Insumos para a limpeza de cabeças de impressão e para acabamento superficial

Por Luiz Ricardo Emanuelli em 03/12/2012

Toda impressora digital precisa de manutenção a fim de evitar problemas e manter um bom estado de funcionamento. Para tanto, existem procedimentos e insumos específicos. No caso das cabeças de impressão, é preciso utilizar fluidos de limpeza capazes de eliminar refugos de tinta que ficam dentro das câmeras e dos nozzles. E há muitos deles no mercado. Portanto, fique atento: é preciso escolher o material correto. A Gênesis Tintas publicou recentemente um artigo técnico detalhando alguns desses insumos fundamentais na vida de qualquer operador de impressora digital. Veja abaixo alguns dos tópicos abordados no texto:

Limpador (cleaner) para cabeças piezolétricas (solvente)

Trata-se de um glicol (solvente) que, dentro das indústrias de tintas, passam pelo processo de filtragem, responsável por conferir características especiais ao insumo, garantindo que ele passe — e limpe — pelas câmeras e nozzles das cabeças de impressão. Normalmente, impressoras digitais com cabeças piezoelétricas precisam desse limpador para manutenções diárias.

Limpador (cleaner) para cabeças Epson Micro PiezoTM (ecossolvente)

As impressoras que empregam cabeças da marca Micro Piezo, da Epson, usam solvente (glicóis) que também passam pela filtragem. O seu uso é bem menos frequente. Isso porque é a própria tinta que elimina os resquícios deixados nos nozzles e canais das cabeças já citadas, restando ao solvente apenas a limpeza mais "pesada".

insumo para impressão digital

A devida manutenção nas cabeças de impressão garante melhor funcionamento do equipamento

Solvente desentupidor (flush) de cabeças (solvente)

Mais forte do que os limpadores citados nos tópicos anteriores, o desentupidor, basicamente, derrete os resquícios das tintas que se alojam nas cabeças. Por ser mais agressivo, seu uso frequente pode danificar as peças. Depois de aplicá-lo, recomenda-se fazer a limpeza com o solvente (cleaner) e, posteriormente, o operador deve realizar testes de impressão.

Limpadores (cleaner) para cabeças de tinta sublimática

Formado por glicóis, água, aditivos e tensoativos, esse tipo de limpador passa, antes de ser vendido, pela destilação (que elimina as impurezas), desionização (elimina os minerais) e filtragem (retira fungos e bactérias do local).

Desentupidor (flush) de cabeças de tinta sublimática

O material que promove uma limpeza mais potente e garante o desentupimento completo das cabeças. Apesar de não ser corrosivo, ele trabalha com elementos tensoativos e água, que garantem a desobstrução dos canais.

Insumo de conversão de tintas solventes e sublimáticas

Usado em impressoras que suportam os dois tipos de tintas, o insumo é responsável por realizar a limpeza dos canais e fazer a conversão da tinta solvente para a sublimática e vice-versa.

Acabamento

Eles também estão nas salas de impressão de qualquer birô que se preze. São os insumos para acabamento superficial, como a laca (verniz para conferir diferenciais estéticos aos impressos) e o solvente para acelerar a secagem da tinta à base de solvente (novidade exclusiva da Gênesis Tintas).

insumo para secagem rápida

Quer secagem mais rápida? Use insumos que aceleram o processo

Laca para acabamento

Esse tipo de verniz pode ser usado no substrato impresso com a intenção de obter resultados estéticos. É possível deixar o material brilhante ou fosco, por exemplo. Além disso, a laca tem a função de proteger a superfície dos materiais sobre os quais ela foi aplicada.

Solvente para secagem instantânea

O produto aplicado às tintas solventes é vendido exclusivamente pela Gênesis Tintas e auxilia na rápida secagem do impresso. Mais aderência e resistência também são dados ao material.

Fonte: Gênesis. Texto: InfoSign



Impressão de grande formato: sublimação ou impressão direta em tecidos?

