MultiCam introduz nova gravadora a laser

Por Luiz Ricardo Emanuelli em 12/05/2014

Firestar i401 faz parte da linha Synrad

Synrad Firestar i401 é a nova aposta da MultiCam

A MultiCam, fabricante de equipamentos para corte e gravação, lançou no mercado internacional a Synrad Firestar i401, gravadora a laser que faz parte da linha 2000 Series, cujas máquinas são de nível industrial e projetadas para trabalhar com grande variedade de materiais.

A máquina produz feixe de 400w a partir de um único tubo, possui quatro módulos integrados de radiofrequência e apresenta novo design. Segundo a empresa, o equipamento é mais leve e econômico que os modelos antecessores.

As gravadoras a laser da MultiCam apresentam certificado de segurança do Center for Devices and Radiological Health (CDRH).

Máquinas a laser oferecem vantagens únicas em relação a tecnologias similares, pois permitem cortes de alta precisão e com excelente acabamento de borda.

Fonte: My Print Resource



Roland DG Brasil inaugura o novo Creative Center

Por Luiz Ricardo Emanuelli em 26/03/2013

Em solenidade realizada no dia 12 de março, foi inaugurado, na sede da Roland DG Brasil, em Cotia, o novo Creative Center — um espaço dedicado a exibir aplicações executadas por meio das máquinas e soluções fabricadas pela empresa.

O objetivo do centro é apresentar (a empresários, técnicos e clientes) as potencialidades dos equipamentos, que não se limitam a trabalhar apenas com banners de lona e envelopamentos de vinis adesivos.

Novo Creative Center, da Roland, é repleto de produtos saídos de impressoras digitais

Novo Creative Center, da Roland, é repleto de produtos saídos de impressoras digitais

A ideia do espaço foi plantada em 2007, durante uma reunião, no Brasil, com executivos de várias subsidiárias internacionais da Roland. Na ocasião, o então presidente da Roland brasileira, Takao Shirahata, apresentou diversas aplicações incomuns, criativas e personalizadas desenvolvidas por birôs e gráficas digitais do país.

Tomando a ideia emprestada, os executivos da Roland italiana montaram o primeiro Creative Center do mundo. Bem-sucedida, a proposta espalhou-se entre as subsidiárias da fabricante japonesa, até ser colocada em prática no país que a inspirou, o Brasil.

Ambiente apresenta objetos personalizados para decoração e arquitetura

Ambiente apresenta objetos personalizados para decoração e arquitetura

Segundo Anderson Clayton, gerente de marketing da Roland DG Brasil, o Creative Center serve como referência não apenas para os clientes, mas também às revendas dos equipamentos da marca. "A ideia é reunir todas as aplicações que as máquinas conseguem fazer, mostrando como expandir negócios e abrir mercados", declara Clayton.

Na solenidade, também estiveram representantes de revendas Roland. Entre os presentes, estava Cláudio Gurgel, da Textos e Contextos, parceira da marca japonesa desde 1998. O executivo disse ter grande interesse em implantar, também, um espaço similar ao Creative Center no show room da empresa, a fim de expor materiais diferenciados aos seus clientes no Rio de Janeiro.

Envelopamentos e adesivação não podiam faltar ao Creative Center

Envelopamentos e adesivação não podiam faltar ao Creative Center

O espaço, atualmente, agrega as seguintes instalações e produtos:

  • Itens de vestuário (personalizados com sublimação);
  • Itens de vestuário (personalizados com sublimação);
  • Itens de decoração, como puffs, almofadas e adesivos de parede;
  • Brinquedos personalizados;
  • Quadros: reprodução de fotografias e obras de arte (fine arts);
  • Móveis: mesas e cadeiras customizadas;
  • Rótulos e etiquetas em garrafas e embalagens;
  • Artigos para festas;
  • Pisos decorados.

Fonte: Roland DG Brasil



Aplicação de vinil adesivo: quando usar primer ou vedador de bordas – Parte 1

Por Eduardo Yamashita em 01/11/2016
Primer atua como elemento de adesão entre a superfície e o vinil adesivo aplicado

Primer atua como elemento de adesão entre a superfície e o vinil adesivo aplicado

Muitos profissionais de comunicação visual têm dúvidas sobre o correto uso de primer e vedadores de bordas nos trabalhos de aplicação de vinil adesivo. Para ajudá-los a fazer a melhor escolha, este artigo técnico, dividido em duas partes, apresentará conceitos, aplicações e cuidados.

