Kiian apresentará novas tintas sublimáticas na Fespa 2016

Por Luiz Ricardo Emanuelli em 10/02/2016
Portfólio da Kiian é especializado em insumos para impressão digital por sublimação

Portfólio da Kiian é especializado em insumos para impressão digital por sublimação

A Kiian, fabricante de insumos para impressão digital, estará presente na Fespa 2016, feira internacional de comunicação visual que ocorrerá entre os dias 8 e 11 de março, em Amsterdã, Holanda. Para o evento, a empresa promete apresentar seu portfólio completo, que inclui 12 tipos de tintas digitais sublimáticas compatíveis com cabeças de impressão Epson, Ricoh, Kyocera e Panasonic.

Entre as novidades que serão expostas pela Kiian na Fespa 2016 estão a K-One (para cabeças Kyocera e equipamentos de produção em grande escala), a Digistar Hi-Pro (para cabeças Epson e impressão em tecidos sintéticos) e a Digistar Air (para cabeças Ricoh e estamparia têxtil).

Marco Girola, especialista da Kiian, declarou: “A impressão digital está ganhando uma popular incrível entre as indústrias têxteis, que demandam cores bem estampadas, desempenho e prazos curtos. Ao reunir milhares de profissionais dessas indústrias, a Fespa torna-se a plataforma ideal para demonstrar a nossa variedade de tintas para sublimação digital”.

Fonte: Fespa



Gerenciamento de cores para impressoras de grande formato

Por Ronaldo Rufino em 26/03/2013

Reproduza as cores certas ao utilizar o sistema de gerenciamento de cores (com perfis ICC). A seguir, explicamos como fazer isso, algo que vai diminuir seus custos (de tempo e material) sem comprometer a qualidade das cores impressas.

Reproduza as cores certas ao utilizar o sistema de gerenciamento de cores (com perfis ICC). A seguir, explicamos como fazer isso, algo que vai diminuir seus custos (de tempo e material) sem comprometer a qualidade das cores impressas.

Diariamente, profissionais da nossa área descrevem suas dificuldades por não tornar suas impressoras capazes de reproduzir o que se enxerga no monitor. Acredito que muitos leitores já passaram por essa situação.

A compreensão das cores parece ser algo muito simples. Contudo, as câmeras, impressoras digitais e monitores parecem ter uma dificuldade enorme em compreendê-las! Tais situações podem ser decorrentes da falta de controle no processo. E para que possamos tê-lo, é preciso compreender alguns conceitos, como esses que estão explanados nos tópicos a seguir:

O que é um sistema de gerenciamento de cores?

O gerenciamento de cores pode ser descrito como uma ciência baseada na percepção humana — com a qual é possível manter a aparência das cores, independente do dispositivo utilizado para reproduzi-las. Cada dispositivo reproduz cores de maneira diferente. Na ilustração abaixo, veja o quão perceptível são estas diferenças, causando um grande descontentamento com o resultado final.

Compare a diferença entre as cores de uma mesma imagem. A primeira imagem representa a nossa maneira de enxergar. As demais mostram como as cores são reproduzidas em diferentes dispositivos: câmera, monitor e impressora

Compare as cores de uma mesma imagem. A primeira representação (da esquerda para direita) mostra a nossa maneira de enxergar. As demais, apresentam as cores como são reproduzidas em diferentes dispositivos: câmera, monitor e impressora

O fato é que o olho humano é capaz de enxergar uma variação enorme de cores, as quais os dispositivos não são capazes de reproduzir. Por exemplo: a câmera digital pode registrar uma faixa de cores maior do que a impressora pode reproduzir. É como se os dispositivos estivessem tentando se comunicar, porém cada um com a sua própria língua e sem um mecanismo de tradução entre eles.

Portanto, precisamos de um sistema que respeite os limites de cor de cada dispositivo, preservando a aparência dos arquivos e, principalmente, suas características colorimétricas (tom, luminosidade e saturação).

Um sistema de gerenciamento de cor é composto por um conjunto de ferramentas, cuja principal finalidade é aplicar o mecanismo tradutor, estabelecendo a correspondência de cor entre a imagem original e o resultado final. Mas se uma cor não puder ser reproduzida no monitor ou na impressora, o gerenciamento das cores não poderá obtê-la. Porém, ele será capaz de proporcionar previsibilidade, permitindo que todos os dispositivos se comuniquem através de uma única linguagem, sem gastar horas com tentativas frustradas e desperdícios de material.

