OneVision lança software de pré-impressão digital

Por Luiz Ricardo Emanuelli em 10/01/2018
Wide Format Automation foi desenvolvido exclusivamente para rodar impressoras de grandes formatos

Wide Format Automation foi desenvolvido exclusivamente para rodar impressoras de grandes formatos

A desenvolvedora OneVision anunciou no mercado internacional o lançamento do Wide Format Automation, aplicativo de pré-impressão para rodar impressoras de grandes formatos.

Com ferramentas específicas de nesting, panelização e acabamento de banners, o software permite a criação de fluxos de trabalho mais ágeis.

Segundo a empresa, a primeira etapa a ser executada por quem usa o software é a calibração da entrada de cores. Isso envolve verificar a qualidade dos dados de impressão dos trabalhos recebidos, para verificar erros. Dependendo do tipo de trabalho, é possível incluir também a geração de marcas de registro e códigos de barras no início do processo. Após a otimização de dados, as transparências são achatadas para acelerar o processo de impressão e evitar erros de cor.

O aplicativo oferece ferramentas para organizar de forma inteligente trabalhos de impressão, sendo elees de vários clientes, em diferentes formas, em uma única folha ou em rolo. Trata-se da otimização do uso dos substratos, para reduzir a quantidade de resíduos e desperdícios.

Outra ferramenta oferecida pelo software é o gerenciador de corte, que corrige linhas de corte danificadas ou incompletas. Sangria, marcas de verniz ou máscaras brancas podem ser criadas por meio de um processo automatizado.

Já o Tiling & Paneling permite que os formatos muito grandes de imagem sejam divididos em vários arquivos menores para impressão. O Inksave permite economizar tintas CMY sem comprometer a qualidade, enquanto a conexão direta com o Onyx disponibiliza dados de impressão otimizados para controlar o RIP.

Fonte: OneVision



Canon dos Estados Unidos anuncia novas impressoras imagePROGRAF iPF MFP M40

Por Luiz Ricardo Emanuelli em 20/02/2013

A subsidiária norte-americana da Canon, fabricante de soluções gráficas, incrementou a sua linha imagePROGRAF, de impressoras de grande formato, ao adicionar mais cinco modelos IPF MFP M40, que são:

  • iPF825 MFP M40 (1,12m de largura): com dois cilindros no sistema de alimentação de substratos;
  • iPF815 MFP M40 (1,12m de largura): com um cilindro no sistema de alimentação de substratos;
  • iPF765 MFP M40 (0,9m de largura): com 250GB no disco rígido e cesta para recolhimento de mídia;
  • iPF760 MFP M40 (0,9m de largura): com cesta para recolhimento de mídia;
  • iPF750 MFP M40 (0,9m de largura): com cesta padrão para recolhimento de mídia.

Segundo a fornecedora, as máquinas têm recursos como fluxo de trabalho baseado em computação nas nuvens. Além disso, elas oferecem o dobro de resolução óptica (do scanner) em relação às versões anteriores da linha imagePROGRAF.

Sam Yoshida, vice-presidente do Imaging Group Solutions, da Canon EUA, comentou sobre as novidades: "Esses equipamentos aceitam uma gama mais ampla de papéis. Um número maior de empresas de arquitetura e instituições de ensino podem se beneficiar do novos recursos delas".

Nova impressora Canon imagePrograf M40

Nova impressora Canon imagePrograf M40

Fluxo de trabalho

A nova linha de impressoras imagePROGRAF IPF MFP M40 inclui o software SmartWorks MFP, usado para controlar todas as etapas do processo produtivo, oferecendo aos usuários funções de edição (como inverter e espelhar) e ajustes da  própria impressora.

Os novos equipamentos também incluem o Canon’s Direct Print & Share, uma solução nas nuvens, que permite a visualização, compartilhamento e impressão de arquivos.

Além disso, as novas máquinas vêm com os seguintes recursos:

  • PosterArtist Lite: software de criação de cartazes;
  • Contabilidade: informa sobre os trabalhos produzidos (consumo de materiais, tipo de mídia e tamanho de saída), permitindo aos operadores obter custos de impressão, para a criação de orçamentos mais precisos;
  • Plug-in para o Microsoft Office: ajuda imprimir arquivo criados em programas Microsoft Word, Excel e PowerPoint.

Fonte: Canon USA. Texto: InfoSign



Transfer digital: vantagens, dificuldades e processos

Por Jimmy Lamb em 14/09/2013

O transfer surgiu como alternativa barata à serigrafia, mas infelizmente o resultado que ele conferia ficava bem abaixo do esperado. Além de reproduzir imagens sofríveis, o transfer tinha a tendência de rachar e descascar depois de duas ou três lavagens. Com isso, ele criou uma má reputação. Mas os transfers digitais de hoje são bem diferentes, pois contam com tintas especiais, e não adesivos.

A primeira etapa do processo de criação de um transfer digital é a reprodução das imagens, realizada com uma impressora inkjet (usando o tipo certo de tinta) sobre um papel especial. Em seguida, o papel é colocado com a face para baixo sobre o produto (camiseta) e a prensa térmica aplica a tinta, por meio de calor.

      Saiba mais sobre sublimação:

A combinação de calor e pressão faz com que a tinta seja transferida do papel para o substrato. O papel transfer é então removido e descartado, deixando uma impressão na peça (no caso da sublimação, a imagem é realmente incorporada à superfície). Dependendo do equipamento, leva-se menos de dois minutos para imprimir e prensar.

