Como há muitos fabricantes de prensas térmicas no mercado, isso pode causar um pouco de confusão na cabeça de quem está interessado em adquirir a tecnologia. Nessa hora, algumas perguntas fundamentais deverão ser respondidas:

  • Usarei diariamente esse equipamento?
  • O que pretendo transferir por meio dessa máquina?
  • O que acontece se a prensa quebrar?
  • Onde posso comprar peças e contratar serviços de manutenção?

O custo da prensa é uma questão importante e a regra de ouro é comprar a melhor máquina de um fabricante confiável. O perigo de comprar um equipamento mais barato é que ele pode não durar muito, e isso vai exigir reinvestimento em outra máquina. Portanto, procure prensas com garantia.

Mais uma recomendação: entre em contato com outras empresas que trabalham na área. Tente absorver suas experiências e informações. Depois, conte com um fornecedor que dê assistência técnica e comercial.

Prensas planas

A prensa plana emprega duas chapas (pranchas) para a termotransferência. Uma delas é fixa e dá suporte ao substrato. A outra é móvel: vai ao encontro da chapa fixa para prensar o papel transfer contra a mídia (uma camiseta, por exemplo). A dimensão das chapas varia de acordo com o tamanho dos substratos que serão sublimados.

As prensas planas servem para tecidos e materiais planos mais pesados e duros, como plástico, madeira e alumínio. Algumas aplicações incluem: personalização de camisetas e vestuário, peças cortadas, mouse pads, bandeiras, banners, tapetes, meias, entre outras.

As máquinas planas possuem aquecedor no topo. Por isso, o operador insere em primeiro lugar o substrato e depois o papel transfer impresso. Outra possibilidade é ter aquecedores tanto no topo quanto na parte de baixo, o que permite o duplo aquecimento. As prensas planas podem ser divididas em:

Prensa plana com abertura lateral (swing away)

Apresenta um aquecedor (superior) que oscila para longe da base (inferior) a fim de permitir que tanto o carregamento quanto o descarregamento das mídias sejam realizados longe da área de calor. Para a sublimação, basta posicionar a chapa superior no local original, em paralelo à chapa inferior. Esse tipo de máquina também permite a prensagem de substratos mais grossos.

Exemplo de prensa plana com abertura lateral (swing away)

Exemplo de prensa plana com abertura lateral (swing away)

Prensa plana com boca de jacaré (clam shell)

A parte superior da máquina tem abertura de até 90º, para expor a chapa inferior, sobre a qual são inseridos o papel transfer e a mídia. Quando a prensa é acionada, a placa superior desce, indo de encontro à inferior. A facilidade de operação faz com que esse tipo de equipamento seja a opção mais acessível e popular no mercado.

Exemplo de prensa plana com boca de jacaré (clam shell)

Exemplo de prensa plana com boca de jacaré (clam shell)

Prensa plana de gaveta (drawer)

A grande vantagem dessa prensa é que ela permite o carregamento e o descarregamento da mídia longe da fonte de calor. No sistema de gaveta, enquanto uma base realiza a termotransferência, a outra afasta-se do aquecimento, para que a mídia seja inserida ou retirada. Essa prensa é indicada para alta produção e é mais barata que a prensa industrial.

Exemplo de prensa plana de gaveta (drawer)

Exemplo de prensa plana de gaveta (drawer)

Prensa plana industrial (com três chapas)

Desenvolvida para alta produção, essa prensa apresenta três chapas. Geralmente, essa máquina tem uma chapa superior e duas inferiores. Enquanto uma delas está no ciclo da transferência, o operador pode ajustar a outra chapa para o próximo trabalho. Ao término do ciclo, a chapa superior levanta e corre em direção à outra placa inferior, começando novo ciclo. A máquina suporta o trabalho em alta pressão (de até 100 toneladas). As prensas planas industriais são indicadas para fábricas de bandeiras e de pisos de borracha.

