Por que instalações com vinis adesivos falham? (parte 1)

Por Eduardo Yamashita em 08/08/2014

Na primeira parte deste artigo técnico, conheça os problemas que podem acontecer na instalação de vinis adesivos

Na primeira parte deste artigo técnico, conheça os problemas que podem acontecer na instalação de vinis adesivos

Imagens em vinil adesivo podem ser usadas para produzir anúncios, cartazes, outdoors, banners e envelopamento de veículos. Quando tudo vai bem, as imagens duram e são eficientes e atraentes. No entanto, é possível acontecer muitos erros na instalação dos vinis – a maioria dos trabalhos não é perfeita. Se a imagem instalada tem bolhas ou rugas, o trabalho fracassou. Se o vinil começa a levantar, ressecar ou levantar da superfície, a falha é grave.

A "falha do vinil" acontece quando o cliente rejeita a imagem por causa da baixa qualidade do trabalho ou porque o vinil não adere como deveria. Ao entender as causas das falhas da aplicação, é possível impedi-las. Este artigo identifica problemas, analisa causas e recomenda soluções nas instalações de vinis.

Problemas de instalação

Falta de capacitação

As falhas mais comuns do envelopamento de veículo são: bolhas, rugas, acabamento mal feito, posicionamento inadequado e baixa aderência do vinil adesivo. Os quatro primeiros estão relacionados à instalação e raramente ocorrem quando o instalador é qualificado. Na instalação, não basta ter uma espátula e saber qual lado do vinil é pegajoso. Dependendo da situação, é necessária a contratação de um profissional para ensinar e treinar a equipe.

Adesão

A baixa aderência do vinil adesivo é recorrente em recortes, contornos de objetos (acessórios) salientes e bordas da imagem. A limpeza inadequada provoca fraca adesão da película. Portanto, coloque em prática técnicas de limpeza que usem soluções adequadas e panos (um molhado, para esfregar com a solução de limpeza, e um seco, para remover a solução antes da evaporação do solvente). Também realize movimentos minuciosos e metódicos. Preste atenção extra às bordas da superfície. A instalação será prejudicada caso a pressão da espátula seja insuficiente ou se não houver espatulação adequada.

Alongamento excessivo

Se vinil é esticado em demasia, sua memória pode levantá-lo. Portanto, nunca estique o vinil em superfícies planas ou ligeiramente curvadas. Para partes simples dos veículos, quando a forma só muda em uma direção, aplique a película de modo descontraído. Instale o vinil até os recuos (baixos relevos ou curvas complexas) e trabalhe-o na primeira área rebaixada completamente. Jamais deixe uma área para ser empurrada (esticada) para o recuo. Em seguida, aplique o vinil para a área seguinte, do mesmo modo.

A maioria dos veículos tem curvas complexas que mudam de forma em mais de uma direção ao mesmo tempo. É impossível conformar o vinil (sem esticá-lo) de uma curva simples em uma complexa. Mesmo os melhores vinis (projetados para as superfícies mais complexas) são incapazes de envolver uma bola em uma só peça, sem emendas, cortes ou rugas.

O vinil tem limites, e profissionais só devem vender e produzir em superfícies que tenham probabilidade de sucesso. A regra de ouro para curvas complexas é esticar o vinil o mínimo necessário.

O sucesso da aplicação depende do vinil certo e impresso corretamente, instalado numa superfície limpa, esticado minimamente e pós-aquecido.

Pós-aquecimento

O pós-aquecimento ocorre depois de a imagem ter sido devidamente aplicada. Ela deve estar completamente livre de defeitos, áreas soltas ou bolhas.

O vinil é aquecido com um soprador térmico de ar quente sob a temperatura máxima. Deve-se movê-lo lentamente em toda a área da imagem.

Verifique com o fabricante do vinil a temperatura recomendada para cada filme. Geralmente varia de 100ºC a 150ºC.

Recomenda-se um reforço cuidadoso e metódico de pós-aquecimento nas áreas com curvas complexas, assim como em todas as partes da imagem.

Leia a segunda parte desse artigo técnico.

