Entrevista com Igor Paiva, gerente de Marketing da Imprimax

Por Luiz Ricardo Emanuelli em 29/08/2017
InfoSign entrevistou Igor Paiva, gerente de Marketing da Imprimax

InfoSign entrevistou Igor Paiva, gerente de Marketing da Imprimax

Manter seu portfólio de produtos em constate evolução. Essa é uma das grandes características (e diferenciais) da Imprimax, fábrica nacional de películas adesivas que atua no mercado desde maio de 1993. Contando com planta fabril, equipamentos, mão de obra e laboratórios modernos e qualificados, a empresa faz constante monitoramento das demandas do mercado e de seus clientes, para, consequentemente, desenvolver e prover mídias melhores aos segmentos de comunicação visual, decoração e automóveis. Outra característica marcando da empresa é seu compromisso em ajudar a profissionalizar o mercado no qual atua. Além de oferecer suporte técnico aos clientes, a empresa cumpre uma agenda riquíssima de atividades de educação e estímulo, como o concurso Dividindo Ideias e o centro de treinamentos de adesivação e envelopamento. Para falar sobre esses e outros assuntos, como a série de lançamentos de produtos em 2017, o InfoSign entrevistou Igor Paiva, gerente de Marketing da empresa. Acompanhe:

InfoSign: Quais os lançamentos da Imprimax para 2017?

Igor Paiva: Este ano, resolvemos trazer algumas tendências de materiais e cores que fazem sucesso fora do país. Na linha decorativa, procuramos desenvolver alguns adesivos de madeiras que sejam similares à realidade, com acabamentos em carvalho e imbuia. Outras novidades foram os revestimentos de couros e mármore carrara, além dos materiais com texturas de pincéis, como o artístico (em diversas cores), o savana (que imita pele de animais) e o adesivo telado. Esses materiais são resistentes a produtos de limpeza de uso residencial, não propagam fogo, são antibactérias e antiumidade.

Para a linha automotiva, resolvemos importar os cromados brilhante e fosco e o fibra 5D, pois percebíamos que muitos clientes queriam comprar estes produtos, mas não conseguiam ter acesso a eles. Também lançamos os novos Gold Max Alta Performance e o Gold Fosco Alta Performance, cujo objetivo é fornecer um material com qualidade internacional, mas produzido no Brasil. Estes materiais contam com um vinil de alta performance com mais aditivos, que é muito moldáveil e resistente a intempéries. Além desses aditivos, o produto conta com um frontal blockout, que não deixa a cor da superfície alterar a cor do vinil. Os materiais são compostos por adesivos reposicionáveis e estão disponíveis nas opções fosca e brilhante, e nas cores sólidas e perolizadas, nas dimensões de 1,40m x 25m.

Criamos também novas cores para a linha Gold Alto Brilho, e passamos a vendê-la em bobinas de 1,40m x 25m. Além disso, a Imprimax alterou as colas das linhas Gold Max e Color Max, que agora lveam adesivo reposicionável.

Também lançamos o iMax, produto que veio para substituir a manta magnética. Com custo-benefício melhor, o material aceita impressão e recorte eletrônico e está disponível com cola reaplicável, podendo ser aplicado e removido diversas vezes.

Em resumo, quais são as linhas de produtos que vocês oferecem atualmente?

A Imprimax está presente nos segmentos de comunicação visual, decoração (Décor Max) e automotivo (Gold Tuning). Estamos com diversas soluções que podem facilitar a conversão do dia a dia.

Entre os segmentos de envelopamento, decoração e sinalização comercial, em qual a Imprimax investe e atua mais? Por quê?

A Imprimax acredita muito no potencial do mercado em geral. Por isso, investimos nos produtos para que atendam a qualquer segmento. Por exemplo, um cliente que atua em comunicação visual pode também decorar ou envelopar um veículo. Então, oferecemos soluções que podem ser utilizadas em diversos segmentos, assim agregando valor aos serviços dos nossos clientes. Cada vez mais investimos na criatividade e fortalecimento dos segmentos.

