Durst Brasil tem novo diretor geral

Por Luiz Ricardo Emanuelli em 10/04/2014

Viscom 2012 foi o palco de estreia da Durst Omega 2

Anunciado novo diretor geral da Durst Brasil

A filial brasileira da Durst, fabricante de impressoras digitais, anunciou o novo diretor geral da empresa, Ricardo Pi Martin Vieira, que substitui Flávio Hirata. O executivo também atuará como gerente de vendas para a região latino-americana.

Ricardo é pós-graduado em gerenciamento de negócios estratégicos e, entre outras qualificações, é coach profissional com foco no ambiente corporativo. O executivo tem 18 anos de experiência no segmento de impressão digital e seu último trabalho foi na Océ-Canon, onde atuou como gerente de vendas para a América Latina na divisão DGS.

Sobre o novo desafio, Ricardo comentou: "Chego à Durst em um momento extremamente importante, quando a companhia está lançando produtos e soluções. Essa mudança demonstra como a Durst está focada em investir em seus negócios na América Latina".

Fonte: Durst Brasil



Dicas para um envelopamento perfeito – Parte 1

Por Eduardo Yamashita em 14/08/2016
Primeira parte do artigo aborda os tópicos projeto, escolha dos materiais, produção e preparação, para executar um envelopamento profissional

Primeira parte do artigo aborda os tópicos projeto, escolha dos materiais, produção e preparação, para executar um envelopamento profissional

Serviços de envelopamento de carros têm crescido em grande ritmo nos últimos anos, e muitas empresas de impressão estão tentando lucrar com esse crescimento. No entanto, trata-se de um trabalho que exige experiência e conhecimento em muitos campos, como projeto, materiais, produção, preparação, local de instalação, aplicação e pós-instalação. Nesta primeira parte, serão abordados os quatro primeiros itens.

Projeto

Para o desenvolvimento correto do projeto, o designer deve ter tanto vasta experiência e ferramentas adequadas como modelos recentes de diversos  veículos. Isso é necessário para criar um design sem imagens e mensagens distorcidas ou cortadas.

Cada ângulo, espaço e curva do veículo deve ser levado em consideração na concepção do envelopamento. Ignorar esses elementos resultará em um design difícil de ler e entender. Isso também terá efeito negativo sobre a imagem da empresa.

O design perfeito deve levar em consideração as medidas exatas do veículo

Escolha dos materiais

Há muitos fabricantes de vinis adesivos de alta e baixa qualidade. A dica é sempre escolher os materiais indicados e recomendados para envelopamento.

O resultado do envelopamento está diretamente ligado aos materiais empregados, bem como os custos envolvidos. Se a preocupação é por qualidade e longevidade, então será preciso utilizar vinil de alta qualidade.

É preciso ter em mente que, embora muitas vezes seja aplicado um vinil de marca, não significa que esse material seja a escolha certa para o projeto. Os fabricantes oferecem muitos tipos películas, desde os vinis cast de alto custo e qualidade até os mais baratos, com desempenhos menores, como os vinis calandrados.

A combinação do vinil com o laminado é também extremamente importante. É comum ver empresas utilizando vinis cast com laminado calandrado (e mais barato), a fim de reduzir custos. Laminados cast são, geralmente, três vezes mais caros. Embora a diferença do desempenho inicial não seja muito grande, com o passar do tempo o laminado calandrado começa a levantar muito mais rápido do que o cast. Além disso, o laminado calandrado não foi projetado para ser usado em curvas de veículos e soltará nos primeiros meses.

Portanto, os materiais desempenham um papel muito importante no envelopamento. Assim, mesmo que a empresa conte com os melhores designers e instaladores, se o material não for adequado, o envelopamento não terá a qualidade e a durabilidade desejadas.

A escolha do vinil adesivo adequado é fundamental para obter qualidade superior no envelopamento

Produção (impressão)

Depois de executar o design e escolher o vinil adequado, vem a etapa de impressão das imagens nas películas adesivas. Para tanto, são empregadas impressoras digitais de grande formato, que são bem mais complexas de operar do que os equipamentos de pequeno formato, geralmente usados em escritórios. Por exemplo, cada tipo de vinil exige a utilização de um perfil de cores específico. O perfil é um código criado especialmente para uma mídia. Ele informa à impressora exatamente o quanto de tinta deve ser utilizada na impressão, a fim de obter os melhores resultados na imagem final.

Muitos signmakers não se preocupam com essa etapa e tendem a usar perfis genéricos para todas as mídias. Isso resulta em imagens monótonas, acima ou abaixo de saturação, que simplesmente não parecem corretas.

Para cada tipo de vinil é necessário usar um perfil de cores específico

Preparação

Depois de obter o design, o material mais adequado e a melhor impressão, é chegada a hora de preparar o veículo para a instalação. Trata-se da parte mais demorada no processo de envelopamento. É quando o instalador tem de analisar cada milímetro da superfície do veículo, bem como verificar curvas, portas e para-lamas, para certificar-se de que eles estão totalmente limpos e sem cera.

