Férias: livre sua impressora de possíveis entupimentos

Por Luiz Ricardo Emanuelli em 13/12/2012

impressora ampla

Antes de sair de férias, faça a manutenção nas cabeças de impressão

Antes de deixar suas impressoras digitais sem funcionar por um determinado período (férias), é recomendado realizar alguns procedimentos para prevenir o entupimento das cabeças de impressão empregadas nas máquinas.

Recentemente, a Ampla divulgou um documento que orienta essa manutenção tão necessária. Confira o que deve ser feito (procedimento válido apenas para modelos da fabricante):

Com o equipamento desligado, afrouxe o parafuso com uma chave. Retire o manípulo de altura do carro de impressão e solte os quatro parafusos.

Coloque a alavanca da válvula de três vias na opção "Solvente", retire a carenagem e ligue a impressora. Para que toda a tinta seja removida, abra a válvula de escape e execute o "Flush". À medida que o produto sai, sua cor deve ficar transparente.

Feche as válvulas de escape e de três vias. Coloque o carro de impressão na posição central e desligue a máquina. Recoloque o manípulo de ajuste de altura e ponha a bandeja de descanso na mesa de impressão. Insira um wiper limpo e preencha metade da bandeja com solvente.

Suba a altura do carro e leve a bandeja para baixo da base de impressão. Posteriormente, encoste o carro de impressão na bandeja com solvente. Para evitar que o produto evapore, embale a bandeja e o carro com um plástico resistente e cubra a placa de cabeças.

Ao retornar, é possível usar a impressora normalmente e sem ter que enfrentar problemas de entupimento devido ao tempo que a máquina ficou inutilizada.

Veja fotos e mais detalhes da manutenção no documento publicado pela Ampla.

Fonte: Ampla



MTex apresenta impressora para tecidos Blue K

Por Luiz Ricardo Emanuelli em 22/03/2016
Blue K imprime almofadas, mantas, roupas de cama, itens promocionais e vestuário

Blue K imprime almofadas, mantas, roupas de cama, itens promocionais e vestuário

A MTex, fabricante de maquinário para estamparia têxtil, anunciou mais um modelo de equipamento industrial para impressão direta em tecidos. Trata-se da Blue K, cujo sistema rolo a rolo permite o trabalho com materiais elásticos como tecidos jérsei, que podem ser usados em uma série de aplicações em decoração, moda e sinalização. Com a Blue K, é possível estampar almofadas, mantas, roupas de cama, itens promocionais e vestuário.

A Blue K trabalha em conjunto com o MTex Pad, sistema de pré-tratamento e revestimento que pode ser operado em linha ou de forma isolada. O equipamento é indicado para preparações e acabamento de tecidos. Ele aplica uma camada superficial protetora para a aumentar a durabilidade dos materiais.

Com largura de 1,8m, a Blue K trabalha com tinta pigmentada ou reativa e inclui sistema em linha de fixação por calor e quatro cabeças de impressão Panasonic. Os dispositivos disparam gotas com volumes variáveis e podem ser ajustados em diversas alturas para acomodar diferentes espessuras e tipos de tecidos. A MTex vende separadamente o Steamer, usado para a fixação de tintas reativas.

Eloi Ferreira, CEO da MTex, declarou: “A Blue K é única, e os clientes podem usá-la para imprimir com diversos tipos de tintas, que estampam tecidos que esticam, incluindo aqueles com algodão ou fibras sintéticas”.

Fonte: MTex



Tecidos usados na impressão por sublimação

Por João Leodonio em 03/04/2018
Conheça os materiais têxteis que podem ser estampados com processo sublimático

Conheça os materiais têxteis que podem ser estampados com processo sublimático

As facilidades de importação e as ofertas da indústria brasileira têxtil impulsionam, atualmente, o mercado de tecidos sintéticos. São materiais que podem receber estampas sublimadas e, embora, haja grande disponibilidade deles, nem todos são recomendados para a impressão por sublimação. Portanto, este artigo ajuda você a reconhecer os principais produtos e classificá-los de acordo com suas composições e aplicações.