A decoração ambiental personalizada com vinis vêm ganhando cada vez mais espaço. Por qual motivo?

A decoração vem ganhando força porque é fácil e prático a personalização total e a revitalização de móveis e ambientes utilizando o vinil. Estamos chamando isso de Decor Express, pois essa facilidade tem um custo-benefício mais atrativo e não tem quebra-quebra, deixando o cliente final satisfeito com o resultado e a qualidade dos produtos oferecidos. Outra vantagem é que os móveis antigos não precisam ser trocados com tanta facilidade, é só envelopar.

O que você tem a dizer às empresas que querem ganhar dinheiro oferecendo serviços de decoração?

É que acreditamos tanto quanto vocês, e que esse mercado ainda é promissor no Brasil, ou seja, está apenas começando.

É possível dizer que prestar serviço de decoração e sinalização dá para lucrar mais do que oferecer serviços de envelopamento de carro?

Tudo depende do serviço, da valorização do profissional e do projeto. Acredito que qualquer trabalho possa ter lucro se feito com qualidade. Sempre fazemos um comparativo com um restaurante: se você for em um restaurante e for mal atendido ou não gostar da comida, você indicaria para alguém? É a mesma coisa em nosso segmento; faça os trabalhos com amor e criatividade, que você sempre será lembrado e indicado para a realização de outros serviços. Então, acreditamos que em qualquer segmento é possível ganhar dinheiro, basta dedicação e valorização da mão de obra.

Atualmente, quais tipos de vinis os envelopadores têm solicitado e usado?

Os envelopadores ultimamente pedem materiais com alta moldabilidade, que resistem a intempéries e tenham adesivos reposicionáveis. Por essa necessidade, desenvolvemos o Gold Max e o Gold Fosco Alta Performance. Para decoração, solicitam materiais texturizados e diferenciados.

Quais são, ainda, as dificuldades que os envelopadores mais enfrentam? Por quê?

Percebemos que muitos que estão no mercado ainda não sabem utilizar os materiais corretos para cada tipo de aplicação, ou acabam utilizando um produto inferior para economizar, sofrendo consequências futuras. Por esse motivo, estamos investindo bastante em workshops e treinamentos, para poder formar aplicadores técnicos e reciclar os que já atuam no mercado.

Como funciona o centro de treinamento da Imprimax?

Há mais ou menos um ano, a Imprimax investiu em um novo centro de capacitação de envelopamento, em sua própria sede, que oferece treinamentos segmentados sobre decoração, comunicação visual e envelopamento líquido (Power Revest). Simulamos ambientes e dificuldades reais, e os alunos ficam dois dias aprendendo as mais variadas técnicas de aplicação na prática. Nossos instrutores também ensinam dicas criativas para agregar valor nos trabalhos. Os valores dos treinamentos são bem reduzidos, para que todos possam ter acesso, saindo a R$599,90, podendo ser parcelado em até três vezes sem juros no cartão de crédito. Há descontos para quem paga à vista.

Em qual fase está atualmente o Dividindo Ideias (concurso de adesivação e envelopamento que a Imprimax promove)?

O Dividindo Ideias vem se popularizando como um catálogo de trabalhos criativos e de divulgação das empresas que participam. A Imprimax tem como objetivo fortalecer os segmentos de comunicação visual, decoração e automotivo, com ideias inusitadas para que o mercado tenha uma nova visão do que pode ser feito com os vinis autoadesivos. Já estamos no segundo ano de ação, e a cada ano recebemos mais ideias criativas. A Imprimax premia os vencedores mensais para incentivar, cada vez mais, a criatividade. Temos como meio de divulgação um grupo no Facebook #dividindoideias e o site (www.dividindoideias.com.br).

Como funciona o desenvolvimento de produtos da Imprimax?

Para desenvolver um produto, a Imprimax sempre realiza uma pesquisa com quem realmente utiliza as mídias, para identificarmos as necessidades e, assim, melhorar o que já está em linha ou, simplesmente, para criar uma nova solução para o mercado. Todo ano, pesquisamos as tendências mundiais de cores, texturas e performance de produtos para agregar conhecimento nas soluções que criamos.



