Como escolher a resolução para a sua impressora digital

Por Luiz Ricardo Emanuelli em 15/12/2012

resolução impressão

A escolha da resolução depende de fatores como a distância de visualização

Em dúvida sobre qual resolução usar na sua impressora? Então faça o seguinte: pergunte ao seu cliente onde o impresso será instalado e por quem e como ele será visualizado.

Se o impresso for visualizado a grandes distâncias, use resoluções menores. Isso porque, quanto mais o observador se afasta, mais dificuldade ele tem de enxergar os pequenos pontos que compõem a imagem. Ocorre uma ilusão óptica.

Já quando o impresso for visualizado a distâncias pequenas, use resoluções maiores, porque os observadores conseguem enxergar os detalhes da imagem.

Portanto, há uma relação inversamente proporcional: maior distância, menor resolução. Menor distância, maior resolução.

Sabendo disso, fica fácil aplicar a seguinte tabela:

Distância de visualização (metros) Resolução (dpi)
Mais de 15 75
Entre 3 a 15 Entre 150 e 300
Entre 1,5 a 3 Entre 360 e 720
Entre 0,5 a 1,5 Entre 720 a 1440
Menos que 0,5 Mais de 1440

Observação: ao escolher a resolução da sua impressora, também leve em consideração o gasto de tempo e de tinta. Existe uma relação diretamente proporcional: quando você opta por usar resoluções maiores, mais tempo e tinta você gastará para imprimir — o que vai encarecer o seu trabalho.

Por exemplo: um dada impressora trabalha na velocidade de 35m2/h, na resolução de 360 dpi, gastando 3ml/m2 de tinta. Se ela operar com 720dpi, gastará 5ml/m2 e vai imprimir na velocidade de 7,5m2/h (frisa-se que esse é apenas uma exemplo para fins didáticos).

O que é resolução de impressão

Segundo o "Guia Xaar para inkjet industrial", a resolução está relacionada com a precisão ou apuro visual de uma imagem. Ou seja, a habilidade de separar visualmente os objetos contidos numa imagem (e os seus limites). Para uma pessoa com acuidade visual média, isso significa distinguir uma par de objetos que compreendem um ângulo visual de 1 arco-minuto (1/60 de grau).

A resolução de impressoras digitais é medida em dpi (dots per inch — pontos por polegada). Se a resolução máxima de uma impressora é de 600dpi, isso quer dizer que ela imprime até 600 pontos (lado a lado) em uma polegada linear. Uma polegada equivale a 2,5cm.

Observação importante: não confundir resolução de impressão (medida em dpi) com resolução de dispositivos de visualização (como monitores), medida em ppi (pixel per inch — pixel por polegada).

Esse artigo é de autoria do InfoSign. Pulicado originalmente no dia 15 de dezembro de 2012.



Mogk leva calandras e prensas térmicas na Serigrafia Sign 2013

Por Luiz Ricardo Emanuelli em 24/06/2013

PTP-1450: prensa da Mogk

PTP-1450: prensa da Mogk

A Mogk, fabricante brasileira de prensas e calandras, vai estar presente na feira Serigrafia Sign 2013. Para a ocasião, a empresa vai levar os seguintes equipamentos:

  • Calandra MTC 1800: dispositivo que realiza a transferência, de forma contínua, de imagens impressas em papel transfer para tecidos sintéticos. Tem largura de 1,80m e trabalha na temperatura máxima de 210°C.
  • Calandra para Fitas MTCF 250: equipamento para transferência térmica de fitas de algodão ou sintéticas. Possui largura de 0,71 m e trabalha na temperatura máxima de 205°C.
  • Prensa Térmica PTP 1450: controlada eletronicamente, essa máquina mantém uma temperatura constante. Possui área útil de 100 x 145cm e controle eletrônico de calor, que vai de 0ºC à 300ºC.

Confira mais informações e novidades sobre a Serigrafia Sign e seus expositores.

MTC 1800: calandra que será apresentada pela Mogk na feira Serigrafia Sign 2013

MTC 1800: calandra que será apresentada pela Mogk na feira Serigrafia Sign 2013

Fonte: Mogk



Como resolver problemas na sublimação – Parte 3: Prensagem

Por João Leodonio em 17/11/2017
Saiba o que fazer para evitar e corrigir falhas encontradas na prensagem

Saiba o que fazer para evitar e corrigir falhas encontradas na prensagem

Além de conhecer e sanar eventuais problemas de impressão e de pré-impressão, saiba como evitar falhas na prensagem na produção de estampas sublimadas.

