Gerenciamento de cores para impressoras de grande formato

Por Ronaldo Rufino em 26/03/2013

Reproduza as cores certas ao utilizar o sistema de gerenciamento de cores (com perfis ICC). A seguir, explicamos como fazer isso, algo que vai diminuir seus custos (de tempo e material) sem comprometer a qualidade das cores impressas.

Reproduza as cores certas ao utilizar o sistema de gerenciamento de cores (com perfis ICC). A seguir, explicamos como fazer isso, algo que vai diminuir seus custos (de tempo e material) sem comprometer a qualidade das cores impressas.

Diariamente, profissionais da nossa área descrevem suas dificuldades por não tornar suas impressoras capazes de reproduzir o que se enxerga no monitor. Acredito que muitos leitores já passaram por essa situação.

A compreensão das cores parece ser algo muito simples. Contudo, as câmeras, impressoras digitais e monitores parecem ter uma dificuldade enorme em compreendê-las! Tais situações podem ser decorrentes da falta de controle no processo. E para que possamos tê-lo, é preciso compreender alguns conceitos, como esses que estão explanados nos tópicos a seguir:

O que é um sistema de gerenciamento de cores?

O gerenciamento de cores pode ser descrito como uma ciência baseada na percepção humana — com a qual é possível manter a aparência das cores, independente do dispositivo utilizado para reproduzi-las. Cada dispositivo reproduz cores de maneira diferente. Na ilustração abaixo, veja o quão perceptível são estas diferenças, causando um grande descontentamento com o resultado final.

Compare a diferença entre as cores de uma mesma imagem. A primeira imagem representa a nossa maneira de enxergar. As demais mostram como as cores são reproduzidas em diferentes dispositivos: câmera, monitor e impressora

Compare as cores de uma mesma imagem. A primeira representação (da esquerda para direita) mostra a nossa maneira de enxergar. As demais, apresentam as cores como são reproduzidas em diferentes dispositivos: câmera, monitor e impressora

O fato é que o olho humano é capaz de enxergar uma variação enorme de cores, as quais os dispositivos não são capazes de reproduzir. Por exemplo: a câmera digital pode registrar uma faixa de cores maior do que a impressora pode reproduzir. É como se os dispositivos estivessem tentando se comunicar, porém cada um com a sua própria língua e sem um mecanismo de tradução entre eles.

Portanto, precisamos de um sistema que respeite os limites de cor de cada dispositivo, preservando a aparência dos arquivos e, principalmente, suas características colorimétricas (tom, luminosidade e saturação).

Um sistema de gerenciamento de cor é composto por um conjunto de ferramentas, cuja principal finalidade é aplicar o mecanismo tradutor, estabelecendo a correspondência de cor entre a imagem original e o resultado final. Mas se uma cor não puder ser reproduzida no monitor ou na impressora, o gerenciamento das cores não poderá obtê-la. Porém, ele será capaz de proporcionar previsibilidade, permitindo que todos os dispositivos se comuniquem através de uma única linguagem, sem gastar horas com tentativas frustradas e desperdícios de material.

O gerenciamento de cores deve uniformizar a reprodução de cores, nos diferentes dispositivos

O gerenciamento de cores deve uniformizar a reprodução de cores, nos diferentes dispositivos

Por que o gerenciamento de cores é importante?

Nenhum processo de produção deveria ser empírico. Normas e regras são necessárias, e devem ser seguidas dentro de uma rotina de trabalho. Essa sistemática evita erros, como ajustes indevidos de cor no tratamento de imagem e impressões com diferentes tonalidades. Portanto, o maior benefício trazido pelo gerenciamento de cor é a previsibilidade de resultados.