Esse artigo técnico foi patrocinado pela Imprimax, fabricante de vinis adesivos

Este artigo técnico foi patrocinado pela Imprimax, fabricante de vinis adesivos

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Sobre o autor: Eduardo Yamashita é consultor técnico especializado em vinis adesivos, envelopamento de carro e comunicação visual

Sobre o autor: Eduardo Yamashita é consultor técnico especializado em vinis adesivos, envelopamento de carro e comunicação visual



Cobertura Serigrafia Sign 2013 – Parte 1: Impressoras digitais

Por Luiz Ricardo Emanuelli em 16/07/2013

Saturado de impressoras solvente, o mercado buscou explorar mais o potencial de equipamentos UV, látex, sublimáticos e de estamparia têxtil. Portanto, os visitantes da feira não testemunharam inovações gritantes, mas sim aperfeiçoamentos daquilo que o mercado já utiliza. Para ter uma ideia disso, veja a seguir um panorama das soluções de impressão digital (grande formato) presentes na 23ª edição do maior evento latino-americano de comunicação visual.

Leia também as demais partes dessa cobertura:
2ª: Corte, gravação e acabamento
3ª: Mídias, tintas e softwares
4ª: Números, eventos e parcerias
5ª: Acessórios para comunicação visual
6ª: Sublimação, transfer e fotoproduto
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Impressora solvente

Quem foi à feira para comprar uma impressora solvente, certamente não pôde reclamar da abundância dessa tecnologia nos estandes dos expositores. Não faltaram modelos dos mais variados tipos, tamanhos, preços e características técnicas, para atender aos mais diversos segmentos do mercado de comunicação visual.

Roland SOLJET Pro4 XF-640

Roland SOLJET Pro4 XF-640

A Roland, vencedora do Prêmio Silk & Sign na categoria de impressoras digitais, apresentou seu portfólio de máquinas solvente, enfatizando a nova Soljet Pro4 XF-640. Com 1,6m de largura, o equipamento pode trabalhar na velocidade máxima de 100m2/h. Essas e outras soluções da fabricante japonesa estavam presentes não apenas na Roland, mas também em estandes de distribuidoras da marca, como a Formato, Dprinter, Digi+, Interativa e Cyancolor.

Outra fabricante do Japão, a Epson, levou suas impressoras para a Serigrafia Sign 2013. Entre os equipamentos solvente, o destaque foi para o S50670, que trabalha na velocidade máxima de 91m²/h. Os visitantes interessados nessa e em outras máquinas da marca puderam vê-las em ação nos estandes de distribuidores da Epson, como a T&C, GlobalAlphaprint e F1 Suprimentos.

A Mimaki também esteve na feira. A fabricante japonesa exibiu o seu amplo portfólio, composto por impressoras solvente de 1,6m e 3,2m de largura, como o SWJ-320S4. Capaz de atingir velocidade de 52m2/h, o equipamento emprega cabeças Ricoh GEN5 e pode trabalhar na resolução máxima de 1080 x 1200dpi.

Veja algumas impressoras solvente expostas na Serigrafia Sign 2013:

Diversas soluções da Mimaki foram também apresentadas por distribuidores da marca, como a TS2, Suprimarketing, Plotertec e Serilon. Essa última, dona de um dos maiores estandes da feira, destacou também impressoras solvente para alta produtividade da DGI e Human Digital

Já a Ampla aproveitou a oportunidade para lançar várias impressoras, como a Rio 8000 Hybrid, equipamento que usa tinta solvente e possui sistema híbrido de alimentação de substrato, para impressão de materiais vinílicos rígidos e flexíveis.

A Sign Supply, além das impressoras da Mutoh, apresentou a sua linha Prismajet, composta pela FP 3208 S, máquina que emprega oito cabeças Spectra Polaris de 15pL, podendo trabalhar na velocidade máxima de 119m2/h.

Prismajet FP 3208, no estande da Sign Supply

Prismajet FP 3208, no estande da Sign Supply

Outra empresa que levou máquinas para produção de outdoor foi a mexicana Grand Plotters. A fim de ampliar a sua penetração no mercado latino-americano, a empresa esteve presente na feira, expondo impressoras como as Grand Jet Challenger FY-3204-F e FY-3208-F, ambas com 3,2m de largura e velocidade máxima de 100m2/h. A empresa também fornece painéis de LED e suprimentos, como tintas e cabeças de impressão.