Primer

Líquido composto com resinas (acrílica ou vinílica) dissolvidas em solventes hidrocarbonetos aromáticos, como o acetato de butila. Trata-se de uma tinta de alta aderência, também conhecida como promotor de aderência. O principal objetivo do primer é aumentar a aderência à superfície. É na camada do primer que o vinil adesivo será aplicado.

Há um primer específico para cada tipo de material (plásticos, madeira, entre outros). No entanto, algumas superfícies plásticas não apresentam as condições ideais para a adesivação de vinis adesivos. Isso ocorre por não serem porosas, quimicamente inertes e/ou com baixa energia superficial. A adesão de adesivos sobre filmes plásticos depende dos seguintes fatores:

Tensão superficial

Está relacionada à força coesiva, que é responsável pela união das moléculas de um líquido. Na superfície, essa força tende a ser maior, pois as moléculas não estão ligadas umas às outras por todos os lados. Isso provoca a formação de um filme invisível na superfície do líquido, que faz com que seja mais difícil movimentar um objeto sobre essa superfície do que se ele estivesse completamente submerso. A força necessária para romper um filme de 1cm de comprimento é chamada de tensão superficial, sendo expressa em dinas por centímetro.

Sem a devida adesão, o vinil adesivo depois de aplicado pode começar a descolar, como apontado nessa imagem

Molhabilidade

As forças entre moléculas diferentes são chamadas de forças adesivas. Para que um líquido forme uma película uniforme sobre um sólido (em vez de formar gotículas), é necessário que sua tensão superficial seja inferior às forças adesivas entre o líquido e o sólido. Quando isso ocorre, o líquido tem uma excelente molhabilidade sobre o sólido, ou seja, ele se espalha sobre o sólido. A molhabilidade pode ser medida pelo ângulo de contato entre o líquido e a superfície, o qual permite quantificar a afinidade entre o líquido e o sólido. O ângulo nulo indica ótima afinidade e, portanto, máxima molhabilidade.

Quando se aplica um adesivo sobre uma superfície de polietileno sem tratamento, ele não entrará em contato totalmente com a superfície, formando áreas sem contato, porque a tensão superficial do adesivo é superior às forças adesivas entre o adesivo e o plástico.

Tensão superficial e molhabilidade são duas características a serem observadas no momento da aplicação do primer

As poliolefinas (polímeros compostos por carbono e hidrogênio, como polietileno e polipropileno) apresentam as maiores dificuldades de adesão, porque, além de possuírem baixa molhabilidade, são apolares, ou seja, incompatíveis com adesivos, que são polares. Por isso, os plásticos, antes de passarem pelo processo de adesivação, devem ser submetidos a um tratamento superficial, com o objetivo de modificar suas superfícies e melhorar suas características de adesão. Os tipos de tratamento superficiais mais comuns para plásticos são:

- Tratamento químico

Consiste na aplicação de um verniz na superfície de materiais (folhas de alumínio, papéis e plásticos), de modo a criar condições para a ancoragem de tintas, adesivos e outros revestimentos. Ele é o mais utilizado na aplicação de vinis adesivos em plásticos. Em substratos porosos, como madeira e gesso, o verniz também sela a superfície, de modo a evitar a posterior libertação de ar contido nos poros, que ocasionará bolhas no revestimento final.

- Corona

Consiste na aplicação de descargas eletrostáticas sobre a superfície do substrato, de modo a aumentar sua energia superficial e melhorar a ancoragem do adesivo. Ele é aplicado ao plástico por meio de um equipamento composto por fonte de alta frequência, transformador de alta voltagem e estação de tratamento. Essa última consiste em um par de eletrodos: um deles tem alto potencial, o outro é composto por um cilindro de metal aterrado e revestido por um material isolante que suporta o substrato. O efeito é obtido pela ionização do oxigênio presente entre os eletrodos, que polariza a superfície do filme e aumenta sua energia superficial. Esse é o principal tratamento aplicado nos filmes de polietileno e polipropileno, podendo ser utilizado também em outros materiais, como PET e BOPP.

- Tratamento a chama

É realizado pela combustão de um gás (metano, propano ou butano). A chama atua sobre a superfície do filme, que é resfriado imediatamente ao passar por um cilindro com água gelada. O tratamento a chama permite efeitos mais intensos, não atinge o lado oposto do material, não provoca microfuros e apresenta baixo decaimento do nível de tratamento com o tempo. Entretanto, ainda não é possível sua aplicação em filmes de PE e PP, devido às baixas velocidades das máquinas extrusoras, sendo mais aplicado em filmes de BOPP.

Sobre o autor: Eduardo Yamashita é consultor técnico especializado em vinis adesivos, envelopamento de carro e comunicação visual