Faça o teste: crie um arquivo com o mesmo espaço de cor (RGB), no Photoshop. Pinte a cor do fundo com os seguintes valores: R = 155, G = 50 e B = 150. Pegue um dos arquivos e abra-o em outro monitor. Se a cor estiver diferente, um dos monitores (ou ambos) podem estar descalibrados. Como nas imagens abaixo:

fig_3a

fig_3b

Você já deve ter observado, em uma loja de eletrônicos, alguns televisores com diferentes tamanhos e modelos, agrupados como um grande mosaico e sintonizados na mesma programação. Porém, você percebeu que nenhum deles exibe as cores da mesma maneira.

Em razão disso, os televisores (monitores e impressoras também) não descrevem como uma cor se parece. Eles apenas interpretam-na. Chamamos estes dispositivos (RGB e CMYK) de dependentes, cuja interpretação de cor sempre será diferente de um dispositivo para outro.

Como o gerenciamento de cores funciona?

Com o crescimento do número de dispositivos, descobriu-se que nem mesmo impressoras e monitores da mesma marca, ano de fabricação ou modelo têm as mesmas características de reprodução de cor.

Para tentar sanar essa diferença e criar uma linguagem comum a todos os dispositivos, em 1993, o International Color Consortium (ICC), formado por um grupo de empresas líderes no desenvolvimento de sistemas para imagem digital, desenvolveu uma linguagem padrão para que os computadores pudessem compreender e traduzir as cores entre diferentes dispositivos. Essa linguagem é o gerenciamento de cores. Dentro dela, os diferentes "dicionários" são os perfis ICC.

Os perfis de cor são arquivos gerados por softwares e hardwares específicos, que descrevem os valores colorimétricos (tom, luminosidade e saturação) de um dispositivo RGB e CMYK, dentro de um espaço de cor CIELab.

CIELab é o mais amplo espaço de cor especificado, em 1976, pela Comissão Internacional de Iluminantes (CIE, Commission Internationale de l’éclairage).

O CIELab possui coordenadas numéricas que descrevem as cores por meio de três eixos:

  • L (Luminosidade): que vai de 0 a 100, mostrando a variação de cores mais claras e mais escuras;
  • a: representa a variação de cores do vermelho ao verde, bem como sua variação, que é de +128 a -128;
  • b: representa a variação do amarelo ao azul, cuja variação vai de +128 a -128.

Seu objetivo é servir como referência de cor independente do dispositivo, descrevendo todas as cores visíveis (que o olho humano é capaz de enxergar).

Representação gráfica do espaço de cores Lab

Representação gráfica do espaço de cores Lab

O perfil ICC é um dos elementos chave em um fluxo de trabalho digital. Mas não podemos achar que ele é a solução para todos os problemas, ainda mais sem considerar as variáveis de produção. Portanto, o controle de processo deve estar cada dia mais aprimorado a fim de garantir o perfeito funcionamento do gerenciamento de cores.

Para dar mais clareza ao assunto: quando criamos um novo arquivo (RGB, CMYK) através do Photoshop, é preciso designar, a este documento, um espaço de cor (ICC). Ou seja, a estrutura de dados de cor deste perfil é desenvolvida para ser interpretada por um software tradutor (CMM, Color Matching Module), que já vem na estrutura do software para tratamento de imagem. Por sua vez, ele transmite as informações recebidas para um espaço de cor independente (Lab), para trabalhar os valores em dois sentidos: o do dispositivo para o Lab e vice-versa.

Por exemplo: ICCs de monitores convertem valores de RGB para Lab e vice-versa. Enquanto que os de uma impressora inkjet convertem de CMYK para Lab e vice-versa. O valor RGB entra pelo ICC do monitor e é convertido para Lab. Esse mesmo padrão será utilizado com o ICC da impressora inkjet para transformar Lab em CMYK.

Ficou assustado? Lembre-se que isso já acontece no seu fluxo de trabalho. Para ajudá-lo a compreender a mecânica do sistema, observe a ilustração:

Observe o fluxo entre os dispositivos

Observe o fluxo entre os dispositivos

O que é necessário para utilizar um sistema de gerenciamento de cores?