O gerenciamento de cores deve uniformizar a reprodução de cores, nos diferentes dispositivos

O gerenciamento de cores deve uniformizar a reprodução de cores, nos diferentes dispositivos

Por que o gerenciamento de cores é importante?

Nenhum processo de produção deveria ser empírico. Normas e regras são necessárias, e devem ser seguidas dentro de uma rotina de trabalho. Essa sistemática evita erros, como ajustes indevidos de cor no tratamento de imagem e impressões com diferentes tonalidades. Portanto, o maior benefício trazido pelo gerenciamento de cor é a previsibilidade de resultados.

Faça o teste: crie um arquivo com o mesmo espaço de cor (RGB), no Photoshop. Pinte a cor do fundo com os seguintes valores: R = 155, G = 50 e B = 150. Pegue um dos arquivos e abra-o em outro monitor. Se a cor estiver diferente, um dos monitores (ou ambos) podem estar descalibrados. Como nas imagens abaixo:

fig_3a

fig_3b

Você já deve ter observado, em uma loja de eletrônicos, alguns televisores com diferentes tamanhos e modelos, agrupados como um grande mosaico e sintonizados na mesma programação. Porém, você percebeu que nenhum deles exibe as cores da mesma maneira.

Em razão disso, os televisores (monitores e impressoras também) não descrevem como uma cor se parece. Eles apenas interpretam-na. Chamamos estes dispositivos (RGB e CMYK) de dependentes, cuja interpretação de cor sempre será diferente de um dispositivo para outro.

Como o gerenciamento de cores funciona?

Com o crescimento do número de dispositivos, descobriu-se que nem mesmo impressoras e monitores da mesma marca, ano de fabricação ou modelo têm as mesmas características de reprodução de cor.

Para tentar sanar essa diferença e criar uma linguagem comum a todos os dispositivos, em 1993, o International Color Consortium (ICC), formado por um grupo de empresas líderes no desenvolvimento de sistemas para imagem digital, desenvolveu uma linguagem padrão para que os computadores pudessem compreender e traduzir as cores entre diferentes dispositivos. Essa linguagem é o gerenciamento de cores. Dentro dela, os diferentes "dicionários" são os perfis ICC.

Os perfis de cor são arquivos gerados por softwares e hardwares específicos, que descrevem os valores colorimétricos (tom, luminosidade e saturação) de um dispositivo RGB e CMYK, dentro de um espaço de cor CIELab.

CIELab é o mais amplo espaço de cor especificado, em 1976, pela Comissão Internacional de Iluminantes (CIE, Commission Internationale de l’éclairage).

O CIELab possui coordenadas numéricas que descrevem as cores por meio de três eixos:

  • L (Luminosidade): que vai de 0 a 100, mostrando a variação de cores mais claras e mais escuras;
  • a: representa a variação de cores do vermelho ao verde, bem como sua variação, que é de +128 a -128;
  • b: representa a variação do amarelo ao azul, cuja variação vai de +128 a -128.

Seu objetivo é servir como referência de cor independente do dispositivo, descrevendo todas as cores visíveis (que o olho humano é capaz de enxergar).

Representação gráfica do espaço de cores Lab

Representação gráfica do espaço de cores Lab

O perfil ICC é um dos elementos chave em um fluxo de trabalho digital. Mas não podemos achar que ele é a solução para todos os problemas, ainda mais sem considerar as variáveis de produção. Portanto, o controle de processo deve estar cada dia mais aprimorado a fim de garantir o perfeito funcionamento do gerenciamento de cores.

Para dar mais clareza ao assunto: quando criamos um novo arquivo (RGB, CMYK) através do Photoshop, é preciso designar, a este documento, um espaço de cor (ICC). Ou seja, a estrutura de dados de cor deste perfil é desenvolvida para ser interpretada por um software tradutor (CMM, Color Matching Module), que já vem na estrutura do software para tratamento de imagem. Por sua vez, ele transmite as informações recebidas para um espaço de cor independente (Lab), para trabalhar os valores em dois sentidos: o do dispositivo para o Lab e vice-versa.

