Cobertura Fespa Brasil 2013 – Parte 4: visitação, congresso e campeonato de envelopamento

Por Luiz Ricardo Emanuelli em 25/03/2013

13.184 visitantes únicos estiveram na Fespa Brasil 2013

13.184 visitantes únicos estiveram na Fespa Brasil 2013

Entre os dias 13 e 16 de março, ocorreu em São Paulo a Fespa Brasil 2013. Durante este período, foram apresentados lançamentos e produtos de fabricantes e fornecedores especializados em comunicação visual e impressão digital.

Estreando no país, o evento obteve números surpreendentes. Ao todo, a feira contou com 13.184 visitantes únicos (pessoas diferentes) que puderam conferir 231 marcas em 112 estandes. Estima-se que nos quatro dias de evento, as marcas tenham fechado negócios que, somados, chegam aos 120 milhões de reais.

Leia também as demais partes dessa cobertura:
1ª: impressoras (grande formato)
2ª: routers, máquinas a laser e mesas de corte
3ª: sublimação, tintas, substratos e softwares
 

Sucesso no Brasil

Realizada pela primeira vez em solo brasileiro, a Fespa foi além das expectativas dos expositores, que se impressionaram com os resultados do evento. Com isso, muitos já aguardam ansiosos pela próxima feira, prevista para março de 2015.

"A edição brasileira foi um dos mais impressionantes lançamentos que a Fespa já realizou. Estou muito animado com o futuro do evento", declarou Neil Felton, diretor de feiras da Fespa internacional.

Corredores e estandes estiverem sempre cheios durante os quatro dias de evento

Corredores e estandes estiveram sempre cheios durante os quatro dias de evento

Wrap Cup: campeonato de envelopamento de carros

Durante a feira, também ocorreu o Wrap Cup, campeonato de envelopamento que teve como vencedor o aplicador Jefferson Pimenta. Com o feito, ele ganhou o direito de disputar a competição mundial, na Fespa de Londres, que será em junho. Da competição, participaram envelopadores de várias partes do país, além de um competidor da Suíça.

O Wrap Cup teve início na quarta-feira (13) e foi encerrado na sexta-feira (15), nomeando os três finalistas: Jefferson Pimenta, Eduardo Satbel e Wagner Saragoz, nesta ordem.

Disputa acirrada: envelopadores competiram por uma vaga em campeonato internacional

Disputa acirrada: envelopadores competiram por uma vaga na edição londrina do Wrap Cup

"Estava muito ansioso, pensando se fiz um bom trabalho", comentou Pimenta ao saber do resultado. Seu foco agora é a competição internacional. "Vou treinar, pesquisar como é a aplicação lá fora e os materiais utilizados. Vou mostrar meu trabalho para ter a honra e o prazer de trazer o título para o Brasil", comentou.

Adriano Medeiros, organizador e um dos juízes da competição, também comemorou o sucesso do evento: "Para mim, foi fundamental a internacionalização dos nossos profissionais. A Fespa contribui muito pra isso, marcando presença no Brasil. Destaco também as regras e juízes do evento, que fizeram com que tivéssemos um show seguro, introduzindo o uso de EPIs".

Tendo a 3M, a Fotolia, a Imidia e a PixelDots como patrocinadoras, foi a primeira edição realizada no Brasil.

Jefferson Pimenta (de camiseta vermelha) foi o primeiro vencedor do Wrap Cup no Brasil

Jefferson Pimenta (de camiseta vermelha) foi o primeiro vencedor do Wrap Cup no Brasil

Congresso Internacional

Outra grande atração da feira, o congresso, realizado durante os quatro dias do evento, reuniu profissionais renomados de diversas áreas do setor.

No auditório, os participantes puderam conferir uma série de dicas e ensinamentos sobre Photoshop, fotografia, manipulação de imagens, produtividade, lucratividade, empreendedorismo, qualidade de imagens, estamparia digital, economia de substratos, impressão UV, entre outros temas.