Saber que o gerenciamento de cor está incorporado na maioria dos sistemas de processamento de imagem digital.

A forma mais eficaz de ter sucesso com o gerenciamento de cores é investir em conhecimento e tecnologia. São necessárias ferramentas como espectrofotômetro (instrumento de medição responsável pela leitura das amostras) e software de gerenciamento de cores (para interpretá-las).

No próximo artigo, falaremos sobre a utilização destas ferramentas para criação de perfis de cor.

Espectrofotômetro: fundamental para o gerenciamento de cores

Espectrofotômetro: fundamental para o gerenciamento de cores

 

Sobre o autor: Ronaldo Rufino (ronaldo@coralis.com.br) é formado em Artes Plásticas. Começou sua trajetória há 16 anos como fotógrafo. Até 2007, atuou como especialista digital pela divisão de fotografia Profissional da Kodak Brasileira, nas áreas de software, impressão e captura digital. Atualmente, faz parte da Equipe Coralis® (www.coralis.com.br) como consultor técnico para gerenciamento de cores em imagem digital.



Cobertura Serigrafia Sign 2013 – Parte 5: Acessórios e equipamentos para adesivação e acabamento

Por Luiz Ricardo Emanuelli em 29/07/2013

Apesar de coadjuvantes, os acessórios usados em comunicação visual desempenham funções elementares dentro dos birôs, signmakers e gráficas digitais. Existem aqueles, como espátulas e sopradores, que auxiliam o trabalho de aplicadores nas adesivações e envelopamentos. Há também os acessórios empregados para adornar banners e faixas, como ponteiras e perfis. Sem contar as máquinas que fazem acabamentos em lonas, como os esticadores, ilhoseiras e soldas. Todos eles estiveram presentes na feira Serigrafia Sign 2013. Veja a seguir um panorama dos expositores que apresentam essas soluções.

Leia também as demais partes dessa cobertura:
1ª: Impressoras digitais
2ª: Corte, gravação e acabamento
3ª: Mídias, tintas e softwares
4ª: Números, eventos e parcerias
6ª: Sublimação, transfer e fotoproduto
 

A Comala levou os seus consagrados sopradores térmicos.  Entre eles, os dispositivos da linha industrial, como o HG 4100, que tem potência máxima de 2300W e trabalha na temperatura máxima de 550ºC. A empresa também apresentou os sopradores da linha HL, como os 1500, 1800, 2100 e 500. Esse último tem potência de 1200W, temperatura máxima de 350ºC e ajuste de voltagem bivolt, podendo ser utilizado em tomadas 127V e 220V.

Já a Terra Nova apresentou equipamentos automáticos para soldagem térmica como a Forplast-P, que permite trabalhar em sobreposição de 20, 30, 40 ou 45mm. A máquina pesa 22kg e vem com acessórios como alça para transportar o dispositivo e manivela para soldar sobre pisos. A empresa também comercializa ilhoseiras de vários modelos, como o PMS 080 (pneumático), o HPS 020 (manual) e o APM 060 (automático).

Evento também contou com vários expositores de soldas

Evento também contou com vários expositores de soldas

A Indussross também esteve presente no evento. Expôs algumas máquinas de solda e rebitadeiras de seu amplo portfólio de máquinas.

Outra empresa que marcou presença na feira foi a Maqgutierrez, que é especializada em peças e acessórios empregados na fabricação e reparação de máquinas para acabamento em comunicação visual, como as ilhoseiras.

A Miller Weldmaster apresentou soldas a ar quente, cuja temperatura de trabalho pode variar de 400ºC a 750ºC.

Também na seara das soldas, esteve a Italami, que é especializada na fabricação de ferramentas e eletrodos para solda eletrônica de alta frequência, para trabalhos em substrato de PVC.

Madeiras para banners e faixas

Madeiras para banners e faixas

Para quem trabalha com lonas, a Gutierrez apresentou ilhoseiras semiautomáticas que aplicam de 40 a 50 ilhoses por minuto. A empresa também expôs soldas como a ITDU 15 (com potência de 2,25kva e área de solda de 40cm2).