Por exemplo: ICCs de monitores convertem valores de RGB para Lab e vice-versa. Enquanto que os de uma impressora inkjet convertem de CMYK para Lab e vice-versa. O valor RGB entra pelo ICC do monitor e é convertido para Lab. Esse mesmo padrão será utilizado com o ICC da impressora inkjet para transformar Lab em CMYK.

Ficou assustado? Lembre-se que isso já acontece no seu fluxo de trabalho. Para ajudá-lo a compreender a mecânica do sistema, observe a ilustração:

Observe o fluxo entre os dispositivos

Observe o fluxo entre os dispositivos

O que é necessário para utilizar um sistema de gerenciamento de cores?

Saber que o gerenciamento de cor está incorporado na maioria dos sistemas de processamento de imagem digital.

A forma mais eficaz de ter sucesso com o gerenciamento de cores é investir em conhecimento e tecnologia. São necessárias ferramentas como espectrofotômetro (instrumento de medição responsável pela leitura das amostras) e software de gerenciamento de cores (para interpretá-las).

No próximo artigo, falaremos sobre a utilização destas ferramentas para criação de perfis de cor.

Espectrofotômetro: fundamental para o gerenciamento de cores

Espectrofotômetro: fundamental para o gerenciamento de cores

 

Sobre o autor: Ronaldo Rufino (ronaldo@coralis.com.br) é formado em Artes Plásticas. Começou sua trajetória há 16 anos como fotógrafo. Até 2007, atuou como especialista digital pela divisão de fotografia Profissional da Kodak Brasileira, nas áreas de software, impressão e captura digital. Atualmente, faz parte da Equipe Coralis® (www.coralis.com.br) como consultor técnico para gerenciamento de cores em imagem digital.



Roland organiza 3º campeonato de engenheiros de serviços

Por Luiz Ricardo Emanuelli em 06/02/2018
Global SE Awards 2018 será realizado no Japão, entre os dias 23 e 25 de abril

Global SE Awards 2018 será realizado no Japão, entre os dias 23 e 25 de abril

A Roland DG, fabricante de impressoras jato de tinta e dispositivos 3D, anunciou a Global SE Awards 2018, terceira edição do campeonato de engenheiros de serviços que será realizado em Hamamatsu, no Japão, entre os dias 23 e 25 de abril. Os participantes da competição são profissionais envolvidos na reparação e manutenção dos equipamentos da empresa.

No Global SE Awards 2018, as habilidades dos competidores serão testadas em duas categorias: Impressoras Jato de Tinta e Equipamentos 3D. As competições abrangem todas as regiões, o período de novembro de 2017 a fevereiro de 2018 e 778 engenheiros de serviços certificados Roland DG Care. Trata-se da maior taxa de participação até o momento.

A seleção se baseará no desempenho dos participantes nas competições locais que, além do conhecimento e nível de habilidade, também mediram a qualidade das atividades diárias e o compartilhamento do conhecimento com os colegas. Os 28 finalistas colocarão suas habilidades em teste por meio de exames práticos e escritos.

Takaaki Koshita, gerente geral de serviços técnicos, declarou: “Para a competição de 2018, aumentamos a gama de produtos, porque queremos oferecer a mesma excelência em serviço a todos os clientes que usam nossa extensa linha de equipamentos. Desenvolvemos uma plataforma on-line que permite aos engenheiros compartilhar regularmente seus serviços e conhecimentos como membros de uma equipe global. O campeonato concede aos selecionados de cada região a oportunidade de compartilhar suas habilidades. Como líderes nas suas respectivas regiões, esperamos que isso sirva como uma forma de elevar o nível de qualidade do serviço em âmbito mundial”.

Em 1981, a Roland DG estabeleceu um serviço de atendimento e suporte chamado Roland DG Care, que visa garantir que seus produtos funcionem por muitos anos e proporcione tranquilidade aos clientes. Além disso, a empresa executa um programa de certificação de engenheiros de manutenção, que possui uma escala de avaliação baseada em pontos para garantir certificações objetivas. Os pontos adquiridos foram utilizados para selecionar os participantes para as competições locais da World SE Awards 2018.

Fonte: Roland Brasil