Case: Ônibus de Londres é envelopado com vinil cromo

Por Luiz Ricardo Emanuelli em 05/09/2013

Ônibus adesivado com filme de acabamento cromado em Londres

Ônibus adesivado com filme de acabamento cromado em Londres

Moradores e visitantes da capital inglesa, Londres, puderam ver recentemente um ônibus especial circulando pelas ruas da cidade. O veículo havia recebido adesivação com vinil cromo, da Hexis, além de ter sido decorado por obras de arte originais do artista INSA. As instalações ficaram por conta do birô Papergraphics.

O vinil "Prata cromo brilhante" da linha HEXIS Cast Colour pertence à série de filmes com multicamadas de alta performance. O filme cromo é vendido em rolos de 15m ou 30m por 1520mm.

De acordo com a fabricante, todos os produtos da série possuem o adesivo HEX’Press e liner de PE, que tornam os filmes reposicionáveis ​​e facilitam a saída de bolhas de ar durante a aplicação.

Fonte: Signpro Europe



Aplicação de vinil adesivo: quando usar primer ou vedador de bordas – Parte 1

Por Eduardo Yamashita em 01/11/2016
Primer atua como elemento de adesão entre a superfície e o vinil adesivo aplicado

Primer atua como elemento de adesão entre a superfície e o vinil adesivo aplicado

Muitos profissionais de comunicação visual têm dúvidas sobre o correto uso de primer e vedadores de bordas nos trabalhos de aplicação de vinil adesivo. Para ajudá-los a fazer a melhor escolha, este artigo técnico, dividido em duas partes, apresentará conceitos, aplicações e cuidados.

Primer

Líquido composto com resinas (acrílica ou vinílica) dissolvidas em solventes hidrocarbonetos aromáticos, como o acetato de butila. Trata-se de uma tinta de alta aderência, também conhecida como promotor de aderência. O principal objetivo do primer é aumentar a aderência à superfície. É na camada do primer que o vinil adesivo será aplicado.

Há um primer específico para cada tipo de material (plásticos, madeira, entre outros). No entanto, algumas superfícies plásticas não apresentam as condições ideais para a adesivação de vinis adesivos. Isso ocorre por não serem porosas, quimicamente inertes e/ou com baixa energia superficial. A adesão de adesivos sobre filmes plásticos depende dos seguintes fatores:

Tensão superficial

Está relacionada à força coesiva, que é responsável pela união das moléculas de um líquido. Na superfície, essa força tende a ser maior, pois as moléculas não estão ligadas umas às outras por todos os lados. Isso provoca a formação de um filme invisível na superfície do líquido, que faz com que seja mais difícil movimentar um objeto sobre essa superfície do que se ele estivesse completamente submerso. A força necessária para romper um filme de 1cm de comprimento é chamada de tensão superficial, sendo expressa em dinas por centímetro.

Sem a devida adesão, o vinil adesivo depois de aplicado pode começar a descolar, como apontado nessa imagem

Molhabilidade

As forças entre moléculas diferentes são chamadas de forças adesivas. Para que um líquido forme uma película uniforme sobre um sólido (em vez de formar gotículas), é necessário que sua tensão superficial seja inferior às forças adesivas entre o líquido e o sólido. Quando isso ocorre, o líquido tem uma excelente molhabilidade sobre o sólido, ou seja, ele se espalha sobre o sólido. A molhabilidade pode ser medida pelo ângulo de contato entre o líquido e a superfície, o qual permite quantificar a afinidade entre o líquido e o sólido. O ângulo nulo indica ótima afinidade e, portanto, máxima molhabilidade.

Quando se aplica um adesivo sobre uma superfície de polietileno sem tratamento, ele não entrará em contato totalmente com a superfície, formando áreas sem contato, porque a tensão superficial do adesivo é superior às forças adesivas entre o adesivo e o plástico.

