Colorjet lançará na Fespa 2017 impressora têxtil

Por Luiz Ricardo Emanuelli em 11/04/2017
TXF pode imprimir com tinta pigmentada, reativa ou dispersa

TXF pode imprimir com tinta pigmentada, reativa ou dispersa

A fabricante Colorjet anunciou que lançará a impressora têxtil TXF na Fespa 2017, feira que ocorre entre os dias 8 e 12 de maio, na Alemanha.

Indicada para estampar peças de vestuários e decoração, o equipamento pode trabalhar com tinta pigmentada, reativa ou dispersa, para imprimir tecidos como poliéster, algodão, seda, viscose, rayon e lã.

Segundo a empresa, a impressão com tinta pigmentada oferece a vantagem de não exigir pré ou pós-tratamento, o que poupa tempos de produção e reduzi o desperdício de água.

A TXF emprega cabeças Epson e pode trabalhar na velocidade de 24m2/h (5 passadas) ou 60m2/h (2 passadas), em resolução de até 1.440dpi.

A fabricante destaca que a máquina usa sistema de correia para alimentação de substratos, que permite a impressão de tecidos volumosos, finos e esticáveis.

Fonte: Fespa



Vídeo mostra como são fabricadas as impressoras Durst

Por Luiz Ricardo Emanuelli em 20/12/2012

Você já pode matar a sua curiosidade sobre a fabricação das impressoras Durst. Isso porque a empresa acabou de publicar, em seu canal do Youtube, o vídeo "Durst the industrial inkjet specialist" (Durst, a especialista em sistema a jato de tinta industrial).

A película, com um pouco mais de oito minutos, começa mostrando as instalações da principal planta da empresa, sediada em Brixen, cidade localizada ao norte da Itália. Em seguida, conta um pouco da história da fábrica, fundada em 1936 pelos irmãos Julius e Gilbert Durst.

Inicialmente, a ênfase da empresa era na produção de aparelhos fotográficos, como a Automatica, primeira câmera com exposição automática e pré-seleção de diafragma. Na década de 1980, a Durst criou e passou a vender o primeiro ampliador fotográfico horizontal do mundo. E foi em 1994 que a empresa entrou para o mundo da impressão digital, ao lançar a renomada Lambda 130. A máquina reproduzia imagens com qualidade fotográfica em substratos de grande formato.

O vídeo mostra também algumas etapas de manufatura das impressoras Durst, como a montagem de equipamentos rolo a rolo. Além do próprio laboratório para a fabricação de microcomponentes.

A empresa também conta com um centro de pesquisa para inkjet, baseado em Lienz, na Áustria. Além de uma equipe de cientistas, o núcleo tem laboratórios de ponta, para a composição de diferentes tintas, cada uma de acordo com a sua aplicação.

Atualmente, a Durst conta com 500 empregados, três fábricas, 10 centros de distribuição e parceiros de vendas em mais de 120 países.

A fabricante vende impressoras a jato de tinta para decoração de inúmeros substratos (rígidos e flexíveis), cobrindo os mercados de comunicação visual, tecido, cerâmica, embalagem e vidro.

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Texto: InfoSign
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Tipos de tintas inkjet para impressão de grande formato

Por Ray Weiss em 16/06/2015

Comprar tintas digitais não é tarefa simples. Além de avaliar custos, que é uma grande preocupação, é preciso levar em consideração características técnicas como durabilidade, adesão, cobertura e cores.

Antes de comprar tintas e impressoras ou começar no mercado de grande formato, estude cuidadosamente o que é necessário para escolher o tipo de tinta adequado para a sua empresa.

Há diversos tipos de tintas digitais atualmente no mercado: solvente, ecossolvente, látex, UV, UV-solvente, à base d’água, sublimática e tintas para impressão direta em tecidos. Elas têm componentes comuns, o colorante (pigmento ou corante) e o líquido de transporte.

O objetivo desse artigo é tratar das diferentes qualidades e aplicações de cada tinta e mostrar prós e contras, para que você possa tomar a melhor decisão para os seus negócios.

Artigo técnico trata das principais opções de tintas disponíveis hoje no mercado de impressão digital de grande formato

Artigo técnico trata das principais opções de tintas disponíveis hoje no mercado de impressão digital de grande formato

Solvente

Tinta solvente refere-se à solução à base de óleo que contém pigmento e resina. Ela tem a vantagem de resistir a desbotamento, água e abrasão e pode imprimir em diferentes lonas e vinis sem revestimento, permitindo que o pigmento una-se à superfície da mídia.

