Mutoh lança concurso de skins para impressora

Por Luiz Ricardo Emanuelli em 03/12/2012

impressora mutoh adesivada

Crie uma capa para a sua impressora Mutoh e participe do concurso de skins que a fabricante está promovendo

A fabricante Mutoh está promovendo uma competição de skins. Patrocinada pela The Bad Wrap, a ideia é fazer com que designers e impressores criem "capas" divertidas e criativas para os modelos de equipamento da empresa (Mutoh).

As inscrições podem ser feitas até 1º de março de 2013 pelo próprio site da fabricante. Para participar, basta preencher o formulário específico e enviar um projeto próprio. Há algumas regras:

  • O skin não pode conter imagens ou frases consideradas inapropriadas;
  • Seguir todos os parâmetros apresentados no formulário de inscrição;
  • Serão aceitados vários skins de uma mesmo participante;
  • Somente impressoras Mutoh devidamente envelopadas com o skin serão qualificadas;
  • Todos os desenhos submetidos ao concurso passarão a ser propriedade da Mutoh America.

O julgamento será baseado em criatividade, ajuste e acabamento do envelopamento.

Os três primeiros colocados serão premiados. O primeiro terá seu projeto apresentado durante a Expo ISA 2013, em Las Vegas. Além disso, será incluído nas propagandas da marca. E não para por aí: o campeão também leva um tablet Wacom Cintq 21UX Graphics (no valor de 1.999 dólares) e um vale da Bad Wrap (avaliado em 2.499 dólares). Os segundo e terceiro lugares recebem um kit da Mutoh com 220ml de tintas e um ano como membro da Bad Wrap. Participe!

Fonte: Mutoh. Texto: InfoSign



Equipamentos HP são usados para impressão de arte e decoração na Casa Cor São Paulo

Por Luiz Ricardo Emanuelli em 17/07/2014

Personalização de ambientes domésticos e comerciais pode ser realizada com impressoras látex

Personalização de ambientes domésticos e comerciais pode ser realizada com impressoras látex

A HP, fabricante de impressoras digitais, e o Lotus Sign, birô de comunicação visual, expuseram na Casa Cor São Paulo 2014 diversos impressos decorativos, como quadros de acrílico, papéis de parede e gigantografias.

As impressões realizadas com equipamentos HP foram instaladas em ambientes desenvolvidos pela Joia Bergamo, em painéis de acrílico no Camarote Caras, no ambiente Kenwood e na exposição do Lounge Ayrton Senna Sempre.

Os materiais foram impressos com tinta látex, que permite a personalização de ambiente e não tem cheiro. O insumo possibilita a impressão em materiais flexíveis (tecidos e papéis) e rígidos (madeira e PVC).

A mostra de arquitetura, decoração e paisagismo acontece em várias regiões da América Latina. Em 2014, o Jockey Club recebe o evento até o dia 20 de julho.

Fonte: HP



Impressão inkjet de pontos variáveis: vantagens, desafios e desvantagens

Por Luiz Ricardo Emanuelli em 30/06/2014

Atualmente, muitas impressoras digitais empregam tecnologia de pontos variáveis (greyscale). O que isso significa? Quais são as vantagens e desvantagens dela?

As primeiras impressoras inkjet usavam cabeças de impressão binárias, que produziam pontos de tamanhos fixos. Pequenos pontos produzem boa definição de imagem, alta resolução e são bons para textos. Pontos grandes podem cobrir áreas maiores e são bons para cobrir grandes áreas chapadas.

Mas estamos vendo um aumento no uso de cabeças de pontos variáveis, que podem produzir diferentes tamanhos de pontos.

Na tecnologia greyscale, a cabeça de impressão consegue formar pontos de tamanhos variáveis

Na tecnologia greyscale, a cabeça de impressão consegue formar pontos de tamanhos variáveis

Há diferentes abordagens. Algumas cabeças disparam volumes variados de tinta para produzir pontos variados, ao passo que outras cabeças ejetam a mesma quantidade de tinta, mas variam a frequência com a qual a tinta é disparada.

Todos os fornecedores concordam que o problema que mais afeta a qualidade de impressão é a precisão na colocação dos pontos no substrato, algo que fica mais complexo quando várias gotas pousam num mesmo local.

