HP lança série de impressoras e máquinas de corte

Por Luiz Ricardo Emanuelli em 03/05/2017
Série HP Latex 300 Print and Cut agiliza o fluxo de produção de peças de sinalização

Série HP Latex 300 Print and Cut agiliza o fluxo de produção de peças de sinalização

A fabricante HP anunciou no mercado internacional a HP Latex 300 Print and Cut, série de impressoras látex de grande formato com dispositivo de corte.

Desenvolvida para birôs e gráficas digitais, a linha é composta pelos modelos HP Latex 315 e HP Latex 335, indicados para a produção de peças de sinalização em pisos e janelas, etiquetas e vestuário customizado.

Os equipamentos foram projetados para trabalhar com a HP Signage Suite, solução de software baseada em nuvem que interage com operações web-to-print, o que possibilita receber pedidos 24/7.

Xavier Garcia, gerente da divisão de grandes formatos da HP, declarou: “Esta nova série reduz o custo total e melhora o fluxo de trabalho, e possibilita que as tintas látex substituam a tecnologia solvente em aplicações internas e externas”.

A HP também anunciou uma ampla oferta de mídias para impressoras de látex. Trata-se de uma nova série de tecidos para sinalização que pode receber impressão sem a necessidade pós-tratamentos. As mídias estão em conformidade com a norma ISO 105-X 12 e, segundo a empresa, possibilitam aplicações inovadoras e benefícios ambientais.

Fonte: HP



Marabu lançará tintas digitais na Fespa 2014

Por Luiz Ricardo Emanuelli em 13/05/2014

A Marabu, fabricante de insumos gráficos, estará presente na feira Fespa 2014, que será realizada entre 20 e 23 de maio, em Munique (Alemanha). Na ocasião, a empresa exibirá novidades como a UltraJet DUV-A, linha de tintas alternativas para impressoras Océ Arizona e Fuji Acuity. Para que a solução seja integrada às máquinas, a Marabu oferece um sistema de bulk ink com tanques individuais de 1 litro que podem ser inseridos no lugar onde ficam os sacos (bags) de tinta.

No estande da empresa, os visitantes poderão ver de perto o Marashield UV, verniz à base d’água para impressos com tinta UV.  A Marabu também prometeu mostrar o Marashield UV-CGL, verniz para acabamento em vidros.

Marabu apresentará novas tintas para impressão em tecidos

Marabu apresentará novas tintas para impressão em tecidos

Para empresas de estamparia têxtil, a fabricante apresentará em primeira mão um pacote de tintas dispersas para impressão de bandeiras, guarda-chuvas e tecidos de poliéster. Além disso, a Marabu mostrará tintas ácidas (para seda e poliamida) e sublimáticas (da linha TexaJet).

Outra novidade da empresa será a linha UltraJet DLE-A, composta por tintas digitais UV LED indicadas para impressão de acrílico, vidro, PVC, policarbonato e polipropileno. A série foi desenvolvida para cabeças de alta resolução e tem alta pigmentação.

Fonte: Marabu



Os iluminantes: fundamentais no gerenciamento de cores

Por Pedro Gargalaca em 05/12/2012

Neste artigo técnico, há informações sobre os iluminantes CIE usados para o controle e gerenciamento de cores.

Luz e iluminantes

Qualquer luz emite energia nas diferentes faixas de comprimento de onda do espectro visível. Ao resultado gráfico disso, damos o nome de "curva de distribuição de energia espectral dos iluminantes".

O gráfico abaixo mostra a emissão energética da luz do dia (com temperatura de cor de 6500K). O eixo horizontal representa os comprimentos de onda (entre 300 e 820nm). Já o eixo vertical representa a energia relativa espectral. O pico da curva ocorre aos 460nm, na região dos azuis. Ou seja, a aparência dessa luz será azulada. Portanto, os objetos observados sob este iluminante tenderão a parecer mais azulados.

Emissão energética espectral da luz do dia, com temperatura de cor de 6500K

Iluminante e fonte luminosa

Também é importante entender a diferença entre fonte luminosa e iluminante. De acordo com Billmeyer e Saltzman, uma fonte depende de energia para gerar iluminamento. Por exemplo: as lâmpadas que usam energia elétrica. Já um iluminante é definido por sua curva de energia espectral, que não precisa existir necessariamente.

Para a análise das fontes, usa-se um espectroradiômetro (ou um equipamento EyeOne). Os iluminantes são especificados por curvas de energia espectrais teóricas. Assim, podemos desenhar um gráfico, e ele passa a ser um padrão de iluminante.

