Fujifilm lança sistema inkjet para impressoras flexográficas

Por Luiz Ricardo Emanuelli em 08/10/2017
Samba 42000 permite que empresas de embalagens complementem sua capacidade produtiva

Samba 42000 permite que empresas de embalagens complementem sua capacidade produtiva

A fabricante Fujifilm anunciou o Samba 42000, sistema de impressão inkjet UV LED que pode ser acoplado a máquinas de flexografia ou pode ser usado como dispositivo off-line para customização de rótulos e etiquetas.

Capaz de reproduzir imagens com 600dpi ou 1200dpi de resolução e trabalhar na velocidade de 90m/min, o sistema é composto por 8 ou 10 cabeças Dimatix Samba alinhadas para imprimir imagens com larguras que variam de 33cm a 43cm.

Segundo a empresa, o Samba 42000 pode rastrear e segmentar as zonas de impressão. Uma vez estampado, o substrato é colocado novamente em linha, para pós-processamento. Além disso, o sistema possui ferramentas para facilitar o gerenciamento de fluxos de trabalho, interface para RIP (com dados variáveis), interface de câmera de controle de qualidade e manutenção automática dos nozzles (opcional).

Já as cabeças Dimatix Samba têm as seguintes características: design modular, disparos com frequências de jato de 100kHz, volumes de gotas variáveis (de 1 a 5 picolitros), sistema de recirculação contínua de tinta, revestimentos não molhantes (RediJet), capacidade de trabalhar com tintas aquosas, UV, látex e solventes e 2048 nozzles (1200 nozzles por polegada).

Fonte: Fujifilm



Tipos de adesivos usados em vinil – parte 2

Por Eduardo Yamashita em 06/07/2015

Saiba a diferença entre adesivo permanente e adesivo removível

Saiba a diferença entre adesivo permanente e adesivo removível

A maioria dos filmes adesivos é projetada para durar médios e longos prazos quando expostos ao ar livre. Por essa razão, os adesivos são geralmente permanentes. Porém, em alguns casos, o adesivo removível é empregado. Trata-se de um composto de aderência baixa, projetado para ser removido com relativa facilidade (a facilidade é determinada pela resistência à força de puxar, que é medida em libras por polegada).

Confira a primeira parte deste artigo

Vamos comparar dois filmes autoadesivos com adesivo acrílico: um é removível e o outro, permanente. O removível oferece força adesiva de apenas 1,6lbs/pol2, enquanto o permanente proporciona 3,7lbs/pol2. Isto é, o adesivo acrílico permanente tem 131% mais força de atrito do que o removível. Essas medições são realizadas 24 horas após a aplicação (tipicamente testados em alumínio ou aço inoxidável, que são substratos ideais).

Quanto mais tempo um vinil com adesivo removível fica preso à superfície, mais forte se torna o vínculo. Às vezes, sua remoção pode ser tão difícil quanto a de um adesivo permanente. Em outras palavras, todos os adesivos removíveis podem se transformar em permanentes. Geralmente, depois de, em média, três anos, a diferença é insignificante.

Resíduos

Qualquer um que já teve de substituir uma imagem antiga sabe que a remoção do adesivo é apenas metade do trabalho. Depois de o filme ser puxado e rompido, o resíduo adesivo permanece sobre a superfície. É por isso que uma boa “removibilidade” significa a inexistência de resíduos de adesivo.

Fabricantes de vinis adesivos removíveis oferecem produtos capazes de serem removidos até dois anos depois da instalação, com menos de, aproximadamente, 20% de resíduo.

Adesivos de maior qualidade deixam menos resíduos depois de removidos

Adesivos de maior qualidade deixam menos resíduos depois de removidos

Aplicações

Vinis para recorte ou impressão digital com adesivos removíveis são geralmente usados para aplicações indoor temporárias (feiras e exposições), decoração de interiores, imagens de trânsito exteriores (abrigos de ônibus, sinais de ônibus e táxi) e, claro, envelopamento de veículos.

De modo geral, qualquer imagem a ser substituída em dois anos pode ser criada em um filme com adesivo removível. Para projetos que devem durar mais de três anos, recomenda-se o uso de vinil com adesivo permanente.

