Envelopamento de carros: com ou sem emendas

Por Eduardo Yamashita em 20/11/2014

Envelopamentos de veículos sem emenda exigem planejamento e são desafiadores. Muitos instaladores de vinil não possuem habilidades para colocar isso em prática corretamente. Muitos prometem envelopamento sem emendas, mas não conseguem entregá-lo. E uma coisa é certa: com um envelopamento autêntico, é possível se diferenciar da concorrência. E, sim, os melhores instaladores conseguem realizar instalações com poucas emendas.

Planejamento

O sucesso do envelopamento está diretamente ligado ao planejamento e a mãos firmes. Quanto mais bem planejado, mais fácil será a aplicação. É uma medida que serve para qualquer trabalho. No entanto, evitar emendas exige mais cuidado.

No envelopamento sem emendas, há algumas complicações. Você tem de entender os baixos-relevos e como eles afetam a aplicação. Antes de começar o trabalho, saiba como abordar o consumo de vinil e as condutas com eles.

Pergunte-se: Antes de aplicar o vinil no veículo, terei a cobertura que preciso? Depois de considerar cuidadosamente a resposta, faça outra pergunta: O que é necessário fazer para preparar esta área do veículo de modo que pareça uma peça única?

Instaladores que sabem aplicar vinis sem emendas conseguem se diferenciar no mercado

Instaladores que sabem aplicar vinis sem emendas conseguem se diferenciar no mercado

Combinação de cores

Por exemplo, se depois de aplicar um vinil vermelho e preto sobre um carro branco surgirem espaços brancos, vai parecer um trabalho desleixado. Para evitar isso, é preciso embutir componentes dentro de algumas das áreas de baixo-relevo (acabamentos) para que a cor original do carro não seja revelada. E não esqueça de considerar essas questões antes de projetar o envelopamento.

Pergunte-se: Os acabamentos (baixos-relevos) serão um problema? O que vou fazer com eles? Se essas áreas são pintadas de preto e a imagem é composta de preto e vermelho, então você não tem de se preocupar em combinar o gráfico.

Provavelmente, a melhor cor para trabalhar em cima em um veículo é a preta, porque ela "desaparece" e não chama atenção. Num mundo utópico, haveria apenas carros pretos, para facilitar o trabalho dos instaladores. E, nesse caso, o envelopamento sem emenda seria muito mais fácil, porque é possível transformar o preto em qualquer cor. Mas a realidade é diferente: há uma série de pinturas variadas.

Planejamento é fundamental para garantir uma aplicação profissional

Planejamento é fundamental para garantir uma aplicação profissional

Envelopamento parcial

Em alguns casos, a cor é tão diferente que, dependendo do projeto, deve-se usá-la em conjunto com o projeto e fazer um envelopamento parcial.

Envelopamento parcial pode ser a melhor solução em muitos casos, porque é possível que o instalador não possua as habilidades necessárias para obter uma cobertura completa e executar o trabalho corretamente.

Se você não tem as habilidades para fazer um envelopamento sem emendas, não hesite em realizar o parcial. Por exemplo, é muito mais fácil aplicar imagens de chamas nas laterais do veículo do que envolver todo o veículo.

Quando você não pode fazer um envelopamento total, às vezes, envelopamentos parciais funcionam bem.

Esse artigo técnico foi patrocinado pela Imprimax, fabricante de vinis adesivos

Este artigo técnico foi patrocinado pela Imprimax, fabricante de vinis adesivos

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Sobre o autor: Eduardo Yamashita é consultor técnico especializado em vinis adesivos, envelopamento de carro e comunicação visual

Sobre o autor: Eduardo Yamashita é consultor técnico especializado em vinis adesivos, envelopamento de carros e comunicação visual



Serigrafia em Ação é novidade da Serigrafia Sign 2017

Por Luiz Ricardo Emanuelli em 07/02/2017
Em espaço dedicado, haverá demonstração das diferentes etapas do processo serigráfico

Em espaço dedicado, haverá demonstração das diferentes etapas do processo serigráfico

A edição 2017 da feira Serigrafia Sign, que será realizada entre os dias 12 e 15 de julho, no Expo Center Norte, terá o Serigrafia em Ação, espaço dedicado às principais técnicas e aplicações serigráficas. No local, serão realizadas demonstrações em horários pré-determinados pelo professor Moacir Ferreira e pelas equipes técnicas da Gênesis Tintas e da Tucano Equipamentos, que mostrarão na prática as etapas de preparação da arte final e do fotolito, revelação, gravação de matrizes e impressão de diversos efeitos diferenciados em serigrafia têxtil e comunicação visual.

A duração estimada das apresentações é de 50 minutos. A primeira será de policromia simulada com corrosão e supermacio, direcionada ao mercado de moda casual, com impressão em camiseta preta. A segunda será com Hidrocryl Elastic, voltado para o mercado de moda fitness, com impressão em tecido de lycra, suplex ou similar. A terceira será com UV fosforescente, para o mercado de comunicação visual, com impressão em placa de sinalização.

Liliane Bortoluci, diretora da feira, declarou: “A organização está empenhada em levar aos visitantes iniciativas dinâmicas por meio de atividades paralelas que serão apresentadas na feira. O Serigrafia em Ação é uma delas e será um excelente espaço para empresários do setor e novos empreendedores conhecerem as inovações no processo de impressão serigráfica, com conteúdo relevante e troca de informações”.

Fonte: Serigrafia Sign 2017



Os iluminantes: fundamentais no gerenciamento de cores

Por Pedro Gargalaca em 05/12/2012

Neste artigo técnico, há informações sobre os iluminantes CIE usados para o controle e gerenciamento de cores.