Transfer digital: vantagens, dificuldades e processos

Por Jimmy Lamb em 14/09/2013

O transfer surgiu como alternativa barata à serigrafia, mas infelizmente o resultado que ele conferia ficava bem abaixo do esperado. Além de reproduzir imagens sofríveis, o transfer tinha a tendência de rachar e descascar depois de duas ou três lavagens. Com isso, ele criou uma má reputação. Mas os transfers digitais de hoje são bem diferentes, pois contam com tintas especiais, e não adesivos.

A primeira etapa do processo de criação de um transfer digital é a reprodução das imagens, realizada com uma impressora inkjet (usando o tipo certo de tinta) sobre um papel especial. Em seguida, o papel é colocado com a face para baixo sobre o produto (camiseta) e a prensa térmica aplica a tinta, por meio de calor.

      Saiba mais sobre sublimação:

A combinação de calor e pressão faz com que a tinta seja transferida do papel para o substrato. O papel transfer é então removido e descartado, deixando uma impressão na peça (no caso da sublimação, a imagem é realmente incorporada à superfície). Dependendo do equipamento, leva-se menos de dois minutos para imprimir e prensar.

Vantagens do transfer digital

O transfer digital realmente percorreu um longo caminho, especialmente em relação à  capacidade e ao custo. Hoje, ele tem retorno de investimento rápido, com custos iniciais razoáveis, que variam de 500 a 2.100 dólares (valores válidos para o mercado dos EUA), sem incluir a prensa térmica. Mas um dos aspectos mais atraentes do transfer digital é a capacidade de fazer trabalhos sob demanda.

Com a impressão digital, não é preciso se preocupar com separações de cores, criação de matrizes, setups etc. Se você tiver uma imagem de qualidade (com 350dpi), será possível começar a imprimir transfers em poucos minutos.

Há impressoras a jato de tinta que podem dar saída a imagens coloridas com 20 x 25cm em menos de 40 segundos; o processo de impressão é muito rápido. E, em seguida, a prensagem leva mais um ou dois minutos.

Prensa térmica é equipamento que aplica calor e pressão, para transferir a imagem do papel para a camiseta

Prensa térmica é equipamento que aplica calor e pressão, para transferir a imagem do papel para a camiseta

O processo que vai da arte ao produto é acabado em questão de minutos. Do ponto de vista de vendas, você poderia passar uma manhã criando amostras para potenciais clientes e, na parte da tarde, sair batendo na porta deles.

A impressão digital também é ideal para pequenas produções, o que é um bom complemento para quem já trabalha com serigrafia. Assim, é possível lidar com pequenas ordens de serviço usando transfers digitais de baixo custo, enquanto seus outros equipamentos ficam ocupados com tiragens maiores.

É importante utilizar a tinta adequada para a superfície a ser impressa. É uma questão de química. A escolha incorreta trará resultados inferiores. Com o uso da tinta digital errada, a qualidade e a longevidade da imagem irão declinar. Por exemplo, com camisas de algodão, é preciso usar uma tinta que se ligue às fibras de algodão. Mas quando se trata de fibras de poliéster, será preciso um tipo diferente de processo: a sublimação.

Transfer sublimático

A sublimação utiliza o mesmo processo de produção de qualquer outro transfer digital, mas o processo químico é muito diferente. A tinta sublimática usa corante, e é formulada para fibras sintéticas. Durante a prensagem, a sublimação da tinta se transforma em gás, e as fibras de polímero abrem-se para receber esse gás. A tinta, em seguida, penetra nas fibras.

Quando o calor é retirado, as fibras fecham-se e retêm permanentemente a tinta. Com peças de vestuário, o resultado final desse processo é uma imagem que não desaparece nem descasca durante as lavagens. No caso de materiais rígidos, a superfície não lasca ou descasca.