Adesivo reposicionável

À medida que novos usos são encontrados para filmes de recorte e impressão, novos termos para defini-los são elaborados. Há cinco anos, o termo “reposicionável” se referia à alta qualidade de adesivos permanentes. Nesse contexto, “reposicionável” significava que o filme era fácil de manusear em uma aplicação a seco. Esse adesivo permite a colocação e a reposição da imagem sobre a superfície, desde que não seja pressionado. Quando espatulado, a pressão ativa o adesivo. Ele “molha a superfície” e começa funcionar. Uma vez que se adesiva, é considerado permanente.

Atualmente, “reposicionável” significa ser capaz de mover todo o vinil autoadesivo depois de ele ter sido aplicado - algo que ninguém no ramo de sinalização pensava alguns anos atrás. “Vinis de parede” têm um adesivo de aderência muito baixa, permitindo que sejam facilmente levantados e movidos para outra superfície sem deixar resíduos e sem destruir a capacidade de movê-los e reaplicá-los de novo… e de novo… e de novo. Ou seja, é um grande progresso.

Atualmente, os adesivos reposicionáveis permitem que o vinil seja colado e destacado inúmeras vezes

Atualmente, os adesivos reposicionáveis permitem que o vinil seja colado e destacado inúmeras vezes

Um adesivo removível não é necessariamente reposicionável. Há materiais para serem adesivados em paredes e cuidadosamente removidos. Mas alguns não foram concebidos para ser removidos e reposicionados. É certo que parte da diferença é causada por especificações do filme de PVC.

As informações acima são um bom guia para que você faça a escolha adequada entre adesivos acrílicos ou de solventes e entre permanentes, removíveis ou reposicionáveis.

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Esse artigo técnico foi patrocinado pela Imprimax, fabricante de vinis adesivos

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Sobre o autor: Eduardo Yamashita é consultor técnico especializado em vinis adesivos, envelopamento de carro e comunicação visual

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Estamparia digital têxtil na Mimaki Week

Por Luiz Ricardo Emanuelli em 18/08/2015
Mimaki Week contou com palestras sobre o mercado de impressão digital

Mimaki Week contou com palestras sobre o mercado de impressão digital

Entre os dias 3 e 7 de agosto, na filial recifense da Mimaki Brasil, foi realizado o Mimaki Week, evento que reuniu clientes, empresários e técnicos para discutir a impressão digital em tecidos. Na ocasião, Marcelo Ribeiro, da Mimaki, ministrou a palestra “Estamparia Digital”, na qual foram apresentados processos de impressão em poliéster, algodão e poliamida, além de novas tecnologias para o ramo.

Além disso, foram apresentados equipamentos Mimaki (CJV150 e JV300) e atuações da impressão sublimática. Outro ponto frisado durante o evento foi a impressão em banners de tecidos, que estão substituindo banners de lonas.

Segundo Ribeiro, para a preparação da palestra, “foi necessário colocar em pauta dados da indústria têxtil nacional, compilando informações do setor em 2012, 2013 e 2014 e projeções para 2015. Mostramos também os polos têxteis brasileiros e mensuramos a capacidade produtiva de cada um”.

Tecnologias de impressão digital em tecidos

Na palestra apresentada na Mimaki Week, foram discriminadas as tecnologias de estamparia têxtil digital, que podem ser divididas em impressão direta (para bases naturais) e sublimação (normalmente utilizada para poliéster).

As bases naturais são estampadas com pastas (tintas) reativas ou ácidas. Para tanto, são necessários tratamentos prévios e posteriores realizados por meio de equipamentos como rama, lavadora, vaporizador, entre outros. São máquinas consolidadas que se encontram instaladas em muitas empresas do país.

A estamparia em tecidos com base sintética poliamida é realizada com impressão direta e pasta (tinta) ácida. Por reter calor, a poliamida exige processos mais complexos de estamparia. Porém, há empresas que adaptaram a sublimação para obter resultados aceitáveis nesse tipo de substrato.

Para o caso das bases sintéticas (PES), o processo é definitivamente mais simples e demanda impressão em papel e termotransferência (calandra ou prensa térmica). Trata-se de uma solução popular entre as estamparias brasileiras, que contam com uma grande variedade de bases PES, como PV, PA e bases mistas.

Fonte: Mimaki Brasil