Cobertura Fespa Brasil 2016 – Parte 3: visitação, congressos e Cambea

Por Luiz Ricardo Emanuelli em 21/04/2016
Além da exposição de tecnologias, os visitantes da Fespa Brasil 2016 puderam participar de diversos eventos paralelos

Além da exposição de tecnologias, os visitantes da Fespa Brasil 2016 puderam participar de diversos eventos paralelos

Entre os dias 6 e 9 de abril, o Expo Center Norte, em São Paulo, foi sede da terceira edição da Fespa Brasil. O evento recebeu a visita de 12.816 profissionais brasileiros e de outros continentes, sobretudo da América Latina. Além da exposição de diversas marcas e tecnologias, a feira contou com diversos eventos paralelos, como o Sublimation Day e o Cambea (Campeonato Brasileiro de Envelopamento Automotivo).

Alexandre Keese, diretor da Fespa Brasil, declarou: “Acompanhando as tendências que vimos dentro do Print Census, a feira confirmou que o mercado de impressão digital possui energia e vitalidade, com um potencial incrível. Isso foi visto por visitantes e sentido pelos expositores. Tenho certeza de que a Fespa Brasil se consagra como a principal feira de impressão digital do nosso mercado”.

Leia também as demais partes desta cobertura:

Neil Felton, CEO da Fespa, declarou: “Ficamos impressionados com a alta concentração de público, com empresários dispostos a investir. Isso nos dá a certeza de ampliar nosso compromisso de reinvestimento no mercado, para que a Fespa Brasil mantenha sua posição de feira mais importante do mercado brasileiro”.

A próxima edição da Fespa Brasil está marcada para ocorrer entre os dias 15 e 18 de março de 2017, no Pavilhão Azul do Expo Center Norte, em São Paulo.

Fespa Brasil 2016 recebeu a visita de 12.816 profissionais

Cambea 2016

Entre as várias atrações paralelas da Fespa Brasil 2016 esteve a sexta edição do Cambea (Campeonato Brasileiro de Envelopamento Automotivo), cujas edições anteriores foram realizadas em outra feira, também em São Paulo. Todas as equipes, durante as eliminatórias, tiveram de envelopar parcialmente um Jeep Renegade em até uma hora e meia. Depois de três dias de competição, as três melhores disputaram a grande final. Os irmãos Vinícius e Raphael Bacoccini, envelopadores da Plus Arte, de São Paulo (SP), foram os vencedores da disputa que durou quatro dias. Em segundo lugar ficou a WS Adesivações, de Fortaleza (CE). Já a terceira colocada foi a Fosco & Cia, de Mossoró (RN).

Ao centro, Vinícius e Raphael Bacoccini, da Plus Arte, comemoram o primeiro lugar no Cambea 2016

Marcelo Souss, responsável pela organização do Cambea, declarou: “Foi muito interessante a nova casa. O público é muito diferente e qualificado. Conseguimos passar muito bem a mensagem que a gente queria. E tivemos uma festa com quebra de recorde, carros diferentes e técnica mais apurada”.

Na edição de 2016, o Cambea ganhou mais relevância pelo fato de ter se transformado na etapa brasileira do World Wrap Master, campeonato mundial organizado pela Fespa, no qual dezoito equipes internacionais disputaram o posto mais alto do pódio.

Vinícius Bacoccini, campeão do Cambea 2016, deu o seguinte depoimento: “Foi um grande trabalho no decorrer do ano inteiro, investindo em estratégia e qualidade de serviço, com muita humildade, ética e profissionalismo. Os estrangeiros são muito fortes e vamos treinar mais ainda, com métodos mais difíceis”.

Congressos

Para concretizar sua proposta de investimento no mercado para a geração de demandas, a Fespa Brasil promoveu diversas sessões educacionais. O espaço reservado para tais eventos foi ocupado por centenas de profissionais em busca de aprimorar técnicas, entender novos mercados e tecnologias, tirar dúvidas e vislumbrar novos horizontes.

Nos dois primeiros dias da feira, foi promovido o Congresso de Comunicação Visual e Impressão Digital, com o objetivo de apresentar novas tecnologias, tendências e informações sobre gestão.

Palestras gratuitas foram importantes instrumentos de disseminação de conhecimento dentro da Fespa Brasil 2016

Também foi realizada a segunda edição do Digital Textile Conference, que promoveu uma imersão no mundo da impressão digital têxtil. Felipe Simeoni, gerente comercial da Global Química & Moda, patrocinadora do evento, declarou: "Tivemos a oportunidade de falar com clientes e pessoas do mercado de forma não comercial, levando informações sobre como reduzir custo e ajudar nas operações. A Global aplaude esta atitude do congresso e quer contribuir sempre com informações técnicas e relevantes para o crescimento do mercado”.

A novidade da Fespa 2016 foi o Sublimation Day, criado com a finalidade de apresentar tendências de um mercado em ascensão. Wilson Giglio, consultor que palestrou no evento e foi também o responsável pelo Espaço do Empreendedor, afirmou: “A receptividade foi excelente. Os participantes tiveram dúvidas elucidadas nas palestras e, depois, tiraram mais dúvidas no Espaço do Empreendedor, quando puderam conversar sobre outros assuntos. Muitos estão iniciando no ramo, o que nos traz alegria por ver a Fespa Brasil contribuindo para o desenvolvimento dessas empresas".



Como resolver problemas na sublimação – Parte 2: Impressão

Por João Leodonio em 17/11/2017
Saiba o que fazer para evitar e corrigir falhas encontradas na impressão offset e por sublimação digital

Saiba o que fazer para evitar e corrigir falhas encontradas na impressão offset e por sublimação digital

Além de conhecer e sanar eventuais problemas na pré-impressão e na prensagem, saiba como evitar falhas na impressão digital ou offset na produção de estampas sublimadas.

