Gandy promete lançar impressoras na Fespa 2015

Por Luiz Ricardo Emanuelli em 13/04/2015

Versão mais recente da Pred8tor será apresentada em primeira mão na feira sediada na Alemanha

Versão mais recente da Pred8tor será apresentada em primeira mão na feira sediada na Alemanha

Na Fespa 2015, feira que ocorre de 18 a 22 de maio, na Alemanha, a Gandy, fabricante de impressoras digitais, promete lançar uma nova versão do Pred8tor, equipamento com tecnologia de cura UV. O modelo exibido no evento empregará uma nova tinta de alta adesão.

Shmulik Lagziel, diretor da Gandy, declarou: "Na Fespa 2014, lançamos as impressoras industriais Pred8tor e Domin8tor, com sensor de quebra, software atualizado e tintas de alta densidade. Graças a elas, obtivemos um grande crescimento em vendas. Agora, vamos apresentar na Fespa 2015 tecnologias que permitirão o crescimento da empresa e dos clientes".

Outras máquinas serão exibidas no evento, como a Domin8tor (UV plana com área de 2m x 3,05m) e a Sl8te (UV híbrida de entrada, que emprega cabeças Ricoh Gen4 e larguras de 1,6m, 2,2m, 2,6m e 3,2m).

A Softjet também será apresentada. Trata-se de um equipamento rolo a rolo para impressão sublimática, com larguras de 3,3m, 2,54m ou 1,88m.

Fonte: Image Report



Aplicação de vinil adesivo: quando usar primer ou vedador de bordas – Parte 1

Por Eduardo Yamashita em 01/11/2016
Primer atua como elemento de adesão entre a superfície e o vinil adesivo aplicado

Primer atua como elemento de adesão entre a superfície e o vinil adesivo aplicado

Muitos profissionais de comunicação visual têm dúvidas sobre o correto uso de primer e vedadores de bordas nos trabalhos de aplicação de vinil adesivo. Para ajudá-los a fazer a melhor escolha, este artigo técnico, dividido em duas partes, apresentará conceitos, aplicações e cuidados.

Primer

Líquido composto com resinas (acrílica ou vinílica) dissolvidas em solventes hidrocarbonetos aromáticos, como o acetato de butila. Trata-se de uma tinta de alta aderência, também conhecida como promotor de aderência. O principal objetivo do primer é aumentar a aderência à superfície. É na camada do primer que o vinil adesivo será aplicado.

Há um primer específico para cada tipo de material (plásticos, madeira, entre outros). No entanto, algumas superfícies plásticas não apresentam as condições ideais para a adesivação de vinis adesivos. Isso ocorre por não serem porosas, quimicamente inertes e/ou com baixa energia superficial. A adesão de adesivos sobre filmes plásticos depende dos seguintes fatores:

Tensão superficial

Está relacionada à força coesiva, que é responsável pela união das moléculas de um líquido. Na superfície, essa força tende a ser maior, pois as moléculas não estão ligadas umas às outras por todos os lados. Isso provoca a formação de um filme invisível na superfície do líquido, que faz com que seja mais difícil movimentar um objeto sobre essa superfície do que se ele estivesse completamente submerso. A força necessária para romper um filme de 1cm de comprimento é chamada de tensão superficial, sendo expressa em dinas por centímetro.

Sem a devida adesão, o vinil adesivo depois de aplicado pode começar a descolar, como apontado nessa imagem

Molhabilidade

As forças entre moléculas diferentes são chamadas de forças adesivas. Para que um líquido forme uma película uniforme sobre um sólido (em vez de formar gotículas), é necessário que sua tensão superficial seja inferior às forças adesivas entre o líquido e o sólido. Quando isso ocorre, o líquido tem uma excelente molhabilidade sobre o sólido, ou seja, ele se espalha sobre o sólido. A molhabilidade pode ser medida pelo ângulo de contato entre o líquido e a superfície, o qual permite quantificar a afinidade entre o líquido e o sólido. O ângulo nulo indica ótima afinidade e, portanto, máxima molhabilidade.

