Feira Signs Nordeste chega à terceira edição em 2014

Por Luiz Ricardo Emanuelli em 26/05/2014

Maior feira regional do país, Signs Nordeste 2014 será realizada em outubro

Maior feira regional do país, Signs Nordeste 2014 será realizada em outubro

A Signs Nordeste, maior feira regional dedicada a impressão digital e serigrafia, confirma a terceira edição do evento, que acontecerá entre os dias 14 e 17 de outubro de 2014, das 15h às 21h, no Centro de Eventos do Ceará, em Fortaleza (CE).

Para a edição de 2014, a organização da feira, a FCEM, está preparando o I Fórum Acrílico Norte Nordeste, em parceria com o Indac (Instituto Nacional para o Desenvolvimento do Acrílico). Além disso, serão realizados seminários e palestras sobre os assuntos discutidos e as tecnologias exibidas na feira.

Em 2013, o evento recebeu cerca de 5.400 profissionais, que tiveram oportunidade de visitar 80 estandes. Neste mesmo ano, foi realização o II Seminário Norte Nordeste para a Indústria Gráfica e Digital.

Fonte: Signs Nordeste



Pacote de softwares Roland PrintStudio é lançado

Por Luiz Ricardo Emanuelli em 11/04/2017
Suite é indicada para rasterização e gerenciamento de cores em grandes formatos

Suite é indicada para rasterização e gerenciamento de cores em grandes formatos

A Roland DG, fabricante de impressoras digitais, anunciou o lançamento do Roland PrintStudio (RPS), pacote de softwares RIP e de gerenciamento de cores desenvolvido pela Caldera, para otimização de processos de impressão de grande formato.

Segundo a empresa, os aplicativos oferecem recursos avançados para a geração de cores especiais, com suporte a amostras RAL, HKS e Pantone e a bibliotecas de cores Roland Color & Metallic.

Os usuários também podem criar templates de saída personalizados que lhes permitam produzir materiais para atender às diversas necessidades de seus clientes.

Capaz de criar perfis ICC e dar suporte a espectrofotômetros, o RPS também oferece ferramentas de aproveitamento de mídia (para diminuir desperdícios) e de criação de sangrias, que elimina linhas brancas nas arestas de corte.

Para auxiliar no acabamento, o aplicativo disponibiliza ferramentas para adicionar marcas de ilhós e executar a panelização automaticamente.

O Roland PrintStudio pode ser encomendado através da rede de distribuidores autorizados da Roland DG.

Fonte: Roland



Cobertura EFI Connect 2018

Por Luiz Ricardo Emanuelli em 15/02/2018
O InfoSign esteve na 18ª edição do evento e apresenta as informações relevantes sobre tecnologia inkjet, estamparia têxtil e comunicação visual

O InfoSign esteve na 18ª edição do evento e apresenta as informações relevantes sobre tecnologia inkjet, estamparia têxtil e comunicação visual

Uma superconvenção para reunir e atualizar centenas de profissionais ligados à indústria de impressão de todo mundo: esse é o Connect, que em 2018 chegou à sua 18ª edição e contou com mais de 220 palestras.

Uma iniciativa da EFI (Electronics for Imaging), fabricante norte-americana de softwares gráficos e impressoras digitais, o evento ocorreu entre os dias 23 e 26 de janeiro, em Las Vegas (EUA), e teve entre suas atrações uma exposição de soluções gráficas e centenas de sessões com abordagens diversas, de tendências no mercado de comunicação visual a novas tecnologias para estampar papelão ondulado.

O lugar certo para se informar sobre impressão digital, sobretudo inkjet UV, o Connect contou com a participação maciça de executivos e de grande parte da mídia especializada internacional. O InfoSign acompanhou os quatro dias da conferência e compilou a seguir as informações mais relevantes sobre lançamentos, tecnologias de grandes formatos, estamparia digital têxtil e impressão a jato de tinta para corrugados, embalagens e etiquetas.

Ajudar a experienciar o ambiente sem estar nele de fato. A EFI começou a usar a tecnologia de realidade virtual para demonstrar a Nozomi, impressora inkjet industrial para corrugados

Indústria 4.0

No primeiro dia do evento, 23 de janeiro, as boas-vindas foram dadas pelo CEO da EFI, o israelense Guy Gecht. Na palestra de abertura, ministrada na sala principal, o executivo contou brevemente a história da empresa (fundada em 1988 por Efi Arazi) e discorreu sobre os impactos da Indústria 4.0 no setor de impressão.