Problema: impressora digital inadequada

Muitas empresas compram impressoras adaptadas. Fazem isso para tentar reduzir seus investimentos ao adquirir um equipamento mais barato. Porém, os prejuízos gerados acabam superando a economia feita no investimento. Existem muitos fornecedores de impressoras originalmente sublimáticas e que também comercializam insumos para esses equipamentos.

Recomendação: prefira marcas conhecidas e pesquise muito antes da compra. Analise várias empresas e orçamentos. Deve-se consultar quem já utiliza equipamentos similares, além de coletar muitas opiniões antes de adquirir uma impressora sublimática. Na hora de investir, deve ser analisada a melhor relação custo x benefício. Se a empresa não tiver competência para essa análise, a recomendação é que ela contrate uma consultoria, ou de revendas ou de consultores independentes.

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Problemas: qualidade de impressão ruim e entupimento de cabeças, ambos causados por tinta digital ruim

Geralmente, os fabricantes de impressoras fornecem a tinta mais adequada para garantir o desempenho de qualidade e custo de produção e manutenção. No entanto, existem marcas de tintas compatíveis, algumas das quais prometem resultados de impressão ótimos a um custo inferior de produção. Porém, são comuns reclamações sobre os problemas causados por esses insumos, em função dos prejuízos gerados pela má qualidade de impressão e entupimento das cabeças de impressão.

Recomendação: utilizar tintas indicadas pelo fabricante da impressora. Muitas empresas oferecem a extensão do tempo da garantia do equipamento quando o cliente usa tintas originais. Caso opte por tintas compatíveis, recomenda-se realizar testes de produção e desempenho, para comprovar a qualidade dos insumos.

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Problemas: papel enruga e transferência inadequada

Na impressão digital, o ideal é utilizar papel revestido (resinado) e com gramatura adequada para cada tipo de produção. O papel resinado permite que a tinta ancore em sua superfície, o que gera economia no gasto do insumo, além de entregar melhores resultados de cor e definição da imagem na prensagem. Com o papel não revestido (offset comum e sulfite, por exemplo), isso não ocorre, porque a tinta ancora na massa mecânica do substrato. Para solucionar esse problema, muitas empresas utilizam um perfil de cor “mais generoso”, que emprega mais tinta, o que leva a desperdício do insumo e compromete as áreas de mínimas da imagem.

Recomendação: usar papel revestido e realizar testes de gramatura antes da compra. A gramatura ideal vai depender da carga de tinta e do tipo de prensagem (na calandra ou na prensa plana). Papéis com gramaturas muito baixas enrugam com cargas de tinta alta e podem gerar problemas de tração na calandra ou enrolar quando trabalhados em prensas planas. Papéis de gramatura muito altas e impressões com baixa quantidade de tinta poderão gerar manchas por conta da dureza do papel e por má acomodação na prensa.

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Problemas na produção sublimática causados na impressão offset

As falhas de impressão offset são, geralmente, causados pela falta de manutenção dos equipamentos e pelo desconhecimento dos operadores do processo. Entre os problemas mais comuns, estão as marcas de rolaria que formam uma espécie de degradê na imagem. Isso tem origem na falta de manutenção da rolaria das impressoras. Rolo gasto ou mal regulado ajuda a causar falhas. Outro caso bem comum é a falta de registro, causada por falta de habilidade do operador. No caso da manutenção, os pinos onde as chapas são encaixadas devem estar perfeitos, pois qualquer desgaste ajuda no erro de registro. Tome muito cuidado com os respingos (voagem da tinta no papel). Na maioria das vezes, essas falhas são sentidas, apenas, no momento da prensagem. Basicamente, os respingos acontecem quando a impressora roda em velocidade muito alta.

Recomendação: realizar manutenções periódicas dos equipamentos, utilizar tinta de qualidade reconhecida e utilizar o mesmo código de cor para a cromia inteira.

 

Sobre o autor: João Leodonio atua no segmento gráfico há 10 anos, como gerente de produção e consultor. Tecnólogo em produção gráfica, atuou como palestrante pela Imprensa Oficial, de Angola, e como consultor de processos produtivos. É proprietário da Pari Transfer Sublimático

 



Oki recebe selo de garantia da Avery Dennison

Por Luiz Ricardo Emanuelli em 01/10/2018
Peças impressas com tinta SX Eco-solvent podem durar até sete anos

Peças impressas com tinta SX Eco-solvent podem durar até sete anos

A fabricante Oki Data anunciou que a série de impressoras ColorPainter obteve o selo de desempenho ICS da Avery Dennison, que garante que peças estampadas nesses equipamentos duram por até sete anos. A garantia foi lançada no mercado norte-americano e será expandida globalmente.

A Oki participou de um rigoroso processo de avaliação de desempenho realizado pela Avery Dennison, cuja equipe técnica executou testes de durabilidade para qualificar materiais impressos por equipamentos ColorPainter (E-64s, M-64s e H3-104s) e tintas ecossolventes da linha SX (IP5-22x e IP6-22x).

As mídias impressas foram amostras de vinis da linha MPI 1105 SuperCast, que podem durar até sete anos ao serem laminados por películas aprovadas pela Avery, ou se forem protegidas por verniz Nazdar 3539.

Entre as aplicações impressas em equipamentos ColorPainter estão envelopamento de carros, gráficos de parede, gráficos promocionais e peças de decoração arquitetônica.

Fonte: Oki Data