Cobertura Serigrafia Sign 2013 – Parte 3: Mídias, tintas e softwares

Por Luiz Ricardo Emanuelli em 22/07/2013

A exemplo das impressoras digitais, as mídias — assim como as tintas e os softwares — apareceram em abundância na feira Serigrafia Sign 2013. A despeito da fartura, o evento não foi rico em novidades, que apareceram em alguns poucos estandes. Porém, os visitantes puderam presenciar uma grande oferta de produtos aperfeiçoados, de melhor desempenho na produção. Acompanhe a seguir um panorama das soluções de substratos, tintas e softwares que fabricantes e fornecedores expuseram na 23ª edição da maior feira latino-americana de sign e comunicação visual.

Leia também as demais partes dessa cobertura:
1ª: Impressoras digitais
2ª: Corte, gravação e acabamento
4ª: Números, eventos e parcerias
5ª: Acessórios para comunicação visual
6ª: Sublimação, transfer e fotoproduto
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Mídias

Para a feira, a Imprimax levou a linha Gold Tuning, para envelopamento de carro, composta por películas de texturas e acabamentos diversos, como camaleão, fosco, opaco e perolizado. Também mostrou vinis coloridos, refletivos e brancos da linha RevestWall, para impressão digital, vendidos em oito texturas em alto e baixo relevo, indicados para decoração e design de interiores. A Imprimax ainda levou mais algumas novidades, como o vinil 3D (para aplicações de comunicação visual) e o envelopamento líquido cromo.

Envelopamento cromo: novidade lançada na Serigrafia Sign 2013

Envelopamento cromo: novidade lançada na Serigrafia Sign 2013

Fabricante nacional, a Alko marcou presença na feira, não apenas como organizadora do Cambea, mas também com estande próprio, onde promoveu sessões de aplicação de envelopamento automotivo e também expôs seus vinis adesivos. Entre eles, filmes monoméricos e poliméricos e uma vasta linha de películas para tunning, com texturas e acabamentos como fibra de carbono, fosco, titanium, jateado, perolizado, entre outros. A empresa foi a vencedora da categoria "Substratos Flexíveis" do Prêmio Silk & Sign.

Já a Day Brasil foi a vencedora na categoria "Substratos Rígidos" da mesma premiação. Para a feira, além de impressoras digitais e máquinas de corte e gravação, a empresa exibiu mídias como lonas, vinis (das marcas Tecgraph e MacTac) e chapas rígidas de ACM, Lexan, policarbonato, PETG, acrílico, entre outras.

Outra fabricante nacional que compareceu ao evento foi a Aplike, que apresentou mostruários de suas películas, com detalhes sobre aplicações, tonalidades, texturas e acabamentos. As informações foram divididas em categorias de produtos e organizadas por cor.

Evento foi palco de muitas opções de películas para envelopamento automotivo

Evento foi palco de muitas opções de películas para envelopamento automotivo

Dona de uma fábrica de filmes, a paranaense Colacril também esteve na feira. A empresa possui três certificações (FSC, ISO 9001:2008 e ISO 140001:2004), que atestam a qualidade na produção de suas mídias, expostas no evento.

A Plavitec também esbaldou os interessados em vinis adesivos, apresentando diversas soluções como a PlaviBlachout (vinil branco fosco com verso preto), PlaviDigital (removível, para impressão digital), PlaviEletrostático (fixa-se por estática) e o PlaviAutomotive (fibra de carbono, para envelopamento de carro). Além disso, a fabricante expôs películas para laminação, serigrafia e recorte eletrônico

Já a Serilon levou uma série de mídias e novidades para a feira, como o New Wall, painel de parede pronto para aplicação, vendido em mais de 30 texturas, como tijolo, pedra e bambu, disponíveis em diferentes cores. Também mostrou o Falconboard (chapa de papel reciclável), o Tyvek (de polietileno), o Concrete Sign (para aplicar em pisos), o Magic Glue (mídia eletrostática), a linha de vinis para envelopamento de carros (películas cast, calandrada e laminação), entre outros substratos.

A Arlon também esteve presente com os seus tradicionais vinis promocionais (das linhas DPF 4000 e DPF 500), calandrados (DPF 4500), premium (DPF 8000 e 4600) e cast (DPF 6000). A empresa também vende lonas e filmes para laminação.

Ainda na seara dos vinis, a Triângulo Screen apresentou, além de vários acessórios para comunicação visual, as películas da Adesivos Paulista, composto por um portfólio de películas holográficas, fibra de carbono, fotoluminescentes, para comunicação visual, decoração e envelopamento automotivo.