Por Felipe Andrade de Oliveira em 13/05/2015

Sublimação ou impressão direta? Saiba qual é a melhor escolha para o seu negócio

Sublimação ou impressão direta? Saiba qual é a melhor escolha para o seu negócio

Está em dúvida entre adquirir uma impressora digital sublimática ou uma solução de impressão de grande formato direta em tecidos? Este artigo mostra variáveis e questões técnicas envolvidas nessa escolha. Antes, porém, é importante frisar que para qualquer projeto a pesquisa é essencial. Aprofunde-se e relacione a verba de investimento da sua empresa com o que seus clientes esperam e precisam.

Com base nessas informações, será possível escolher a melhor ferramenta. Saiba de antemão que os segmentos de moda, decoração e comunicação visual promocional podem se beneficiar de ambas as tecnologias. O tipo de tecido e a intenção do empreendedor devem direcionar a escolha entre sublimação ou impressão direta.

Observação: embora as tecnologias UV e látex de impressão inkjet de grande formato possam estampar tecidos, elas não foram abordadas neste artigo, que também não trata de soluções garment printing, usadas eminentemente para personalizar camisetas.

Impressão digital em tecidos

Em primeiro lugar, saiba distinguir as tecnologias atualmente disponíveis no mercado de estamparia têxtil digital. A mais disseminada até o momento é a sublimática. Porém, a impressão direta vem atingindo novos patamares de uso. Confira:

Sublimação

A sublimação é a passagem direta de uma substância do estado sólido para o gasoso, sem passar pelo estado líquido. O mesmo acontece com a tinta, que é à base d’água: depois de impressa e seca no papel, ela passa para o estado gasoso, sob altas temperatura e a pressão, penetrando nas tramas e urdumes do tecido. Para tanto, é necessário submeter o papel impresso e o substrato a calandras ou prensas.

Prensa térmica é equipamento que aplica calor e pressão para transferir a imagem do papel para a camiseta

Prensa térmica é equipamento que aplica calor e pressão para transferir a imagem do papel para a camiseta

No entanto, a sublimação restringe-se a estampar apenas tecidos de fibras sintéticas químicas, como poliéster ou poliamida, compostos de 100% desses materiais ou mistos com outras fibras (por exemplo, 60% poliéster e 40% algodão). O interessante é que a base tenha maior número de fibra sintética para que se obtenha maior qualidade de cores.

A impressão sublimática é indicada para birôs e estamparias de moda fashion, moda esportiva, decoração de interiores e comunicação visual (banners e bandeiras).

Impressão direta em tecidos

Em comparação com a sublimação, o processo de impressão direta é mais complexo e caro, já que trabalha com fibras naturais, como a seda e o algodão, as quais precisam de pré-tratamento (para o recebimento da tinta) e pós-tratamento (para melhorar a ancoragem do insumo). Esses procedimentos consomem muita água e demandam maquinário específico, não apenas para o processo de estampagem, mas também para a destinação correta do descarte dos resíduos oriundos da produção.

Para receber a impressão direta, os tecidos devem ser submetidos a pré e pós-tratamentos que melhoram a ancoragem da tinta. Esses procedimentos consomem muita água e demandam maquinário específico para destinar corretamente o descarte dos resíduos oriundos da produção.

Para impressão direta em tecidos, são necessários equipamentos auxiliares de pré e pós-tratamento

Para impressão direta em tecidos, são necessários equipamentos auxiliares de pré e pós-tratamento

É importante levar em conta que algumas matérias-primas de tecido, apesar de renováveis, são caras. A manufatura da seda mulberry, por exemplo, depende da produção de amora, que por sua vez depende do clima. A fruta é alimento do bicho da seda, que construirá seu casulo, para enfim dar origem à fibra da seda. Trata-se de um processo que requer tempo e recursos, o que onera o produto obtido.

Conheça as tintas empregadas na impressão direta, bem como os tecidos e os tratamentos relacionados:

- Pigmentada: estampa algodão ou mistura de algodão com poliéster. Pode exigir pré-tratamento de coating específico e lavagem como pós-tratamento.

- Reativa: estampa tecidos à base de celulose (algodão). Exige pré-tratamento de coating específico. Também necessita de pós-tratamento, isto é, vaporização (para melhorar a ancoragem) e lavagem (de seis a oito, para retirar o excesso).