Congresso gratuito teve programação bem diversificada

Congresso gratuito teve programação bem diversificada

"Durante a palestra, foi possível perceber que a Fespa Brasil reuniu um público muito direcionado, tomador de decisão. Essa qualidade de público é fundamental", pontuou Ricardo Pi Martin Vieira, gerente comercial da Océ que ministrou a palestra "Desafios da Era UV".

Fonte: Fespa Brasil



Transfer digital: vantagens, dificuldades e processos

Por Jimmy Lamb em 14/09/2013

O transfer surgiu como alternativa barata à serigrafia, mas infelizmente o resultado que ele conferia ficava bem abaixo do esperado. Além de reproduzir imagens sofríveis, o transfer tinha a tendência de rachar e descascar depois de duas ou três lavagens. Com isso, ele criou uma má reputação. Mas os transfers digitais de hoje são bem diferentes, pois contam com tintas especiais, e não adesivos.

A primeira etapa do processo de criação de um transfer digital é a reprodução das imagens, realizada com uma impressora inkjet (usando o tipo certo de tinta) sobre um papel especial. Em seguida, o papel é colocado com a face para baixo sobre o produto (camiseta) e a prensa térmica aplica a tinta, por meio de calor.

      Saiba mais sobre sublimação:

A combinação de calor e pressão faz com que a tinta seja transferida do papel para o substrato. O papel transfer é então removido e descartado, deixando uma impressão na peça (no caso da sublimação, a imagem é realmente incorporada à superfície). Dependendo do equipamento, leva-se menos de dois minutos para imprimir e prensar.

Vantagens do transfer digital

O transfer digital realmente percorreu um longo caminho, especialmente em relação à  capacidade e ao custo. Hoje, ele tem retorno de investimento rápido, com custos iniciais razoáveis, que variam de 500 a 2.100 dólares (valores válidos para o mercado dos EUA), sem incluir a prensa térmica. Mas um dos aspectos mais atraentes do transfer digital é a capacidade de fazer trabalhos sob demanda.

Com a impressão digital, não é preciso se preocupar com separações de cores, criação de matrizes, setups etc. Se você tiver uma imagem de qualidade (com 350dpi), será possível começar a imprimir transfers em poucos minutos.

Há impressoras a jato de tinta que podem dar saída a imagens coloridas com 20 x 25cm em menos de 40 segundos; o processo de impressão é muito rápido. E, em seguida, a prensagem leva mais um ou dois minutos.

Prensa térmica é equipamento que aplica calor e pressão, para transferir a imagem do papel para a camiseta

Prensa térmica é equipamento que aplica calor e pressão, para transferir a imagem do papel para a camiseta

O processo que vai da arte ao produto é acabado em questão de minutos. Do ponto de vista de vendas, você poderia passar uma manhã criando amostras para potenciais clientes e, na parte da tarde, sair batendo na porta deles.

A impressão digital também é ideal para pequenas produções, o que é um bom complemento para quem já trabalha com serigrafia. Assim, é possível lidar com pequenas ordens de serviço usando transfers digitais de baixo custo, enquanto seus outros equipamentos ficam ocupados com tiragens maiores.

É importante utilizar a tinta adequada para a superfície a ser impressa. É uma questão de química. A escolha incorreta trará resultados inferiores. Com o uso da tinta digital errada, a qualidade e a longevidade da imagem irão declinar. Por exemplo, com camisas de algodão, é preciso usar uma tinta que se ligue às fibras de algodão. Mas quando se trata de fibras de poliéster, será preciso um tipo diferente de processo: a sublimação.

Transfer sublimático

A sublimação utiliza o mesmo processo de produção de qualquer outro transfer digital, mas o processo químico é muito diferente. A tinta sublimática usa corante, e é formulada para fibras sintéticas. Durante a prensagem, a sublimação da tinta se transforma em gás, e as fibras de polímero abrem-se para receber esse gás. A tinta, em seguida, penetra nas fibras.