Índice de Reprodução de Cor (IRC)

Os testes para verificar se uma fonte luminosa se aproxima de um padrão internacional (iluminante) é conhecido como CRI ("Color Rendering Index", ou Índice de Reprodução de Cor, o IRC).

A escala que classifica as fontes luminosas vai de 0 a 100 (o ponto 100 simula a luz do dia, isto é, a visualização do iluminante padrão D65).

A recomendação de algumas normas internacionais, como a ISO 3664, é que este índice seja sempre superior a 90, para que as fontes luminosas sejam confiáveis (para análise e gerenciamento de cores).

Porém, quanto maior o CRI de uma fonte, mais cara ela é: uma lâmpada com CRI acima de 90 custa mais do que uma com CRI inferior a 90.

Saiba que não existe nenhuma fonte luminosa que atinja o valor de CRI igual a 100.

Como os iluminantes afetam a cor

Vamos dar um exemplo: temos uma caixa nas cores preta, azul e verde. Ela fica numa sala com luz vermelha. Nessas condições, aos nossos olhos, vai parecer que a caixa é preta, pois todas as cores dela absorvem a cor vermelha e, portanto, nenhuma luz chega a nós.

Outro fenômeno é a metameria de iluminante. Duas cores parecem iguais quando vistas sob a mesma fonte luminosa, mas se tornam diferentes quando observadas sob outra. Por exemplo: uma cor com três pigmentos (vermelho, azul e amarelo) gerou a seguinte curva de reflectância espectral:

Na produção de um novo lote desta cor, o colorista teve que utilizar um tom alternativo, pois o vermelho que ele usava parou de ser fornecido. O resultado da formulação gerou a seguinte curva de reflectância:

Assim, chegamos a algumas conclusões:

  • Quando as duas cores são observadas sob a luz do dia, que ressalta as deficiências de azul, elas ficam com aparência idêntica. Isto se deve ao fato de que as duas curvas de reflectância espectral não possuem diferenças na região do azul;
  • Quando as duas cores são observadas sob a fonte de luz CWF, que é a lâmpada fluorescente branca fria, a aparência das duas cores começa a parecer diferente, pois a CWF ressalta os defeitos da região de verde. Como as duas curvas de reflectância já apresentam certa deficiência nesta região, os defeitos ficam mais evidentes;
  • Quando estas cores são observadas sob a fonte de luz incandescente, que ressalta as deficiências de vermelho e amarelo, a diferença fica muito perceptível, pois as curvas de reflectância são muito diferentes nesta região do gráfico.

Escolha o iluminante

Qual o iluminante correto para avaliar as cores do impresso? Resposta: aquele que mais se aproxima ao iluminante do local onde o impresso será visto e ficará exposto.

Por exemplo: se o impresso ficar em ambientes externos, escolha iluminantes que representem as variações da luz do dia. Se o impresso for instalado numa loja de departamento, escolha os iluminantes fluorescentes.

Saiba qual é a fonte luminosa (e o seu fabricante) utilizada no ponto de venda. Assim, você pode obter a curva de distribuição espectral da fonte e compará-la com as curvas dos iluminantes padrão CIE.

Outro exemplo: se a fonte utilizada no ponto de venda for a GE Branca Fria, pesquise as curvas de distribuição espectral nos catálogos da General Electric.

iluminante para gerenciamento de cores

Comparação entre iluminante de uma fonte GE e o iluminante CIE F2

O padrão para o iluminante CIE F2 foi baseado numa média de fontes fluorescentes "branca fria" disponíveis no mercado. Comparando as duas curvas de distribuição energética espectral acima, podemos observar que a curva da lâmpada da GE não é igual à curva do iluminante CIE F2. Mas elas são similares.

Se medirmos o CRI da lâmpada da GE, vamos obter algo próximo de 90. Portanto, ao medirmos com o espectrofotômetro usando o iluminante F2, estaremos simulando como o impresso será visto no ponto de venda.

Porém, nem todos os fabricantes permitem acesso às curvas de distribuição espectral de seus produtos. Nesta situação, precisamos saber se as cores produzidas não são metaméricas, e devemos avaliar a reprodução da cor em três iluminantes: D65 (luz do dia), F2 e A (Incandescente).

Se as variações de delta E não forem grandes entre esses três iluminantes, não haverá problemas em qualquer que seja o ambiente onde o impresso será exposto.

Fonte: Coralis. Edição do texto: InfoSign