Expositores levaram muitos substratos para diversas aplicações de comunicação visual

Expositores levaram muitos substratos para diversas aplicações de comunicação visual

A Fênix Suprimentos e a Big Suprimentos apresentaram substratos flexíveis, como lonas, vinis, tecidos e papéis, para impressão látex, UV e solvente.

A Alphaprint, além de impressoras digitais, também levou substratos flexíveis e rígidos de várias marcas como Isoforma, Oracal, Sihl, Ultraflex e tintas da Triangle.

Outra empresa a ter um estande na feira foi a American Sticker, que apresentou substratos vinílicos como lonas frontlits e backlits e diversos vinis adesivos, para impressão digital e envelopamento de carro, com acabamentos como fibra de carbono, refletivo, holográfico, jateado, entre outros.

A SP Media aproveitou a ocasião para reiterar lançamentos como tecidos de 2,5m e 3,2m de largura e tecidos perolizados, além de materiais como o vinil blockout fosco e backlit UV. A fornecedora também conta com diversas mídias para impressão digital com tinta à base de solvente, como lonas, tecidos, filmes, papéis e vinis.

A Endutex levou frontlits e backlits, além da linha de materiais Terratex, composta por substratos como canvas e polymesh que podem ser reciclados. Também exibiu a linha E-decorin, para decoração e aplicações indoor como sofá, mesa, parede, piso e teto.

A Visual Print apresentou canvas fabricadas pela norte-americana Fredix, para aplicações de fine art, giclée e reproduções artísticas e fotográficas de alta definição, compatíveis com para impressão à base d’água, solvente e UV.

Feira também foi uma boa pedida para quem procurava por substratos rígidos

Feira também foi uma boa pedida para quem procurava por substratos rígidos

Mantas magnéticas, para sinalização e aplicações publicitárias, foram apresentadas pela Flexmag. As mídias são fornecidas sem cobertura, com vinil ou adesivadas; em espessuras de 0,3; 0,4 ou 0,8mm e na largura de 62cm.

Entre as películas da Flex Polímeros, estavam filmes decorativos (que podem receber impressão), nos padrões transparente, prateado, dourado e branco, com 0,10mm de espessura e adesivo acrílico.

A distribuidora Neototal também esteve presente na feira, expondo substratos, como acrílico, ACM, PVC e vinis, de marcas como Imprimax, Scapa e Portalplast.

Na seara dos substratos rígidos, a Bold Chapas levou mídias como acrílico, policarbonato, PETG, além de colas acrílicas. Já a Alucoil exibiu chapas de alumínio e chapas compostas de dois ou mais materiais.

A distribuidora Actos compareceu à feira e apresentou mídias rígidas (como chapas de PS, PETG, PVC e acrílico) e substratos flexíveis (como vinis, lonas e mantas magnéticas).

A Belmetal também esteve no evento, com seu amplo portfólio de mídias rígidas, como ACM, Policarbonato e PVC expandido, usados em aplicações de construção civil ou comunicação visual.

Tintas digitais

Além das tintas originais (vendidas pelos fabricantes das impressoras digitia), havia muitas soluções compatíveis na feira Serigrafia Sign 2013.

A Nova Silk, por exemplo, destacou tintas ecossolvente, dispersas e UV da Jetbest, que podem ser empregadas em diversas impressoras que usam cabeças Epson, Konica, Xaar, Spectra e Ricoh.

A Gênesis, além dos tradicionais insumos para serigrafia, levou a linha de tintas para sublimação Subliplus. De fabricação própria, a novidade é compatível com impressoras que empregam cabeças Epson DX4 e DX5. A empresa também expôs a Subligen, série de tintas sublimáticas mais concentradas.

Bulk inks e tintas compatíveis foram apresentados na feira

Bulk inks e tintas compatíveis foram apresentados na feira

Já a Nutec, representada no Brasil pela Digi+, mostrou a linha TopazT21x3, composta por tintas às base de solvente, disponíveis em garrafas de 1 litro e compatíveis com alguns modelos de cabeças Spectra, Xaar, Konica Minolta e Seiko.

A Sign Supply, além de impressoras digitais e vinis adesivos, apresentou insumos das marcas Sign Plus, Prisma Ink e Manoukian. A empresa foi a campeã na categoria "Tintas para Impressoras Digitais" do Prêmio Silk & Sign.

No estande da Marabu, o visitante pôde encontrar tintas à base de solvente compatíveis com impressoras HP (DesignJet), Mimaki (JV33 e JV3), Mutoh (ValueJet), Seiko (ColorPainter) e Roland.