- Ácida: estampa seda, poliamida, nylon e lã. Precisa de pré-tratamento de coating específico e exige pós-tratamento de vaporização (para melhorar a ancoragem) e lavagem (de seis a oito, para retirar o excesso).

- Dispersa: estampa tecidos de poliéster. Necessita de pré-tratamento de coating específico e pós-tratamento de polimerização (para melhorar e ancoragem) e lavagem (de uma a duas, para retirar o excesso).

Atualmente, tanto a impressão digital sublimática quanto a direta estampam tecidos com alta qualidade

Atualmente, tanto a impressão digital sublimática quanto a direta estampam tecidos com alta qualidade

Vantagens e desvantagens

Na hora de escolher qual tecnologia adquirir, é fundamental pesar as vantagens e desvantagens de cada uma.

Um dos principais destaques da sublimação certamente é o custo de produção, mais baixo quando comparado ao da impressão direta. Um metro linear de seda pode custar entre 50 e 100 reais. Já o metro de uma base similar de poliéster sai por 5 reais. Além disso, a sublimação é um processo que emprega tinta à base d’água e não requer pré e pós-tratamento, que gastam muita água.

No entanto, a produção de filamentos de polímeros de poliéster e poliamida é prejudicial ao meio ambiente. Isso tem levado o público consumidor a questionar a validade do uso de tecidos sintéticos. Além disso, comparado às bases naturais, o poliéster não proporciona o mesmo conforto quando usado em moda.

Quanto ao processo sublimático, deve-se ainda pesar a questão da climatização da sala de impressão. A maioria das empresas utilizam aparelhos de ar-condicionado para refrigerar o ambiente. Isso implica maior gasto de energia, o que causa impactos tanto no meio ambiente quanto no custo da produção.

Talvez a maior desvantagem da sublimação seja a limitação de estampar apenas tecidos sintéticos. Na contramão, com a impressão direta é possível estampar diversas fibras naturais.

É importante ressaltar que nenhuma composição sintética tem propriedades (toque, maciez e respiração) comparáveis às composições naturais. No entanto, a impressão direta tem a desvantagem de utilizar muita água em tratamentos, maquinários, eliminação dos resíduos, entre outros processos.

Embora o custo seja muito alto, na impressão direta é possível imprimir em diversos tipos de tecidos

Embora o custo seja muito alto, na impressão direta é possível imprimir em diversos tipos de tecidos

Tendências

O futuro é promissor para as duas tecnologias. Quem acompanha o mercado de impressão digital testemunhou a grande ascensão da sublimação nos últimos cinco anos, e estima-se que essa tecnologia cresça por volta de 4% ao ano, tendência que deve se manter até 2025.

Há, no entanto, um aspecto limitador na expansão da sublimação. Ela estampa apenas tecidos de poliéster e poliamida, cuja produção polui o meio ambiente. Além disso, são materiais que demoram para se decompor (cerca de 400 anos). Por isso, fibras naturais e sustentáveis, ainda que mais caras para produzir e imprimir, tendem a ganhar mais espaço.

O maior segmento têxtil do mundo é o de algodão. Trata-se de uma indústria muito forte economicamente e concorrente da indústria de poliéster. No Brasil, são produzidos por ano 700 mil toneladas de algodão e, a partir de 2017, o país terá um incremento estimado em 2,5% ao ano.

CJV150-160: impressora com recorte integrado possibilita a instalação de tinta solvente ou sublimática

CJV150-160: impressora com recorte integrado possibilita a instalação de tinta solvente ou sublimática

Quanto custa?

Estudar e considerar as características de cada tecnologia é parte fundamental na escolha da máquina ideal. E tão importante quanto isso é levar em consideração os custos de aquisição dos equipamentos e dos processos.

Atualmente (maio de 2015), estima-se que uma solução completa de impressão direta gire em torno de 10 milhões de reais. O valor dependerá do tamanho da produção, do espaço físico e das marcas e dos modelos escolhidos de impressora, rama, vaporizadora, polimizadeira, secadora lavadora e outros equipamentos necessários para os tratamentos devidos. A Mimaki comercializa o TX500-1800B, equipamento de impressão direta em tecidos.