A Sepia levou a Viper SP3204, impressora que, segundo a fornecedora, pode trabalhar na velocidade máxima de 120m2/h. Além disso, a máquina tem 3,2m e emprega duas ou quatro cabeças Spectra Polaris 512 de 15pL ou 35pL. Outra impressora solvente de 3,2m de largura estava sendo exposta no estande da Digicor. A distribuidora carioca apresentou a Taimes T7, que pode trabalhar na velocidade máxima de 80m2/h.

A BR Group também apostou em impressoras solvente de 3,2m, como a BR4000 e a BR10000. O mesmo fez a Hicoat, que destacou o Ultra 3000, equipamento que trabalha com duplo CMYK e possui 3,2m de largura.

Veja algumas impressoras solvente expostas na Serigrafia Sign 2013:

A Dubuit, tradicional empresa de serigrafia, também tem investido no fornecimento de impressoras digitais, como a DubuitJet FL 320814 e a DubuitJet FL K1024, ambas empregam cabeças da Konica Minolta e possuem 3,2m de largura. A empresa também expôs o modelo DubuitJet Linha X6, que usa cabeças Epson Micropiezo DX5.

Outra grande presença na feira foi a Sid Signs, que exibiu suas linhas Triton, Titan, Mercury e Express, as quais variam de características técnicas e produtivas, para atender a nichos diferentes da sinalização, dos birôs iniciantes às grandes gráficas digitais.

A WayColor levou a WayPrint1802E, impressora ecossolvente de 1,8m de largura, abastecimento contínuo de tinta e cabeças de impressão Epson DX5. A Imah, além de sua linha de máquinas serigráficas, apresentou a impressora digital DE1802, de 1,8m de largura e velocidade máxima de 31m2/h. Já a Bannerjet mostrou a sua impressora solvente de 1,6m de largura, a 1601M2, que emprega cabeças Epson DX5 e limpeza automática.

Impressora UV

Cada vez mais presentes no mercado nacional, as impressoras UV tiveram papel de destaque na edição 23ª edição da feira Serigrafia Sign. No evento, foram expostos diversos modelos: de entrada, industriais, planos, híbridos, rolo a rolo, de cura com lâmpada e com LED — para atender aos mais variados tipos de clientes e necessidades.

A Mimaki, por exemplo, exibiu a JFX500-2131, equipamento plano (mesa com área de 2,1 x 3,1m) que trabalha na resolução máxima de 1.200dpi e pode produzir na velocidade de até 60m²/h. Outra opção levada pela fabricante japonesa foi a UJF-6042, impressora de cura UV LED, que possui área de impressão de 610 x 420mm.

Arizona 460GT, da Océ

Arizona 460GT, da Océ

Já a Océ, parte do grupo Canon, lançou oficialmente na América Latina a Arizona 460GT, impressora UV plana com seis canais independentes de tinta. A máquina, que emprega a tecnologia OcéVariaDot (para disparar simultaneamente gotas de 6 a 42pL), produz na velocidade máxima de 32,8m2/h e possui área de impressão de 1,26 x 2,51m.

A Sign Supply apresentou impressoras UV da linha Prismajet, como a JK1212UV. Com sistema plano (flatbed), a máquina é compacta, voltada para quem precisa fazer personalização em pequenos objetos e substratos, e em baixas tiragens.

Outra grande presença no evento foi a Agfa. Em seu estande, instalou a :Jeti 3020 Titan, impressora industrial que possui sistema plano de alimentação de substrato (com opcional rolo a rolo). A máquina pode empregar 16, 20, 32, 36, 40 ou 48 cabeças Ricoh, para modular a sua produtividade. Além disso, a Agfa e distribuidores (como a Serilon) apresentaram outras linhas de impressoras UV como a :Anapurna.

Veja algumas impressoras UV expostas na Serigrafia Sign 2013:

O grande lançamento da Akad para o evento foi a Novajet, impressora UV de resolução máxima de 1440dpi, que possui cabeças Konica Minolta 512 e área de impressão de 2,5 x 1,22m.