Já a Fremplast apresentou tintas digitais da linha Cromajet, para impressoras sublimáticas e que usam soluções à base de solvente.

Tintas UV, látex, solvente e sublimáticas estavam disponíveis aos visitantes da feira

Tintas UV, látex, solvente e sublimáticas estavam disponíveis aos visitantes da feira

Os visitantes também puderam ver no estande da Bordeaux tintas digitais à base de solvente e UV, além de insumos sublimáticos e látex da linha Eden. A marca vende tintas para impressoras Roland, Mimaki, Mutoh, Epson, HP, EFI e Agfa.

A Mizink expôs tintas e soluções compatíveis com impressoras que empregam cabeças Epson, como os insumos sublimáticos das cores CMYK, light cyan, light magenta e light black. A empresa também vende sistemas bulk ink.

A Win Brasil expôs tintas compatíveis da AIJ para impressoras HP Designjet, que usam cabeças de impressão térmicas. Também levou tintas para equipamentos Canon imagePROGRAF.

Softwares

A Caldera levou softwares específicos para birôs e gráficas digitais, como a nova versão 9.10 do RIP Caldera, além de programas como o CopyRIP , VisualRIP, GrandRIP, GrandTex e o Flow+, desenvolvido para dirigir e organizar uma empresa de comunicação visual.

Outra empresa tradicional no segmento, a SA International (SAi) esteve na feira, com um estande que apresentava as principais funções do PhotoPrint, RIP com ferramentas de design criadas especialmente para birôs e compatível com muitos modelos de impressoras digitais de grande formato.

Na seara dos programas para gestão empresarial, a Rofran apresentou software de finanças e administração comercial e industrial.

Softwares RIP e de gestão estiveram presentes na feira Serigrafia Sign 2013

Softwares RIP e de gestão estiveram presentes na feira Serigrafia Sign 2013

Já a Origem levou o Easy Sign, de gestão empresarial para comunicação visual, que possibilita o controle dos processos produtivos, além de criar ordens de serviço que permitem importar orçamentos e arquivos de imagens dos clientes.

A KSC levou o ERP GF, software com opções de cadastramento de produtos, serviços e matérias-primas, controle de ordens de serviços e trabalhos, gestão de estoque, compras, custos diretos e indiretos.

Outra empresa com estande na feira foi a WR2, que expôs o OfficeImpresso, aplicativo para controle de produção (PCP), lançamentos de ordens de serviço, gestão financeira, relatórios de processos, entre outras funcionalidades.

A Vivasys também compareceu ao evento e apresentou seu software de gestão, que permite controle de tarefas, frota e financeiro, entre outras funções.

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Características e funções do liner (usado em vinil adesivo)

Por Eduardo Yamashita em 10/01/2013

O liner é parte essencial dos vinis adesivos usados em diversas atividades do mercado de sinalização e comunicação visual, entre elas, o envelopamento de carro e a adesivação de paredes e móveis. Ele é constituído por um material base, que pode ser revestido (para o controle da aderência do adesivo) em um ou ambos os lados.

A função do liner é controlar a estrutura superficial do adesivo, protegê-lo de sujeira e contaminação, além de influenciar no comportamento do filme durante a sua aplicação.

Tipos de liner

Sintéticos: podem ser feitos de poliéster ou poliolefinas (e em diferentes espessuras). Os liners sintéticos são mais “suaves”, fáceis de deslizar, impermeáveis ​​à umidade e têm melhor planicidade. Esta é uma das razões pelas quais eles funcionam melhor em plotters de recorte. Porém, deve-se tomar cuidado com o acúmulo de estática, que dificulta o manuseio do liner.

De papel: podem apresentar diferentes gramaturas e ter vários tipos de revestimentos. Os mais comuns são compostos de plásticos e/ou soluções químicas. Conheça alguns:

- Comum: relativamente pesado e sem revestimento, usado para etiquetas.

- Revestido: de baixo deslizamento, usado em películas autoadesivas para impressão a jato de tinta ou eletrostática. O revestimento impede que a umidade e o calor afetem o liner e ajuda a mídia a ser alimentada na impressora ou laminadora.

- Revestido de polietileno em ambos os lados: muito comum, tem superfície plana. Pode ter uma microestrutura que dá à superfície do adesivo um ou mais formatos microscópicos. As formas superficiais influenciam o desempenho do adesivo, independentemente da sua construção química.

