Caldera e Lüscher-Tschudi criam solução para impressão digital têxtil

Por Luiz Ricardo Emanuelli em 31/07/2016
T-REX 320 roda com versão especial de RIP Caldera

T-REX 320 roda com versão especial de RIP Caldera

A Caldera, desenvolvedora francesa, e a Lüscher-Tschudi, fabricante suíça de impressoras digitais, uniram-se para criar uma solução conjunta de estamparia têxtil digital. Trata-se da impressora T-REX 320, que inclui uma versão OEM do software GrandRIP+.

Com 3,2m de largura, o equipamento, que pode trabalhar na velocidade máxima de 230m2/h, é indicado para estampar tecidos para sinalização, decoração, moda e aplicações industriais. A máquina emprega até 16 cabeças Konica Minolta 1024i e conjunto de até 8 cores, além de poder empregar tintas com corante disperso ou reativo.

A T-REX 320 inclui secador e fixador e pode ter uma unidade de termofixação opcional, disponível nas larguras de 2,6m ou 3,2m. Segundo a empresa, o dispositivo trabalha com extração de calor, corte térmico, velocidades variáveis e estabilidade térmica.

No mercado de impressão têxtil desde 1999, a Lüscher-Tschudi também oferece consultorias grátis para empresas que buscam ingressar no segmento de estamparia em tecidos.

Já a Caldera, que celebra 25 anos em 2016, tem como carro-chefe o GrandRIP+, que oferece ferramentas de gerenciamento de cores e otimização de tintas e mídias.

Joseph Mergui, CEO da Caldera, declarou: “Nossas parcerias na indústria têxtil estão nos ajudando a melhorar nossas soluções de produção têxtil. Ao criar pontes entre os processos que antes não falavam a mesma língua, estamos provendo benefícios para empresas em todo o mundo”.

Fonte: Caldera



Como resolver problemas na sublimação – Parte 1: Pré-impressão

Por João Leodonio em 08/11/2017
Saiba o que fazer para evitar e corrigir falhas na pré-impressão sublimática

Saiba o que fazer para evitar e corrigir falhas na pré-impressão sublimática

Às vezes, eles parecem insolúveis e onerosos. Porém, quando analisados friamente, podem ser solucionados com simples correções de processo. Estamos nos referindo aos problemas mais recorrentes na sublimação (sobretudo, na de pequenos formatos). Divido em três partes (pré-impressão, impressão e prensagem), este artigo lista as falhas mais recorrentes na produção de materiais estampados com a tecnologia sublimática. Mais importante: mostramos o que fazer para resolver e evitar tais problemas.Confira:

Problema: falhas encontradas na recepção de arquivos (baixa resolução, sem fonte, desenvolvido em Word ou craquelado)

Arquivos abertos ou em baixa resolução podem gerar problemas, como falta de definição, craquelado (ao ampliar) e perda de fontes ou imagens no fechamento.

Recomendação: recepcionar apenas arquivos em alta resolução. A sugestão é que as imagens estejam em arquivos fechados com, no mínimo, 300dpi. Assim, evita-se que, durante o fechamento no RIP, as imagens sejam alteradas ou perdidas.

Observe a diferença de qualidade entre os arquivos: na foto, um está com 70dpi (em baixa) e outro está com 300dpi (em alta)

xx

Problema: dificuldade em obter o resultado de cor esperado (perfil de cor)

É comum utilizar um único perfil para todos os serviços. Também é recorrente a falta de conhecimento na aplicação dos perfis. Ambos os casos geram inúmeros problemas na reprodução de cores, o que causa perda de tempo, materiais e dinheiro.

Recomendação: cada tipo de arquivo (reticulado, chapado) deve ter um perfil de cor, para garantir estabilidade, repetibilidade e economia no consumo de tinta, papel e tempo, sem comprometer a qualidade dos impressos.

É recorrente o problema de diferença entre as cores da prova e da impressão sublimática. Veja como evitar essa falha

xx

Problema: prova de cor (impressão digital) não bate com a reprodução final

Há provas feitas em dispositivos e tecidos diferentes da impressora e da mídia da produção. Também existem provas produzidas sem respeitar padrões de tempo e temperatura na prensagem.