Com a iminência da Quarta Revolução Industrial e a adoção cada vez maior de dispositivos digitais (smartphones e computadores pessoais), muitos tipos de materiais impressos deixaram de ser produzidos. Basta pensar na obsolescência dos boletos ou na decadência nas vendas de revistas e jornais. Tomando tais exemplos, é lógico pensar que a impressão está fadada a colapsar. Porém, na visão do executivo da EFI, ela está bem longe disso. O que está em curso é uma mudança no establishment da indústria gráfica geral. Trata-se de um processo de transformação como passou o ramo da música, que foi da vitrola ao download, embalada por empresas disruptivas como o Napster.

Com tudo e todos mais conectados à internet e dispositivos digitais, fica a questão: Como a impressão se encaixa nisso tudo e como as empresas gráficas se adaptarão a essa nova realidade? A resposta do CEO da EFI é tão simples quanto perspicaz: “Ela não se resume a documentos ou produtos editoriais. A impressão pode estar em qualquer material que possa receber imagens. Se abraçarmos essa ideia, há uma enorme e nova oportunidade. É um mercado muito maior a ser explorado”. E a tecnologia que possibilita imprimir praticamente em qualquer superfície (sem tocá-la) é a inkjet (a jato de tinta), que também oferece a criação de trabalhos personalizados para atender à demanda por designs adaptáveis. “As indústrias que usam imagens, como de moda, arquitetura, displays e embalagem, precisam de ferramentas de personalização e produção sob demanda”, completa o executivo.

Gecht citou o exemplo das caixas de papelão ondulado. Já é possível imprimir imagens personalizadas nelas de acordo com o público que as receberá. A indústria de vestuário é outra que tem se beneficiado com as possibilidades de customização oferecidas pela impressão inkjet industrial. Na arquitetura, projetos de decoração utilizam peças de cerâmica com estampas produzidas digitalmente para imitar a superfície de madeiras.

Na conclusão da palestra, o CEO da EFI reiterou que a Quarta Revolução Industrial é iminente e traz novas, maiores e mais lucrativas oportunidades para os que trabalham na área de impressão.

E no Brasil? “A EFI está entrando na Indústria 4.0. Os nossos produtos são globais e desenvolvidos para serem utilizados em qualquer parte do mundo. Em 2018, por exemplo, provavelmente teremos algumas novas impressoras Nozomi instaladas na América Latina. Atualmente no Brasil, estamos conversando com clientes que trabalham com corrugados para comunicação visual e embalagens, sobretudo empresas que produzem o que chamamos de embalagens secundárias. Por exemplo, ao comprar um produto na Amazon, o cliente recebe a embalagem do próprio produto e a embalagem secundária, que vem com informações personalizadas para esse cliente. Aí entram a inteligência artificial e a personalização, características da Quarta Revolução Industrial”, responde Erande Ramos, diretor de vendas da EFI para a América Latina.

Assista à palestra (em inglês) do CEO da EFI no vídeo abaixo:

Lançamentos

No dia 24 de janeiro, na sala principal do Connect, diante de uma plateia de executivos de birôs e gráficas, Marc Olin, CFO da EFI, apresentou o panorama das soluções de software e hardware da empesa e emendou mostrando os lançamentos do primeiro quadrimestre de 2018. Para o mercado de grandes formatos, as novidades apresentadas foram a impressora FabriVU340i e a série Vutek HSF4 (com os modelos 125 e 100).

Indicada para estamparias digitais de produção industrial, a FabriVU340i é uma sublimática com 3,4m de largura e sistema de fixação em linha cuja capacidade de produção é de 250m2/h.

Já disponíveis, os modelos 125 e 100 da série Vutek HSF4 são equipamentos UV com sistema híbrido de alimentação de mídias. Com configuração de tinta de duplo CMYK, as máquinas são indicadas para produção econômica de banners, outdoors, fachadas de prédios e aplicações similares. As impressoras incluem os recursos da série EFI Vutek HS, como a tecnologia “Pin and Cure” e funções de manipulação de substratos semi ou totalmente automatizada.

