Pacote de softwares Roland PrintStudio é lançado

Por Luiz Ricardo Emanuelli em 11/04/2017
Suite é indicada para rasterização e gerenciamento de cores em grandes formatos

Suite é indicada para rasterização e gerenciamento de cores em grandes formatos

A Roland DG, fabricante de impressoras digitais, anunciou o lançamento do Roland PrintStudio (RPS), pacote de softwares RIP e de gerenciamento de cores desenvolvido pela Caldera, para otimização de processos de impressão de grande formato.

Segundo a empresa, os aplicativos oferecem recursos avançados para a geração de cores especiais, com suporte a amostras RAL, HKS e Pantone e a bibliotecas de cores Roland Color & Metallic.

Os usuários também podem criar templates de saída personalizados que lhes permitam produzir materiais para atender às diversas necessidades de seus clientes.

Capaz de criar perfis ICC e dar suporte a espectrofotômetros, o RPS também oferece ferramentas de aproveitamento de mídia (para diminuir desperdícios) e de criação de sangrias, que elimina linhas brancas nas arestas de corte.

Para auxiliar no acabamento, o aplicativo disponibiliza ferramentas para adicionar marcas de ilhós e executar a panelização automaticamente.

O Roland PrintStudio pode ser encomendado através da rede de distribuidores autorizados da Roland DG.

Fonte: Roland



Os iluminantes: fundamentais no gerenciamento de cores

Por Pedro Gargalaca em 05/12/2012

Neste artigo técnico, há informações sobre os iluminantes CIE usados para o controle e gerenciamento de cores.

Luz e iluminantes

Qualquer luz emite energia nas diferentes faixas de comprimento de onda do espectro visível. Ao resultado gráfico disso, damos o nome de "curva de distribuição de energia espectral dos iluminantes".

O gráfico abaixo mostra a emissão energética da luz do dia (com temperatura de cor de 6500K). O eixo horizontal representa os comprimentos de onda (entre 300 e 820nm). Já o eixo vertical representa a energia relativa espectral. O pico da curva ocorre aos 460nm, na região dos azuis. Ou seja, a aparência dessa luz será azulada. Portanto, os objetos observados sob este iluminante tenderão a parecer mais azulados.

Emissão energética espectral da luz do dia, com temperatura de cor de 6500K

Iluminante e fonte luminosa

Também é importante entender a diferença entre fonte luminosa e iluminante. De acordo com Billmeyer e Saltzman, uma fonte depende de energia para gerar iluminamento. Por exemplo: as lâmpadas que usam energia elétrica. Já um iluminante é definido por sua curva de energia espectral, que não precisa existir necessariamente.

Para a análise das fontes, usa-se um espectroradiômetro (ou um equipamento EyeOne). Os iluminantes são especificados por curvas de energia espectrais teóricas. Assim, podemos desenhar um gráfico, e ele passa a ser um padrão de iluminante.

Índice de Reprodução de Cor (IRC)

Os testes para verificar se uma fonte luminosa se aproxima de um padrão internacional (iluminante) é conhecido como CRI ("Color Rendering Index", ou Índice de Reprodução de Cor, o IRC).

A escala que classifica as fontes luminosas vai de 0 a 100 (o ponto 100 simula a luz do dia, isto é, a visualização do iluminante padrão D65).

A recomendação de algumas normas internacionais, como a ISO 3664, é que este índice seja sempre superior a 90, para que as fontes luminosas sejam confiáveis (para análise e gerenciamento de cores).

Porém, quanto maior o CRI de uma fonte, mais cara ela é: uma lâmpada com CRI acima de 90 custa mais do que uma com CRI inferior a 90.

Saiba que não existe nenhuma fonte luminosa que atinja o valor de CRI igual a 100.

Como os iluminantes afetam a cor

Vamos dar um exemplo: temos uma caixa nas cores preta, azul e verde. Ela fica numa sala com luz vermelha. Nessas condições, aos nossos olhos, vai parecer que a caixa é preta, pois todas as cores dela absorvem a cor vermelha e, portanto, nenhuma luz chega a nós.