- Revestido de polietileno com uma película de plástico na parte de trás: a película de plástico impede tintas e toners de atravessarem o liner. Este tipo de liner é encontrado em películas autoadesivas perfuradas.

liner vinil adesivo

O liner controla e protege o adesivo

Desempenho do liner

A tabela abaixo classifica os revestimentos em relação ao desempenho. Forros similares são agrupados dentro de um mesmo bloco:

Classificação Custo inicial Estabilidade dimensional Recorte eletrônico Impressão digital Transparência Resistência à água

Melhor

 

 

 

 

Pior

Papel comum Plástico Plástico espesso Papel comum Plástico Plástico
Papel com filme plástico  -  Papel revestido  -   -   - 
Papel revestido Papel revestido Papel comum  -   -  Papel revestido
Plástico Papel comum  -   -   -   
 -   -  Plástico fino Papel revestido; Plástico Papel revestido; Papel com filme plástico; Papel comum Papel comum

 

Custo versus valor

O custo de uma película com liner plástico pode ser maior. No entanto, é mais fácil de recortá-la e remover o excesso de filme após o corte, o que aumenta a produtividade e compensa a diferença de custo.

Estabilidade dimensional

A boa estabilidade dimensional mantém o tamanho e a forma tanto do liner quanto da película. Portanto, durante o processamento, eles ficam planos e em registro.

Quando o papel absorve a umidade, ele aumenta de tamanho. E quando perde, ele diminui. Esta mudança ocorre quando as condições ambientais oscilam. Então, recomenda-se mantê-las sempre controladas.

As mudanças ambientais também podem causar outros problemas no liner, como levantamento das pontas (bordas), ondulações, enrolamentos, defeitos de impressão e problemas de registro durante a impressão ou recorte.

Tenha em mente que o papel absorve ou emite umidade, que afeta as bordas e as camadas exteriores de rolos e as “primeiras” folhas empilhadas. O revestimento no papel retarda esse processo, mas as bordas ficam sempre vulneáveis.

O transporte e o armazenamento dos rolos e imagens embrulhados em plástico também retardam a taxa de variação da umidade.

Plotter de recorte

Siga algumas considerações na hora de escolher a película (e o liner) para o recorte:

  • O plástico não absorve umidade e permanece mais plano na área de corte do equipamento;
  • O papel revestido pode ser recortado desde que as condições ambientais estejam controladas;
  • A profundidade do corte deve ser controlada no liner de papel revestido. Se ela for grande, o liner pode se separar de modo indesejado.

Impressão do liner

O liner de papel pode ser impresso (com flexografia) na parte traseira. A maioria das tintas não adere tanto ao papel revestido como no plástico. A impressão do liner é feita para adicionar o número lote de produção ou para customizar o nome da empresa ou projeto.

Marcas superficiais

Quando a película de vinil “prensa” contra a parte de trás do liner, podem surgir marcas superficiais. A quantidade e a intensidade das marcas são provenientes de fontes diversas. Liners de papel causam a maior distorção por terem mais textura. Já os liners sintéticos são de textura suave, o que causa menos distorção. Um liner mal desenhado pode marcar toda textura na parte face do filme.

Quando o vinil esquenta, ele amolece, tornando-se mais suscetível a marcas superficiais.

Como o filme é enrolado sobre um suporte (tubete), às vezes, as camadas mais externas ficarão livres de marcas, que podem aparecer quando se chega mais perto do suporte. Isso porque a película autoadesiva é enrolada com mais força.

A “cura” das marcas superficiais ocorre quando se aquece o vinil de modo que ele amoleça e faça as marcas desaparecem.

***

Texto editado e publicado pelo InfoSign no dia 10 de janeiro de 2013.

Sobre o autor: Eduardo Yamashita é consultor técnico especializado em vinis, envelopamentos de carro e comunicação visual.

 



Aplicação de vinil adesivo: quando usar primer ou vedador de bordas – Parte 1

Por Eduardo Yamashita em 01/11/2016
Primer atua como elemento de adesão entre a superfície e o vinil adesivo aplicado

Primer atua como elemento de adesão entre a superfície e o vinil adesivo aplicado

Muitos profissionais de comunicação visual têm dúvidas sobre o correto uso de primer e vedadores de bordas nos trabalhos de aplicação de vinil adesivo. Para ajudá-los a fazer a melhor escolha, este artigo técnico, dividido em duas partes, apresentará conceitos, aplicações e cuidados.

Primer

Líquido composto com resinas (acrílica ou vinílica) dissolvidas em solventes hidrocarbonetos aromáticos, como o acetato de butila. Trata-se de uma tinta de alta aderência, também conhecida como promotor de aderência. O principal objetivo do primer é aumentar a aderência à superfície. É na camada do primer que o vinil adesivo será aplicado.