No estande da Alphaprint estavam impressoras da EFI, como a Rastek H652 e a Vutek QS2 Pro. A primeira é um equipamento de entrada, que possui sistema híbrido de alimentação de substrato e trabalha com tinta branca. Já a segunda possui 2m de largura, possui robustez e sistema operacional Orion OS.

Outra empresa que tem apostado na tecnologia de impressão UV é a Ampla. Na feira, a fabricante nacional apresentou máquinas como a Targa XT UV (rolo a rolo, 10 cabeças e 3,2m de largura), a Targa UV (plana, 12 cabeças e área de 2,44 x 1,22m) e a Rio UV Hybrid (híbrida, seis cabeças e 1,8m de largura). As três empregam LEDs para a cura da tinta.

Representando a Dilli no Brasil, a Danfex tem um portfólio composto por impressoras UV híbridas de entrada e de média e alta produção. Na feira, a distribuidora apresentou lançamentos, como a RTR3204D, máquina com sistema rolo a rolo, de 3,2m de largura e capaz de produzir na velocidade máxima de 150m2/h. Outra novidade foi a NT FB2513-06DW, impressora UV plana, com seis cores e tinta branca, cuja área é de 2,5 x 1,3m.

Novajet, impressora UV da Akad

Novajet, impressora UV da Akad

A TechService Print também esteve na feira, oferecendo materiais e equipamentos, entre eles a EcoGenio, impressora UV que emprega sistema híbrido de alimentação de substratos , além de usar cabeças Xaar Proton de 35pL.

Os visitantes também puderam ver duas novidades da BR Group, que levou a Pred8tor e a BR One. A primeira é uma impressora UV industrial, que trabalha na resolução de 900dpi e emprega tinta branca ou verniz. Já a BR One possui tecnologia de cura UV LED, tem largura de 3,2m e estampa substratos rígidos de até 50mm de espessura.

A Dubuit veio com a DubuitJet F1250UV e DubuitJet F1320UV, que possuem 2,5m e 3,2m de largura de impressão, respectivamente. As máquinas usam cabeças Konica Minolta e software RIP Photoprint.

Impressora para sublimação

Tecnologia em ascensão, a sublimação digital, marcou forte presença na edição de 2013 da feira Serigrafia Sign. A Ampla, por exemplo, apresentou a sua linha Aquatex, composta pela Rio 8000s e Targa XT. A primeira vem equipada com quatro cabeças de 7pL e produz na velocidade máxima de 67m2/h. Já a segunda pode trabalhar na velocidade de 180m2/h.

A Roland também apresentou a nova Soljet Pro4 XF-640 adaptada para impressão sublimática. A máquina (1,6m de largura) pode trabalhar na velocidade máxima de 100m2/h.

Epson SureColor F6070

Epson SureColor F6070

Já a Epson levou as suas recém-lançadas impressoras sublimáticas, a SureColor F6070 (1,1m) e a SureColor F7070 (1,6m). Ambas podem trabalhar na velocidade máxima de 58,9m2/h, em resolução de 360 x 720dpi (uma passada).

Apostando também na impressão digital sublimática, a Gênesis aproveitou a feira para lançar um modelo mais avançado da Xerox 7142TEX, que vem agora com qualidades técnicas e produtivas aperfeiçoadas.

Impressora Xerox, vendida pela Gênesis

Impressora Xerox, vendida pela Gênesis

A BM do Brasil também compareceu ao evento e apresentou a Michelangelo 2, impressora que, segundo a fornecedora, pode chegar a 120m2/h, é ideal para produção de bandeiras, banners e painéis, entre outras peças de tecido, para moda, decoração e sinalização.

Os visitantes também puderam ver impressoras sublimáticas na Serilon, que apresentou equipamentos de marcas como DGI, Mimaki, Human Digital e Xerox.

Michelangelo 2, no estande da BM

Michelangelo 2, no estande da BM

Impressora látex

Os equipamentos com tinta látex compareceram em peso nos estandes da HP e de suas distribuidoras (como Digigraf e Day Brasil). Estiveram presentes soluções como a HP Latex 260 (com largura de 1,55m), HP Latex 280 (2,64m) e HP Latex 850 (3,2m). No estande da fabricante, além das máquinas, os visitantes puderam conferir aplicações como bolsas, almofadas, sofá, puffs, envelopamento de carro e adesivação de parede.

