Dicas para um envelopamento perfeito – Parte 1

Por Eduardo Yamashita em 14/08/2016
Primeira parte do artigo aborda os tópicos projeto, escolha dos materiais, produção e preparação, para executar um envelopamento profissional

Primeira parte do artigo aborda os tópicos projeto, escolha dos materiais, produção e preparação, para executar um envelopamento profissional

Serviços de envelopamento de carros têm crescido em grande ritmo nos últimos anos, e muitas empresas de impressão estão tentando lucrar com esse crescimento. No entanto, trata-se de um trabalho que exige experiência e conhecimento em muitos campos, como projeto, materiais, produção, preparação, local de instalação, aplicação e pós-instalação. Nesta primeira parte, serão abordados os quatro primeiros itens.

Projeto

Para o desenvolvimento correto do projeto, o designer deve ter tanto vasta experiência e ferramentas adequadas como modelos recentes de diversos  veículos. Isso é necessário para criar um design sem imagens e mensagens distorcidas ou cortadas.

Cada ângulo, espaço e curva do veículo deve ser levado em consideração na concepção do envelopamento. Ignorar esses elementos resultará em um design difícil de ler e entender. Isso também terá efeito negativo sobre a imagem da empresa.

O design perfeito deve levar em consideração as medidas exatas do veículo

Escolha dos materiais

Há muitos fabricantes de vinis adesivos de alta e baixa qualidade. A dica é sempre escolher os materiais indicados e recomendados para envelopamento.

O resultado do envelopamento está diretamente ligado aos materiais empregados, bem como os custos envolvidos. Se a preocupação é por qualidade e longevidade, então será preciso utilizar vinil de alta qualidade.

É preciso ter em mente que, embora muitas vezes seja aplicado um vinil de marca, não significa que esse material seja a escolha certa para o projeto. Os fabricantes oferecem muitos tipos películas, desde os vinis cast de alto custo e qualidade até os mais baratos, com desempenhos menores, como os vinis calandrados.

A combinação do vinil com o laminado é também extremamente importante. É comum ver empresas utilizando vinis cast com laminado calandrado (e mais barato), a fim de reduzir custos. Laminados cast são, geralmente, três vezes mais caros. Embora a diferença do desempenho inicial não seja muito grande, com o passar do tempo o laminado calandrado começa a levantar muito mais rápido do que o cast. Além disso, o laminado calandrado não foi projetado para ser usado em curvas de veículos e soltará nos primeiros meses.

Portanto, os materiais desempenham um papel muito importante no envelopamento. Assim, mesmo que a empresa conte com os melhores designers e instaladores, se o material não for adequado, o envelopamento não terá a qualidade e a durabilidade desejadas.

A escolha do vinil adesivo adequado é fundamental para obter qualidade superior no envelopamento

Produção (impressão)

Depois de executar o design e escolher o vinil adequado, vem a etapa de impressão das imagens nas películas adesivas. Para tanto, são empregadas impressoras digitais de grande formato, que são bem mais complexas de operar do que os equipamentos de pequeno formato, geralmente usados em escritórios. Por exemplo, cada tipo de vinil exige a utilização de um perfil de cores específico. O perfil é um código criado especialmente para uma mídia. Ele informa à impressora exatamente o quanto de tinta deve ser utilizada na impressão, a fim de obter os melhores resultados na imagem final.

Muitos signmakers não se preocupam com essa etapa e tendem a usar perfis genéricos para todas as mídias. Isso resulta em imagens monótonas, acima ou abaixo de saturação, que simplesmente não parecem corretas.

Para cada tipo de vinil é necessário usar um perfil de cores específico

Preparação

Depois de obter o design, o material mais adequado e a melhor impressão, é chegada a hora de preparar o veículo para a instalação. Trata-se da parte mais demorada no processo de envelopamento. É quando o instalador tem de analisar cada milímetro da superfície do veículo, bem como verificar curvas, portas e para-lamas, para certificar-se de que eles estão totalmente limpos e sem cera.

O carro deve ser lavado um dia antes da instalação e deve estar seco. Uma solução especial, como desengraxante, é usada para limpar o veículo completamente, para remover qualquer resíduo de cera e graxa. Em seguida, deve-se empregar álcool para garantir que a solução aplicada anteriormente seja removida (caso contrário ele afetará o adesivo do vinil).

Jamais negligencie a limpeza do veículo antes da aplicação dos vinis

É importante salientar que mesmo a menor sujeira pode causar falhas na adesivação do vinil e, após um curto período de tempo, a película pode se destacar da superfície. Uma pequena área levantada permite que a água penetre sob o vinil e, eventualmente, cause o total fracasso do envelopamento.

Por ser mais demorada e exigir maior diligência, a preparação muitas vezes é negligenciada pelos instaladores.