Recomendação: a prova de cor deve ser impressa diretamente da máquina que imprimirá o serviço. Além disso, deve ser prensada no tecido e nas condições de tempo e temperatura que o cliente utilizará. Assim, evita-se a diferença de cor entre prova e produção. Recomenda-se não realizar alterações na arte depois dela ter sido aprovada. Se isso ocorrer, é necessário providenciar uma nova aprovação.

Use um perfil de cor para cada tipo de imagem, para evitar problemas na reprodução das imagens

xx

Problema: prova de cor (impressão offset) não bate com a reprodução final

A prova produzida na plotter da pré-impressão não bate com a cor impressa em offset. A empresa não faz calibração das impressoras (offset e digital). A falta de calibração gera atrasos e perdas de tinta e papel.

Recomendação: a prova de cor deve ser impressa em plotter com o perfil de cor equalizado com a impressora offset. Trata-se de um serviço feito por profissionais especializados, que utilizam um test form (ferramenta para verificação das condições da impressora) na impressora offset. Com o resultado obtido, é gerado um perfil de cores para a plotter. É possível, também, prensar no mesmo tecido da produção. Isso é chamado de “aprovação em máquina”, na qual o cliente aprova as folhas da impressão offset prensados no tecido usado na produção. Porém, esse processo é pouco empregado, devido ao alto custo de hora/máquina e chapas.

xx

Problema: arte aprovada por celular ou computador não calibrado (e ela não bate com a produção)

Fazer aprovação via fotos de celular ou imagem enviadas por qualquer meio eletrônico é um dos procedimentos que mais geram problemas de diferença de cores. As configurações das telas de celular e computador variam muito. Portanto, o que se vê na tela de quem envia é diferente do que se vê na tela de quem está recebendo. Pior: ao rodar o serviço, surge um terceiro resultado.

Recomendação: aprovação no tecido que será utilizado na produção. Também há a possibilidade de fazer a aprovação digital via imagem. Porém, os terminais da aprovação e de conferência na produção deverão estar devidamente calibrados.

 

Sobre o autor: João Leodonio atua no segmento gráfico há 10 anos, como gerente de produção e consultor. Tecnólogo em produção gráfica, atuou como palestrante pela Imprensa Oficial, de Angola, e como consultor de processos produtivos. É proprietário da Pari Transfer Sublimático

 



Wasatch lança versão 7.2 do SoftRIP

Por Luiz Ricardo Emanuelli em 10/01/2015

Novas ferramentas do SoftRIP Version 7.2 permitem operações de pré-impressão mais rápidas

Novas ferramentas do SoftRIP Version 7.2 permitem operações de pré-impressão mais rápidas

A Wasatch, desenvolvedora de softwares, lançou a versão 7.2 do SoftRIP, aplicativo dedicado à impressão de grande formato.

As novas ferramentas da solução aumentam o controle e a qualidade da reprodução de imagens em tecidos e fine arts. Além disso, o software apresenta novos opcionais para Fotoba Marks, CHROMix Curve3 e calibração G7.

Segundo a empresa, também foram realizadas melhorias em ferramentas "Repeats" e nos controles usados para ajustar diferentes configurações de encolhimento dos tecidos.

Fine arts

O SoftRIP 7.2 inclui algoritmos de geração de cores e gradientes para produções de fine arts, por meio dos quais é possível obter imagens mais suaves e com maior qualidade. De acordo com a empresa, essa característica é particularmente interessante para sublimação em substratos rígidos.

G7 e Curve3

A Wasatch fez melhorias no uso da CHROMix Curve3 e do método de calibração G7. Segundo a empresa, ficou mais fácil obter a certificação G7 por meio do SoftRIP.

Marcas de corte e novos drivers

A ferramenta atualizada Fotoba Option dá mais controle em relação às marcas de controle e acabamento. O operador pode combinar as marcas a fim de melhorar o fluxo de trabalho e oferecer combinações adicionais ao imprimir marcas Fotoba.

A versão 7.2 do SoftRIP também inclui novos drivers de impressoras digitais recém-lançadas, como HP Latex 310/330/360, Mutoh VJ-426UF, HP Designjet Z6600/Z6800, DGI FD-1908, entre outras.

Fonte: My Print Resource