Vantagens do transfer digital

O transfer digital realmente percorreu um longo caminho, especialmente em relação à  capacidade e ao custo. Hoje, ele tem retorno de investimento rápido, com custos iniciais razoáveis, que variam de 500 a 2.100 dólares (valores válidos para o mercado dos EUA), sem incluir a prensa térmica. Mas um dos aspectos mais atraentes do transfer digital é a capacidade de fazer trabalhos sob demanda.

Com a impressão digital, não é preciso se preocupar com separações de cores, criação de matrizes, setups etc. Se você tiver uma imagem de qualidade (com 350dpi), será possível começar a imprimir transfers em poucos minutos.

Há impressoras a jato de tinta que podem dar saída a imagens coloridas com 20 x 25cm em menos de 40 segundos; o processo de impressão é muito rápido. E, em seguida, a prensagem leva mais um ou dois minutos.

Prensa térmica é equipamento que aplica calor e pressão, para transferir a imagem do papel para a camiseta

Prensa térmica é equipamento que aplica calor e pressão, para transferir a imagem do papel para a camiseta

O processo que vai da arte ao produto é acabado em questão de minutos. Do ponto de vista de vendas, você poderia passar uma manhã criando amostras para potenciais clientes e, na parte da tarde, sair batendo na porta deles.

A impressão digital também é ideal para pequenas produções, o que é um bom complemento para quem já trabalha com serigrafia. Assim, é possível lidar com pequenas ordens de serviço usando transfers digitais de baixo custo, enquanto seus outros equipamentos ficam ocupados com tiragens maiores.

É importante utilizar a tinta adequada para a superfície a ser impressa. É uma questão de química. A escolha incorreta trará resultados inferiores. Com o uso da tinta digital errada, a qualidade e a longevidade da imagem irão declinar. Por exemplo, com camisas de algodão, é preciso usar uma tinta que se ligue às fibras de algodão. Mas quando se trata de fibras de poliéster, será preciso um tipo diferente de processo: a sublimação.

Transfer sublimático

A sublimação utiliza o mesmo processo de produção de qualquer outro transfer digital, mas o processo químico é muito diferente. A tinta sublimática usa corante, e é formulada para fibras sintéticas. Durante a prensagem, a sublimação da tinta se transforma em gás, e as fibras de polímero abrem-se para receber esse gás. A tinta, em seguida, penetra nas fibras.

Quando o calor é retirado, as fibras fecham-se e retêm permanentemente a tinta. Com peças de vestuário, o resultado final desse processo é uma imagem que não desaparece nem descasca durante as lavagens. No caso de materiais rígidos, a superfície não lasca ou descasca.

Com o transfer, é possível estampar uma série de objetos e materiais, desde que eles estejam devidamente preparados para receber a tinta

Com o transfer, é possível estampar uma série de objetos e materiais, desde que eles estejam devidamente preparados para receber a tinta

A impressão tradicional aplica a tinta sobre a superfície. A aplicação de calor transfere a tinta e ativa determinados agentes (aglutinantes) para ligar a tinta à superfície. Por sua vez, a sublimação é um processo que não emprega aglutinantes.

A chave para a sublimação é a fibra de polímero. Com a crescente popularidade das peças de vestuário à base de polímeros, é importante que você concentre-se em usar a tinta certa para elas.

Mas a sublimação não se limita a vestuário. Placas, prêmios, painéis de fotos, produtos promocionais, sinalização, bandeiras, decoração e joias são alguns produtos que podem ser sublimados. A única exigência é que eles tenham uma superfície de polímero ou que tenham revestimento.

Dificuldades

Independentemente do conjunto de tintas escolhido, um dos desafios da impressão digital é o gerenciamento de cores. Isso porque você cria as cores por meio de softwares. Em seguida, a impressora faz a reprodução delas.

O primeiro problema é que o que sai da impressora nem sempre corresponde ao que está na tela do computador. Há duas razões para isso: gama de cores e conversão de cores.

Nem tudo o que você vê no monitor vai ser reproduzido pela sua impressora

Nem tudo o que você vê no monitor vai ser reproduzido pela sua impressora

A gama de cores refere-se ao espectro tonal que um dispositivo pode reproduzir. No caso de um monitor, ela é geralmente maior do que a de uma impressora a jato de tinta. Assim, é possível haver cores na tela que não serão reproduzidas pela impressora.

A segunda razão é que os monitores costumam usar um processo aditivo (RGB), enquanto uma impressora digital utiliza um processo subtrativo (CMY). Assim, acontece um problema de "tradução" entre as cores do monitor e da impressora (saiba mais sobre gerenciamento de cores para impressoras a jato de tinta).

Conclusão

Então, se você está procurando um sistema de baixo custo, considere a impressão e o transfer digital. Certamente existem limitações nesses processos, como a necessidade de usar diferentes tintas para diferentes superfícies. Mas os transfers digitais são versáteis e rentáveis.

Sobre o autor: Jimmy Lamb escreve e palestra sobre sublimação e impressão em tecidos mundo afora. Tem mais de 20 anos de experiência no negócio de vestuário e decoração. Atualmente, é o gerente de comunicação na Sawgrass Technologies.

Esse artigo técnico foi cedido, com exclusividade, pela Sawgrass ao portal InfoSign, que traduziu e adaptou o texto.