Já a Mimaki aproveitou o evento para lançar a sua linha de impressora látex, a JV400LX, que é a primeira no mundo a empregar tinta látex branca.

Impressora látex da HP

Impressora látex da HP

Impressão direta em tecidos

Tendência cada vez maior entre as empresas de estamparia têxtil, os equipamentos de impressão direta em tecido tiveram uma participação tímida, mas não menos importante que as demais tecnologias de grande formato.

Os interessados em impressoras têxteis puderam ver no estande da Serilon a Fabrijet FD-Pro. Criada pela DGI, a máquina conta com nove cabeças Konica Minolta 512 e pode trabalhar na velocidade máxima de 30m2/h.

Fabrijet FD-Pro, na Serilon

Fabrijet FD-Pro, na Serilon

Já a DigiFab levou a StampaJet IN-64, de 1,6m de largura, para trabalhar com tintas ácidas, reativas, dispersas, pigmentadas ou sublimática.

Outra fornecedora de equipamentos para estamparia digital têxtil foi a Welttec, cujo portfólio é composto pela linha VEGA 6000, com máquinas de 1,8m, 3,5m ou 3,2m de largura de impressão, voltadas para indústrias que precisam de equipamentos de alta produtividade.

No-break

O uso de dispositivos como o no-break é fundamental para garantir a correta operação de uma impressora de grande formato. Na feira, estiveram presentes fornecedores desses auxiliares, como a CM Comandos e a Ezatec.

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Entrevista com Ermande Ramos e Marcel Casarino, da EFI

Por Luiz Ricardo Emanuelli em 18/07/2017
InfoSign entrevistou Marcel Casarino, gerente de desenvolvimento de vendas, e Ermande Ramos, diretor de vendas da América Latina, ambos da EFI

InfoSign entrevistou Marcel Casarino, gerente de desenvolvimento de vendas, e Ermande Ramos, diretor de vendas da América Latina, ambos da EFI

Há 12 anos, mais especificamente no dia 3 de junho de 2005, a EFI (Electronics for Imaging) anunciava a aquisição da Vutek, fabricante de impressoras inkjet de grande formato. Sediadas nos EUA, ambas as empresas deram um passo fundamental para a consolidação de uma das maiores potências globais da área de impressão. De lá para cá, a EFI desenvolveu ou comprou dezenas de tecnologias inkjet, para estampar as mais diversas aplicações e mídias, de grandes formatos a rótulos e etiquetas, de cerâmica a madeira, de tecidos a materiais corrugados.

Com uma receita anual de quase 1 bilhão de dólares, a EFI comercializa globalmente soluções de impressão produzidas em centros de desenvolvimento nos EUA, Espanha, Inglaterra, Israel, Itália, Índia e Brasil, onde está a sede comercial responsável pela América Latina. Ernande Ramos é o executivo que está à frente dos negócios da empresa na região. Formado em marketing e matemática aplicada a softwares, Ramos é atualmente o diretor de vendas encarregado por todo continente latino-americano. O lastro do executivo no mercado de comunicação visual começou a ser construído em 1989, quando ingressou na Akad. Nesse meio tempo, passou também por outros fornecedores, como Xerox e Esko. Ele esteve presente na feira Serigrafia Sign 2017, onde concebeu a seguinte entrevista ao lado de Marcel Casarino, gerente de desenvolvimento de vendas da EFI. Com 22 de anos de experiência e formação em tecnologia gráfica, Casarino é recém-contratado da EFI e atuou na gerência comercial da Esko por 15 anos, onde presenciou a evolução da impressão digital de grandes formatos. Ambos falaram sobre tecnologia inkjet, estamparia digital têxtil e características dos mercados de vários países da América Latina.

Quais as principais tecnologias vendidas e desenvolvidas hoje pela EFI?