O carro deve ser lavado um dia antes da instalação e deve estar seco. Uma solução especial, como desengraxante, é usada para limpar o veículo completamente, para remover qualquer resíduo de cera e graxa. Em seguida, deve-se empregar álcool para garantir que a solução aplicada anteriormente seja removida (caso contrário ele afetará o adesivo do vinil).

Jamais negligencie a limpeza do veículo antes da aplicação dos vinis

É importante salientar que mesmo a menor sujeira pode causar falhas na adesivação do vinil e, após um curto período de tempo, a película pode se destacar da superfície. Uma pequena área levantada permite que a água penetre sob o vinil e, eventualmente, cause o total fracasso do envelopamento.

Por ser mais demorada e exigir maior diligência, a preparação muitas vezes é negligenciada pelos instaladores.

Sobre o autor: Eduardo Yamashita é consultor técnico especializado em vinis adesivos, envelopamento de carro e comunicação visual

 



Confecção 4.0: tecnologia que revoluciona o setor têxtil

Por Luiz Ricardo Emanuelli em 04/07/2019
Soluções poderão ser encontradas na feira FuturePrint 2019

Soluções poderão ser encontradas na feira FuturePrint 2019

A Indústria 4.0 engloba automação, robótica e tecnologia da informação (computação em nuvem, big data, simulação e realidade aumentada). Tais inovações, quando aplicadas ao setor têxtil, podem contribuir para a redução de desperdícios e a otimização dos processos, além de possibilitar a manufatura de produtos personalizados em massa, o controle de dados em tempo real e a capacidade de simular processos.

Segundo o especialista em impressão digital, Pedro Dupláa, o setor de confecção foi beneficiado pelas tecnologias da Indústria 4.0: “Essas tecnologias possibilitaram a redução do tempo de produção, de custo, de sobras e de poluentes, por exemplo, e ainda o aumento da produtividade e do faturamento”.

Dupláa explica que as indústrias estão utilizando softwares de Inteligência Artificial (IA) para pesquisar e identificar demandas sem precisar visitar grandes centros de moda como Tóquio, Paris e Nova York. Já na criação de produtos, o software de realidade aumentada está sendo utilizado para expor o produto de forma virtual, removendo a necessidade de criar peças físicas sem antes saber se darão certo. “Com a tecnologia 4.0, as empresas conseguem modelar, prototipar, avaliar modelo, medidas e tamanhos, tudo isso virtualmente. E depois, só então, quando o produto demonstrar real potencial é que as empresas estão partindo para a criação de um modelo físico”, detalha.

De acordo com Dupláa, testes da prototipagem estão sendo substituídos por testes interativos graças ao UI (Interface do Usuário) e UX Design (Design da Experiência do Usuário). “Isso não só economiza tempo e dinheiro como também expõe o produto de teste a uma capilaridade e alcance muito maiores do que a vitrine física de uma loja”, explica.

Na produção, estão disponíveis hoje equipamentos em linha e automatizados. Por exemplo: o tecido passa pela preparação (pré-tratamento), segue para a impressão digital e já é direcionado para a fixação e acabamento, finalizando na mesa de corte a laser. Isso tudo em um espaço menor, se comparado às indústrias convencionais têxteis, e gerenciado por uma equipe reduzida. O processo diminui a emissão de poluentes e sobras, reduz o tempo de produção e melhora a qualidade do produto.

O especialista explica ainda que existem softwares de inteligência artificial, algoritmos e BOTS que estão alterando por completo como a venda é feita e direcionada. Segundo ele, as empresas que estão fazendo uso dessas tecnologias e se inserindo na Indústria 4.0 se conectam não só com a sua região, mas com o mundo inteiro, de forma assertiva, pré-programada e altamente persuasiva, já que o anúncio e a proposta de venda são direcionados sob demanda.

Impressão Digital Têxtil na FuturePrint

As soluções oferecidas na impressão digital têxtil poderão ser conferidas na 29ª FuturePrint (Feira de Tecnologia de Impressão para Mercados de Serigrafia, Sign e Têxtil), que ocorre de 10 a 13 de julho, no Expo Center Norte, em São Paulo. A feira reunirá 250 expositores que representam 650 marcas e espera atrair cerca de 40 mil visitantes.

A feira contará com o Circuito de Impressão Digital Têxtil, chamado de Future Têxtil, que será todo baseado nas indústrias 4.0. O espaço terá sete estações, com o passo a passo da produção de uma estamparia digital têxtil: a pesquisa de mercado, o desenvolvimento do produto, a definição e preparação da imagem a ser impressa, a preparação do tecido, a escolha da melhor tecnologia de impressão e seu respectivo equipamento, o acabamento do tecido e a entrega do produto finalizado para os setores de moda, decoração e calçadista.

Fonte: FuturePrint 2019