EFI mostrou seus próximos lançamentos: impressoras industriais para estamparia têxtil e comunicação visual

Grandes formatos

Entre as várias sessões dedicadas a impressão de grandes formatos, uma das mais destacadas foi a de Marco Boer, vice-presidente da IT Strategies, que ministrou a palestra “Wide format graphics forecast, opportunities” (Previsões e oportunidade em grandes formatos). Nela, o executivo da consultoria internacional discutiu a atual situação do mercado e das tecnologias do segmento. Quem se dedica a estudá-lo depara inevitavelmente com a dificuldade de classificar as impressoras de grande formato. Para a tarefa, quais seriam os melhores parâmetros? Boer sugeriu algumas alternativas, como os tipos de mídias (rígidas ou flexíveis) e os tipos de tintas (látex, UV e solvente). Outra dificuldade é a classificação das empresas que adotam essas máquinas: gráficas comerciais, gráficas rápidas, prestadores de serviços de impressão ou laboratórios fotográficos. As definições estão constantemente mudando.

Entre as tendências do mercado de grandes formatos apontadas pelo vice-presidente da IT Strategies está o crescimento até 2021 do volume de impressões. Atualmente, a dona do maior bolo é a categoria de máquinas solventes/látex, seguida pela categoria de impressoras UV.

Boer apresentou também dados sobre o histórico de instalações de impressoras UV no mundo, segmentando a categorias em: flatbed de custo de até 200 mil dólares; flatbed de mais de 200 mil dólares; rolo a rolo de até 200 mil dólares; rolo a rolo de mais de 200 mil dólares. Em 2016, no mundo, haviam sido vendidos quatro vezes mais modelos flatbed que rolo a rolo. Além disso, no mesmo ano, foram impressos mais materiais flexíveis que rígidos em UV, um cenário que tende a se manter até 2021, sobretudo no segmento dos produtos vinílicos, como lonas e autoadesivos.

O palestrante também ressaltou os benefícios da UV LED, como aumento de produtividade, economia de energia, operações limpas e ausência de ozônio na produção. Entre as desvantagens estão o custo mais elevado da tecnologia e de seus insumos. E a tendência é que a UV LED substitua nos próximos anos as lâmpadas convencionais.

Na conclusão da apresentação, Boer ressaltou que a demanda por impressos de grandes formatos continuará forte, as aplicações continuarão a se proliferar e a tecnologia de cura UV é a líder em termos de produtividade.

Impressão inkjet tem o potencial de estampar inúmeros tipos de superfície

Impressão digital em tecidos

Além de tratar de grandes formatos (tópico acima), Marco Boer, vice-presidente da IT Strategies, ministrou a palestra “Soft signage market & opportunity” (Soft signage: mercado & oportunidade). No segmento de impressão digital em tecidos para aplicações de sinalização e decoração, a tendência mais expressiva tem sido a expansão dos tipos de aplicações. Além de materiais mais usuais e simples, como banners e tendas, há uma nova demanda por peças com design funcional, como muros e móveis infláveis e cortinas instaladas em projetos de arquitetura. No entanto, na América do Norte, o mercado de soft signage ainda está calcado nas instalações mais tradicionais: objetos envelopados (9%), banners (11%), bandeiras (16%), aplicações em ambientes internos (17%), banners e estandes para feiras de negócios (23%) e peças de ponto de venda (24%).

O executivo também destacou os benefícios da impressão sublimática em tecidos, como as cores brilhantes, o processo ambientalmente amigável, o crescimento do mercado e o substrato mais leve e fácil de manipular e transportar.

Por ora, a tecnologia mais disseminada para o soft signage é a sublimação transfer. Na comparação com a impressão sublimática direta, a transfer permite melhor calibração de cores e não requer pré-tratamento no tecido. Porém, pode causar problemas de registro em grandes larguras e ser complicado de lidar em produções de altas tiragens.

Por fim, Boer pontuou que em 2017, na América do Norte, 102 milhões de m2 de soft signage foram produzidos. A estimativa é que o número cresça para quase 146 milhões de mem 2020. Trata-se de uma atividade em ascensão, não apenas pelo aumento da demanda por novas aplicações, mas também por tomar uma fatia de mercado de alguns trabalhos que usam mídias vinílicas, sobretudo lonas.

Outro a falar sobre soft signage foi Mike Wozny, gerente de produto da EFI. Além de abordar os softwares, consumíveis e impressoras sublimáticas da própria empresa, o executivo apontou fabricantes de tecidos, equipamentos de acabamento e requisitos ambientais para a instalação do maquinário na gráfica.