Exemplo de prensa plana industrial (com três chapas)

Exemplo de prensa plana industrial (com três chapas)

Pressão da prensa térmica plana

É importante considerar a escolha entre equipamento com pressão manual ou automática (pneumática). Em máquinas de pressão manual, a fixação é realizada por alavanca. Ela pode ser cansativa para o operador, principalmente em produções abundantes e rápidas.

A pressão automática utiliza ar comprimido produzido por cilindro ou bolsa de ar, que controla e aplica pressão uniformemente. O cilindro deve proporcionar força suficiente para que a tinta sublime e fique impregnada em todas as fibras do tecido ou para que a tinta seja transferida por completo nos substratos mais duros. Máquinas com pressão automática cansam menos o operador.

Temperatura da prensa térmica plana

O aquecimento é outro ponto importante para ter em mente (provavelmente o mais importante). As máquinas precisam ter consistência. Caso contrário, o calor não será uniforme por toda a área sublimada, o que afeta o resultado das cores impressas. As prensas planas maiores precisam ter, pelo menos, duas zonas de aquecimento. Apenas uma não é capaz de manter a temperatura adequada.

Exemplo de tecido com rugas: resultado de problemas relacionados ao processos de sublimação realizado com prensas térmicas

Exemplo de tecido com rugas: resultado de problemas relacionados ao processos de sublimação realizado com prensas térmicas

Calandra (prensa rotativa)

A calandra pode ser empregada para sublimação ou para fixar e curar tecidos pré-impressos. É indicada para aplicações rolo a rolo e para termotransferência de peças cortadas em larguras que variam de 25 a 560 centímetros. Com a máquina, é possível estampar banners, bandeiras, toalhas de mesa, sinalização, exposições, roupas esportivas, mouse pads, fitas e muito mais.

Ao instalar uma mesa opcional, o operador da calandra pode utilizá-la em três configurações:

  • Rolo a rolo;
  • Rolo de papel impresso e peças de substrato;
  • Papel em peça e substrato em peça.

Em resumo, o tecido pode ser cortado antes ou depois de ter sido transferido.

É comum realizar o corte após a transferência, empregando máquinas cortadoras com reconhecimento óptico de contornos das peças sublimadas.

As calandras precisam ter uma área de transferência maior que a largura da mídia a ser impressa. Portanto, a largura da calandra que você vai comprar tem de ser maior que a largura da impressora que você usa. Atente-se a esse detalhe.

Calandra que possibilita a sublimação de mídias cortadas

Calandra que possibilita a sublimação de mídias cortadas

Outro fator importante é a velocidade. Calandras têm diferentes tamanhos de cilindros de aquecimento. Quanto maior o diâmetro do cilindro, mais rápida será a máquina. Um cilindro de 12 polegadas de diâmetro pode transferir 3,9 pés por minuto, com 35 segundos de permanência. Essa velocidade pode dar conta do trabalho de três impressoras.

Geralmente, a calandra é equipada com cilindros para desenrolar e rebobinar os materiais. O cilindro que desenrola o tecido conta com dispositivos que previnem o movimento lateral. Um dispositivo de controle de tensão pode ser rodado para aumentar o nível de tensão, quando necessário.

Temperatura da calandra

Nas calandras, o sistema de aquecimento pode ser de ar aquecido (radiante) ou óleo quente. Há vantagens e desvantagens nos dois casos. Os sistemas com óleo são um pouco mais caros, mas são mais consistentes. O sistema de tambor fechado de óleo é mais denso do que o ar que circula nas máquinas radiantes. Por isso, é mais resistente às mudanças de temperatura e de flutuação. O óleo mantém a homogeneidade da temperatura em todo o tambor, além de oferecer um sistema de controle de temperatura mais eficiente, com uma única zona de calor, ao passo que outros sistemas de aquecimento empregam diversas zonas de calor. No entanto, as calandras com aquecimento a ar aquecem e esfriam mais rapidamente em comparação aos equipamentos com sistema a óleo.

Exemplo de calandra para sublimação

Exemplo de calandra para sublimação

A curva de aprendizado para operar uma calandra é baixa. É questão de controlar três variáveis​​: calor, pressão e tempo. Cada fabricante de tinta sublimática indica os tempos adequados. Com base neles, pode-se regular a temperatura tomando também o substrato como referência.