Há um primer específico para cada tipo de material (plásticos, madeira, entre outros). No entanto, algumas superfícies plásticas não apresentam as condições ideais para a adesivação de vinis adesivos. Isso ocorre por não serem porosas, quimicamente inertes e/ou com baixa energia superficial. A adesão de adesivos sobre filmes plásticos depende dos seguintes fatores:

Tensão superficial

Está relacionada à força coesiva, que é responsável pela união das moléculas de um líquido. Na superfície, essa força tende a ser maior, pois as moléculas não estão ligadas umas às outras por todos os lados. Isso provoca a formação de um filme invisível na superfície do líquido, que faz com que seja mais difícil movimentar um objeto sobre essa superfície do que se ele estivesse completamente submerso. A força necessária para romper um filme de 1cm de comprimento é chamada de tensão superficial, sendo expressa em dinas por centímetro.

Sem a devida adesão, o vinil adesivo depois de aplicado pode começar a descolar, como apontado nessa imagem

Molhabilidade

As forças entre moléculas diferentes são chamadas de forças adesivas. Para que um líquido forme uma película uniforme sobre um sólido (em vez de formar gotículas), é necessário que sua tensão superficial seja inferior às forças adesivas entre o líquido e o sólido. Quando isso ocorre, o líquido tem uma excelente molhabilidade sobre o sólido, ou seja, ele se espalha sobre o sólido. A molhabilidade pode ser medida pelo ângulo de contato entre o líquido e a superfície, o qual permite quantificar a afinidade entre o líquido e o sólido. O ângulo nulo indica ótima afinidade e, portanto, máxima molhabilidade.

Quando se aplica um adesivo sobre uma superfície de polietileno sem tratamento, ele não entrará em contato totalmente com a superfície, formando áreas sem contato, porque a tensão superficial do adesivo é superior às forças adesivas entre o adesivo e o plástico.

Tensão superficial e molhabilidade são duas características a serem observadas no momento da aplicação do primer

As poliolefinas (polímeros compostos por carbono e hidrogênio, como polietileno e polipropileno) apresentam as maiores dificuldades de adesão, porque, além de possuírem baixa molhabilidade, são apolares, ou seja, incompatíveis com adesivos, que são polares. Por isso, os plásticos, antes de passarem pelo processo de adesivação, devem ser submetidos a um tratamento superficial, com o objetivo de modificar suas superfícies e melhorar suas características de adesão. Os tipos de tratamento superficiais mais comuns para plásticos são:

- Tratamento químico

Consiste na aplicação de um verniz na superfície de materiais (folhas de alumínio, papéis e plásticos), de modo a criar condições para a ancoragem de tintas, adesivos e outros revestimentos. Ele é o mais utilizado na aplicação de vinis adesivos em plásticos. Em substratos porosos, como madeira e gesso, o verniz também sela a superfície, de modo a evitar a posterior libertação de ar contido nos poros, que ocasionará bolhas no revestimento final.

- Corona

Consiste na aplicação de descargas eletrostáticas sobre a superfície do substrato, de modo a aumentar sua energia superficial e melhorar a ancoragem do adesivo. Ele é aplicado ao plástico por meio de um equipamento composto por fonte de alta frequência, transformador de alta voltagem e estação de tratamento. Essa última consiste em um par de eletrodos: um deles tem alto potencial, o outro é composto por um cilindro de metal aterrado e revestido por um material isolante que suporta o substrato. O efeito é obtido pela ionização do oxigênio presente entre os eletrodos, que polariza a superfície do filme e aumenta sua energia superficial. Esse é o principal tratamento aplicado nos filmes de polietileno e polipropileno, podendo ser utilizado também em outros materiais, como PET e BOPP.

- Tratamento a chama

É realizado pela combustão de um gás (metano, propano ou butano). A chama atua sobre a superfície do filme, que é resfriado imediatamente ao passar por um cilindro com água gelada. O tratamento a chama permite efeitos mais intensos, não atinge o lado oposto do material, não provoca microfuros e apresenta baixo decaimento do nível de tratamento com o tempo. Entretanto, ainda não é possível sua aplicação em filmes de PE e PP, devido às baixas velocidades das máquinas extrusoras, sendo mais aplicado em filmes de BOPP.

Sobre o autor: Eduardo Yamashita é consultor técnico especializado em vinis adesivos, envelopamento de carro e comunicação visual