TX500-1800: equipamento de impressão direta comercializado pela Mimaki

TX500-1800: equipamento de impressão direta comercializado pela Mimaki

Já uma solução completa de sublimação é bem mais acessível. Como base atual, o interessado pode levar em consideração as seguintes estimativas de valores:

  • Calandra: R$90.000,00;
  • Impressora Mimaki JV300-160: R$120.000,00;
  • Papel para sublimação: R$0,90 (1 metro linear);
  • Tinta Mimaki SB53 (original): R$265,00 por litro;
  • Custos variáveis: funcionários, espaço, luz, água etc.

A Mimaki oferece uma grande linha de impressoras para estampar tecidos, entre as quais estão:

- CJV150-107: indicada para médias tiragens – aproximadamente 5 mil metros lineares por mês. Recomendada para quem está começando e trabalha com impressão localizada, em prensa ou calandra. Possui um módulo de recorte integrado.

Mimaki CJV150-107: impressora indicada para quem está dando os primeiros passos no mercado de sublimação

Mimaki CJV150-107: impressora indicada para quem está dando os primeiros passos no mercado de sublimação

- JV150-160: indicada para aproximadamente 7.500 metros lineares por mês. Possui a mesma tecnologia da CJV150-107, porém sem o módulo de recorte e com a largura de saída maior. Faz impressões localizadas ou rolo a rolo.

- JV300-160: indicada para aproximadamente 20 mil metros lineares por mês. Possui duas cabeças e faz 65 e 40 metros lineares por hora, com uma e duas passadas, respectivamente. Há outras configurações de resolução e passadas que reproduzem com mais qualidade.

- TS34-1800: indicada para aproximadamente 13 mil metros lineares por mês. Possui duas cabeças de impressão e é recomendada para impressões de maior qualidade, pois utiliza resolução mínima de 540 x 720dpi e duas passadas, garantindo 25 metros lineares por hora.

- TX500-1800B: indicada para aproximadamente 34 mil metros lineares por mês. Robusta e industrial, é uma máquina que pode receber papel de 180cm, para o mercado de malhas. Dispõe de seis cabeças Ricoh Gen5, em ordem escalonada, o que garante produtividade de até 83 metros lineares por hora, no modo de impressão 300 x 300dpi, em duas passadas.

Este artigo técnico foi patrocinado pela Mimaki, fabricante de impressoras digitais

Este artigo técnico foi patrocinado pela Mimaki, fabricante de impressoras digitais

Sobre o autor: Felipe Andrade de Oliveira atualmente faz parte do desenvolvimento de produtos têxtil da filial brasileira da Mimaki

Sobre o autor: Felipe Andrade de Oliveira atualmente faz parte do desenvolvimento de produtos têxtil da filial brasileira da Mimaki



Aplicação de vinil adesivo: quando usar primer ou vedador de bordas – Parte 1

Por Eduardo Yamashita em 01/11/2016
Primer atua como elemento de adesão entre a superfície e o vinil adesivo aplicado

Primer atua como elemento de adesão entre a superfície e o vinil adesivo aplicado

Muitos profissionais de comunicação visual têm dúvidas sobre o correto uso de primer e vedadores de bordas nos trabalhos de aplicação de vinil adesivo. Para ajudá-los a fazer a melhor escolha, este artigo técnico, dividido em duas partes, apresentará conceitos, aplicações e cuidados.

Primer

Líquido composto com resinas (acrílica ou vinílica) dissolvidas em solventes hidrocarbonetos aromáticos, como o acetato de butila. Trata-se de uma tinta de alta aderência, também conhecida como promotor de aderência. O principal objetivo do primer é aumentar a aderência à superfície. É na camada do primer que o vinil adesivo será aplicado.