Outras variáveis na sublimação da calandra

Há mais variáveis no processo de sublimação com calandra, como umidade do tecido e do papel transfer e temperatura e encolhimento do tecido, que pode provocar rugas e efeito fantasma.

Outra consideração é o carregamento de mídia e de papel transfer. Os materiais desenrolados na máquina precisam estar em rolos retos. Papel e mídia devem estar devidamente esticados a fim de evitar rugas e manter a tensão durante a produção.

Cada tipo de tecido e papel requer determinada tensão, dependendo da qualidade e da umidade deles. Papéis e fitas especiais poderão ser utilizados na inserção do papel transfer.

Se todas as variáveis apresentadas estiverem controladas, a sublimação ocorre com sucesso.

Sobre a autora: Zuzana Cloete (zuzanap@practix-usa.net) faz parte da equipe comercial da Practix Mfg, fabricante de prensas térmicas e máquinas para sublimação e laminação

Sobre a autora: Zuzana Cloete (zuzanap@practix-usa.net) faz parte da equipe comercial da Practix Mfg, fabricante de prensas térmicas e máquinas para sublimação e laminação

Este artigo foi publicado inicialmente no SGIA Journal e reproduzido pelo InfoSign com a permissão da SGIA (this article first appeared in the SGIA Journal and is reprinted with permissions from the SGIA)



RIP Caldera passa a integrar impressoras Ampla

Por Luiz Ricardo Emanuelli em 21/03/2014

Programas da Caldera integrarão as impressoras Ampla a partir de março de 2014

Programas da Caldera integrarão as impressoras Ampla a partir de março de 2014

A Ampla, fabricante nacional de impressoras digitais, firmou em 2013 um contrato com a Caldera, desenvolvedora francesa de softwares gráficos.

Em função da parceria, a partir de março de 2014, os clientes da Ampla terão direito a instalar o novo RIP da Caldera. Para aqueles que possuem impressoras das linhas Targa XT, Samba XT e Targa UV e têm interesse em adquirir o software, a empresa recomenda entrar em contato com a equipe de vendas da fabricante brasileira.

Lie Tji Tjhun, diretor geral da Ampla, comentou: "Com esta parceria, demos um importante passo para continuar oferecendo as melhores soluções de impressão digital aos nossos clientes. O novo software Caldera é de simples operação e muito rápido no processamento de dados, o que vai poupar muito tempo na preparação dos arquivos".

Fonte: Ampla



Características e funções do liner (usado em vinil adesivo)

Por Eduardo Yamashita em 10/01/2013

O liner é parte essencial dos vinis adesivos usados em diversas atividades do mercado de sinalização e comunicação visual, entre elas, o envelopamento de carro e a adesivação de paredes e móveis. Ele é constituído por um material base, que pode ser revestido (para o controle da aderência do adesivo) em um ou ambos os lados.

A função do liner é controlar a estrutura superficial do adesivo, protegê-lo de sujeira e contaminação, além de influenciar no comportamento do filme durante a sua aplicação.

Tipos de liner

Sintéticos: podem ser feitos de poliéster ou poliolefinas (e em diferentes espessuras). Os liners sintéticos são mais “suaves”, fáceis de deslizar, impermeáveis ​​à umidade e têm melhor planicidade. Esta é uma das razões pelas quais eles funcionam melhor em plotters de recorte. Porém, deve-se tomar cuidado com o acúmulo de estática, que dificulta o manuseio do liner.

De papel: podem apresentar diferentes gramaturas e ter vários tipos de revestimentos. Os mais comuns são compostos de plásticos e/ou soluções químicas. Conheça alguns:

- Comum: relativamente pesado e sem revestimento, usado para etiquetas.

- Revestido: de baixo deslizamento, usado em películas autoadesivas para impressão a jato de tinta ou eletrostática. O revestimento impede que a umidade e o calor afetem o liner e ajuda a mídia a ser alimentada na impressora ou laminadora.