A Devitor Máquinas também expôs ilhoseiras pneumáticas e semiautomáticas que trabalham com ilhós de 0, 45, 50, 51 e 54. Além disso, a empresa levou soldas de 1m e 1,5m, com resistência de 10mm.

Já a Ronek apresentou um grande portfólio de acessórios e peças para acabamento, como ponteiras para banners, hastes para bandeiras, perfis-c, espátulas para adesivação, entre outros materiais.

A fabricante Guer-plas também esteve presente na feira. Expôs materiais como perfis (H, U, J, C e quadrado), cantoneiras, peg docs, tubos, trilhos, porta-chapas,  gotas, entre outras peças para acabamento em comunicação visual.

Feira contou com empresas que levaram fixadores e acessórios para banners

Feira contou com empresas que levaram fixadores e acessórios para banners

No estande da Madeireira Pontal, o visitante pôde comprar bastões para banner, sarrafos para cavaletes, madeiras retangulares para faixas e suportes para perfil c.

Outra empresa especializada em acessórios é a X Supply, em cujo estande havia muitos materiais para adesivação e envelopamento (espátulas, lâminas e estiletes) e acabamento (ponteiras, sarrafos, entre outros).

Já a VP Máquinas expôs dobradeiras de sua linha, entre elas a 2000-4F, que pode dobrar chapas de acrílico, alveolar, PETG, policarbonato, poliestireno, PSAI e PVC expandido.

Além das consagradas envernizadoras de mesa, a Raslu expôs o seu portfólio de materiais para acabamento (como espátulas e cabos para banners) e recorte eletrônico (máscaras de transferência).

Esticador de banner exposto na Serigrafia Sign 2013

Esticador de banner exposto na Serigrafia Sign 2013

Já a Szprinter mostrou uma grande variedade de acessórios e peças para impressoras digitais de grande formato. No estande da empresa, o visitante deparou com bombas, filtros, subtanques, válvulas, entre outros dispositivos.

Além de comercializar peças para impressoras (como wipers, dampers, entre outras), a Polyfly vende uma série de acessórios, que foram apresentados na feira, como os banners roll-ups, x-banners e as mochilas banners.

Outro destaque ficou por conta do esticador de lona vendido pela CK. Composto por ferro maciço, o acessório promove a tensão uniforme do substrato em estruturas metálicas e facilita a instalação da lona, evitando que o impresso sofra danos.

A Sensitiva apresentou os módulos Icaro de levitação eletromagnética, usados em PDV e displays. Segundo pesquisa da POPAI, esses acessórios aumentam consideravelmente a valorização dos objetos expostos neles.

Na feira, havia displays que levitam objetos

Na feira, havia displays que levitam objetos



Projeto de envelopamento de iate bate recorde

Por Luiz Ricardo Emanuelli em 10/01/2015

Modelo de iate envelopado pela Wild Group International

Modelo de iate envelopado pela Wild Group International

A Wild Group, empresa norte-americana especializada em comunicação visual de veículos náuticos, bateu um novo recorde. Recentemente, o grupo envelopou um iate do modelo 68m Motor Yacht Aviva. Trata-se da maior embarcação desse tipo já envelopada.

Para o trabalho, foram utilizados materiais da fornecedora alemã Farben. A aplicação, realizada em Miami, nos EUA, levou três semanas para ser concluída.

Greg Hoar, diretor da Wild Group, declarou: "As novas películas e foils da Farben ofereceram um acabamento superior ao que vemos no mercado atualmente. Ficamos muito animados com esse projeto. Espero que ele mostre a outros proprietários de iate os benefícios do envelopamento e dos produtos da Farben".

Wild Group International é especializada em personalização de veículos náuticos

Wild Group International é especializada em personalização de veículos náuticos

Fonte: Large Format Review