Quando se aplica um adesivo sobre uma superfície de polietileno sem tratamento, ele não entrará em contato totalmente com a superfície, formando áreas sem contato, porque a tensão superficial do adesivo é superior às forças adesivas entre o adesivo e o plástico.

Tensão superficial e molhabilidade são duas características a serem observadas no momento da aplicação do primer

As poliolefinas (polímeros compostos por carbono e hidrogênio, como polietileno e polipropileno) apresentam as maiores dificuldades de adesão, porque, além de possuírem baixa molhabilidade, são apolares, ou seja, incompatíveis com adesivos, que são polares. Por isso, os plásticos, antes de passarem pelo processo de adesivação, devem ser submetidos a um tratamento superficial, com o objetivo de modificar suas superfícies e melhorar suas características de adesão. Os tipos de tratamento superficiais mais comuns para plásticos são:

- Tratamento químico

Consiste na aplicação de um verniz na superfície de materiais (folhas de alumínio, papéis e plásticos), de modo a criar condições para a ancoragem de tintas, adesivos e outros revestimentos. Ele é o mais utilizado na aplicação de vinis adesivos em plásticos. Em substratos porosos, como madeira e gesso, o verniz também sela a superfície, de modo a evitar a posterior libertação de ar contido nos poros, que ocasionará bolhas no revestimento final.

- Corona

Consiste na aplicação de descargas eletrostáticas sobre a superfície do substrato, de modo a aumentar sua energia superficial e melhorar a ancoragem do adesivo. Ele é aplicado ao plástico por meio de um equipamento composto por fonte de alta frequência, transformador de alta voltagem e estação de tratamento. Essa última consiste em um par de eletrodos: um deles tem alto potencial, o outro é composto por um cilindro de metal aterrado e revestido por um material isolante que suporta o substrato. O efeito é obtido pela ionização do oxigênio presente entre os eletrodos, que polariza a superfície do filme e aumenta sua energia superficial. Esse é o principal tratamento aplicado nos filmes de polietileno e polipropileno, podendo ser utilizado também em outros materiais, como PET e BOPP.

- Tratamento a chama

É realizado pela combustão de um gás (metano, propano ou butano). A chama atua sobre a superfície do filme, que é resfriado imediatamente ao passar por um cilindro com água gelada. O tratamento a chama permite efeitos mais intensos, não atinge o lado oposto do material, não provoca microfuros e apresenta baixo decaimento do nível de tratamento com o tempo. Entretanto, ainda não é possível sua aplicação em filmes de PE e PP, devido às baixas velocidades das máquinas extrusoras, sendo mais aplicado em filmes de BOPP.

Sobre o autor: Eduardo Yamashita é consultor técnico especializado em vinis adesivos, envelopamento de carro e comunicação visual

 



Summa lança o fluxo de trabalho Twin

Por Luiz Ricardo Emanuelli em 27/11/2017
Twin ajuda a escolher o equipamento mais apropriado para cada tipo de trabalho

Twin ajuda a escolher o equipamento mais apropriado para cada tipo de trabalho

A Summa, fabricante de equipamentos para corte e acabamento, anunciou o Twin, fluxo de trabalho desenvolvido para aumentar a produtividade dos equipamentos da marca.

Segundo a empresa, com o Twin é possível decidir se, depois de impresso, o material será cortado em uma mesa Summa da série F ou da série S Class 2. Além disso, o fluxo de trabalho permite usar os mesmos dados de corte nos dois tipos de máquinas. Portanto, o Twin garante que o tipo de máquina mais apropriado seja usado para cada trabalho.

Para aumentar a facilidade de utilização, ambos os equipamentos podem ler códigos de barras Summa Postnet.

Assista ao vídeo do Twin (em inglês):

Fonte: Summa