- Revestido de polietileno em ambos os lados: muito comum, tem superfície plana. Pode ter uma microestrutura que dá à superfície do adesivo um ou mais formatos microscópicos. As formas superficiais influenciam o desempenho do adesivo, independentemente da sua construção química.

- Revestido de polietileno com uma película de plástico na parte de trás: a película de plástico impede tintas e toners de atravessarem o liner. Este tipo de liner é encontrado em películas autoadesivas perfuradas.

liner vinil adesivo

O liner controla e protege o adesivo

Desempenho do liner

A tabela abaixo classifica os revestimentos em relação ao desempenho. Forros similares são agrupados dentro de um mesmo bloco:

Classificação Custo inicial Estabilidade dimensional Recorte eletrônico Impressão digital Transparência Resistência à água

Melhor

 

 

 

 

Pior

Papel comum Plástico Plástico espesso Papel comum Plástico Plástico
Papel com filme plástico  -  Papel revestido  -   -   - 
Papel revestido Papel revestido Papel comum  -   -  Papel revestido
Plástico Papel comum  -   -   -   
 -   -  Plástico fino Papel revestido; Plástico Papel revestido; Papel com filme plástico; Papel comum Papel comum

 

Custo versus valor

O custo de uma película com liner plástico pode ser maior. No entanto, é mais fácil de recortá-la e remover o excesso de filme após o corte, o que aumenta a produtividade e compensa a diferença de custo.

Estabilidade dimensional

A boa estabilidade dimensional mantém o tamanho e a forma tanto do liner quanto da película. Portanto, durante o processamento, eles ficam planos e em registro.

Quando o papel absorve a umidade, ele aumenta de tamanho. E quando perde, ele diminui. Esta mudança ocorre quando as condições ambientais oscilam. Então, recomenda-se mantê-las sempre controladas.

As mudanças ambientais também podem causar outros problemas no liner, como levantamento das pontas (bordas), ondulações, enrolamentos, defeitos de impressão e problemas de registro durante a impressão ou recorte.

Tenha em mente que o papel absorve ou emite umidade, que afeta as bordas e as camadas exteriores de rolos e as “primeiras” folhas empilhadas. O revestimento no papel retarda esse processo, mas as bordas ficam sempre vulneáveis.

O transporte e o armazenamento dos rolos e imagens embrulhados em plástico também retardam a taxa de variação da umidade.

Plotter de recorte

Siga algumas considerações na hora de escolher a película (e o liner) para o recorte:

  • O plástico não absorve umidade e permanece mais plano na área de corte do equipamento;
  • O papel revestido pode ser recortado desde que as condições ambientais estejam controladas;
  • A profundidade do corte deve ser controlada no liner de papel revestido. Se ela for grande, o liner pode se separar de modo indesejado.

Impressão do liner

O liner de papel pode ser impresso (com flexografia) na parte traseira. A maioria das tintas não adere tanto ao papel revestido como no plástico. A impressão do liner é feita para adicionar o número lote de produção ou para customizar o nome da empresa ou projeto.

Marcas superficiais

Quando a película de vinil “prensa” contra a parte de trás do liner, podem surgir marcas superficiais. A quantidade e a intensidade das marcas são provenientes de fontes diversas. Liners de papel causam a maior distorção por terem mais textura. Já os liners sintéticos são de textura suave, o que causa menos distorção. Um liner mal desenhado pode marcar toda textura na parte face do filme.

Quando o vinil esquenta, ele amolece, tornando-se mais suscetível a marcas superficiais.

Como o filme é enrolado sobre um suporte (tubete), às vezes, as camadas mais externas ficarão livres de marcas, que podem aparecer quando se chega mais perto do suporte. Isso porque a película autoadesiva é enrolada com mais força.

A “cura” das marcas superficiais ocorre quando se aquece o vinil de modo que ele amoleça e faça as marcas desaparecem.

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Texto editado e publicado pelo InfoSign no dia 10 de janeiro de 2013.

Sobre o autor: Eduardo Yamashita é consultor técnico especializado em vinis, envelopamentos de carro e comunicação visual.