Canon lançará impressora Océ Arizona 6100 na Fespa Brasil 2015

Por Luiz Ricardo Emanuelli em 03/03/2015

Impressora Océ Arizona 6100 dispara gotas de tinta com volumes variados

Impressora Océ Arizona 6100 dispara gotas de tinta com volumes variados

A Canon, fabricante de equipamento gráficos, estará presente na Fespa Brasil 2015, feira que ocorre entre os dias 18 e 21 de março, em São Paulo. Entre os produtos que serão expostos pela empresa está a Océ Arizona 6100, impressora UV flatbed que pode trabalhar na velocidade máxima de 155m²/h.

Com mesa de 2,5m x 3,05m, o equipamento suporta diversos substratos irregulares, espessos, flexíveis, rígidos e pré-cortados. Além disso, realiza aplicações de várias camadas de tinta e impressões frente e verso, de mosaicos e sem margens.

Inclui tintas light cyan e light magenta e a tecnologia Océ VariaDot, capaz de disparar gotas de tinta com volumes variados (de 6 a 42 picolitros).

A mesa plana com duas zonas de vácuo independentes permite a produção contínua de mídias de até 1,25m x 2,5m, com carregamento simultâneo de materiais. Pinos pneumáticos de registro fixam a carga, permitindo registros perfeitos, combinados com um sistema de vácuo de fluxo elevado, para fixação efetiva de substratos.

Fonte: Fespa Brasil



App grátis específico para empresas de sinalização

Por Luiz Ricardo Emanuelli em 16/10/2018
Sign Surveys reúne informações sobre clientes e trabalhos realizados por birôs

Sign Surveys reúne informações sobre clientes e trabalhos realizados por birôs

Além de diretor do birô Bigprinting, James Boatwright é dono de uma desenvolvedora de softwares. Conhecendo a dificuldade das empresas de sinalização em reunir dados sobre clientes e trabalhos, o executivo criou um aplicativo (em inglês) específico para esse fim, o Sign Surveys (que pode ser baixado gratuitamente).

Boatwright comenta: “Estávamos gastando muito tempo para fazer nossas pesquisas. O problema não era coletar os dados, mas sim passá-los para o papel. Perdíamos horas digitando as informações que havíamos coletado dos clientes e da produção. O app foi criado para organizar tudo isso”.

Baixado centenas de vezes desde seu lançamento (em 4 de outubro), o Sign Surveys tem obtido feedback positivo dos empresários do setor. Katie Asken, da consultoria Make It Happen, comentou: “O aplicativo é uma ferramenta obrigatória, especialmente para pequenas e médias empresas de sinalização. É rápido e fácil de usar. As seções são totalmente personalizáveis”.

Fonte: Bigprinting



A impressão digital em tecidos como ferramenta para reduzir impactos ambientais

Por Luiz Ricardo Emanuelli em 23/07/2016
Além das qualidades técnicas e produtivas, a impressão digital têxtil pode ser uma grande ferramenta de sustentabilidade

Além das qualidades técnicas e produtivas, a impressão digital têxtil pode ser uma grande ferramenta de sustentabilidade

Os argumentos para a adoção de tecnologias de impressão digital têxtil são os mesmos usados em outros segmentos: possibilidade de estampar peças sob medida e em curto prazo, personalização e produção sob demanda. Além disso, a impressão digital reduz desperdícios e aumenta o controle sobre custos por minimizar o inventário. Mas há um benefício que parece superar todos os outros: a sustentabilidade.

Depois da agricultura, a produção têxtil é a maior poluidora de água do mundo, por causa sobretudo dos processos de tingimento. O Banco Mundial estima que o setor de tecidos é responsável por mais de 20% da poluição da água industrial. Para se ter uma ideia, de acordo com o governo britânico, a indústria têxtil do Reino Unido produz anualmente 3,1 milhões de toneladas de CO2, 2 milhões de toneladas de resíduos e 70 milhões de toneladas de água.

Fica pior. O tratamento, o tingimento e a lavagem dos tecidos também causam impactos no ar e no solo. Mais de 2 mil produtos químicos, como benzidina, toluidina, amoníaco, cloro e metais pesados são utilizados em vários agentes antiespumantes, corantes, detergentes e branqueadores.

A produção têxtil lida com dezenas de químicos tóxicos, como formaldeído, cloro, chumbo e mercúrio, que são despejados em cursos de água. Nitrogênio e óxidos de enxofre são emitidos de caldeiras, e apesar de os refugos têxteis poderem ser reciclados, grande parte deles acaba sendo direcionada a aterros.

Tecnologias que atenuam os impactos negativos na produção têxtil devem ser bem-vindas, sobretudo por grandes marcas que buscam melhorar seu desempenho socioambiental. A impressão digital é essa tecnologia. Ela é ainda pouco explorada no mercado têxtil. No entanto, está ganhando terreno, sobretudo entre empresas que precisam reduzir estoques e resíduos. Tecnologias como a Kornit Vulcan empregam um processo livre de água e trabalham com fibras naturais, sintéticas e mistas.

A impressão digital está avançando e tornando mais fácil adicionar determinadas características aos tecidos. Além disso, há revestimentos que podem conferir propriedades isolantes ao tecido ao bloquear a radiação infravermelha.

Tecidos podem receber revestimentos que amaciam e repelem insetos, fungos e micróbios, ou para torná-los retardante ao fogo e proteger o usuário de radiação UV. Os tecidos podem ser tratados para repelir sujeira e água ou para serem condutivos ou receber impressão com material fotovoltaico.

Levar essas informações aos grandes players da indústria têxtil deve ser o objetivo de todos os fabricantes de impressão digital têxtil. Devemos aprender com as experiências no setor comercial, o qual levou anos para reconhecer a impressão digital como um concorrente tecnológico válido.

O conhecimento sobre os benefícios da impressão digital nos setores de moda e tecidos ainda é pequeno, e isso tem de mudar.

 

Esse artigo foi escrito por Laurel Brunner e publicado no site da Fespa em 18 de julho de 2016. O Portal InfoSign foi responsável por traduzir e adaptar o texto.