Ramos: nosso carro-chefe em impressão digital no Brasil é a linha Vutek (de impressoras de grandes formatos). Faz mais de 10 anos que adquirimos a Vutek. A EFI compra e incorpora outras empresas, mas não elimina suas marcas, elas se transformam em linhas de produtos. Além da Vutek, temos a Matan (de impressoras rolo a rolo), a Reggiani (para tecidos), a Jetrion (para rótulos e etiquetas), a Cretaprint (para cerâmica) e estamos lançando a Cubik, que é composta por equipamentos de impressão em madeiras para indústrias de móveis que usam materiais reflorestados que precisam receber estampas. Quanto ao mercado de cerâmica, metade da produção nacional já é impressa em sistemas digitais. Isso porque o digital é mais barato e mais fácil de operar que a flexografia, além de trabalhar em alta velocidade. Temos dois clientes em Vitória (ES) cujo processo de impressão já é totalmente digital.

Além da Cubik, a EFI tem mais alguma tecnologia recém-lançada?

Ramos: temos a Nozomi, máquina para impressão de chapas corrugadas que opera na velocidade de mais de 7.000m2/h. É de altíssima produtividade. Temos um cliente no México que possui sete impressoras digitais de grande formato usadas para estampar displays de PDV em papelão ondulado. Ele assinou uma pré-ordem de uma Nozomi, que, além de substituir as sete máquinas, vai triplicar toda a produtividade. Já assinamos seis pré-ordens dessa máquina para a América Latina, mas nenhuma no Brasil, ainda. No mundo, temos 60 Nozomi vendidas, esperando para serem instaladas. É uma tecnologia que também pode substituir tecnologias convencionais como flexografia e offset.

A Nozomi foi desenvolvida pela própria EFI. Como isso aconteceu?

Ramos: o pessoal do desenvolvimento aproveitou o know-how de fabricação da Cretaprint para projetar a Nozomi. Porém, a Nozomi é maior, com largura de 1,8m e 18 cabeças por cor. Além disso, a EFI também tem conhecimento nos demais elementos fundamentais para o funcionamento de uma impressora digital, como softwares, servidores, sistemas de calibração de cor e tintas. Aliás, somos o maior fabricante de tintas UV do mundo.

Como vocês estão trabalhando essas linhas no Brasil?

Ramos: o mercado de grande formato e comunicação visual é o mais importante para nós. A crise econômica nos afetou nos últimos três anos. Porém, em 2017 tivemos uma retomada muito rápida. Vendemos mais no primeiro semestre deste ano do que o ano passado inteiro. Acho que o empresariado começou a entender que precisamos descolar a política dos negócios. Além disso, o parque nacional de máquinas é muito antigo, não só de Vutek, mas também de equipamentos concorrentes. Por exemplo, fazia três anos que não vendíamos impressoras com 5m de largura.

Ainda há demanda por impressoras com 5m de largura?

Ramos: sim, a impressão de gigantografia ainda é forte. O “cidade limpa” é uma lei apenas da cidade de São Paulo. Nas proximidades, como Osasco e Barueri, a instalação de painéis gigantes está liberada. Mas a Quantum 5, uma das nossa impressora de 5m, pode ser usada para outras aplicações de sinalização. Ela imprime e corta na horizontal e na vertical e faz estampas verso e frente em registro. No primeiro semestre de 2017, vendemos três unidades desse equipamento.

Quais outras linhas de impressoras para comunicação visual vocês estão trabalhando no Brasil?

Ramos: atualmente, nosso carro-chefe em comunicação visual é a impressora GS3250Lx. É uma máquina verdadeiramente híbrida e chega a produzir na velocidade máxima de 320m2/h. É indicada tanto para rolos quanto para chapas. É o nosso carro-chefe em toda a América Latina.

E as impressoras de entrada?

Ramos: temos a H1625, que é para o mercado de comunicação visual. Ela é vendida na versão RS (para impressão de sinalização de trânsito) e na versão SD (para produtos termomoldáveis). No Brasil, as máquinas UV de entrada não são nosso foco, porque no país há muitas impressoras solvente. Aqui, ainda se compra muito solvente, embora isso não aconteça em países desenvolvidos.

A EFI só trabalha com tecnologia UV?

Ramos: 95% da nossa linha é composta por impressoras UV LED, o restante é de equipamentos UV com lâmpadas. E atualmente estamos desenvolvendo uma tecnologia UV à base d’água. Mostramos um protótipo na feira Drupa de 2016. Trata-se de uma tinta UV que usa água como condutor. Isso vai baratear muito o custo da tinta, em pelo menos 50%. Será um divisor de águas no mercado. Esperamos que o mercado migre para esse caminho. A tecnologia ainda está sendo testada, mas, seguramente, vai evoluir.