Sobre o autor: Eduardo Yamashita é consultor técnico especializado em vinis adesivos, envelopamento de carro e comunicação visual

 



Gênesis passa a vender plotters e impressoras digitais da DGI

Por Luiz Ricardo Emanuelli em 28/04/2014

A Gênesis, fabricante nacional de tintas, selou uma nova parceria internacional com a DGI (Digital Graphics Incorporation), fabricante sul-coreana de impressoras digitais. A partir de agora, a empresa brasileira distribuíra no país equipamentos das linhas abaixo:

Omega

Linha de plotters de recorte com novas tecnologias, composta pelos seguintes modelos:

OM-60P

  • Largura: 589mm;
  • Velocidade máxima de corte: 1,131mm/s (diagonal).

OM-130P

  • Largura: 1,220mm;
  • Velocidade máxima de corte: 1,131mm/s (diagonal).

OM-150P

  • Largura: 1,530mm;
  • Velocidade máxima de corte: 1,131mm/s (diagonal).
Plotters da série DGI Omega passam a ser vendidas pela Gênesis

Plotters da série DGI Omega passam a ser vendidas pela Gênesis

Fabrijet

Linha de equipamentos de grandes formatos para impressão direta e indireta em tecidos. Composta pelos seguintes modelos:

FTII-1804S (Impressão Indireta – Transfer)

  • Largura: 1,80m;
  • Cabeça de Impressão: 4 cabeças Konica Minolta (CMYK);
  • Velocidade máxima: 50m²/h.

FTII-3204D (Impressão Indireta – Transfer)

  • Largura: 3,20m;
  • Cabeça de Impressão: 8 cabeças Konica Minolta (CMYK);
  • Velocidade máxima: 120m²/h.

FTII-PRO II (Impressão Direta)

  • Largura: 1,90m;
  • Cabeça de Impressão: 9 cabeças Konica Minolta (CMYK);
  • Velocidade máxima: 120m²/h.

FD-1904 (Impressão Direta)

  • Largura: 1,90m;
  • Cabeça de Impressão: 4 cabeças Kyocera (2 X CMYK);
  • Velocidade máxima: 140m²/h.

 FG-3206 (Impressão Direta)

  • Largura: 3,20m;
  • Cabeça de Impressão: 6 cabeças Konica Minolta (CMYKcLmL);
  • Velocidade máxima: 120m²/h.
Impressora de tecido DGI FTII-1804S

Impressora de tecido DGI FTII-1804S

Impressão direta e indireta de tecidos

A impressão indireta é conhecida como transfer sublimático. Com ela, é possível imprimir sobre um papel especial e, posteriormente, transferir a tinta para um tecido de poliéster. O equipamento DGI de entrada para impressão indireta é o Fabrijet FTII-1804S (para sublimação), com tecnologia Konica Minolta, 1,80m de largura, quatro cores e velocidade máxima de 50 m²/h (720 x 360dpi).

Já a impressão direta é feita sobre o tecido, e isso requer bom desempenho do equipamento para "puxar" e imprimir corretamente o tecido. Para impressão direta no tecido, há diversos equipamentos DGI com diversas larguras, velocidades, cabeças (Konica e Kyocera) e tintas (ácida, reativa e sublimática direta).

Fonte: Gênesis



Mimaki lança ecossistema completo de estamparia digital têxtil

Por Luiz Ricardo Emanuelli em 16/05/2018
Fluxo de trabalho envolve pré-tratamento, impressão, vaporização e lavagem

Fluxo de trabalho envolve pré-tratamento, impressão, vaporização e lavagem

A fabricante Mimaki anunciou o lançamento da série Rimslow, composta por equipamentos para pré e pós-tratamentos no fluxo de trabalho de impressão digital têxtil.

A linha compreende uma nova unidade de pré-tratamento (TR300-1850C), dois vaporizadores (TR300-1850S e TR600-1850S) e um lavador (R600-1850W). Os equipamentos são fabricados pela empresa australiana Rimslow Global, que a Mimaki adquiriu em novembro de 2017.

A impressão inkjet direta em tecidos envolve o quatro processos: pré-tratamento (aplica-se um agente no tecido, para evitar o sangramento da tinta), impressão (executada por equipamentos a jato de tinta), vaporização (para fixar a tinta impressa no tecido) e lavagem (para retirar o excesso de tinta e agentes de tratamento).

As condições de produção têm influência na qualidade final do produto (penetração da impressão, qualidade de imagem, densidade de cor e propriedades de tingimento) e, para fixá-las, são necessários investimento, tempo e conhecimento. Por isso, é importante contar com uma solução completa, com dispositivos integrados.

Segundo a Mimaki, a integração dos equipamentos necessários para a produção de impressão direta em tecidos diminui o tempo de inatividade das máquinas, além de economizar tempo e dinheiro.

Em relação à impressão por sublimação direta, é necessário utilizar um tecido com pré-tratamento, que pode ser realizado por meio de equipamento da série Rimslow, da Mimaki.

Fonte: Mimaki