Canon apresenta nova tecnologia de impressão de grande formato

Por Luiz Ricardo Emanuelli em 09/03/2017
Océ Colorado 1640 é impressora rolo a rolo que emprega tecnologia UVgel

Océ Colorado 1640 é impressora rolo a rolo que emprega tecnologia UVgel

A filial norte-americana da Canon, fabricante de equipamentos digitais, anunciou uma nova tecnologia de grandes formatos. Trata-se da Océ Colorado 1640, impressora rolo a rolo com 1,6m de largura e carregamento automático e simultâneo de até duas bobinas de mídias. O principal diferencial da máquina é a tecnologia UVgel, que emprega um novo tipo de tinta UV que gelifica ao entrar em contato com o substrato. Segundo a empresa, o insumo une os benefícios ambientais das tintas UV à gama de cores das tintas à base de solvente. Como resultado, as impressões são inodoras, duráveis e livres de componentes orgânicos voláteis. A UVgel é fabricada por método de dispersão ultrafina.

Com a possibilidade de trabalhar na velocidade máxima de 1.710 pés quadrados por hora, a impressora possui sistema LED UV que se move independentemente do carro de impressão, o que permite uma cura UV mais uniforme.

Océ Colorado 1640 usa tecnologia exclusiva UVgel

A Océ Colorado 1640 também emprega cabeça de impressão piezoelétrica “autoconsciente”. Com função de monitoramento, a cada passada a tecnologia verifica todos os nozzles usando amostragem acústica. Ela detecta falhas antes de elas acontecerem. Em caso de pane, a manutenção corretiva é executada automaticamente.

A Océ Colorado 1640 possui mecanismo de gaveta que suporta até dois rolos de mídia com até 50kg. As bobinas podem ser do mesmo tipo e tamanho ou de formatos diferentes. Depois de iniciado, o sistema de impressão pode alternar os rolos sem a assistência do operador, e se um substrato desconhecido for carregado, a impressora mede automaticamente sua espessura e realiza os ajustes necessários. As informações sobre as mídias ficam armazenadas numa biblioteca, usada pela impressora toda vez que um substrato é carregado.

Outro diferencial da máquina é sua precisão no controle do avanço da mídia durante a impressão. Com estrutura robusta e componentes industriais, o sistema de alimentação emprega um feedback óptico que monitora continuamente a passagem dos substratos. Para tanto, usa marcas impressas (praticamente invisíveis) nas bordas dos materiais para verificar a movimentação e corrigir automaticamente as etapas subsequentes.

Ainda de acordo com a Canon, a tecnologia UVgel consome menos tinta, algo em torno de 40% a menos que outros modelos de impressoras concorrentes.

Fonte: Canon



Impressora de etiquetas da Epson recebe certificação

Por Luiz Ricardo Emanuelli em 08/10/2017
ColorWorks C7500 recebeu nos EUA selo da Applied Data Corporation

ColorWorks C7500 recebeu nos EUA selo da Applied Data Corporation

A Epson America anunciou que, nos Estados Unidos, a impressora de etiquetas ColorWorks C7500 recebeu a certificação da Applied Data Corporation (ADC), fornecedora de software de gerenciamento voltado para as indústrias de serviços alimentares. Portanto, o equipamento pode gerar etiquetas com códigos de barras para alimentos frescos vendidos em mercearias, padarias e outros estabelecimentos similares. Os rótulos também podem incluir informações de preço, fatos nutricionais e avisos para alérgicos.

A ColorWorks C7500 roda a 59 pés por minuto e é indicada para empresas que exigem alto volume de etiquetas primárias de alta qualidade de impressão e que sejam duráveis e econômicas. Com cabeças PrecisionCore, a máquina pode economizar até 50% dos custos totais de rotulagem, quando comparada ao uso de rótulos pré-impressos.