Como é a atuação comercial da EFI no Brasil?

Casarino: trabalhamos com revendedores, como a Serilon, a Alphaprint e a Apolo. Fazemos esses elos, ajudando e entendendo o que o cliente espera. Vamos continuar a dar muita atenção aos clientes de sign. Porém, vamos cuidar de outros mercados, como os de tecidos e corrugados. Por exemplo, com impressão têxtil, vamos atuar tanto em nichos de sinalização quanto em nichos de moda e vestuário. Temos clientes na região Sul do país que são totalmente voltados para essa área de fashion.

Fale um pouco mais sobre o mercado de estamparia digital em tecidos.

Ramos: quando falamos de tecidos, hoje nosso maior mercado de atuação é o de moda, e não o de comunicação visual. O soft signage é um negócio que na América Latina ainda não decolou, mas está a todo vapor nos Estados Unidos e Europa. Na própria Serigrafia Sign, uma feira de comunicação visual, não tem sinalização em tecido! Existe certa mística de que tecido é caro. Sim, o metro de tecido é realmente mais caro em comparação ao da lona. Mas é preciso comparar toda a cadeia produtiva. Por exemplo, quanto custa instalar um painel de 2m × 3m em lona? É uma estrutura mais cara do que a exigida pelo tecido. E tem a questão do transporte. Transportar um tecido é muito mais fácil e menos oneroso. Se amassar o tecido, basta passá-lo. Isso não é possível com a lona. E o descarte? O tecido é totalmente ecológico, coisa que o banner não é.

O que falta para a impressão digital em tecido vingar de vez no Brasil?

Ramos: falta mostrar todas as vantagens do processo como um todo, de ponta a ponta. Mesmo na América Latina, já temos clientes que compraram impressoras Reggiani e migraram suas produções de banner de lona para tecido. Esses clientes perceberam a vantagem da impressão têxtil, pois levaram em consideração toda a cadeia produtiva. Por exemplo, o México começou a abrir os olhos para a impressão digital têxtil porque os Estados Unidos estão demandando cada vez mais banners em tecidos. A América Central é um polo têxtil muito forte. Mas o mercado da estamparia têxtil digital para sinalização na América do Sul ainda não decolou.

Fale um pouco mais sobre o mercado da América Latina.

Ramos: o México, por exemplo, tem uma característica especial: mexicano gostava de fazer negócio com mexicano. É muito difícil entrar lá, a menos que haja uma estrutura local de revendedores. Eles são muito regionalistas. Além disso, exportam muito para os Estados Unidos, porque a mão de obra é barata e há vantagens fiscais por causa dos acordos comerciais regionais. Em termos de comunicação visual, o México é diferente do Brasil: lá os birôs recebem o rolo de mídia branca do cliente, imprimem e devolvem os rolos impressos, num custo muito menor. É só o custo da tinta e da operação da máquina. No Brasil, os birôs prestam o serviço inteiro, da pré-impressão à instalação. Os países da América Central são pequenos, mas muito ricos. Alguns dos nossos maiores clientes estão em Porto Rico, Panamá e Costa Rica, onde existe um enorme polo de produção cerâmica. A Argentina passou por um período econômico complicado, mas melhorou muito no ano passado. A Argentina e o Uruguai são muito próximos em termos comerciais. A Colômbia é um país que está passando por um processo de abertura muito interessante. Já a Venezuela não vai nada bem.

E a influência da China nos negócios de comunicação visual no Brasil?

Ramos: teve um boom de máquinas chinesas há uns cinco anos. A grande questão é: as fornecedoras que vendem impressora chinesa crescem rapidamente, vendem muito. Mas elas não conseguem dar todo o suporte de pós-venda e assistência técnica. As máquinas começam a dar muito problema, e as fornecedoras não conseguem suportar a quantidade de atendimentos técnicos.

Gostariam de fazer alguma consideração final?

Casarino: quero entender a demanda de cada cliente. Vamos implementar um processo de melhoria, para ajudar o cliente a se desenvolver. E estamos falando de todos os tipos de clientes, inclusive aquela pequena empresa que sonha em ter uma EFI.