Tecidos PP (100% poliéster e diversas gramaturas)

Conheça os materiais têxtil totalmente compostos por poliéster:

- Flamê: malha mais leve que aparenta ter certa transparência. Bastante utilizada para camisetas.

- Devorê: malha mais leve que, devido ao processo de desgaste que sofre em sua produção, tem algumas partes mais fechadas e outras mais abertas, o que confere efeito diferenciado quando sublimada. Muito utilizada para camisetas.

- Crepe: trata-se de um tecido mais nobre e que confere acabamento superior. É muito utilizado para roupas femininas com toque diferenciado. Há variações de Crepe, porém uma característica marcante em todos elas é o alto grau de encolhimento.

- Oxford: mais barato, serve para a confecção de painéis de aniversário e comunicação visual em geral, pois é bem resistente e aceita muito bem a sublimação.

- Tactel: muito utilizado para bermudas e almofadas. Tem um toque menos nobre e apresenta encolhimento quando sublimado.

Mais leve, flamê é bastante utilizada em camisetas

Poliéster com Elastano

Trata-se de uma composição muito utilizada para a composição de peças de vestuário que precisam de um caimento mais colado ao corpo ou para exposição ao calor com menor grau de aquecimento. Conheça os tipos:

- Suéde, Neoprene e Suplex: muito utilizados para calças legging e bodys, pois não apresentam transparência e dão muita mobilidade às peças de vestuário.

- Dry Fit: classificado como malha fria, pois não esquenta muito. É bastante utilizado em materiais esportivos, como camisas de futebol e roupas para academia e pesca. Existem variações de qualidade e gramatura, como o Tecno Dry. Outros tipos são: Helanca, Helanca Light, Helanquinha e Cacharrel, que apresentam características próximas ao Dry fit.

- Chiffon: caracteriza-se por conferir transferência às peças de vestuário, além de ser muito utilizado em painéis de aniversário e comunicação visual.

- Cetim: muito utilizado em peças que precisam de um toque de ceda. Também é utilizado em forros de vestidos e ternos.

Há variações de Dry Fit que também podem ser estampadas com sublimação

PA (Poliéster com Algodão)

Há várias composições, como 50% P/50% A e 70% P/30% A. A principal característica do PA depois de sublimado é não ter 100% de nitidez, pois apenas os fios de poliéster serão estampados. Isso altera a característica de toque, tornando-o mais “pesado”.

PV (Poli Viscose ou Poliéster com Viscose)

Existem alguns percentuais diferentes para cada tipo de fio. Para esses casos, recomenda-se ter muito cuidado e realizar testes antes de sublimar toda aa produção, pois a viscose pode apresentar manchas ao lavar.

Tecidos sublimados também podem ser usados para compor quadros e peças de comunicação visual

Recomendações gerais

Quanto ao processo, recomenda-se testar sempre os tipos diferentes de tecidos antes de efetuar o corte. É necessário analisar a estrutura dos tecidos quanto ao grau de encolhimento. Por exemplo, a sublimação no crepe deve ser aplicada com tempo e temperatura inferiores aos utilizados em outros tecidos.

Ao estampar PA e PV, recomenda-se, após o teste de sublimação, submeter o tecido a uma lavagem para verificar o resultado de cor e manchas.

No caso dos tecidos que sofrem encolhimento ao serem expostos à temperatura (principalmente os materiais com elastano), após definido o percentual de encolhimento nos testes, recomenda-se executar o pré-encolhimento por até oito segundo e com a temperatura do serviço. Depois de encolhido, realize a transferência sublimática.

Alguns tecidos podem ter elastano (ou não). Para ter a certeza da composição, recomenda-se pedir para ver a etiqueta do fabricante no ato da compra dos materiais.

Sobre o autor: João Leodonio atua no segmento gráfico há 10 anos, como gerente de produção e consultor. Tecnólogo em produção gráfica, atuou como palestrante pela Imprensa Oficial, de Angola, e como consultor de processos produtivos. É proprietário da Pari Transfer Sublimático