Andrew Moore, gerente de produto da Epson America, declarou: “Esta certificação oferece aos clientes a solução de rotulagem colorida e sob demanda ideal para a indústria alimentícia. A máquina não só permite que os clientes da ADC criem rótulos de cores de alta qualidade, mas também ajuda a marcar produtos”.

Fonte: Epson



Dicas para produção de sublimação por calandra

Por João Leodonio em 04/03/2018
Calandra pode aumentar a produtividade, desde que bem utilizada

Calandra pode aumentar a produtividade, desde que bem utilizada

A sublimação por calandra é o processo de transferência de imagens realizada por equipamentos cilíndricos que produzem de forma ininterrupta. Pode ser direta ou realizada por meio de rolos de papel impresso.

Há duas formas de estampagem na sublimação por calandra: imagem localizada ou imagem corrida cobrindo toda a área do papel (posterior do tecido). Nos dois casos, pode-se utilizar o rolo de tecido ou o tecido já cortado.

A sublimação por calandra é uma excelente opção para quem quer sublimar tecidos em rolos e estampas corridas exclusivas, pois trata-se de um processo que oferece velocidade de produção rápida. É também uma boa opção para estampas localizadas e com o corte já feito. Antes de adquirir uma calandra, recomenda-se analisar a relação custo x benefício e compará-la com o processo folha a folha de prensa plana.

Cuidado: papéis e tecidos já cortados podem enrugar durante o processamento na calandra

Limites de largura

As larguras são estipuladas de acordo com o tecido e a estampa (dimensionada com a produção). As mais comuns são 1,20m; 1,50m; 1,60m e 1,80m, mas há exceções.

Tipo de tecido

Quanto à composição do tecido, o ideal é 100% poliéster ou composto com outro tipo de fio com alta quantidade de poliéster. O tecido tubolar não pode ser utilizado em função de seu tipo de fabricação.

Problemas

Papéis ou tecidos já cortados podem enrugar no processo e causar problemas de estrias. Eles também podem sair do lugar, e a estampa será transferida erroneamente. Portanto, é prudente evitar passar na calandra papel e tecido já cortados.

Quando se utiliza rolo de tecido e papel impresso, um dos problemas mais comuns é a falta de tensão por igual nos lados da calandra. Neste caso, a habilidade do operador faz toda a diferença. Além do acerto inicial, é preciso atentar-se durante todo o processo, para evitar que não aconteçam falhas na sublimação.

Quando o serviço colocado em máquina não está no rolo ou as imagens estão para fora do tecido (sangria), a manta de apoio da calandra pode manchar. O ideal é passar, entre o tecido e a manta, um papel kraft de 100g/m2, para ele absorver o excesso de tinta e proteger a manta.

Regule corretamente as varáives do processo, para evitar falhas e retrabalhos

Temperatura e velocidade

São as variáveis que limitam o processo e o tipo de tecido utilizado. Para sublimar alguns tipos de tecido, é preciso mudar as regulagens de temperatura e velocidade porque elas podem alterar a estrutura do fio.

Com a necessidade de maior produtividade, algumas empresas aumentam a velocidade da passada. Porém, se ela for superior ao mínimo para um serviço de qualidade, poderá acontecer falhas causadas pela pouca transferência e pouca exposição, como manchas mais claras. O ideal de velocidade é de 1 a 3 m/min.

Quanto à temperatura, a média é de 200ºC. O ideal é variar entre 195ºC e 220ºC. O recomendado é ajustar essa variável de acordo com o tipo de tecido, pois há materiais que não suportam temperaturas muito altas. Porém, deve-se observar a qualidade do serviço em temperaturas mais baixas.

Sobre o autor: João Leodonio atua no segmento gráfico há 10 anos, como gerente de produção e consultor. Tecnólogo em produção gráfica, atuou como palestrante pela Imprensa Oficial, de Angola, e como consultor de processos produtivos. É proprietário da Pari Transfer Sublimático