Com o transfer, é possível estampar uma série de objetos e materiais, desde que eles estejam devidamente preparados para receber a tinta

Com o transfer, é possível estampar uma série de objetos e materiais, desde que eles estejam devidamente preparados para receber a tinta

A impressão tradicional aplica a tinta sobre a superfície. A aplicação de calor transfere a tinta e ativa determinados agentes (aglutinantes) para ligar a tinta à superfície. Por sua vez, a sublimação é um processo que não emprega aglutinantes.

A chave para a sublimação é a fibra de polímero. Com a crescente popularidade das peças de vestuário à base de polímeros, é importante que você concentre-se em usar a tinta certa para elas.

Mas a sublimação não se limita a vestuário. Placas, prêmios, painéis de fotos, produtos promocionais, sinalização, bandeiras, decoração e joias são alguns produtos que podem ser sublimados. A única exigência é que eles tenham uma superfície de polímero ou que tenham revestimento.

Dificuldades

Independentemente do conjunto de tintas escolhido, um dos desafios da impressão digital é o gerenciamento de cores. Isso porque você cria as cores por meio de softwares. Em seguida, a impressora faz a reprodução delas.

O primeiro problema é que o que sai da impressora nem sempre corresponde ao que está na tela do computador. Há duas razões para isso: gama de cores e conversão de cores.

Nem tudo o que você vê no monitor vai ser reproduzido pela sua impressora

Nem tudo o que você vê no monitor vai ser reproduzido pela sua impressora

A gama de cores refere-se ao espectro tonal que um dispositivo pode reproduzir. No caso de um monitor, ela é geralmente maior do que a de uma impressora a jato de tinta. Assim, é possível haver cores na tela que não serão reproduzidas pela impressora.

A segunda razão é que os monitores costumam usar um processo aditivo (RGB), enquanto uma impressora digital utiliza um processo subtrativo (CMY). Assim, acontece um problema de "tradução" entre as cores do monitor e da impressora (saiba mais sobre gerenciamento de cores para impressoras a jato de tinta).

Conclusão

Então, se você está procurando um sistema de baixo custo, considere a impressão e o transfer digital. Certamente existem limitações nesses processos, como a necessidade de usar diferentes tintas para diferentes superfícies. Mas os transfers digitais são versáteis e rentáveis.

Sobre o autor: Jimmy Lamb escreve e palestra sobre sublimação e impressão em tecidos mundo afora. Tem mais de 20 anos de experiência no negócio de vestuário e decoração. Atualmente, é o gerente de comunicação na Sawgrass Technologies.

Esse artigo técnico foi cedido, com exclusividade, pela Sawgrass ao portal InfoSign, que traduziu e adaptou o texto.



HP inaugura fábrica para aumentar produção de tintas Scitex

Por Luiz Ricardo Emanuelli em 16/08/2013

Nova planta vai fabricar tintas para equipamentos Scitex, como o FB10000

Nova planta vai fabricar tintas para equipamentos Scitex, como o FB10000

A HP, fabricante de impressoras digitais, abriu uma nova fábrica (com 3.000m2) de tintas para equipamentos Scitex UV e industriais, como o novo HP Scitex FB10000.

A planta lança mão de processos de fabricação avançados, produção automatizada e um laboratório para desenvolvimento e garantia da qualidade das tintas.

Localizada ao lado da fábrica de insumos da Indigo, a planta foi construída de acordo com as normas da Leadership in Energy and Environmental Design (LEED) — um padrão internacional para edifícios verdes.

"Os clientes da Scitex exigem produtos confiáveis ​​e tintas que ofereçam resultados consistentes. A nova fábrica nos permite atender a essas necessidades", declarou Boaz Perets, gerente geral da HP Scitex.

A nova unidade substitui a planta localizada em Ashkelon, Israel, e foi construída nas adjacências das fábricas da HP em Kiryat Gat. Ela se junta à planta de Porto Rico na produção e fornecimento de tinta a clientes da HP Scitex em todo o mundo.

Fonte: My Print Resource