Há vários desafios, incluindo a movimentação do sistema de impressão, que cria turbulência e pode desconfigurar o correto disparo da gota. É melhor quando a cabeça está mais próxima da mídia, porque isso reduz a distância de voo (entre a cabeça e o substrato), mas aumenta o perigo de a mídia golpear a cabeça, o que causa problemas técnicos na peça.

A tecnologia binária compõe pontos de tamanho único (fixo)

A tecnologia binária compõe pontos de tamanho único (fixo)

Além disso, o substrato pode não estar perfeitamente plano, especialmente se for flexível, dificultando o processo de impressão. Por esse motivo, os fornecedores de impressoras planas (flatbed) fazem um grande esforço para manter o nivelamento da mesa.

Abordagens práticas

A Océ, que hoje faz parte da Canon, tem usado cabeças Toshiba Tec com tecnologia de pontos variáveis nas impressoras Arizona. Fred Robinson, gerente de projetos das máquinas Océ Arizona, explica: "Fizemos um estudo que levou dois anos. Nele enfatizamos a qualidade e a confiabilidade da tecnologia de impressão. Baseados nesses fatores, decidimos usar os sistema de múltiplas gotas. Na época, fomos um dos primeiros a empregar essa tecnologia no mercado. E achamos que ela ainda é a melhor".

As impressoras Arizona produzem sete diferentes volumes de gotas, de 6 a 42 picolitros. Para ter uma ideia, 6 picolitros equivalem a um terço do tamanho do cabelo humano. Gotas menores são ejetadas e combinam-se no ar (durante o voo) para formar gotas maiores e, consequentemente, pontos maiores.

Kevin MacArthur, engenheiro de sistemas da  Canon Océ, completa: "O ponto menor permite obter a nitidez que precisamos. Isso permite a obtenção de imagens com detalhes nítidos e áreas com cores suaves. Os outros tamanhos de gota preenchem outros espaços maiores".

Océ Arizona emprega tecnologia de pontos variáveis

Océ Arizona emprega tecnologia de pontos variáveis

A HP desenvolveu o sistema HDR (High Dynamic Range) para ser usado nas impressoras Scitex FB 10000. As cabeças HDR300 disparam gotas fixas de 15 picolitros e podem criar múltiplos volumes de gotas ejetando rapidamente várias gotas sucessivamente. As gotas se mesclam durante o voo para formar uma única gota maior.

Assim, a impressora da HP pode criar gotas com volumes de tinta de 15, 30 e 45 picolitros. Cada uma das cabeças HDR300 tem 192 nozzles, com 150 nozzles por polegada. A cabeça usa 12ml de tinta por minuto e pode disparar 24 mil gotas por segundo.

HP Scitex FB 10000 é outro exemplo de impressora que usa a tecnologia greyscale

HP Scitex FB 10000 é outro exemplo de impressora que usa a tecnologia greyscale

A Durst desenvolveu a Variodrop. Trata-se de uma solução multipulso que combina duas voltagens de pulso, sendo que o segundo aumenta o tamanho da gota na hora que se desprende da placa do nozzle, para que caia como uma única gota sobre o substrato. Assim, a impressora Durst Rho P10 produz gotas de 10 picolitros, mas com o multipulso, ela pode aumentar a gota para 15 picolitros.

Conclusão

A impressão de pontos variáveis tem inúmeras vantagens. Ela mistura pontos grandes e pequenos e torna mais fácil a reprodução de gradientes e mudanças de tons. Também pode reduzir o consumo de tinta, porque alguns pontos são bem pequenos e porque ela dispensa o uso de cores adicionais.

Mas a complexidade de combinar várias gotas para formular um único ponto pode diminuir a velocidade da impressora e demandar cabeças de impressão mais caras. Alguns fornecedores acreditam que gotas de tamanho fixo (de 10 a 14 picolitros) são suficientes, e que podem entregar uma boa resolução, desde que sejam dadas múltiplas passadas.

Por ora, em função do equilíbrio entre custo e desempenho, as máquinas menores tem empregado a tecnologia de pontos variáveis para obter maior qualidade de imagem, ao passo que as impressoras maiores, no geral, trabalham com mais velocidade e tecnologia de pontos fixos. E temos visto que novas cabeças com tecnologia de pontos variáveis, como a Epson Precision Core, que são mais robustas.

É também importante notar que fabricantes estão adotando a tecnologia de única passada em impressoras de documentação e rótulos.

Fonte: Fespa