Fujifilm anuncia nova impressora Inca SpyderX

Por Luiz Ricardo Emanuelli em 08/10/2017
SpyderX inclui dois canais de tinta branca

SpyderX inclui dois canais de tinta branca

A filial norte-americana da Fujifilm anunciou a Inca SpyderX, impressora UV de médio porte com sistema plano de alimentação de substratos.

Com rolo a rolo integrado, o equipamento imprime mídias rígidas e flexíveis, como vinis, foam, papelão ondulado, poliestireno, papéis de parede e lonas, para aplicações como placas, faixas, letreiros e displays, entre outras.

A máquina emprega sistema de tintas que inclui seis cores (CMYK, light cyan e light magenta) e dois canais de branco. A tinta branca permite a impressão em substratos claros e escuros e em camadas sobre ou sob uma imagem. Ela também pode ser usada como cor especial.

Com cabeças Dimatix e tintas Fujifilm Uvijet XS, a Inca SpyderX oferece produção em velocidade de até 230m2/h. Além de incluir tecnologia de mapeamento dos nozzles, tecnologia Print-a-Shim (que garante a qualidade uniforme em todas as áreas dos impressos) e software de diagnóstico remoto com IncaVision.

Fonte: Fujifilm



Azonprinter apresenta novas impressoras UV

Por Luiz Ricardo Emanuelli em 14/05/2013

A Azonprinter, fabricante de garment printers, anunciou o lançamento, no mercado internacional, de novas impressoras UV. Segundo a empresa, essas máquinas permitem a impressão em vários substratos, como couro, PVC, vidro, cerâmica, alumínio, canvas, aço, entre outros.

Disponíveis nos formatos A3, A2 e A1, as impressoras operam no padrão CMYK + branco, além de oferecer opções de verniz.

O modelo QL é compatível com aplicações de até 10cm de espessura, enquanto o Q Rotax permite a impressão de objetos de até 30cm de altura. Já a Azon Q UV imprime em substratos de até 20cm de altura.

Azonprinter passa a vender impressoras UV de pequeno formato

Azonprinter passa a vender impressoras UV de pequeno formato

Fonte: Signpro Europe



Tornando-se mais sustentável - Parte 1

Por Eduardo Yamashita em 22/01/2017
Uso do vinil adesivo precisa ser discutido

Uso do vinil adesivo precisa ser discutido

Atualmente, as empresas de comunicação visual têm buscado usar soluções mais sustentáveis (“verdes”), isto é, ambientalmente amigáveis e corretas. Um dos principais materiais dessa indústria é o vinil autoadesivo, usado em abundância em aplicações de sinalização, decoração, envelopamento e adesivações diversas. Portanto, em meio a discussões sobre práticas “verdes”, é inevitável discutir as implicações e impactos dos vinis no meio ambiente. Ele é sustentável? Pode ser reciclado? Quais são suas limitações? Neste artigo, buscamos apresentar informações para responder a essas perguntas e eliminar mal-entendidos sobre essas mídias.

O PVC é “verde”?

O policloreto de vinil (o PVC) pode ser considerado um problema em termos sustentáveis? Aplicado ao mercado de comunicação visual, sinalização e envelopamento, ele talvez seja.

O PVC tornou-se o material de básico para filmes gráficos por poder ser fabricado em qualquer cor, além de ser durável e proporcionar elasticidade para aplicações em diversos tipos de superfícies.

No entanto, a produção de filmes de PVC usa ftalatos, que não o tornam necessariamente um material ecológico, principalmente porque ele não vai se decompor nos aterros e não há como reciclar o filme após seu uso. No entanto, atualmente há filmes de envelopamento sem PVC disponíveis no mercado.

Quando se trata de produtos autoadesivos, é importante lembrar que todos eles têm adesivo. Portanto, não importa quão ambientalmente amigável é o filme, o adesivo também deve ser levado em consideração. Atualmente, não há nenhum processo mecânico para separar o adesivo do filme, o que dificulta a reciclagem ou a degradar do material num aterro.

Fabricantes de mídias já estão investindo na produção de películas autoadesivas sem PVC

Busca por alternativas

Por que deveríamos começar a empregar materiais alternativos? A principal razão, em função de uma consciência ambiental maior atual, devemos procurar maneiras de reduzir nossa pegada. Há outra razão muito relevante: os clientes que pedem por soluções mais verdes. Para atendê-los, é necessário armar-se de informação sobre materiais alternativos.

De fato, nos últimos anos as empresas nacionais de varejo e as lojas de “grandes caixas” procuram cada vez mais produtos sustentáveis, e a tendência é que nos próximos anos essa demanda se expanda a empresas regionais e varejistas locais.

A demanda

O que impulsiona os clientes que demandam produtos sustentáveis são os mandatos regulatórios criados em anos recentes, como as normas de fabricação de produtos para crianças (sobretudo, brinquedos infantis). Para esse público, a indústria de sinalização fornece imagens para decoração ambiental, tanto comercial (em lojas e hospitais, por exemplo) quanto doméstica (quartos e cômodos). Obviamente, não se trata de brinquedos, porém os varejistas envolvidos na comercialização de produtos infantis passaram a questionar todos os fornecedores, para garantir que nenhum componente prejudicial seja empregado em itens vendidos para o mercado infantil.

Normas de fabricação de produtos infantis podem ajudar na regulamentação de práticas mais sustentáveis na indústria de comunicação visual

Outra legislação é conhecida como REACH (Regulamento, Avaliação, Autorização e Restrição de Produtos Químicos). Embora tenha sido desenvolvida na Europa, ela pode ser aplicada no Brasil, sobretudo por empresas que importam e exportam para o mercado europeu. Esse regulamento mostra como reduzir o uso de químicos nocivos ( cádmio, cromatos e chumbo) na fabricação de produtos de consumo.

O regulamento afeta fornecedores de clientes multinacionais que exigem compatibilidade em diferentes países. Para padronizar a qualidade dos materiais comprados, os clientes pedem que sejam seguidas as normas de fabricação REACH.

Em função da regulação ambiental atual, alguns fabricantes de filmes autoadesivos estão se alinhando aos novos padrões de emissão de gases de efeito estufa, que surgiram da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas realizada em Paris em 2015. Os efeitos desse acordo histórico sobre nosso setor se desenvolverão nos próximos anos.

Sobre o autor: Eduardo Yamashita é consultor técnico especializado em vinis adesivos, envelopamento de carro e comunicação visual