Luz e iluminantes

Qualquer luz emite energia nas diferentes faixas de comprimento de onda do espectro visível. Ao resultado gráfico disso, damos o nome de "curva de distribuição de energia espectral dos iluminantes".

O gráfico abaixo mostra a emissão energética da luz do dia (com temperatura de cor de 6500K). O eixo horizontal representa os comprimentos de onda (entre 300 e 820nm). Já o eixo vertical representa a energia relativa espectral. O pico da curva ocorre aos 460nm, na região dos azuis. Ou seja, a aparência dessa luz será azulada. Portanto, os objetos observados sob este iluminante tenderão a parecer mais azulados.

Emissão energética espectral da luz do dia, com temperatura de cor de 6500K

Iluminante e fonte luminosa

Também é importante entender a diferença entre fonte luminosa e iluminante. De acordo com Billmeyer e Saltzman, uma fonte depende de energia para gerar iluminamento. Por exemplo: as lâmpadas que usam energia elétrica. Já um iluminante é definido por sua curva de energia espectral, que não precisa existir necessariamente.

Para a análise das fontes, usa-se um espectroradiômetro (ou um equipamento EyeOne). Os iluminantes são especificados por curvas de energia espectrais teóricas. Assim, podemos desenhar um gráfico, e ele passa a ser um padrão de iluminante.

Índice de Reprodução de Cor (IRC)

Os testes para verificar se uma fonte luminosa se aproxima de um padrão internacional (iluminante) é conhecido como CRI ("Color Rendering Index", ou Índice de Reprodução de Cor, o IRC).

A escala que classifica as fontes luminosas vai de 0 a 100 (o ponto 100 simula a luz do dia, isto é, a visualização do iluminante padrão D65).

A recomendação de algumas normas internacionais, como a ISO 3664, é que este índice seja sempre superior a 90, para que as fontes luminosas sejam confiáveis (para análise e gerenciamento de cores).

Porém, quanto maior o CRI de uma fonte, mais cara ela é: uma lâmpada com CRI acima de 90 custa mais do que uma com CRI inferior a 90.

Saiba que não existe nenhuma fonte luminosa que atinja o valor de CRI igual a 100.

Como os iluminantes afetam a cor

Vamos dar um exemplo: temos uma caixa nas cores preta, azul e verde. Ela fica numa sala com luz vermelha. Nessas condições, aos nossos olhos, vai parecer que a caixa é preta, pois todas as cores dela absorvem a cor vermelha e, portanto, nenhuma luz chega a nós.

Outro fenômeno é a metameria de iluminante. Duas cores parecem iguais quando vistas sob a mesma fonte luminosa, mas se tornam diferentes quando observadas sob outra. Por exemplo: uma cor com três pigmentos (vermelho, azul e amarelo) gerou a seguinte curva de reflectância espectral:

Na produção de um novo lote desta cor, o colorista teve que utilizar um tom alternativo, pois o vermelho que ele usava parou de ser fornecido. O resultado da formulação gerou a seguinte curva de reflectância:

Assim, chegamos a algumas conclusões:

  • Quando as duas cores são observadas sob a luz do dia, que ressalta as deficiências de azul, elas ficam com aparência idêntica. Isto se deve ao fato de que as duas curvas de reflectância espectral não possuem diferenças na região do azul;
  • Quando as duas cores são observadas sob a fonte de luz CWF, que é a lâmpada fluorescente branca fria, a aparência das duas cores começa a parecer diferente, pois a CWF ressalta os defeitos da região de verde. Como as duas curvas de reflectância já apresentam certa deficiência nesta região, os defeitos ficam mais evidentes;
  • Quando estas cores são observadas sob a fonte de luz incandescente, que ressalta as deficiências de vermelho e amarelo, a diferença fica muito perceptível, pois as curvas de reflectância são muito diferentes nesta região do gráfico.

Escolha o iluminante

Qual o iluminante correto para avaliar as cores do impresso? Resposta: aquele que mais se aproxima ao iluminante do local onde o impresso será visto e ficará exposto.

Por exemplo: se o impresso ficar em ambientes externos, escolha iluminantes que representem as variações da luz do dia. Se o impresso for instalado numa loja de departamento, escolha os iluminantes fluorescentes.

Saiba qual é a fonte luminosa (e o seu fabricante) utilizada no ponto de venda. Assim, você pode obter a curva de distribuição espectral da fonte e compará-la com as curvas dos iluminantes padrão CIE.

Outro exemplo: se a fonte utilizada no ponto de venda for a GE Branca Fria, pesquise as curvas de distribuição espectral nos catálogos da General Electric.

iluminante para gerenciamento de cores

Comparação entre iluminante de uma fonte GE e o iluminante CIE F2

O padrão para o iluminante CIE F2 foi baseado numa média de fontes fluorescentes "branca fria" disponíveis no mercado. Comparando as duas curvas de distribuição energética espectral acima, podemos observar que a curva da lâmpada da GE não é igual à curva do iluminante CIE F2. Mas elas são similares.

Se medirmos o CRI da lâmpada da GE, vamos obter algo próximo de 90. Portanto, ao medirmos com o espectrofotômetro usando o iluminante F2, estaremos simulando como o impresso será visto no ponto de venda.

Porém, nem todos os fabricantes permitem acesso às curvas de distribuição espectral de seus produtos. Nesta situação, precisamos saber se as cores produzidas não são metaméricas, e devemos avaliar a reprodução da cor em três iluminantes: D65 (luz do dia), F2 e A (Incandescente).

Se as variações de delta E não forem grandes entre esses três iluminantes, não haverá problemas em qualquer que seja o ambiente onde o impresso será exposto.

Fonte: Coralis. Edição do texto: InfoSign