Tensão superficial e molhabilidade são duas características a serem observadas no momento da aplicação do primer

As poliolefinas (polímeros compostos por carbono e hidrogênio, como polietileno e polipropileno) apresentam as maiores dificuldades de adesão, porque, além de possuírem baixa molhabilidade, são apolares, ou seja, incompatíveis com adesivos, que são polares. Por isso, os plásticos, antes de passarem pelo processo de adesivação, devem ser submetidos a um tratamento superficial, com o objetivo de modificar suas superfícies e melhorar suas características de adesão. Os tipos de tratamento superficiais mais comuns para plásticos são:

- Tratamento químico

Consiste na aplicação de um verniz na superfície de materiais (folhas de alumínio, papéis e plásticos), de modo a criar condições para a ancoragem de tintas, adesivos e outros revestimentos. Ele é o mais utilizado na aplicação de vinis adesivos em plásticos. Em substratos porosos, como madeira e gesso, o verniz também sela a superfície, de modo a evitar a posterior libertação de ar contido nos poros, que ocasionará bolhas no revestimento final.

- Corona

Consiste na aplicação de descargas eletrostáticas sobre a superfície do substrato, de modo a aumentar sua energia superficial e melhorar a ancoragem do adesivo. Ele é aplicado ao plástico por meio de um equipamento composto por fonte de alta frequência, transformador de alta voltagem e estação de tratamento. Essa última consiste em um par de eletrodos: um deles tem alto potencial, o outro é composto por um cilindro de metal aterrado e revestido por um material isolante que suporta o substrato. O efeito é obtido pela ionização do oxigênio presente entre os eletrodos, que polariza a superfície do filme e aumenta sua energia superficial. Esse é o principal tratamento aplicado nos filmes de polietileno e polipropileno, podendo ser utilizado também em outros materiais, como PET e BOPP.

- Tratamento a chama

É realizado pela combustão de um gás (metano, propano ou butano). A chama atua sobre a superfície do filme, que é resfriado imediatamente ao passar por um cilindro com água gelada. O tratamento a chama permite efeitos mais intensos, não atinge o lado oposto do material, não provoca microfuros e apresenta baixo decaimento do nível de tratamento com o tempo. Entretanto, ainda não é possível sua aplicação em filmes de PE e PP, devido às baixas velocidades das máquinas extrusoras, sendo mais aplicado em filmes de BOPP.

Sobre o autor: Eduardo Yamashita é consultor técnico especializado em vinis adesivos, envelopamento de carro e comunicação visual

 



InfoTrends lança estudo sobre o mercado de estamparia digital

Por Luiz Ricardo Emanuelli em 21/01/2013

Infotrends faz estudo sobre estamparia digital

A InfoTrends, empresa de consultoria para a indústria de impressão, concluiu um novo estudo voltado ao segmento de estamparia digital. Chamado "Transforming Textile Printing" (Transformando a Impressão Têxtil), a análise explora questões sobre demanda e tendências, além de enfatizar as características das empresas envolvidas na cadeia produtiva desse mercado.

Segundo o estudo, o potencial da impressão digital no mercado têxtil é bastante promissor. Isso se deve à introdução de equipamentos de altíssima velocidade e que também permitem trabalhar com diversos tipos de tintas.

A indústria têxtil global está avaliada em aproximadamente um trilhão de dólares. Desse todo, o InfoTrends estima que a parcela que utilizada a estamparia digital (para vestuário, decoração e produtos industriais) é de 10,3 bilhões (em 2012), ou menos que 1,5% de todo o mercado têxtil.

Apesar do segmento de estamparia digital ainda ser pequeno — se comparado com a indústria têxtil como um todo —, ele vem crescendo expressivamente e, de acordo com o InfoTrends, as receitas de vendas de tintas e equipamentos voltados para esta finalidade deve ter um crescimento anual de cerca de 30%.

Segundo a consultoria, as principais tendências que estão impulsionando este crescimento incluem a tecnologia de impressão de alta qualidade, a disponibilidade de soluções com preços mais baixos (que permite a entrada de novas empresas no mercado) e sistema aberto de cabeças de jato impressão, que permite o uso de tintas de vários fornecedores diferentes.

O estudo cobre os seguintes itens:

  • Fornecedores de sistemas de impressão digital e fabricantes de cabeças de impressão;
  • Fornecedores de tintas digitais e os tipos de tintas;
  • As fibras e os tecidos utilizados na impressão têxtil;
  • Sustentabilidade na impressão digital têxtil.

O estudo é baseado em entrevistas com empresas de toda a cadeia produtiva da estamparia digital. Ao todo, o InfoTrends realizou 67 entrevistas com empresas na China, Índia, Estados Unidos e Itália.

O documento, porém, custa 16,995.00 dólares. O interessado pode acessar mais informações na página especialmente criada para o estudo.

Fonte: InfoTrends. Texto: InfoSign