Há um primer específico para cada tipo de material (plásticos, madeira, entre outros). No entanto, algumas superfícies plásticas não apresentam as condições ideais para a adesivação de vinis adesivos. Isso ocorre por não serem porosas, quimicamente inertes e/ou com baixa energia superficial. A adesão de adesivos sobre filmes plásticos depende dos seguintes fatores:

Tensão superficial

Está relacionada à força coesiva, que é responsável pela união das moléculas de um líquido. Na superfície, essa força tende a ser maior, pois as moléculas não estão ligadas umas às outras por todos os lados. Isso provoca a formação de um filme invisível na superfície do líquido, que faz com que seja mais difícil movimentar um objeto sobre essa superfície do que se ele estivesse completamente submerso. A força necessária para romper um filme de 1cm de comprimento é chamada de tensão superficial, sendo expressa em dinas por centímetro.

Sem a devida adesão, o vinil adesivo depois de aplicado pode começar a descolar, como apontado nessa imagem

Molhabilidade

As forças entre moléculas diferentes são chamadas de forças adesivas. Para que um líquido forme uma película uniforme sobre um sólido (em vez de formar gotículas), é necessário que sua tensão superficial seja inferior às forças adesivas entre o líquido e o sólido. Quando isso ocorre, o líquido tem uma excelente molhabilidade sobre o sólido, ou seja, ele se espalha sobre o sólido. A molhabilidade pode ser medida pelo ângulo de contato entre o líquido e a superfície, o qual permite quantificar a afinidade entre o líquido e o sólido. O ângulo nulo indica ótima afinidade e, portanto, máxima molhabilidade.

Quando se aplica um adesivo sobre uma superfície de polietileno sem tratamento, ele não entrará em contato totalmente com a superfície, formando áreas sem contato, porque a tensão superficial do adesivo é superior às forças adesivas entre o adesivo e o plástico.

Tensão superficial e molhabilidade são duas características a serem observadas no momento da aplicação do primer

As poliolefinas (polímeros compostos por carbono e hidrogênio, como polietileno e polipropileno) apresentam as maiores dificuldades de adesão, porque, além de possuírem baixa molhabilidade, são apolares, ou seja, incompatíveis com adesivos, que são polares. Por isso, os plásticos, antes de passarem pelo processo de adesivação, devem ser submetidos a um tratamento superficial, com o objetivo de modificar suas superfícies e melhorar suas características de adesão. Os tipos de tratamento superficiais mais comuns para plásticos são:

- Tratamento químico

Consiste na aplicação de um verniz na superfície de materiais (folhas de alumínio, papéis e plásticos), de modo a criar condições para a ancoragem de tintas, adesivos e outros revestimentos. Ele é o mais utilizado na aplicação de vinis adesivos em plásticos. Em substratos porosos, como madeira e gesso, o verniz também sela a superfície, de modo a evitar a posterior libertação de ar contido nos poros, que ocasionará bolhas no revestimento final.

- Corona

Consiste na aplicação de descargas eletrostáticas sobre a superfície do substrato, de modo a aumentar sua energia superficial e melhorar a ancoragem do adesivo. Ele é aplicado ao plástico por meio de um equipamento composto por fonte de alta frequência, transformador de alta voltagem e estação de tratamento. Essa última consiste em um par de eletrodos: um deles tem alto potencial, o outro é composto por um cilindro de metal aterrado e revestido por um material isolante que suporta o substrato. O efeito é obtido pela ionização do oxigênio presente entre os eletrodos, que polariza a superfície do filme e aumenta sua energia superficial. Esse é o principal tratamento aplicado nos filmes de polietileno e polipropileno, podendo ser utilizado também em outros materiais, como PET e BOPP.

- Tratamento a chama

É realizado pela combustão de um gás (metano, propano ou butano). A chama atua sobre a superfície do filme, que é resfriado imediatamente ao passar por um cilindro com água gelada. O tratamento a chama permite efeitos mais intensos, não atinge o lado oposto do material, não provoca microfuros e apresenta baixo decaimento do nível de tratamento com o tempo. Entretanto, ainda não é possível sua aplicação em filmes de PE e PP, devido às baixas velocidades das máquinas extrusoras, sendo mais aplicado em filmes de BOPP.

Sobre o autor: Eduardo Yamashita é consultor técnico especializado em vinis adesivos, envelopamento de carro e comunicação visual