Depois da impressão, o solvente é evaporado ou eliminado por meio de aquecedores ligados à impressora, deixando apenas o pigmento na superfície do substrato.

Essa tinta é resistente a desbotamento por cinco a sete anos e é excelente para aplicações de longa duração. Como os VOCs (componentes voláteis orgânicos) estão presentes, a ventilação é uma obrigação no processo que utiliza a tinta solvente, mas não é preciso gerar muito calor para que o veículo evapore.

Por ser uma solução à base de óleo, a tinta é bem corrosiva, por isso, a cabeça de impressão entope facilmente. Limpezas regulares são imprescindíveis para manter o equipamento rodando adequadamente. Quem deixar a impressora solvente alguns dias sem manutenção certamente terá problemas com as cabeças.

Ecossolvente

A solução líquida da tinta ecossolvente é composta por extratos de éter gerados de óleo mineral refinado. Não se deixe enganar ao pensar que essa é uma tinta ecologicamente correta só por causa de seu nome. “Solvente baixo” ou “solvente leve” são, talvez, nomes melhores.

A tinta ecossolvente pode imprimir em muitos substratos sem revestimento e demora mais para secar do que a tinta convencional, o que faz com que a manutenção da impressora ecossolvente seja mais simples. Geralmente, uma limpeza por semana é suficiente.

Normalmente, em dois ou três anos a tinta ecossolvente começa a desbotar, e ela é à prova d'água e resistente a abrasão

Normalmente, em dois ou três anos a tinta ecossolvente começa a desbotar, e ela é à prova d’água e resistente a abrasão

Assim como as impressoras solvente, as máquinas ecossolvente empregam calor para a evaporação. Mesmo após a exposição aos aquecedores e ventiladores, a secagem das tintas solvente e ecossolvente podem se prolongar por 24 horas. Portanto, é necessário um tempo de espera antes de o impresso ir para o acabamento, sobretudo para a laminação.

Álcool e limpadores de vidro podem remover essa tinta, portanto, a durabilidade da ecossolvente não é tão boa quanto a solvente.

No mercado, diferentes fabricantes oferecem uma miríade de soluções. Embora pareça assustador, é importante considerar as escolhas, porque uma vez que você prepare a impressora com as tintas selecionadas, é uma tarefa dispendiosa trocá-las.

Todos os fabricantes oferecem o padrão CMYK (cyan, magenta, amarelo e preto), mas é possível obter opções como laranja, verde, violeta, light cyan (Lc), light magenta (Lm), light black (Lk), branco e até prata e metálico.

É importante notar que as tintas light ampliam a cobertura do CMK (cyan, magenta e preta), mas não estendem substancialmente a gama de cores da impressora. Ela aumenta quando tintas laranja, verde ou violeta estão disponíveis.

Tintas especiais, como as metálicas, podem ser empregadas para produzir impressos difrenciados

Tintas especiais, como as metálicas, podem ser empregadas para produzir impressos difrenciados

O branco é usado principalmente para imprimir vinis e filmes transparentes. Com o branco, os impressos não perdem visibilidade se uma fonte de luz estiver instalada atrás deles.

Ao usar tintas brancas, é recomendado agitar o cartucho frequentemente, para prevenir que os pigmentos maiores não decantem. Há várias impressoras que empregam mecanismos que agitam automaticamente a tinta branca.

A tinta metálica é uma adição interessante para quem oferece projetos especiais e que exigem um diferencial, mas ela geralmente diminui a velocidade da impressora e exige laminação para proteger o insumo, que apresenta grandes partículas de pigmento.

Tintas solvente e ecossolvente podem prejudicar a integridade do vinil e até mesmo desbastar e contrair a mídia. Por isso, muitas empresas usam substratos à base de poliéster, para prevenir que a instalação não descole prematuramente da superfície onde foi adesivada. É sempre melhor realizar testes para verificar como – e se – as tintas afetarão as mídias.

As tintas ecossolvente são indicadas para impressão de peças de PDV, banners, vinis, papéis de parede, películas perfuradas para janelas, papéis tratados e alguns tecidos com revestimento para receber impressão inkjet.