Quando o calor é retirado, as fibras fecham-se e retêm permanentemente a tinta. Com peças de vestuário, o resultado final desse processo é uma imagem que não desaparece nem descasca durante as lavagens. No caso de materiais rígidos, a superfície não lasca ou descasca.

Com o transfer, é possível estampar uma série de objetos e materiais, desde que eles estejam devidamente preparados para receber a tinta

Com o transfer, é possível estampar uma série de objetos e materiais, desde que eles estejam devidamente preparados para receber a tinta

A impressão tradicional aplica a tinta sobre a superfície. A aplicação de calor transfere a tinta e ativa determinados agentes (aglutinantes) para ligar a tinta à superfície. Por sua vez, a sublimação é um processo que não emprega aglutinantes.

A chave para a sublimação é a fibra de polímero. Com a crescente popularidade das peças de vestuário à base de polímeros, é importante que você concentre-se em usar a tinta certa para elas.

Mas a sublimação não se limita a vestuário. Placas, prêmios, painéis de fotos, produtos promocionais, sinalização, bandeiras, decoração e joias são alguns produtos que podem ser sublimados. A única exigência é que eles tenham uma superfície de polímero ou que tenham revestimento.

Dificuldades

Independentemente do conjunto de tintas escolhido, um dos desafios da impressão digital é o gerenciamento de cores. Isso porque você cria as cores por meio de softwares. Em seguida, a impressora faz a reprodução delas.

O primeiro problema é que o que sai da impressora nem sempre corresponde ao que está na tela do computador. Há duas razões para isso: gama de cores e conversão de cores.

Nem tudo o que você vê no monitor vai ser reproduzido pela sua impressora

Nem tudo o que você vê no monitor vai ser reproduzido pela sua impressora

A gama de cores refere-se ao espectro tonal que um dispositivo pode reproduzir. No caso de um monitor, ela é geralmente maior do que a de uma impressora a jato de tinta. Assim, é possível haver cores na tela que não serão reproduzidas pela impressora.

A segunda razão é que os monitores costumam usar um processo aditivo (RGB), enquanto uma impressora digital utiliza um processo subtrativo (CMY). Assim, acontece um problema de "tradução" entre as cores do monitor e da impressora (saiba mais sobre gerenciamento de cores para impressoras a jato de tinta).

Conclusão

Então, se você está procurando um sistema de baixo custo, considere a impressão e o transfer digital. Certamente existem limitações nesses processos, como a necessidade de usar diferentes tintas para diferentes superfícies. Mas os transfers digitais são versáteis e rentáveis.

Sobre o autor: Jimmy Lamb escreve e palestra sobre sublimação e impressão em tecidos mundo afora. Tem mais de 20 anos de experiência no negócio de vestuário e decoração. Atualmente, é o gerente de comunicação na Sawgrass Technologies.

Esse artigo técnico foi cedido, com exclusividade, pela Sawgrass ao portal InfoSign, que traduziu e adaptou o texto.



Drytac apresentará novas laminadoras e filmes na SGIA 2014

Por Luiz Ricardo Emanuelli em 03/10/2014

Drytac exibirá linha completa de equipamentos para acabamento e aplicação de películas

Drytac exibirá linha completa de equipamentos para acabamento e laminação

A Drytac, fabricante de mídias, marcará presença na feira SGIA 2014, que ocorre de 22 a 24 de outubro, em Las Vegas, EUA.

Segundo a empresa, com os materiais expostos no estande da Drytac, o visitante poderá criar ambientes versáteis com mídias e impressos brilhantes e chamativos.

Entre os substratos apresentados pela fornecedora estão o ViziPrint Impress, o ReTac Wall e o FloorTac. A empresa também exibirá laminadoras e vernizes à base d’água, como o SmartCoaterTM e o EliteCoaterTM.

Marc Oosterhuis, presidente da Drytac, declarou: "Durante a SGIA, teremos a oportunidade de discutir temas importantes para o setor, além de interagir com os visitantes da exposição".

Fonte: What They Think