Wozny apresentou as vantagens da tecnologia de impressão sublimática e mostrou as razões da ascensão do soft signage. Por exemplo, nos Estados Unidos, muitos clientes têm preferido usar o tecido porque ele valoriza as marcas, além de serem completamente sem odor e fáceis de dobrar, limpar e reutilizar. Os provedores de impressão também se beneficiam ao utilizar os tecidos porque são mais fáceis de serem instalados e transportados, o que diminui custos operacionais.

A indústria têxtil é uma das grandes beneficiadas pelas ferramentas de personalização oferecidas pela impressão inkjet

Displays e embalagens

Outra palestra a tratar de números e tendência de mercado foi a “2018 Outlook and trends in digital inkjet for corrugated, packaging, and merchandise displays” (Panorama 2018 e tendências na inkjet digital para corrugados, embalagens e displays), ministrada por Marco Boer, vice-presidente da IT Strategies. Dessa vez, o executivo da consultoria internacional apresentou dados do volume de embalagens (etiquetas, cartonadas, flexíveis e corrugadas) impressas tanto em processos convencionais quanto em inkjet. Nas estimativas do palestrante, há uma tendência de crescimento geral do mercado global até 2019.

Na América do Norte, as caixas corrugadas são majoritariamente impressas por processos convencionais. Em 2017, 854 bilhões de páginas foram estampadas por sistemas analógicos, ao passo que 1,5 bilhão de páginas foram impressas em inkjet. Essa diferença, pelas projeções do IT Strategies, está bem longe de diminuir. Porém, o digital tende a crescer e estampar 6,1 bilhões de páginas em 2020. Isso ocorrerá em função das novas demandas do segmento de varejo, que tem exigido maior variedade de tipos de caixas corrugadas.

Boer concluiu dizendo que, embora os processos convencionais ainda sejam muito fortes e tendam a ganhar mercado, a digital para corrugados veio para ficar. Atualmente, o mercado está adotando a tecnologia principalmente para atender ao varejo, tanto na produção de displays quanto de caixas personalizadas. E o executivo vaticina que o crescimento pode ser ainda maior do que as projeções atuais.

Nozomi imprime caixas corrugadas e personalizadas com alta qualidade de imagem

O grande destaque da EFI para a impressão inkjet de embalagens corrugadas é a Nozomi C18000, impressora UV LED capaz de produzir nada menos que 75 metros lineares/min ou 7.224m2/h, em folhas de 1,8m × 3m. Em impressão em dois níveis e folhas de 0,8m × 1m, a máquina estampa até 6.600 peças/h. Trata-se de uma tecnologia de altíssima produção e, proporcionalmente, de custo maior de aquisição e instalação.

Para mostrar os benefícios da Nozomi, o CEO da EFI, Guy Gecht, reuniu no dia 23 de janeiro, na sala principal do Connect, dois usuários do equipamento: Eric Bacourt, CEO da Hinojosa Packaging Solutions (gráfica espanhola especializada em corrugados) e Mal McGowan, CEO da McGowans Print (birô irlandês de displays para pdv e grandes formatos). No bate-papo, que girou em torno das vantagens produtivas da impressora, McGowans foi taxativo: “A Nozomi foi uma virada de jogo. Foi uma grande transformação na tecnologia digital nos últimos dez anos. A impressão dela é melhor e tem um visual diferente. E ela me permitiu começar a exportar displays para o Reino Unido e para a Europa, porque eu posso imprimir o mesmo display em uma só tiragem, mas variando os idiomas dos textos contidos neles”.

Confira abaixo (em inglês), a reunião dos executivos:

Balanço do EFI Connect 2018

Ampliar networking. Conhecer novas tecnologias. Ficar por dentro de panoramas e tendências de mercado. Essas são algumas das oportunidades únicas oferecidas por uma conferência nos moldes do EFI Connect. Pujança e opulência dão o tom do evento, que está aí para disseminar informações e ferramentas para abrir a cabeça do empresariado e – mais importante – fazer com que elas sejam aplicadas para proveito e lucro. A edição 2018 do evento deixou claro que o mundo digital e a Indústria 4.0 estão desencadeando transformações inexoráveis no universo da impressão. Aqueles que negligenciarem a nova onda certamente serão varridos por ela. Mas enquanto os apegados aos paradigmas antigos estão fadados a falir, outros tantos se beneficiarão da ocasião. Para os que preferem estar entre os bem-sucedidos, além de visão e inteligência, é fundamental ter e usar as informações corretas. E o Connect prova ser uma excelente fonte dessas informações.