Problema: imagem lavada

Imagens lavadas são causadas por tecidos com algodão. Quanto mais algodão, maior o efeito de “lavado” (sem definição).

Recomendação: usar tecidos cuja composição seja totalmente de poliéster ou poliéster com pouco elastano. Apenas em último caso devem ser usados tecidos com algodão. Saiba que, quanto mais poliéster, melhor será definição da imagem. Realize sempre testes antes de comprar o tecido.

Realize teste e use o tecido correto para evitar problemas de definição de imagem

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Problema: sombra

As sombras são muito comuns em tecidos que encolhem. Esse problema acontece em todo o tipo de impressão, mas fica mais evidente em cores chapadas e áreas pequenas, como textos ou contornos, em que aparecem sombras provenientes do arrasto do encolhimento do tecido.

Recomendação: testar o tecido antes da compra. No momento da prensagem, fazer um pré-encolhimento com a mesma temperatura da prensagem por, no máximo, oito segundos e sem estampa - apenas para que o tecido encolha. Em seguida, prensar normalmente. Esse procedimento praticamente elimina as sombras ou dublagem por encolhimento.

Realize o pré-encolhimento do tecido para evitar as sombras na imagem

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Problemas de prensa: falta de imagem nos cantos e manchas brancas e de tintas

Um dos problemas mais graves na prensagem, o surgimento de manchas nos tecidos pode gerar grandes perdas financeiras. Em muitos casos, a empresa que prensa esconde as manchas, e o cliente só toma conhecimento delas quando volta da costura, o que aumenta mais ainda os prejuízos. São comuns manchas coloridas como se fossem tinta borrifada no tecido. Quando o papel é menor que a peça, pode surgir uma espécie de moldura colorida (efeito “moldura”) na área onde termina o papel.

Recomendação: limpar constante a prensa e trocar a proteção que fica abaixo do tecido (na hora da prensagem). A limpeza deverá ser feita com etanol (combustível) quando a prensa estiver fria ou com limpador doméstico com a prensa quente (limpeza pesada). Antes de ligar a prensa, realize a limpeza com etanol, sempre movimentado o pano de dentro para fora (nunca de forma circular), até que toda tinta seja eliminada. Também deve-se limpar todos os cantos da chapa onde encontra-se a resistência. O pano pode ser lavado e reutilizado durante a limpeza.

Já o efeito “moldura” pode ser um problema gerado pelo refile do papel (faca da guilhotina suja). Para evitá-lo, recomenda-se recortar toda a borda do papel. Avalie, também, se não há excesso de pressão. Nesse caso, recomenda-se diminuir a pressão, sem prejuízo para a qualidade do serviço.

O efeito “moldura” ocorre quando o papel é menor que a peça

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Problema: falha da imagem

É um problema quase sempre causado pela má preparação da prensa. Portanto, a prensa tem de estar corretamente preparada. Caso contrário, as manchas brancas serão recorrentes.

Recomendação: na base da prensa, utilizar borracha siliconada ou espuma preta com densidade 28. Acima, colocar uma malha branca e, sobre ela, um papel kraft de 300g/m2. Em cima de todos esses materiais, inserir o tecido que será sublimado. Além disso, deve-se verificar a pressão ideal, testando com tecido branco e papel com impressão chapada (de preferência, preto), pois assim regula-se a pressão em todas as áreas da prensa.

Mantenha a prensa em condições ideias para evitar manchas

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Problema: quebra de prensa

Muitas empresas adquirem uma prensa sem testar antes a qualidade e a capacidade operacional do equipamento. Cuidado com as marcas (nacionais ou importadas) que não estão preparadas para fornecer um bom serviço de pós-venda e assistência técnica. Há, ainda, casos em que leigos tentam montar as suas próprias prensas, na expectativa de gastar menos dinheiro. Os resultados dessa “economia porca” são previsíveis.

Recomendação: pesquisar e fazer a relação custo x benefício. Considerar que nem sempre o mais barato (ou o mais caro) é a melhor opção. Sobre prensas importadas, é preciso frisar: existem muitas revendas que prometem manutenção no pós-venda. Nesse caso, é preciso tomar muito cuidado, pois o problema se torna crítico quando o equipamento quebra, e o fornecedor não tem condições de ajudar na manutenção, por falta de peças de reposição, habilidade ou pessoal técnico.

 

Sobre o autor: João Leodonio atua no segmento gráfico há 10 anos, como gerente de produção e consultor. Tecnólogo em produção gráfica, atuou como palestrante pela Imprensa Oficial, de Angola, e como consultor de processos produtivos. É proprietário da Pari Transfer Sublimático