Látex

Tintas látex são pigmentadas e à base d’água e empregam polímero disperso. Não há VOCs em tintas látex, portanto nenhuma ventilação é necessária. O impresso já sai completamente curado e pode ser laminado imediatamente.

Um fabricante de impressoras utiliza sistema de aquecedores radiantes e fluxo de ar incorporados nas máquinas para evaporar o líquido da tinta, que causa o aglutinamento das partículas de polímero de látex, formando uma camada de polímero que adere à mídia impressa e encapsula o pigmento. Esse fabricante também utiliza cabeças de impressão substituíveis. Então, é importante levá-las em consideração nos custos de produção.

Há outra fabricante que usa placas cerâmicas irradiadas como fonte de calor. As tintas látex não são corrosivas como as tintas solvente, portanto, os requisitos de manutenção diferem.

Tintas látex são pigmentadas e à base d’água e empregam polímero disperso

Tintas látex são pigmentadas e à base d’água e empregam polímero disperso

Tintas látex esticam bem, e não há necessidade de esperar a desgaseificação antes da laminação. Isso significa que elas oferecem maior velocidade de produção e, por essa razão, tornaram-se populares entre as empresas de envelopamento.

Tintas látex são recomendadas para PDV, banner, vinil, papéis e filmes. Mas antes de imprimir, realize testes e verifique o efeito do calor sobre o substrato, pois alguns podem ser afetados pela alta temperatura. As tintas látex podem imprimir em muitos tecidos, inclusive não tratados.

UV

O tipo mais comum de tinta digital UV é composto basicamente por fotoiniciadores e resinas de oligômeros e monômeros de acrilato. Quando essa composição é exposta à radiação ultravioleta, radicais livres são liberados, o que provoca a polimerização do composto e, consequentemente, o endurecimento da tinta. O pigmento é, então, encapsulado dentro da película.

As tintas UV não evaporam como as solvente. Elas “curam” quando o sistema de luz passa sobre a película impressa. Por apresentar baixa viscosidade e não penetrar no substrato, aplica-se uma camada menor de tinta UV, em comparação aos sistemas solvente e látex.

Tintas UV aderem bem à maioria das superfícies, e aderem tanto que não são recomendadas para imprimir em materiais que esticam muito. Tintas UV secam quase imediatamente e formam uma película sobre a superfície, mas quando impressa em alta velocidade podem causar bandings.

A radiação UV pode vir de uma fonte de luz LED (de baixo calor e longa vida) ou de lâmpada de arco de mercúrio (mais quente e vida mais curta)

A radiação UV pode vir de uma fonte de luz LED (de baixo calor e longa vida) ou de lâmpada de arco de mercúrio (mais quente e vida mais curta)

A manutenção das cabeças de impressão é semelhante aos procedimentos dos sistemas ecossolvente. Não necessitam de ventilação, pois não emitem compostos orgânicos voláteis prejudiciais. As UV não têm a mesma durabilidade que as outras tintas digitais.

Ao usar cartuchos de tintas UV, atente à data de validade. Estas tintas são conhecidas por curar uma sólida massa dentro dos cartuchos. Para evitar que isso aconteça, devem ser armazenadas numa sala com pequenas variações de temperatura.

Imprimir diretamente em substratos rígidos é a grande vantagem da tinta UV. O tempo e o dinheiro economizados também valem o investimento. Alguns substratos podem exigir a utilização de um revestimento para garantir a adesão da impressão.

Tintas UV são indicadas tanto para substratos rígidos (vidro, madeira, metal e plásticos) quanto para mídias flexíveis (lona, vinil e tecidos).

UV-solvente

Tintas UV-solvente empregam uma nova química interessante que combina o melhor dos sistemas UV e solvente. Depois de impressa, a gota de tinta fica nivelada sobre o substrato e não levanta como as UV tradicionais.

A cura é realizada por meio de tubos fluorescentes menos intensos e que podem limitar um pouco a velocidade da impressora, pois as tintas devem se submeter à luz por mais tempo.

No entanto, essa tinta apresenta vantagens como durabilidade, resistência à abrasão e extrema flexibilidade. Ela é curada imediatamente e não há desgaseificação, portanto pode ser laminada assim que a impressão terminar. Além disso, apresenta pouco odor e é indicada para PDV, banners, vinis e alguns tecidos.