Outro fenômeno é a metameria de iluminante. Duas cores parecem iguais quando vistas sob a mesma fonte luminosa, mas se tornam diferentes quando observadas sob outra. Por exemplo: uma cor com três pigmentos (vermelho, azul e amarelo) gerou a seguinte curva de reflectância espectral:

Na produção de um novo lote desta cor, o colorista teve que utilizar um tom alternativo, pois o vermelho que ele usava parou de ser fornecido. O resultado da formulação gerou a seguinte curva de reflectância:

Assim, chegamos a algumas conclusões:

  • Quando as duas cores são observadas sob a luz do dia, que ressalta as deficiências de azul, elas ficam com aparência idêntica. Isto se deve ao fato de que as duas curvas de reflectância espectral não possuem diferenças na região do azul;
  • Quando as duas cores são observadas sob a fonte de luz CWF, que é a lâmpada fluorescente branca fria, a aparência das duas cores começa a parecer diferente, pois a CWF ressalta os defeitos da região de verde. Como as duas curvas de reflectância já apresentam certa deficiência nesta região, os defeitos ficam mais evidentes;
  • Quando estas cores são observadas sob a fonte de luz incandescente, que ressalta as deficiências de vermelho e amarelo, a diferença fica muito perceptível, pois as curvas de reflectância são muito diferentes nesta região do gráfico.

Escolha o iluminante

Qual o iluminante correto para avaliar as cores do impresso? Resposta: aquele que mais se aproxima ao iluminante do local onde o impresso será visto e ficará exposto.

Por exemplo: se o impresso ficar em ambientes externos, escolha iluminantes que representem as variações da luz do dia. Se o impresso for instalado numa loja de departamento, escolha os iluminantes fluorescentes.

Saiba qual é a fonte luminosa (e o seu fabricante) utilizada no ponto de venda. Assim, você pode obter a curva de distribuição espectral da fonte e compará-la com as curvas dos iluminantes padrão CIE.

Outro exemplo: se a fonte utilizada no ponto de venda for a GE Branca Fria, pesquise as curvas de distribuição espectral nos catálogos da General Electric.

iluminante para gerenciamento de cores

Comparação entre iluminante de uma fonte GE e o iluminante CIE F2

O padrão para o iluminante CIE F2 foi baseado numa média de fontes fluorescentes "branca fria" disponíveis no mercado. Comparando as duas curvas de distribuição energética espectral acima, podemos observar que a curva da lâmpada da GE não é igual à curva do iluminante CIE F2. Mas elas são similares.

Se medirmos o CRI da lâmpada da GE, vamos obter algo próximo de 90. Portanto, ao medirmos com o espectrofotômetro usando o iluminante F2, estaremos simulando como o impresso será visto no ponto de venda.

Porém, nem todos os fabricantes permitem acesso às curvas de distribuição espectral de seus produtos. Nesta situação, precisamos saber se as cores produzidas não são metaméricas, e devemos avaliar a reprodução da cor em três iluminantes: D65 (luz do dia), F2 e A (Incandescente).

Se as variações de delta E não forem grandes entre esses três iluminantes, não haverá problemas em qualquer que seja o ambiente onde o impresso será exposto.

Fonte: Coralis. Edição do texto: InfoSign



RIP da ColorGate chega à versão 8.10

Por Luiz Ricardo Emanuelli em 14/07/2014

Novas ferramentas foram incorporadas ao RIP Colorgate 8.10

Novas ferramentas foram incorporadas ao RIP ColorGate 8.10

A ColorGate, desenvolvedora de softwares, anunciou a versão 8.10 dos aplicativos Productionserver, Filmgate, Plategate e Proofgate, que apresentam os seguintes itens aperfeiçoados:

Adobe PDF Print Engine (APPE) 3.3
Função com maior capacidade para processar cores especiais. Além disso, ajuda a aumentar a velocidade do RIP e a compatibilidade de formatos de arquivos digitais.

Container+

A função "arrastar e soltar" foi melhorada. A janela de diálogo foi redesenhada para dar um panorama mais rápido dos trabalhos em produção.

Support Helper

Função que ajuda os usuários ao encurtar o processo de responder e resolver problemas técnicos. Dentro do software RIP, a função Support Helper oferece acesso mais rápido à área de suporte da  ColorGate, ao TechBlog e ao sistema web da empresa.

Media and Light Profiler Module (MLPFM)
Permite alterar dados de cores e iluminantes de perfis ICC já existentes. Assim, é possível considerar outros substratos e especificações de iluminação. Além disso, o MLPFM permite o ajuste do perfil em termos de iluminantes (D50, D55, D65, Iluminante A e Tungstênio).

Trim Nesting Module (TNM)
Gerencia a localização automática de vários trabalhos na área de impressão e adiciona marcas de cortes (para acabamento).

Drivers

O Productionserver 8.10 recebeu o certificado para as novas impressoras HP DesignJet-Z5400 e HP Látex 310, 330 e 360. O software oferece três métodos de criação de perfis de cores (ICC) para essas máquinas:

  • por meio de dispositivo de medição interno;
  • por meio de dispositivo de medição interno em combinação com o Profiler Module (PFM);
  • por meio de dispositivo de medição externo em combinação com o Profiler Module (PFM).

Fonte: Colorgate