À base d’água

A tintas aquosas são à base de líquidos (água ou um substituto líquido) e compostas por um elemento colorante. São comumente descritas como tintas corantes, pigmentadas e, ocasionalmente, como UV. No entanto, UV designa o pigmento, que é resistente à radiação ultravioleta.

As aquosas são indicadas, principalmente, para aplicações internas, como displays de PDV e cartazes, desde que laminadas. Ocasionalmente, as tintas pigmentadas são utilizadas para impressos outdoor de curta duração.

As tintas com corantes podem produzir cores muito vibrantes, mas não são resistentes a água, abrasão e exposição a fontes de luz UV, como lâmpadas fluorescentes, que podem desbotar as cores impressas. Já as tintas pigmentadas resistem à água e têm alguma durabilidade quando expostas aos raios UV. Ambos os insumos exigem mídias com revestimento receptivo à tinta inkjet, o que significa que as opções de substratos não são muito variadas, além de mais caras.

Tintas para impressão em tecidos

Para imprimir tecidos, é importante haver combinação entre a química da tinta e o tipo de substrato. As tintas com corantes ácidos são utilizadas para seda, nylon e lã. Já as tintas com corantes reativos são usadas para algodão, viscose, linho e seda (o tecido deve ser pré-tratado para receber a impressão). Em ambos os casos, o tecido tem de ser lavado após a impressão para a remoção de excessos.

As tintas com corantes dispersos são utilizadas para poliéster. Há dois tipos de dispersas: a de baixa energia, que normalmente é impressa em papel para, em seguida, ser transferida ao poliéster por meio de prensas; e a de alta energia, que é impressa diretamente no poliéster para, depois, ser polimerizada em forno ou prensa térmica.

Há opções de tintas sublimáticas fluorescentes, usadas para obter uma cor específica

Há opções de tintas sublimáticas fluorescentes, usadas para obter uma cor específica

As tintas pigmentadas são normalmente utilizadas para o algodão e misturas de algodão. Elas são fixadas ao tecido por meio de calor ou de cura UV. Como desvantagem, contêm uma resina que cola os pigmentos às fibras. Isso significa que as tintas com mais resinas, embora durem mais, apresentam menos força de cor.

Os fabricantes usam diferentes fórmulas (pigmentos e cargas de solução) para compor as tintas, o que afeta a gama de cores reproduzíveis e os custos de impressão.

As tintas citadas acima podem imprimir diversos tipos de tecidos e algumas podem ser transferidas do papel para superfícies rígidas, como canecas e bonés.

Tintas paralelas ou não originais

Eu seria negligente se não mencionasse a disponibilidade de tintas não originais ou paralelas. No entanto, é importante frisar que o uso dessas tintas pode tornar a produção mais difícil e, às vezes, mais dispendiosa.

Antes de começar a usar tinta paralela, é importante verificar a sua viabilidade com o fabricante da impressora ou prestador de serviço. Conheço tanto casos bem-sucedidos quanto problemáticos. Por isso, uma boa comunicação com os fornecedores ajudará a evitar problemas.

Não tenha pressa

Ao considerar os diferentes tipos de tintas digitais, você poderá tomar uma decisão mais informada sobre o insumo adequado para sua empresa, e custo não pode ser o fator decisivo. Não tenha pressa, estude bem o que você quer produzir e conheça as opções para fazer a escolha certa.

Sobre o autor: Ray Weiss é especialista da SGIA. Também fornece soluções e informações técnicas sobre técnicas, equipamentos, materiais e fabricantes de impressão digital. Há mais de 10 anos, trabalha com vendas, treinamentos, suporte e serviços na indústria de grande formato. Tem vasta experiência com os principais fornecedores de impressoras e softwares RIP.

Sobre o autor: Ray Weiss é especialista da SGIA. Também fornece soluções e informações técnicas sobre técnicas, equipamentos, materiais e fabricantes de impressão digital. Há mais de 10 anos, trabalha com vendas, treinamentos, suporte e serviços na indústria de grande formato. Tem vasta experiência com os principais fornecedores de impressoras e softwares RIP.

 

Este artigo foi publicado inicialmente no SGIA Journal e reproduzido e traduzido pelo InfoSign com a permissão da SGIA (this article first appeared in the SGIA Journal and is reprinted with permissions from the SGIA)